segunda-feira, 31 de março de 2008

HOMENS QUE ODEIAM MULHERES

Isso é antigo, aconteceu no ano passado, mas eu só vi sábado. Desculpe, sou meio lerdinha. Num programa de rádio, os apresentadores e um dos ouvintes se divertiram à vontade falando atrocidades. Entre outras coisas, disseram que adorariam “f**** aquela vadia da Condoleezaa Rice [secretária de Estado] até à morte”. Fantasiaram sobre o horror no rosto dela quando percebesse o que estava acontecendo, enquanto a seguravam, batiam nela, e gritavam “Cale-se, vadia!”. Não preciso nem mencionar que esses comentários geraram muitos protestos, e o programa até perdeu (merecidamente) alguns anunciantes. Uma mulher reclamou no seu blog que estupro não é algo engraçado, e narrou como foi violentada aos 16 anos, quase “até à morte”, deixada numa poça de seu próprio sangue, o que, por algum motivo, não é uma lembrança que lhe faça rir. Como eu já disse, toda mulher tem uma história de horror pra contar, então o caso dela não é único. O que me chamou a atenção foi a imensidão de comentários que essa mulher recebeu de homens incrivelmente agressivos. Alguns destaques que eu traduzo:

Sua experiência de ter sido estuprada é absolutamente irrelevante”.

Ninguém no programa de rádio usou a palavra 'estupro'. Falaram de segurar a mulher e do horror no seu rosto, mas isso não tem nada a ver com estuprar”. [Não, claro, isso é fazer amor].

Você é uma vaca gorda sem senso de humor”.

Você é uma mentirosa. Inventou essa história pra promover o seu feminismo. Mas se por acaso você não estiver mentindo, pelo menos uma vez na sua vida patética você conseguiu ser útil”.

'Estuprar alguém até à morte' é apenas uma expressão. Significa f**** uma fêmea tão bem que ser f***da de novo é a única coisa importante pra ela. E isso é basicamente o que toda garota quer, transar tão gostoso que ela tem que idolatrar o pênis. Você sabe que é verdade”.

Ouça, sua vadia, você obviamente não faz a menor idéia do que está dizendo. Você é uma imbecil irracional e emotiva incapaz de raciocinar sobre qualquer coisa. Você não deveria estragar a vida de outras pessoas à sua volta”.

Não minta só porque ele te abandonou depois de ter acabado. Foi a melhor transa que você já teve”.

Espero que você pegue AIDS quando for estuprada por um sem-teto nos becos de NY, sua vadia”.

A única tragédia é que um tiro não acabou com você depois de ter sido usada pra única utilidade que você tem no mundo. Você deveria se considerar sortuda que algum homem achou uma ogra horrorosa como você 'estuprável'”.

Uma pena que o estuprador não te matou, sua vaca”.

Alguém deveria jogar todas essas vadias fracassadas numa máquina de lavar com o Magic Johnson [porque ele tem AIDS] e um monte de navalhas junto”.

Feminazis como você estão arruinando este país [EUA]”. [Já é a terceira vez que ouço esse termo, mistura de feministas com nazistas. Deve estar na moda. Se você ainda não está convencido(a) do horror desses comentários, tem mais aqui].


O que tenho dificuldade pra entender é o porquê de tanto ódio. Me impressiona que, onde houver um relato de uma mulher violentada, haverá dúzias de homens que sentem-se no dever de deixar claro que aquela mulher é uma mentirosa e/ou teve sorte de algum cara se interessar por ela. Tá, sei que há muitos adolescentes na internet que adoram redigir as bobagens mais atrozes apenas para chocar. Mas ninguém destila tanto ódio no vácuo. É impossível escrever “uma pena que o estuprador não te matou” ou declarar a famosa “estupra, mas não mata” do Maluf sem estar expressando uma parte do que você acredita. E certamente nem todos os trogloditas que mandaram as observações acima eram teens brincando de ofender. Tem adulto no meio, e aí eu volto a minha hipótese dos bullies que sentem saudades dos seus tempos de escola, quando podiam pisar nas suas vítimas. Ao crescer, esses bullies se aproveitam do anonimato da internet. Mas por que tantos homens odeiam as mulheres?

