segunda-feira, 2 de maio de 2016

VAMOS DESPRINCESAR NOSSAS MENINAS

Vi esta notícia esses dias e achei o máximo: tem um curso de "desprincesamento" rolando numa cidade do Chile, Iquiaque. As atividades incluem debates, cantorias e aulas de defesa pessoal. 
O coordenador do curso explica o que deseja para as alunas de 9 a 15 anos: "Buscamos dar a elas ferramentas para que cresçam como meninas livres de preconceitos, empoderadas e com a convicção de que são capazes de mudar o mundo, e que não precisam de um homem do lado para isso". 
Talvez não seja tão diferente de iniciativas como a Girls Rock Camp que, através da música, tenta fazer com que as meninas conheçam o poder que tem dentro delas. 
Essas atividades são diametralmente opostas a aberrações como a "escola de princesas" em Uberlândia, para que meninas de 8 a 12 anos aprendam noções de como as princesas das famílias reais se comportam, com ênfase na aparência (maquiagem, vestidos, cabelos, tiaras), "meiguice", e etiqueta na mesa de jantar. 
Ou seja: um prato cheio para ensinar meninas a aspirarem ser "belas, recatadas e do lar" quando crescerem.  
Ah, mas alguém pode dizer, deixa as meninas! Se elas querem se cobrir de rosa, usar tiara e salto alto e fantasiar que viverão num castelo medieval, que mal tem? Bom, tem uns probleminhas sim. E o importante é analisar como um pensamento tão retrógrado domina a mente de tantas garotinhas.
Já faz uns anos, li um livro delicioso, Cinderella Ate My Daughter (algo como "Cinderela Devorou Minha Filha"), da jornalista americana Peggy Orenstein. Ela narra sua perplexidade ao constatar que, quando sua filha Daisy fez 3 anos, a menina estava tão encantada com a história de Branca de Neve que, numa festa infantil, deitou-se no chão com os olhos fechados esperando que algum menino a beijasse para que ela pudesse despertar do seu sono induzido por uma maçã envenenada. 
Isso teria sido mais romântico se eu
estivesse acordada e vc pensasse que
eu estava viva
Peggy não gostou do que viu, pois não considera Branca de Neve um bom modelo -- sua única virtude, além de estar dentro do padrão de beleza, é ser maníaca por limpeza. Peggy nunca tinha contado essa fábula para sua filha, mas é claro que Daisy a conhecia. Ela conhecia também todas as outras histórias de princesa. E Peggy estava preocupada.
Esqueça princesa, me chame
de presidenta
Nas palavras dela (minha tradução capenga): "O que quero para a minha filha parece simples: que ela cresça saudável, feliz e confiante, com uma noção clara do seu potencial e a oportunidade de realizá-lo. No entanto, ela vive num mundo que diz pra ela, independente d'ela ter três ou trinta e três anos, que a maneira mais certeira de chegar lá é aparentar ser a Cinderela". 
Em seu livro, Peggy explica direitinho que o conceito de "Princesa da Disney" na realidade só começou no ano 2000. Foi nessa época que um ex-executivo da Nike percebeu que as meninas dos EUA usavam aos montes fantasias de princesas Disney, mas elas eram costuradas em casa. Não havia fantasias prontas. Como o capitalismo não estava lucrando em cima desse filão?
Foi uma aposta arriscada: até então, a Disney nunca havia vendido seus produtos sem estarem atrelados ao lançamento de algum filme, e executivos mais antigos consideravam heresia juntar personagens de histórias diferentes. É por isso, diz Peggy, que quando as princesas da Disney aparecem num mesmo item (por exemplo, numa lancheira, capa de caderno ou lençol), elas não fazem contato visual. Cada uma olha prum lado, não pras outras. 
