quinta-feira, 24 de maio de 2018

APOIAR GREVE DOS CAMINHONEIROS PODE SER UMA CILADA, BINO!

Nem adianta tentar falar de outra coisa porque o assunto do momento é a greve dos caminhoneiros.
Aliás, nem exatamente isso: numa democracia (muita gente diz que estamos num estado de exceção) tão frágil quanto a nossa, num país que sofreu durante 21 anos uma ditadura militar (sem que nenhum torturador ou governante assassino tenha sido preso), em que generais fazem ameaças aos outros poderes, em que candidato a presidente homenageia torturador, o que está no ar, muito mais que a greve, é o golpe. O golpe dentro do golpe, pois golpe mesmo já tivemos, em maio de 2016. Só não foi militar. Agora tem gente pedindo um golpe militar, que eles preferem chamar de "intervenção". 
Vale lembrar que o golpe de Pinochet contra Allende no Chile começou com uma greve de caminhoneiros. E talvez o nome para isso que está acontecendo não seja greve (é greve quando são os patrões que mandam parar?), mas locaute, paralisação, ocupação de estradas. Mas o fato é que, sem caminhões, pode haver falta de abastecimento de alimentos, pode haver aeroportos parados. Para protestar, é bom parar o país.
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O problema é parar pra quê. Se for pra apoiar um golpe militar -- como vários caminhoneiros estão dizendo -- eu tô fora. Bolsonaro apoia esta greve. A mídia golpista apoia esta greve. É preocupante que parte da esquerda a apoie também, sem analisar o que pode estar por trás. Quando na vida estivemos ao lado de reaças?
Protestar "contra tudo que está aí" não é um discurso político, é um discurso alienado. É um discurso vazio de quem diz detestar a política, mas sempre tem lado. Em quem os caminhoneiros e outros "intervencionistas" nostálgicos da ditadura militar votam? Quem eles mandariam pro paredão se pudessem?
 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