Eu sou feminista, ou feminazi, se preferir, desde que me conheço por gente. Tenho desenhos meus de quando eu mal sabia escrever defendendo o “poder da mulher”. Não li tantos livros feministas como devia. Mas recentemente li um clássico da década de 70, The Female Eunuch (A Mulher Eunuco) da Germaine Greer, que diz, com todas as letras, uma frase com a qual concordo 100%: “nós mulheres precisamos deixar de ser as maiores aliadas do capitalismo”. Há vários outros pontos válidos nesse livro obrigatório (e pouco datado). Mas o que mais me devastou foi quando ela cita uma passagem inteira do romance Última Saída para Brooklyn, do Hubert Selby Jr. É a passagem terrível em que a prostituta Tralala é violentada por dezenas de homens, que fazem fila não apenas para estuprá-la, mas também para bater-lhe no rosto, quebrando seus dentes, e para enfiar-lhe uma garrafa na vagina (o filme de 1989, Noites Violentas no Brooklyn, com Jennifer Jason Leigh, felizmente é menos explícito). Germaine Greer usa essa passagem para apontar que ninguém odeia as mulheres mais do que nós mesmas. Hmm, tenho dúvidas. Podemos abominar nossos corpos, é verdade, mas alguma mulher escreveria pra uma vítima de estupro chamando-a de mentirosa e dirigindo-lhe todos os abusos acima? Não acredito. O que vejo é como o que somos determina o que acreditamos. Por exemplo, fico chocada ao ver críticos homens aparentemente bem-intencionados, pouco parecidos com os trogloditas de plantão, que quando falam sobre Última Saída para Brooklyn “resvalam” em observações como “Tralala provocou os homens e sabia o que ia acontecer”. Pois é, só tem uma coisa que prostitutas gostam de fazer mais do que transar – serem violentadas.

Com tanto ódio espalhado por aí, detesto ouvir mulheres chamando umas às outras de “vadias”, mesmo de brincadeira. Ou ouvir isso sobre as mulheres vindo de gays. Ou de negros. Ou de qualquer minoria. Já é ruim o suficiente saber que tantos homens brancos e heteros odeiam mulheres a ponto de pensar que o jeito como nos vestimos equivale a “pedir pra ser estuprada” (uma pesquisa mostra que 83% dos universitários americanos concordam com essa afirmação). Mas voltando a minha perplexidade inicial: por que tanto ódio de certos homens contra as mulheres? As mães os trataram mal? Trataram-os bem demais e nenhuma mulher é páreo praquela santa? Foram dispensados por muitas mulheres? Eles se casaram e suas esposas deram de mandar neles? Tá duro competir com tanta mulher no mercado de trabalho? (não se preocupem, a gente ainda ganha menos).

28 comentários:

Lah disse...

é impressionante como uma postura troglodita ainda é tão recorrente numa sociedade dita civilizada.

Liris Tribuzzi disse...

Eu ando numa fase 'revoltável' e ler estes absurdos traduzidos por você chegou a ser chocante. Fico pensando como será que eles tratam as próprias mães. Pessoas como essas não merecem conviver em sociedade.

lola aronovich disse...

Pois é, Lah. É recorrente mesmo!
Eu acho que praticamente toda mulher e homem consciente acha chocante ler essas coisas em qualquer época, Li. Desconfio que se tem UMA mulher que esses trogloditas tratam bem é a própria mãe...

Juliana disse...

Geeeeeeeente!!!
Tô chocada com esses comentários.
Tenho que concordar com a Liris...
Pessoas como essas não merecem conviver em sociedade [2].

Suzana Elvas disse...

