segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

POBRES HOMENS OBRIGADOS A SERVIR O EXÉRCITO

Título alernativo: f*ck the army

Querido leitor homem, você prestou o exército? Na sua classe social, que provavelmente é classe média, muitos amigos seus foram obrigados a se alistar? Pergunto porque o “fator Forças Armadas”, digamos assim, é uma das principais críticas que não apenas mascus, mas machistas de todos os naipes fazem às feministas. Nós feministas não lutamos para que mulheres também sejam obrigadas a servir ao exército! Queremos manter esse enorme privilégio de que só os homens são enviados pras guerras. Ahn, que guerra, cara pálida?
Eu sou contra exército. Odeio hierarquias, então nem a pau vou ter respeito por uma hierarquia militar. Também odeio guerras. Acho que as Forças Armadas (que englobam, além do exército, também a marinha e a aeronáutica) podem ser úteis pra serviços comunitários, pra vigiar fronteiras (que eu, por mim, aboliria -– imagine there's no countries), pra auxiliar em emergências (como em deslizamento de terras), até, talvez, pra manter a segurança em casos excepcionais (greves policiais, por exemplo). Mas pra tudo isso não seria necessário um exército. Que tal substituir o serviço militar por um serviço social obrigatório, válido para todos os brasileiros e brasileiras de uma certa faixa etária? Isso eu seria a favor.
Exército é uma das instituições mais patriarcais que existem. O bullying nas Forças Armadas corre solto. É um ritual tão arraigado quanto o trote em algumas faculdades. Muitos veem esse bullying como algo positivo -– você se torna um homem após passar por aquele inferno. Grande coisa. Na minha opinião, isso é péssimo. Sou contra violência como forma de educação para crianças, quanto mais para adultos. Não é desse tipo de homem que a sociedade precisa. Quando a gente critica a Polícia Militar, em parte é por causa do “militar”. Pra mim, uma polícia deveria ser humanitária. O que é o oposto de militar.
Guerras? Espero que o Brasil nunca mais entre em uma. Nosso exército tem muito mais experiência em derrubar governos democraticamente eleitos, manter ditaduras militares no poder, caçar comunistas, do que lutando em guerras ou defendendo interesses reais do país.
Se sou contra o exército, sou contra o alistamento militar. Simples assim. Seria meio contraditório se eu fosse contra o exército e defendesse que rapazes tivessem que prestar o exército. Obviamente sou contra o alistamento militar forçado para homens e mulheres. Mas, enquanto as Forças Armadas existirem, que mulheres possam entrar e virar militares tanto quanto homens, nem que seja como uma oportunidade de emprego (um recruta ganha um salário mínimo por mês). Aliás, desde 1996, mulheres podem se alistar, como voluntárias.
Ironicamente, esse pessoal que só se lembra do exército quando é pra dizer que vivemos numa sociedade b*cetista em que mulheres têm muuuito mais privilégios que homens não faz campanha pra que o alistamento militar deixe de ser obrigatório, ou pra que o exército seja abolido, para que o exército seja menos desumano, nem menos para que mulheres sejam obrigadas a servir. Nada disso. A campanha deles é outra. É para que o feminismo seja abolido. Baseando-se em quê? Ah, é que eles provaram por a mais b que vivemos numa sociedade desigual. Desigual para os homens, óbvio. Afinal, os homens precisam se alistar no exército!
O que, pra início de conversa, é uma grande mentira. Pergunte num fórum mascu quantos caras lá foram convocados pras Forças Armadas. Olha só um dado: em 2006, dos 1.648.550 rapazes que se alistaram, só 73.200 (ou seja, 4,5%) foram efetivamente recrutados. Proporcionalmente à população, o efetivo militar brasileiro é um dos mais baixos do mundo. Muito estranho pra algo que é obrigatório pra metade da população, não?
Em Joinville, tive um amigo que serviu no exército. Porque ele quis. Ele seguiu carreira militar, chegou a tenente, acho que continua na vida de quartel, depois perdemos contato. E ele me explicou que só se alista quem quer. Que sempre tem mais garoto querendo servir do que as Forças Armadas realmente precisam. Que a enorme maioria dos rapazes que se apresentam são dispensados por excesso de contingente. Portanto, é só pra quem quiser. E querer não é poder. Mesmo entre os que querem já é difícil, porque não há tantas vagas. Muitos que querem servir precisam entrar por concurso. Ou seja, é o oposto da conscrição compulsória!
E por que cargas d'água um requerimento pró-forma desses ainda não caiu? Ahn, porque o exército é uma instituição profundamente conservadora. Qualquer mudança lá leva tempo. E porque a nossa sociedade é bélica e ainda acredita na ladainha da importância das Forças Armadas pra nação. Todas essas ideias arcaicas estão baseadas num nacionalismo tacanho, e sabe no que mais? No machismo. Não no feminismo, meus caros! Não é o feminismo que finge alistar homens, e não mulheres. É o machismo.
Esse meu amigo me contou essas coisas sabe quando? Na década de 90. Tem pelo menos uns quinze anos que tivemos essa conversa. Então, ô pessoal do “Que terrível! Nós machos somos forçados a servir o exército e as mulheres não!” -– vocês e seus argumentos falidos estão defasados em pelo menos uma geração.