PREFEITURA QUER QUE VOCÊ SÓ TENHA FILHOS QUE PUDER CRIAR

Esses dias a prefeitura da pequena cidade gaúcha de Quaraí lançou uma campanha com o título "Só tenha os filhos que puder criar". É uma mensagem bem controversa que muitos acharam elitista
Publico aqui a posição de alguém que refuta a campanha. Cab3ssa é cientista social, licenciado em Sociologia, ex-estudante de Gestão Pública e servidor público municipal com longa passagem pela Secretaria de Assistência Social de uma cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A Prefeitura de Quaraí, RS, após uma publicidade polêmica que diz que as pessoas só devem ter os filhos que puderem criar, agora diz que quer "incentivar o debate". Já que muita gente que apoiou a campanha merece uma opinião fora do senso comum, vou explicar o meu ponto de vista.
O controle real sobre os direitos reprodutivos é ilusório. O acesso e a segurança dos métodos anticoncepcionais não é de 100%! 
Há estigmas sociais, questões de saúde (não existe pílula anticoncepcional masculina, e a feminina pode causar desde trombose a câncer), ignorância a respeito (o Movimento Escola Sem Partido vem somar ao tentar vetar educação sexual nas escolas), pressão do parceiro ou parceira, tabus religiosos, cortes em verbas do SUS. Nosso país investe em saúde taxas comparáveis às de países pobres da África.
Explosão populacional no Brasil é um falso problema. A taxa de fecundidade brasileira atualmente está por volta de 1,85, ou seja, cada mulher em sua vida reprodutiva tem menos de 2 filhos, o esperado é que a cada 10 mulheres ao fim de suas vidas tenham dado à luz 21 filhos, não 18, ou a população decresce. É a chamada taxa de reprodução populacional, uma população que decresce gera a médio e longo prazos falta de mão de obra, que é substituída por imigrantes e migrantes, que muitos temem e acham que vão trazer crime, baderna e perda de cultura local/ nacional. Os do Sul, onde fica Quaraí, são os que mais temem.
Alguém pode tentar argumentar: "Mas e os pobres que ficam botando filho no mundo sem poder criar?" Vamos lá. A humanidade cresceu e povoou todos os continentes criando as crianças em comunidade. Elas não eram responsabilidade apenas dos pais, mas dos clãs e dos grupos. Quando se vive da terra é desejável ter muitos filhos, para aumentar os grupos de caça, as mãos para colher, criar gado e plantar, etc. 
Há também a alta taxa de mortalidade em ambientes com animais peçonhentos ou selvagens e povoados sem saneamento, sujeitos a doenças como cólera, tifo e hanseníase, isso sem falar das sexualmente transmissíveis, sem antibióticos.
Para quem vive nas cidades muitas bocas para alimentar são um problema. É o problema que surgiu na transição do feudalismo para a sociedade industrial capitalista.
Aqui chegamos no problema do Brasil contemporâneo. Há uma tendência de achatamento dos salários e de exploração extrema dos trabalhadores no Brasil, é nossa "modernidade" que soa como a Revolução Industrial onde a vida era insustentável, mas isso não é por culpa das pessoas que precisam viver e trabalhar, é culpa de empresários que se beneficiam dessa situação e de governos que permitem e até incentivam que ela aconteça, colocam em prática uma ideologia liberal, como desculpa para ações sociopatas. 
Explicando melhor, essa ideologia liberal tenta jogar sobre o cidadão toda a responsabilidade sobre o seu destino, deixando o Estado responsável pelo mínimo de saúde, educação, e garantia da lei. No fim das contas vê como ideal uma sociedade onde quem tem mais poder tem mais direitos, e quem tem menos poder nem direito a ter filhos tem. 
Economicamente isso é desastroso, como eu disse no princípio, já que extingue a mão de obra e o mercado consumidor.
Como eu disse anteriormente, em um ambiente saudável socialmente, é responsabilidade da comunidade o cuidado das crianças.
Prefeituras são os governos eleitos das comunidades onde vivemos, não devem se isentar dessa responsabilidade jogando-a sobre os pais apenas. Cidadãos não devem apoiar gestores que dizem isso, sabendo o que estão falando, ou seriam incompetentes. Gestores têm que ter um mínimo de entendimento sobre economia. 
A demografia, que estuda populações, é uma de suas disciplinas. É de responsabilidade da gestão pública trabalhar para que os países e suas unidades prosperem e as pessoas tenham uma vida digna. Pessoas pagam impostos para que prefeituras garantam a educação e a saúde de seus filhos. É enganoso, vulgar e afrontoso que algum governo no Brasil faça uma campanha desse tipo.

terça-feira, 22 de maio de 2018

JÁ QUE PEDIRAM TANTO PRA EU FALAR DAS ELEIÇÕES VENEZUELANAS...

Nicolás Maduro foi reeleito na Venezuela, com 68% dos votos. Óbvio que EUA e outros países (como o nosso -- haja cara de pau um governo golpista condenar eleições alheias!) não querem reconhecer a vitória de Maduro. 
Se a oposição tivesse vencido, os donos do mundo reconheceriam?
Estou sem tempo e com muito mais interesse sobre o que ocorre politicamente no Brasil que na Venezuela. Mas tá cheio gente que acompanha os acontecimentos no país vizinho e tem muito o que falar.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