E o pior é que é um comportamento que tende a se perpetuar, pelos filhos e netos. Por isso gosto muito desse vídeo, da Child Friendly Australia:

http://www.youtube.com/watch?v=7ZscS775ek8

Sempre que posso, eu divulgo - porque é o que somos e o que ensinamos, muitas vezes sem pensar.

lola aronovich disse...

É, Su. Não acho que dá pra culpar os pais sempre, mas que são uma grande influência, não há dúvida. Bonito video, esse australiano!

Alexxs disse...

Eu fiquei chocado com tanta violência verbal. E com o fato ocorrido. E esses homens andam entre nós como se nada acontecesse.

Renata disse...

nossa... fiquei chocada com esses comentarios...
nao gosto do estereotipo da man-hating lesbian, mas nessas horas eu fico bem feliz de nao ter q lidar com caras com esses a maior parte do tempo...
e fico triste q ainda precisamos ouvir esse tipo de atrocidade... serio... fiquei triste.

um abraço,

www.oraculodelesbos.blogspot.com

lola aronovich disse...

Eh muito triste e chocante mesmo. Eu nao entendo o motivo de tanta raiva contra uma VITIMA! Mas a gente precisa saber que esse tipo de discurso de odio continua fortissimo.

Gustavo disse...

Deixa eu representar o grupo de homens "sãos" e "conscientes" desse mundo, pra quem sabe resgatar um pouco de esperança nos homens e na própria humanidade.

Na verdade, como psicólogo, penso que a natureza desses comentários tem uma raíz na identidade do "homem viril" e o seu reforço pelos pares, os demais "homens viris". E digo que a pessoa que se adequa de bom grado à essa identidade, não desenvolve um nível de empatia suficiente pra se dar conta da barbárie que está dizendo. Não acho que chegariam a cometar qualquer coisa do tipo (além do usual tratamento derrogatório da mulher), e nem que realmente concordam com o que eles mesmos falam, mas que, em grande parte, estão ali pra buscar a aceitação dos outros. Acredito que eventualmente eles quebram com esse círculo de reforçamento mútuo de "virilidade", em sua maioria pelo menos, não para serem exemplos de relações de gênero, mas ao menos para se darem conta da desvirtuação em que caminhavam. Outros ainda vão ser frustrados nas relações por não conseguir fazer essa quebra, e podem, muito bem, tornar o discurso um vir a ser. Entretanto, apesar do número de ocorrências desse último caso não ser baixo, ele também não é nem de longe, a maioria. Pode não ser um conforto, mas quem sabe, reflete uma esperança renovada na humanidade. Não se esquecem de, após se deparar com coisas bárbaras, de parar pra refletir nas atitudes exemplares de outros, ou então acaba-se construindo uma imagem unilateral.

Bom, já falei demais. Um abraço do irmão da Renata,
Gustavo

lola aronovich disse...

É uma ótima análise, Gustavo. Ainda assim acho estranho que esses homens tentando se identificar uns com os outros, escolhendo um "outro" (ou uma outra, no caso) como alvo, façam isso num site em que a maior parte dos leitores é mulher. Não acho, óbvio, que muitos desses leitores agressivos seja estuprador de verdade. E muitos estão falando por falar, só pra chocar mesmo. Mas é isso, falta empatia. E essa falta de empatia pode ser muito perigosa.

Andrea disse...