177 comentários:

Maxwell Soares disse...

Oi, Lola. Excelente texto. Acabei de lê-lo numa tirada só. Um abraço...

Lorena disse...

Lola, você conseguiu abranger no seu texto todos os meus problemas em relação às forças armadas e ao militarismo da polícia. Eu sempre fico dividida entre a admiração pelas pessoas que resolvem dedicar suas vidas à segurança pública e aversão ao hierarquismo, ao machismo, homofobia e truculência disfarçada de disciplina que essas mesmas pessoas "aprendem" nas forças armadas e academias militares.
Meu avô serviu o exército, tenho um tio na marinha, então essa ideia de que o militarismo "educa" é constante e difundida na minha família. Um primo problemático deve entrar no serviço militar esse ano... E eu fico me perguntando, preocupada, se o exército não vai piorar a rebeldia dele, ou pior, vai transformar essa rebeldia adolescente em preconceito, conservadorismo e truculência institucionalizada.

Enfim, também sou contra guerras e contra militarização da polícia, mas nem tenho mto o que acrescentar ao seu texto. Concordo com tudo.

Eduardo Marques disse...

É meio radical demais ser totalmente contra o exército. Exércitos não são bons nem ruins, são necessários. Sou contra doenças, morte, velhice, tristeza e sol forte, mas cadê que essas coisas somem por causa da minha vontade?

Tb sou contra essa violência e patriarcalismo que se veem no exército. Ele é uma das poucas instituições fechadas da sociedade que não se costuma criticar com frequência, por isso, se torna um verdadeiro ninho de gente idiota.

De qualquer forma, acho que mulheres deveriam ir para o exército e lutar em guerras também. Que problema vcs veem nisso?

Dani Cavalheiro disse...

Ótimo texto. Lembro que meu irmão, hoje com 26 anos, quando se alistou, não queria servir. Ele morria de medo de ter que largar tudo (ele já tinha passado no vestibular e tal). Daí, quando chegou no quartel, os oficiais mandaram os meninos ficarem lado e lado e disseram que quem quisesse servir, um passo à frente. Quem deu o passo, continuou no "processo seletivo", e quem não deu (como o meu irmão) saiu, assinou a papelada e, depois de um tempo, pegou o certificado de reservista.

Um bom ponto que você coloca, Lola, é esse: o número de pessoas que quer "servir" é maior que o de vagas. Pra que e obrigatoriedade?

monique disse...

apesar de concordar com toda a sua argumentação, não é verdade que só presta quem quer: tenho dois amigos que foram obrigadaos a servir aoa exercito, e conheço alguns que queriam servir mas não lhes foi permitido.
os que foram obrigados tinham um padrão de comportamento não aceito pelos militares (um trejeitos afeminados, apesar de não ser gay; o outro não respeitava autoridades impostas), e por isso foram convocados a servir.
os meninos são julgados de uma maneira terrível na convocação, e nas entrevistas que tem que fazer no serviço militar, uma verdadeira humilhação. acho que você não devia usar argumentos totalizantes como usa as vezes. é melhor ter cuidado no que fala, num país como o brasil não tem como conhecer a realidade de toda parte. os casos que relatei são de São Paulo, capital.