As princesas Disney que mais vendem são Cinderela, Bela Adormecida, Ariel e Belle. Branca de Neve e Jasmine ficam um pouco atrás; Mulan, Pocahontas e Tiana (a primeira princesa Disney negra), muuuuuito atrás (mas uma menina negra fantasiar ser princesa é bem diferente de uma menina branca. Pra quem sempre foi encarregada de executar serviços pesados, caso das negras, imaginar uma vida de luxo e descanso tem outro significado. E tem toda a questão das princesas africanas).
Não sei a popularidade das princesas mais recentes e prafrentex, como Merida e Anna e Elsa, mas posso imaginar que são muito rentáveis (e vale lembrar toda a celeuma causada quando surgiram as bonecas Merida, com cabelos infinitamente menos "rebeldes" que no filme).  
Até 2010, existiam cerca de 26 mil produtos licenciados com as personagens das princesas mais tradicionais (só nos EUA, e só estamos falando de princesas Disney!). Um ano depois do licenciamento, ou seja, em 2001, as vendas já haviam catapultado para 300 milhões de dólares. Em 2009, elas já haviam alcançado a marca dos US$ 4 bilhões. É a maior franquia do planeta para meninas de dois a seis anos. 
O executivo responsável por gerar essa montanha de dinheiro tentou tranquilizar Peggy sobre a influência nefasta, digamos, que se identificar com princesas que esperam ser salvas por um príncipe encantado pode ter sobre meninas tão novas. "Elas superam essa fase", assegurou ele. "Vejo meninas expandindo sua imaginação ao se visualizarem como princesas, e depois elas passam essa fase e acabam se tornando advogadas, médicas, mães, ou princesas, dependendo do caso". 
Peggy conta que pesquisou bastante para escrever o livro, e de fato não encontrou nenhum estudo provando que brincar de princesa arruína a autoestima das meninas ou as demove de outras aspirações. Porém, existem inúmeros estudos de que quanto mais mídia mainstream as meninas consomem, mais importância elas colocam em ser bonitas e sexy. 
E existem mais estudos mostrando que meninas adolescentes e inclusive alunas universitárias que têm ideias convencionais sobre feminilidade são menos ambiciosas e mais sujeitas a ficarem deprimidas. Essas jovens dizem gostar menos de sexo e insistem menos para que seus parceiros usem camisinha. 
Se eu tivesse uma filha, ficaria bem desapontada se ela quisesse brincar de princesa ou respondesse à pergunta "O que você quer ser quando crescer?" com as palavras "top model" ou "miss universo". Mas sei que a influência que uma mãe exerce sobre suas crianças é limitada. É bem provável que a mídia tenha muito mais força em moldar sua menina do que os pais. 
E a influência da mídia em geral é maciça, nós sabemos. Peggy fala sobre como todo mundo imediatamente chamava sua filha de "princesa", da dentista à garçonete hipster. Elas não faziam por mal, claro. Era um elogio. Mas que tipo de mensagem passamos ao querer que nossas meninas sejam princesas? Não chamamos os meninos de "príncipes". 
Não tenho o menor apreço pela monarquia, que rima com hierarquia. Reis e rainhas eu só saúdo no meu tabuleiro de xadrez. E príncipes e princesas são menos que monarcas, são reis e rainha wannabePrincesas são decorativas, cumprem protocolos de delicadeza, não têm poder real. Não vou pedir desculpas por lutar para que meninas sejam muito mais do que isso. 