Ai Lola, que horrivel...
To arrasada depois de ter lido seu post e o blog da moca estrupada.
Sempre me pergunto, qdo vejo atrocidades desse tipo, como as pessoas pode ser tao crueis???
Me desespera ver que isso tudo e' o mundo real e nao apenas um filme de horror. Pois mesmo qdo vejo filmes com cenas de violencia contra mulher, crianca e ate' homens, fico ainda mais deprimida ao pensar que aquilo nao e' apenas um filme. Ainda que seja "ficcao" foi sem duvida baseado em relatos, historias de guerra e reportagens do cotidiano. E ainda que, aparentemente, nao tenha nemhuma ligacao com alguma historia veridica, foi pensado pelo diretor ou escritor. E se uma pessoa foi capz de pensar e filmar tais atrocidades para ser usada como "entretenimento", acho entao que ele/a nao esta' longe de fazer isso na vida real. Ou pelo menos pensar que e' "normal".
Nao ha' analise psicologica que justifique tais atos.
Para mim e' degradante e desesperador. Tenho medo de perder a fe' de que as pessoas sao boas. Mas diante desses fatos fica dificil...

lola aronovich disse...

Andrea, na realidade eu já vinha pensando faz um tempinho em usar alguma coisa que mostrasse o ódio de alguns homens às mulheres, daí encontrei esse post. É que eu ando vendo filmes em que mulheres sofrem muita violência. E continuo (ainda não acabei de ler) The Beauty Myth, fantástico livro que fala de montes de discriminações e atos de violência que as mulheres sofrem. Mas a sua inquietação sobre os filmes é muito pertinente. Até já escrevi um post sobre isso (ainda não postei, tem vezes que eles ficam reservados, esperando), ao falar de sexploitation movies. Alguns filmes realmente usam a violência contra a mulher como forma de entretenimento. Claro que em geral essa é apenas a primeira parte da história. A segunda é a vingança dessa mulher contra seus algozes. Mas ambas exploram ao máximo a violência pra fazer a platéia vibrar. Só que há muitos outros filmes em que essa violência leva à reflexão. Só pra ficar num exemplo mainstream: Acusados, que deu o Oscar a Jodie Foster, fez bastante gente pensar sobre quem é responsável pelo estupro. Não a mulher, se bem que isso também é discutido na trama, mas todos os outros caras que estavam no bar e, apesar de não terem tocado na moça, incentivaram os estupradores. Acho essa reflexão muito válida. Ao mesmo tempo, em ínumeros cinemas onde o filme passou, havia espectadores comportando-se como os homens do bar: incentivando os estupradores! Gritando, vibrando! Não creio que essa tenha sido a intenção dos realizadores do filme, mas acabou sendo meio que um sexploitation movie...

Ju disse...

Lola, li este seu post e também o "Toda Mulher Tem uma História de Horror pra Contar". Quero dizer primeiramente que seus textos são muito inspiradores pra mim. Adoro o tipo de reflexão que você traz: sempre sobre coisas muito cotidianas e que por vezes passam despercebidas. Aliás, li esses seus textos e estranhamente (ou não) eles não me causaram a comoção que muitas narraram aqui. Eu os li sem sentir nenhuma emoção, mas, como é um bom texto, a leitura me causou uma reação. Esta reação foi de choque, mas não foi um choque frente ao que foi narrado especificamente, foi o tipo de choque que a gente sente quando boquiabertos nos identificamos com algo sobre que nunca havíamos antes refletido, algo que povoa nosso pensamento e que, contudo, nunca foi criticamente encarado.

Quando estou em algum lugar ermo, quando me sinto em uma situação de perigo, o medo que tenho não é de ser assaltada ou fisicamente agredida: eu tenho medo de ser violentada! É impressionante que eu nunca antes me tinha dado conta disso, que nunca antes eu refleti que essa medo constante do estupro não é paranóia minha, mas sintoma da opressão de uma sociedade patriarcal que está vendo primeiramente uma revolução nas esferas legais na promoção da igualdade (ainda que a implementação venha a passos lentos) mas que ainda não modificou de fato a estrutura social patriarcal e opressora.

Estava aqui lendo um poema do Cowley que me fez pensar na idéia absurda e machista de que "mulheres se vestem (se embelezam) para serem estupradas":


"Though in thy thoughts scarce any tracks have been
So much as of original sin,
Such charms thy beauty wears as might
Desires in dying confess'd saints excite:
Thou, with strange adultery,
Dost in each breast a brothel keep;
Awake all men do lust for thee,
And some enjoy thee when they sleep."