Eduardo Marques disse...

"Que problema vcs veem nisso?"

Perdão, não tinha visto a parte final do texto.

Patrick disse...

Cada vez mais, nas Forças Armadas modernas, o fator "força física" é menos relevante. (O fator "flexibilidade", em que as mulheres estariam à frente, nunca foi levado seriamente em consideração, mesmo que em várias situações seja mais importante que a mera força bruta). Não há sentido em proibir mulheres nos concursos das forças armadas.

Um exemplo é a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, de ensino médio, que forma a maioria dos alunos que serão os futuros oficiais da Força Aérea Brasileira. Ela proíbe as mulheres de serem admitidas como alunas. Sendo que nos EUA mulheres já chegaram à patente de Brigadeiro e já pilotaram ônibus espaciais.

Mais uma vez, fica claro que o que os mascus enxergam como "privilégio" feminino, nada mais é do que machismo.

Fernando Borges disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Prafalardemuseu disse...

Uma amiga de uma amiga...casou-se, o marido era um amor e começou a ficar agressivo, maluco etc. Ela se divorciou e entrou para o exercito. Me parece estar indo muito bem.

Fernando Borges disse...

Eu acredito na importância do exército para uma nação. Claro que existem exemplos de países que não possuem um exército, como a Costa Rica, e ainda assim não corre qualquer risco, afinal, no atual contexto, qualquer espécie de invasão representa um grande risco para a nação invasora, seja com embargos, sanções ou até intervenções militares da ONU.

Mas para uma nação como o Brasil, que almeja um assento permanente no Conselho de Segurança na ONU, um exército é CRUCIAL. E mais que isso, um exército forte e com uma capacidade bélica capaz de intimidar.

Não se trata apenas de expandir a influência no mundo e ter uma voz mais ativa, mas também de proteção da nação. Okay, talvez chegue um dia em que as fronteiras possam ser abolidas. Será algo maravilhoso, de verdade. Mas o clima de paz que vivemos no momento não durará para sempre e não podemos depender apenas de nações "aliadas" como muleta de segurança. Não podemos esquecer também de que temos interesses (grandes interesses) a proteger.

Entra também aquele "Dilema da Segurança" ou "Dilema do Prisioneiro", exaustivamente discutido e analisado por Joseph S. Nye Jr. e que trata justamente disso... Ainda não chegou a época em que um país como o Brasil poderá simplesmente abrir mão da própria segurança, do exército e simplesmente crer na boa fé das demais nações.

Abraço

77 disse...

Olá,
Não sei se em que cidades e/ou estados só serve quem quer.
Eu aqui em SP-capital fui obrigado a servir, recebendo além das humilhações diárias um soldo muito baixo, na época em que servi, entre 1994 e 1995, ele era menor que um salário mínimo, fora os descontos de todo o tipo, farda, reformas, etc...
Na turma que "serviu" comigo, algo em torno de 300/350 rapazes, uma minoria estava lá como voluntários.
A grande maioria, assim como eu já tinha emprego e ajudava no sustendo da casa e d repente se vê numa situação ridícula obrigado a correr, fazer barras, abdominais, faxinas e mais faxinas, desfiles para o General (nunca entendi a graça nisso, deve ser algum fetiche desses velhos , heheheheh)uma alimentação horrível, aliás diziam os superiores que servia para perder a frescura.
Segundo um amigo cujo o irmão trabalhou como médico na seleção e recrutamento do exército, a forma de escolha das fichas dos inscritos é totalmente aleatória.