AS UNIVERSITÁRIAS CHILENAS COMEÇARAM UMA REVOLUÇÃO

O Chile está em marcha, devido a mobilizações feministas lideradas por universitárias em todo o país. 
Quem me contou foi um casal que mora em Blumenau: "Esse é um momento histórico para as mulheres chilenas, com impactos positivos para a sociedade, pois abriu um canal para o diálogo que antes não existia. Foi com a Alessandra, minha companheira e autora desse texto, que descobri o feminismo. Ela acompanha teu blog faz anos e foi através dela que conheci teu trabalho. Queremos te agradecer por todos os teus posts que inspiram a muitas mulheres (e homens) a lutar por uma sociedade menos machista e mais consciente. Te adoramos!"
Ahhh! Acompanhe o belo post de Ale Boos (doutora em Paleontologia e professora em Gaspar) e Mario Quiñones (designer com mestrado em animação, e chileno). E vamos seguir o exemplo das nossas vizinhas!
“Moça! O quê você faz com esse decote? Você veio para uma prova oral ou gostaria de ser ordenhada?” 
“Devemos exigir ainda mais das mulheres feias, porque as lindas mesmo sendo burras, encontram marido… Ao contrário, uma mulher feia e burra não tem quem aguente!”
“Moça, me faça um favor: pegue os 4 milhões de pesos (20 mil reais) que custam o seu curso e vá para o shopping!”
“Quando um homem olha uma mulher e sente vontade de estuprá-la, não é mais que uma desordem nas suas inclinações naturais”.
Esses são alguns exemplos de frases misóginas escutadas por estudantes universitárias chilenas todos os dias e ditas pelos seus professores em sala de aula. As frases foram reunidas em uma carta assinada por 127 alunas da Faculdade de Direito da Universidad Católica na capital Santiago. O número de alunas apoiando a carta segue crescendo. 
Apesar de ser um país não muito distante do Brasil, sabemos pouco sobre o Chile. Talvez algumas e alguns de nós se lembrem dele pelos bons vinhos, pelo futebol, pelo deserto do Atacama e como “o país mais desenvolvido da América do Sul”. 
Mas o Chile, assim como outros países do nosso continente, possui problemas como a desigualdade social, o genocídio dos povos indígenas, a corrupção e claro, o machismo. Nesse último quesito, somente ano passado foi aprovada uma lei que permite às chilenas direito ao aborto seguro nos casos de estupro, risco de morte da mãe ou quando o embrião/ feto possua alguma má formação congênita ou genética letal. Sim, antes disso, o Chile fazia parte da “seleta” lista de nações em que o aborto é proibido em qualquer situação! 
Aprovada e colocada em vigor a lei, havia a sensação de se caminhar rumo à conquista de mais direitos para as mulheres, maior respeito e igualdade entre os gêneros. Mas nas últimas semanas vieram à tona vários casos de machismo no ambiente universitário e as chilenas se uniram, foram às ruas, ocuparam suas faculdades e conseguiram uma grande vitória: um projeto de lei específico contra o assédio sexual no mundo acadêmico!
Tudo começou na Universidad Austral (em Valdivia, no sul do Chile) no dia 17 de abril, onde as estudantes ocuparam a Faculdade de Filosofia e Humanidades em protesto às denúncias de abuso sexual e violência de gênero dentro da instituição. Logo depois, no dia 27 de abril, foi a vez de ocupar a Faculdade de Direito da Universidad de Chile (a universidade pública mais antiga e de maior prestígio do país). 
Nessa universidade, o professor de Direito administrativo e ex-presidente do Tribunal Constitucional (equivalente ao STF do Brasil), Carlos Carmona, foi denunciado por assédio moral e sexual por sua ex-assistente e estudante do quinto ano, Sofía Brito. Ela resolveu levar a público a sua história em um programa de rádio feminista apresentado pela comediante e atriz Natalia Valdebenito. Segundo Sofía: “a importância que esse professor tem no mundo do Direito e da política faz com que seja muito difícil que acreditem em uma simples estudante”. Os trechos a seguir também foram retirados dessa entrevista:  
“A primeira vez que eu me senti incomodada por Carmona, falei pra ele que havia limites corporais, mas ele começou a manipular a situação dizendo que não podia trabalhar comigo se era eu quem colocava os limites, que ele precisava me conhecer em todas as esferas da minha vida”. Após a denúncia, “muita gente começou a me questionar e a situação ficou conhecida dentro da universidade”. A jovem falou que muitas vezes pensou em abandonar o curso depois da denúncia, pois era a primeira vez que tinha problemas com um professor, mesmo tendo previamente trabalhado com muitos outros. 