Cowley (1647)


Beijão da Ju (a Ju, da Rê)

lola aronovich disse...

Oi, Ju da Rê, vc tá na Inglaterra? Muito obrigada pelo seu comentário. Fico feliz que alguns de meus textos te façam refletir. Que eu saiba, o principal medo de toda mulher, ou pelo menos da imensa maioria, é de ser estuprada. Os homens não fazem idéia do que é viver com esse medo. Eles têm medo de serem assaltados e mortos, medos que nós também temos, mas não de serem estuprados - a menos quando vão presos! A gente sente esse medo praticamente toda vez que vamos a algum lugar um pouco mais suspeito desacompanhadas, ou mesmo quando estamos sozinhas em casa. Convém à estrutura patriarcal da sociedade que a gente viva com medo. Soma-se isso a nossa culpa por envelhecermos e perdermos nossos encantos físicos (que continua sendo nossa maior forma de avaliação), e temos toda uma parcela da população (51%!) anestesiada, assustada, muito fácil de seguir sendo dominada. Apareça mais por aqui, Ju!

Di disse...

Eu não entendo, certos homens tratam nós mulheres como, "um animal" *que os animais me perdoem por isso*, mas é real. Por exemplo hoje se escuta muito, "Meu cara eu 'peguei' 5 ontem" como assim pegou? A mulher estava jogada do ladinho de fora da "balada"?Sem querer engrandecer o sexo feminino ou o sexo "frágil" mas eu nunca ouvi uma mulher dizer que pegou algum homem.


*.*

Di disse...

Olha que ridículo...


http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=20204497

MULHER É INFERIOR AO HOMEM.Comunidade do Orkut

lola aronovich disse...

O orkut tá cheio de bobagem, Di... Será que vale a pena gastar energia com elas? Vou dar uma olhada rápida.

lola aronovich disse...

É horrível mesmo, e incrível que tantas mulheres façam parte de uma comunidade assim (quase 54 mil membros). Como não chego perto dessas coisas, até esqueço que há montes de comus no orkut contra mulheres, negros, gays, gordos... Numa dessas a pergunta da enquete era: "Você seria amigo de uma gorda preta homossexual?". Fazer parte de uma comunidade assim depõe contra a pessoa...

Anônimo disse...

Eu também tenho 'esse medo' de que você fala no texto sobre a história horrível que cada mulher tem para contar, e sempre achei que fosse paranóica, e não que fosse um medo comum à maioria das mulheres! Então esse texto pra mim foi ao mesmo tempo libertador e, infelizmente, assustador também, por saber que de fato deve-se a uma realidade que existe fora da minha mente.

Quanto aos comentários desses sujeitos, como disse o Gustavo, certamente o fizeram para se auto-afirmarem. Não passam de covardes.

Ronaldo disse...

COmplicado Hen...+ pensa bem "mulheres". Hje em dia a mulherada está parecendo q o q vale + é o dinheiro do q o amor...Entaum pergunto...Quando uma mulher é estuprada por algum imbecil violento, ela n tá tendo akilo q merece, já q ela olhou pro cara exatamente por tudo o q ele possuia e n por quem ele era? Pensem, sejam racionais...Mulherada hje em dia tá complicado. Não q estuprar alguém seja correto, + tem o ditado, Quem caça...acha e não perde tempo...

Anônimo disse...

incrivel como ha gente tao estupida que acha que uma coisa dessas ou é mentira ou bem feita...sinceramente por mim morriam todos da pior forma possivel....

Marcia disse...