Por medo na época me alistei, pois se você não apresentar a reservista a empresa pode te demitir, por não estar quite com o serviço militar obrigatório.
Sou anarquista, totalmente contra o exercito a(s) polícia(s)e qualquer forma de poder e repressão. O exercito não forma caráter, é um ano perdido.
Mas também não sou contra a proibição de quem quer servir, seja por questão de gênero ou direção sexual(não gosto do termo opção), assim como o direito de casar.

Parabéns pelo seu blog, leio sempre.
Liberdade - Juventude Maldita

Liberdade é uma palavra
Tão antiga quanto o homem,
Tão antiga quanto sociedade,
Tão antiga quanto solidão.
Liberdade é uma palavra.
Que é mais que um governo.
São as armas que vão te levar
Dessa maldita prisão
(Uma palavra tão antiga)
Quanto eu e você
(Uma palavra tão antiga)
Como dinheiro e poder
Não me deixe viver sem você.

Carol disse...

Mas Fernando, dá pra fazer isso td sem alistamento obrigatório e dando condições iguais para homens e mulheres que desejem fazer parte das forças armadas.

Fernando Borges disse...

Carol

Sim, concordo. Eu não estava falando sobre isso.

Também passei pela humilhação de ter que tirar as roupas e ficar em fila, ao lado de outros 30 garotos na mesma situação, enquanto um médico pedia para pularmos, tossir etc.

Se a quantidade de voluntários é maior que a quantidade de vagas, o alistamento obrigatório perde o a razão de existir... Existem outros motivos para a obrigatoriedade, mas no contexto atual eles não fazem sentido.

Lorena disse...

Ah, sim, esqueci de falar uma coisa: sou absolutamente contra o alistamento obrigatório, e o sou desde que soube que isso existia (acho que foi na adolescência). Ainda assim, nem por um minuto passou na minha cabeça que, por ser obrigatório para os homens também o deveria ser para as mulheres (talvez porque a minha cabeça não seja a de um mascu), mas justamente o contrário: se não é obrigatório às mulheres, os homens deveriam lutar para que não o fosse para eles também! Acho, inclusive, que as mulheres todas entrariam na luta... ou, pelo menos, as feministas entrariam.

Já vi um documentário sobre Israel no qual fiquei sabendo que lá o alistamento é obrigatório para as mulheres também. E lá, até onde me lembro, o recrutamento é para todos, todos servem dois anos de forças armadas. Olhando a forma como Israel lida com a política externa, dá pra se entender, né?

Bruno S disse...

Quando me alistei, em 2000, 60% da turma de Niterói e São Gonçalo sobrava por excesso de contingente ainda no pátio do quartel. Era um processo totalmente aleatório.

Eu fiquei nos 40% que participaram da seleção e vi muitos meninos de origem humilde que queriam servir pela possibilidade de ter uma remuneração e possibilidade de estudo. De preferência em grupos de elite como brigada de paraquedistas.

Eu não servi, mas sei que alguns que não queriam eram selecionados. Acredito que fazem isso como demonstração de poder.

Como o batalhão em que me apresentei foi transferiado para a Amaonia, imagino que menos gente ainda sirva em nossa região.

Realmente seria melhor que não precisássemos de forças armadas, não vejo muita função para elas. Mas acho que ainda é cedo para darmos esse passo.

Aline disse...

Eu sou contra a guerra, acho que NINGUÉM deveria lutar, nem homens, nem mulheres.
Detesto o exército.

Adorei seu texto Lola.

Aline

Joel Bueno disse...

Monique está certa. A Lola às vezes compromete uma causa justa com argumentos equivocados.

Anônimo disse...

Não conheço UM homem que foi pro exército forçado. O GRANDE sacrifício deles é ter que se alistar lá, gasta 1 dia em toda a vida. E também o fato de precisarem de mais um documento público (o de regularidade com o alistamento ou algo do tipo). E SÓ. IMENSO SACRIFÍCIO.

Daní Montper disse...

Também queria que não tivéssemos fronteiras, mas já que temos, e como muitos países não são bonzinhos como fingem ser, sou a favor das forças armadas, mas não como ela é hoje - patriarcal, machista e hierárquica.