A situação mais grave de assédio aconteceu bem no meio das tramitações para a aprovação da lei do aborto durante o ano passado. Naquele momento, Sofía preferiu calar-se para não comprometer a decisão judicial final do ex-presidente do Tribunal Constitucional, que era seu chefe e seu abusador. Após as denúncias formais dela à universidade, Carmona foi apenas afastado por três meses das suas atividades na instituição. 
O que aconteceu com Sofía foi a gota da água... Na opinião das estudantes, a punição recebida pelo professor foi muito branda e demonstrou como as políticas institucionais para combater o assédio sexual nas universidades são falhas. O episódio gerou uma catarse coletiva nas estudantes universitárias em nível nacional, que começaram a reconhecer o forte machismo dentro da sala de aula, o que gerou a carta que comentamos no início do texto, além dos protestos e ocupações. 
No nível administrativo, a desigualdade de gênero é ainda mais evidente no ambiente acadêmico. Recentemente circulou uma foto do Conselho de Reitores das Universidades Chilenas (CRUCH) e das máximas autoridades das 27 universidades públicas e particulares: nenhuma era mulher. 
São esses contrastes e injustiças de gênero que levaram a aumentar para 15 o número de universidades e para mais de 30 faculdades em greve ou ocupação até agora, por tempo indefinido. Inclusive, alunas do emblemático colégio feminino “Liceo Carmela Carvajal”  -- porque no Chile ainda existem escolas separadas para meninas e meninos 
"Nos tiraram tanto que nos tiraram
o medo", protestam chilenas
-- invadiram e ocuparam o Instituto Nacional (colégio masculino de maior destaque, equivalente a um instituto federal) para protestar contra o machismo e a violência de gênero depois de uma denúncia de assédio sexual contra uma assistente dentro do instituto.
Além disso, alunos desse mesmo colégio criaram um moletom de turma com os dizeres: “Quem dera ser bissetriz para te dividir em duas partes, e altura para passar pelo teu ORTOcentro" (orto em espanhol é cu em português).
Na última quarta-feira, 16 de maio, aconteceu a maior manifestação dos movimentos feministas já feita no país. Mais de 150 mil estudantes marcharam pela Alameda (principal avenida de Santiago), desde a Praça Itália até o Palácio do Governo. “A particularidade que essas mobilizações têm é que colocam no centro das prioridades demandas historicamente tratadas como secundárias, como é a educação não sexista, e a partir daí estamos insistindo junto ao movimento de estudantes para que entendam que a transformação radical do modelo de educação não vai acontecer se não incorporarem essas perspectivas (de gênero), que são também parte de uma luta maior. A gente fala de uma ruptura cultural” disse Emilia Schneider, porta-voz da ocupação da Faculdade de Direito da Universidad de Chile. 
Algumas das demandas mais concretas do movimento são a capacitação dos professores, alunos e funcionários em temas como feminismo e igualdade de gênero, além de modificações nos programas de ensino para incluir uma maior quantidade de mulheres no corpo docente e de autoras nas bibliografias exigidas pelas universidades.
O feminismo chegou para abrir mentes e desconstruir uma sociedade criada e dominada pelo machismo e patriarcado. É hora de mudar paradigmas, de lutar ainda mais contra o conservadorismo, de censurar os homens que gostam de censurar, como o ex-candidato à presidência do Chile Tomás Jocelyn Holt, que se declara “liberal” e no Twitter fez comparações entre os seios das manifestantes chilenas e os da mulher do famoso quadro da revolução francesa de Delacroix: “o tamanho da revolução se mede pelo tamanho dos seios das suas musas”. 
Holt é mais um exemplo do trabalho gigante que significa mudar o sistema, mas ao menos nas duas últimas semanas, o feminismo é tema de conversa obrigatório na sociedade chilena, nos meios de comunicação impressos e nos diferentes programas de TV. 
Chegou a hora de falar, de denunciar e de mobilizar as instituições de ensino superior para que finalmente lutem pela igualdade de direitos, por uma maior justiça e por tolerância zero ao machismo e à violência de gênero. Por um presente e futuro melhores para as mulheres chilenas e de todo o mundo!