Oi, fiquei horrorizada com os comentários. E quero dizer, que particularmente, acho que tudo isso acontece porque os homens de um modo geral "odeiam as mulheres". Eles gostariam de ter nascido mulher, mas como nasceram homens e muitos não têm coragem de virar gay, destilam todo o sua inveja e frustação nas mulheres. Um lugar onde é fácil perceber isso é no trânsito. Ficam com ódio quando são ultrapassados por nós, porque por detrás de um volante se sentem poderosos e não conseguem admitir que somos muito melhores que eles na direção e em tudo o mais. Nos invejam em todos os sentidos. Bjs

Leonardo disse...

Adorei o blog e os posts sobre violencia contra mulheres.Me fez ver coisas q eu nao via, nao acreditava e ler o comentarios das mulheres.... me senti pessimo , mas agora entendo um pouco mais as mulheres. Sempre acreditei na igualdade , mas agora entendo pq mulher tem tantos cuidados. Sou gay e sempre achei estranho comoo comportamento de uma mulher muda completamente quando descobre.... agora entendo melhor.
obrigado Lola

LeoJandre disse...

Prezada Lola,
Realmente eu me surpreendo muito com o discurso do ódio, e me surpreendi muito mais quando pesquisei sobre Germaine Greer, que vc escolheu porque escreve em concordância com seus ideais, apresenta transfobia. Ou seja, odeia uma minoria. Imagino que vc se afine com ela nisso tb. Acho interessantes os paladinos da causa própria atacando outras causas com o mesmo ódio e virulência da qual dizem se defender... Escreva Lola, escreva e leia-se de vez em quando também. ;)

lola aronovich disse...

Prezado Leo,
Até agora da Germaine Greer eu só li THE FEMALE EUNUCH, que adorei. É merecidamente um clássico feminista. Quando o li, não achei nada transfóbico. Mas depois vi algumas declarações transfóbicas da Greer. É bastante ofensivo pra mim vc chegar num post tão antigo e dizer "Imagino que vc se afine com ela [no preconceito tb]". Acho que dá pra gente gostar de um livro sem aceitar 100% as ideias da autora, não? Aliás, nem sei se conheço livro que já concordei 100%. E gostar de um livro (que não fala de trans) não quer dizer assinar embaixo de tudo que uma autora/autor escreveu antes ou depois do livro, ou das entrevistas que dá. É ridículo pensar assim.
Mas peço que não "imagine" nada sobre mim, ou sobre pessoa alguma. Leia meu blog, veja se sou transfóbica.

Anônimo disse...

Olá Lola.
Bom, gostaria que voce desse uma olhada nesse video.
http://www.youtube.com/watch?v=S1nIxy__atM

é um relato de uma mulher Iraquiana que foi violentada por soldados norte americanos.
Nos comentários, encontrei as seguintes pérolas:

"eww who rapes burka bitches, they nasty." (quem estupra uma vadia de burca, elas são sujas/indecentes).

"i dont really think that an american would have fun by touching a burka woman" (eu não acho que um homem americano teria diversão tocando uma mulher de burca). > DIVERSÃO???

"She got them pretty eyes,I'd fucker for an hour o two Mmmm..." (ela tem olhos bonitos, eu F*deria ela por uma hora ou duas).

Fico sem palavras ao ler este tipo de comentarios.

Anônimo disse...

Ola gente, não sei se vcs estão a par do que esta acontecendo no facebook,bom, é uma pagina que alega ser de "humor negro" mas na verdade incita o estupro, abuso sexual de menores, assassinato, e outros discursos de ódio.
Sabe aquelas "pseudo piadinhas" à moda Danilo Gentilli? Então.
Bom eles ja tiveram varias paginas derrubadas graças às denuncias feitas para o facebook e policia federal, mas insistem em criar outras, e quando são denunciados, apagam os conteudos ofensivos.

Aqui esta o link da pagina: https://www.facebook.com/Loboinsanity?ref=ts&fref=ts

e aqui um outro link que ajuda como proceder ao denunciar e tal.
Acho que não podemos ficar omissos diante desses discursos de ódio disfarçados de liberdade de expressão.
quem puder contribuir com as denuncias.
Obrigada pela atenção.