sábado, 30 de abril de 2016

"PENSANDO EM DESISTIR DO CURSO"

A D. me enviou este relato:

Acompanho seu blog há algum tempo e o acho realmente fantástico! Ler certos relatos me faz ver que não sofro sozinha. Sinto verdadeira compaixão pelas pessoas que compartilham suas experiências traumáticas com as leitorxs do seu blog. Bom, aqui vai a minha. 
Já faz alguns meses, tenho estado muito mal por conta de um problema psicológico. No começo foi assustador, minha família não entendia o que estava acontecendo comigo, eu mesma não entendia, só chorava, não queria sair de casa, não queria comer. Era meu último ano de colégio, isto é, era época de vestibular. Buscando ajuda na internet, encontrei o nome do mal que eu sofria. Acredite, isso me fez piorar, pois eu vi que era um problema considerado de difícil tratamento. 
Além disso, eu sabia que minha família não teria dinheiro para pagar ao menos uma consulta num psicólogo, muito menos o tratamento e os remédios. Assim, eu passei a fingir que havia melhorado, que estava bem, e finjo até hoje. Não queria preocupá-los nem fazê-los gastar um dinheiro que não tinham. Cada dia foi um sofrimento. Mesmo estando mal, eu me obrigava a sorrir. Consegui realizar a façanha de esconder a doença até de mim mesma.
Parece absurdo, mas funcionou. Eu fingia para mim mesma que estava bem. Meus amigos, mesmo sem saber pelo que eu estava passando, me ajudaram a superar e esquecer o problema. Depois de algumas semanas eu melhorei. Me sentia 100% novamente. 
Prestei o vestibular. Foi uma luta, mas, por incrível que pareça, tirei notas muito boas. Quando o ano estava para acabar, eu (não sei por qual motivo), fui pesquisar sobre o problema, talvez para ver como ele era ruim e como era bom tê-lo superado. Erro fatal, Lola. Imediatamente, ao ler sobre ele, tudo voltou em um turbilhão de memórias ruins e, dessa vez, eu não teria mais meus amigos para me ajudarem. Me senti pior do que no começo.
Emagreci, muitos perceberam. Não conseguia dormir, muitas vezes tive que tomar remédio. Eu sabia que era algo relacionado à depressão, estresse, ansiedade (sei que um autodiagnóstico não é o melhor a se fazer, mas tudo o que eu tinha batia com as informações que encontrei). Criei coragem e contei para os meus pais. Minha mãe compreendeu perfeitamente. Meu pai parecia mais bravo do que comovido, bravo por eu não ter contado pra ele antes. Disse que eles me levariam no psicólogo, que eu ia nem que fosse obrigada. Eu sei o quanto ele se esforça pra colocar comida na mesa, Lola. Não achava justo que ele fosse trabalhar mais do que já trabalhava por minha causa. 
Novamente, eu fingi que havia melhorado. Virou o ano, minhas notas das provas chegaram. Eu já não sabia mais o que queria da vida. Usei minha nota do Enem, escolhi um curso completamente diferente do que o que eu imaginava que fosse fazer. Entrei em uma universidade de muito nome. Me mudei de cidade para estudar. Fui morar sozinha com pessoas da faculdade. Eu sabia que devia ficar perto da minha família, me tratar e tentar vestibular outra vez, se necessário fosse. Mas eu também sabia que, estando sozinha, seria obrigada a agir naturalmente, o que podia ser a saída para o meu problema. 
Sinceramente, começou a dar certo. Aprendi a me virar, a engolir o choro e a ser mais corajosa. Até pouco tempo, eu estava bem. Até algumas pessoas começarem a fazer piada sobre um reflexo que o problema tinha sobre meu corpo. Por causa da ansiedade que eu tinha, eu transpirava muito. Quando o problema voltou, a transpiração em excesso voltou junto. Antes de eu vir para a faculdade, um médico do hospital público disse que eu estava transpirando muito por conta da ansiedade e que eu deveria aprender a controlar isso e me acalmar. Eu tentei, Lola. 
Mas, há pouco tempo, eu tive que realizar uma tarefa física sob um calor infernal durante uma hora inteira. Não deu outra, eu transpirei tanto que minha camiseta ficou manchada de suor. Estava praticamente encharcada. Uns colegas da faculdade viram. Alguns dias depois, eu comecei a ouvir algumas indiretas e piadinhas deles sobre o ocorrido. Nunca me senti tão triste como quando eu entendi que aquilo era pra mim. As pessoas são impiedosas, Lola. Elas não sabem um terço dos seus problemas e te pisam, te matam por dentro. Agora, o problema voltou mais uma vez, tão forte quanto antes. 
Tenho me segurado para não chorar. Estou super nervosa com os seminários que tenho que apresentar. Sinto que vou ser ridicularizada, que vão rir de mim quando eu falar. Não consigo nem pensar nisso que já me dá tremedeira. Estou criando coragem para ir no psicólogo da faculdade, não sei se vai me ajudar. 
Estou muito chateada, pois estou gostando do curso que escolhi, e até fiz bons amigos aqui, mas estou com medo da humilhação que posso sofrer. Eu não esperava isso. Achei que a universidade era um ambiente mais descontraído, sem infantilidade, com pessoas mais maduras. Mas não é, Lola, é um lugar muito opressor. 
Me ajude, Lola, não sei mais o que fazer, estou muito angustiada com o que aconteceu. Estou pensando seriamente em desistir do curso e voltar pra casa.