domingo, 20 de maio de 2018

O BRASIL REALMENTE VOLTOU 20 ANOS EM 2

Quantos anos voltamos?

Esta semana o governo Temer, em mais um show de incompetência, lançou um slogan para comemorar dois anos de golpe: "O Brasil voltou, 20 anos em 2". Diante das piadas -- é só tirar a vírgula que a frase fica correta, ou "só 20 anos?" -- a campanha foi modificada. 
Publico aqui um breve artigo de Orlando Silva, líder do PCdoB na Câmara e deputado federal por SP, mostrando que o slogan era verdade mesmo. 

O Brasil realmente voltou. Bastaram dois anos sob o comando de Michel Temer para o país registrar recordes negativos e acabar com avanços em todas as áreas. Os graves retrocessos econômicos e sociais são as maiores e verdadeiras realizações do governo ilegítimo.
Nesta semana, o golpista celebrou o aniversário de sua gestão, divulgando mais uma vez resultados fantasiosos. Com 82,5% de reprovação popular apontada em pesquisas recentes, Temer se engana ao imaginar que conseguirá iludir os brasileiros. O sofrimento do povo é real e cotidiano, desde que se iniciou o desmonte nacional generalizado, desencadeado pelo golpe contra a então presidenta Dilma Rousseff em 2016.
Em meio a uma crise econômica e política sem precedentes, o presidente se mantém inerte diante da piora de todos os sinais da economia, da produção, do emprego e da renda no primeiro trimestre de 2018. Pelo contrário, o governo corta ou torna inoperante instrumentos de recuperação econômica. Um exemplo é o enfraquecimento dos bancos públicos. O fim da taxa de juros de longo prazo do BNDES inviabiliza o financiamento do desenvolvimento nacional.
A austeridade sem limites aniquila a ação estatal, impedindo a retomada do crescimento econômico. Os investimentos públicos despencam. Entre 2015 e 2017, o montante médio pago anualmente pelo governo federal chegava a R$ 57 bilhões. No ano passado, esse total caiu para apenas R$ 38 bilhões. Nas estatais, a queda foi ainda maior, baixando de R$ 123 bilhões investidos em 2013 para R$ 76 bilhões em 2016.
A precarização do mundo do trabalho é outra marca do governo que gera uma desesperança recorde. Somente em 2018, o desemprego cresceu 1,5 milhão. A destruição dos direitos trabalhistas leva ao aumento ainda maior do subemprego. Entre 2015 e 2017, registrou-se uma redução de 2,5 milhões no número de trabalhadores com carteira assinada. Nesse mesmo período, houve diminuição de 1,8 milhão no total de pessoas formalizadas com a Previdência Social.
O país também caminhou velozmente para trás na área social. No ano passado, a pobreza extrema aumentou em 1,5 milhão de brasileiros. Com o enxugamento dos programas sociais, voltou também o fantasma das mortes infantis. De acordo com dados consolidados pela Fundação Abrinq, a mortalidade infantil (entre crianças de 1 e 4 anos) cresceu 11% entre 2015 e 2016. Este foi o primeiro aumento desse indicador após 13 anos consecutivos de queda.
Neste breve balanço do governo golpista, fica claro que o Brasil enfrenta dois anos de falta de perspectiva e de arrocho social. É hora de nos levantarmos e bradarmos ainda mais alto: Fora Temer! As eleições de 2018 são a oportunidade da virada. Resistiremos até o fim e lutaremos para recuperar a esperança no futuro.