Meus comentários: Querida D., fingir que você não tem um problema não vai fazer com que ele vá embora. Ele pode até sumir por um tempinho, mas vai voltar. Por isso, você precisa de tratamento. Coragem! Procure o atendimento psicológico da sua faculdade. Muitas vezes demora até conseguir vaga, mas não desista. 
Pelo que percebi, você fica com o pé atrás para buscar ajuda psicológica. Senti isso quando você descreveu a reação do seu pai, quando ele disse que você iria nem que fosse obrigada. Antes você dizia que não queria ir por questões financeiras. Mas agora, que você tem certo acesso a atendimento na universidade (não que seja fácil, a procura costuma ser grande), você diz que falta coragem. 
E continua preferindo se autodiagnosticar. Vamos lá, linda! Você sabe que precisa, então vá lá, entre numa fila de espera, se precisar.
E sim, tem muita gente impiedosa na universidade. Tem gente impiedosa e cruel em todo lugar. Mas tente ignorar essas pessoas e se focar nas pessoas bacanas, naquelas com quem você estava começando a fazer amizade, em gente inteligente que não fica zoando de alguém que suou muito debaixo do sol. 
Lembre-se que praticamente todo mundo fica super nervoso com os seminários que têm que apresentar em sala de aula. Eu sei porque sou professora e meus aluninhos queridos sempre entram em pânico, mesmo sabendo que estão diante de gente legal, que vão falar pra pessoas que só querem o seu bem. É incrível como o nervosismo toma conta de todos. 
Tenho um aluno formidável, um dos melhores. E ele me mandou um email outro dia avisando que não viria pro meu curso porque iria dar sua primeira aula de inglês no estágio e não estava nem conseguindo dormir de tão nervoso. Antes do estágio, ele deve ter apresentado dezenas de seminários nas mais diversas disciplinas, e ele sempre brilhou em todos. Mas nem toda essa experiência e esses ótimos resultados adiantaram: ele continuava ansioso. Não preciso nem dizer que ele foi super bem, né?
Mas imagina você, ainda no início do curso, "enfrentando" uma turma que você considera hostil (talvez não seja). É compreensível que você fique nervosa. Mas nada de largar a faculdade por causa disso, ok? Prepare bem o que você vai apresentar, pratique, aprofunde-se no assunto, vá lá na frente da classe e dê o melhor de você, sem pensar  no que os outros vão achar. Dificilmente alguém vai te ridicularizar. E, se tentarem, os ridículos serão eles, não você. 
Mas não vão. Às vezes, quando estou ansiosa, eu tenho uma técnica chamada "pior cenário possível". Consiste em fantasiar o pior que pode acontecer comigo naquela situação. Ao pensar nisso, vejo que nem mesmo o pior cenário é tão desesperador assim. 
Então pense, D.: o que pode acontecer de pior contigo se você procurar o psicólogo na sua faculdade? (é não ter vaga, acredite). O que pode acontecer de pior nos seus seminários? Um babaca qualquer rir de você? Como você reagiria? Ele não estaria se expondo muito mais pelo bacaca que é do que te expondo? 
Não desista, D. Você tem um problema (que eu não sei qual é), e ele está te afetando. Vá à luta!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

RIR PARA RESISTIR


Nós feministas ganhamos mal (o cheque que a Ford, Rockefeller e McArthur me pagam pra defender o aborto ainda não chegou este século, e o de vocês?), mas pelo menos nos divertimos.
Ontem acordei de manhã com a caixa d'água rachada pingando no meu computador e, pra variar (obrigada por ter comprado a GVT, Vivo!), praticamente sem internet. Logo fiquei sabendo que um deputado católico fez discurso dizendo que "mulher de verdade" não quer empoderamento, que só feminista (que, ao contrário da Amélia, não é mulher de verdade) quer esse tal de empoderamento, as outras querem ser amadas e cuidadas.
Depois começou a audiência no Senado sobre a sugestão de legalizar o aborto no Brasil até doze semanas. Houve falas muito boas e embasadas como as da professora mexicana Letícia Bonifaz, que veio relatar o que está acontecendo na Cidade do México após a legalização, a da advogada Leila Linhares (leia uma entrevista exclusiva aqui), e da médica Melânia Amorim, referência em obstetrícia no país.
Porém, do lado obscurantista, foi a mesma pobreza argumentativa de sempre. Se fomos poupadas dos padres desta vez, não conseguimos escapar dos sermões do fundamentalista cristão e presidente da mesa, Sinhozinho Magno Malta, e nem das mentiras de Sara Winter
Fora insistir que todas as feministas somos milionárias por recebermos altas granas das fundações internacionais e que é só entrar num coletivo feminista pras minas te soterrarem com Cytotec, desta vez Sara chorou. Ou fingiu chorar, num show de canastrice que dificilmente convenceria nem o mais fiel dos fiéis. Seria bom fazer um curso intensivo de interpretação antes, porque não colou. 
Bonus track: antes de chegar à audiência, a afilhada política de Bolsonaro e Feliciano -- todos os três estão no mesmo partido, o PSC -- escreveu na sua página no FB: "Já a caminho do Senado para salvar os bebês brasileiros". Bonus track 2: depois da audiência, Sara disse que teve "que sair escoltada do plenário, porque elas tentaram cuspir em mim". Ahã. Deve ser tão verdade como aquilo que ela falou de ter sido xingada de "nazista", aos berros, por mim no Superpop. E ela ainda chama as feministas de vitimistas!
Nem tudo foi terrível. Sara pelo menos explicou por que nós feministas (que, segundo ela, só falamos sobre aborto!) lutamos pela descriminalização e legalização do aborto: é uma questão de ego. Entendeu? (me expliquem, por favor!).
Não foi só. Depois, no plenário, um médico sugeriu que aborto é coisa de mulher que vai pra balada, fica bêbada, depois fica grávida, e não quer arcar com as consequências (você leu corretamente: um médico disse isso, desconsiderando todas as pesquisas sobre o perfil de quem mais aborta no Brasil: mulher casada, com filhos, católica). 
Sinhozinho Malta adorou a fala dele e prometeu chamá-lo pra próxima audiência. Porque, né, é sempre bom contar com argumentos contundentes.
Talvez a pérola tenha ficado com uma jovem jornalista que, tal qual Sara, também tinha uma explicação para as feministas quererem legalizar o aborto: é para praticarmos o sexo ilícito. Não entendi bem o que ela quis dizer com "sexo ilícito". Felizmente, um leitor perguntou a ela na sua página no FB e ela teve a delicadeza de responder:
Sexo ilícito: "Para a maior parte das feministas trazer [transar] com 10 homens em uma noite por exemplo, é normal! Isso se torna sexo ilícito! Dicionário: qualidade do que não é legal ou moralmente aceitável".
Agora vocês já sabem por que tanta gente se entrega ao feminismo! Não é pelos milhões, quiçá bilhões, de dólares que são depositados nos nossos cofres pelas fundações judaicas -- é pelos 72 virgens no paraíso, quero dizer, pelos dez homens na cama por noite.
Depois de ler a sandice da jornalista, meu dia acabou. Desisti de trabalhar e passei as horas seguintes morrendo de rir com os tuítes de feministas frustradas (porque não cumpriram a cota dos dez por noite), feministas confusas (afinal, não falavam que a gente era baranga e lésbica e mal-amada? Imaginem quantos parceiros teríamos por noite se não fôssemos tudo isso!), e feministas wannabe (porque, a partir de agora, quem não quer ser feminista?!). Coletei os melhores aqui pra você engasgar de rir (clique para ampliá-los). Porque rir também é uma forma de resistência.