Eu tinha vontade de ser pilota de caça, mas desisti porque sabia que não aguentaria seguir ordens, bater continência para qualquer um e ter que pedir permissão para ir ao banheiro ou para falar, além de que sabemos que não é um meio fácil para as mulheres, os companheiros e, principalmente, os oficiais não facilitam ou usam do machismo paternalista - um nojo. Fora os casos que sabemos que não são todos denunciados de abuso sexual e estupro, e isto não acontece somente com as mulheres - ainda que sejam as maiores vítimas se formos olhar proporcionalmente - homens também são estuprados por seus colegas dentro desses locais.

Sobre alistamento obrigatório, também sou contra, sempre fui, serve ao exército quem quiser.

Fael disse...

Fui obrigado a me alistar. Na entrevista, disse que não queria servir. Como sempre, o número dos que queriam ficar era muito maior que as vagas. Fui sumariamente dispensado.

Alex disse...

Não sei se sou contra ou a favor das nossas forças armadas, mas acho necessário que exista uma intelligentsia especializada na defesa de nossas fronteiras, que se estendem por terra, mar e ar. Temas como a internacionalização da amazônia, que de vez em quando surge aqui ou acolá (talvez mais acolá do que aqui), o "olho gordo" nas riquezas do nosso mar territorial, a cobiça sobre a água doce, da qual o Brasil possui uma das maiores reservas mundiais (já vi reportagens que dizem que podem ocorrer guerras no futuro por causa da água potável), subterrânea inclusive, devem ser tratados por pessoas que estudam e treinam especialmente pra defender os interesses do país. Talvez as forças armadas pudessem ser substituídas por outras formas de organização, onde não houvesse espaço, ou tanto espaço, pro machismo e pros abusos da hierarquia. Mas que as forças armadas tratam de assuntos importantes, isso tratam. Felizmente pude me alistar numa cidade do interior de Sergipe. Quando fiz 18 anos morávamos em Aracaju, mas meu pai tinha casa na cidade do interior onde ele nasceu. E um primo meu era quem cuidava dos alistamentos. Me alistei lá pra não correr o menor risco de servir. Não me agrada muito fazer uso do "jeitinho brasileiro", que acho detestável. Um dos traços mais negativos da cultura nacional. Mas eu tinha tanto receio de servir que acabei deixando o politicamente correto de lado. Talvez eu nem tivesse precisado usar esse expediente. Mesmo assim, foi muito bom ter me alistado sabendo que eu estava completamente fora de perigo.

Eva disse...

Concordo contigo, Lola. Nossas Forças Armadas precisam de uma bela reestruturação.

Shoujofan disse...

A generalização do "serve quem quer" atrapalha, mas não compromete o texto. Aqui em Brasília, pelas informações que são divulgadas, nem quem quer serve. Eles exigem pelo menos o Ensino Médio. Em outras regiões, por questão de abuso, há rapazes que ainda podem, talvez, ser obrigados a servir. Mas com os cortes de efetivo e verba desde a época de FHC, sei, não. O que eu sei foi que em 1993 participei de um abaixo-assinado para abolição do serviço militar obrigatório e ouvi de muitos homens (pais ou, não) que queria que o filho passasse pelo que ele passou (humilhações, violências, privações) e que isso os faria homens. Não consegui encher uma filha sequer. Curiosamente, minha mãe não quis assinar, porque ela queria ter podido ser militar, mas, por ser mulher, nunca pode. Acha lindo até hoje, mas, repito, foi privada desse sonho por ser mulher. Hoje, muitas meninas ainda não podem fazer prova para a AMAN, Escola Naval, e outras escolas. Curiosamente, é de onde sai o oficialato. No Exército – e trabalho há quase dez anos no Colégio Militar – é descarada a hierarquia dentro da hierarquia. Quem faz AMAN é oficial de verdade, os outros...

Eu sou contra o serviço militar obrigatório para qualquer um. Sou a favor da profissionalização das forças armadas (*já que teoricamente precisamos delas*), com chances iguais para homens e mulheres. É inconstitucional que algumas escolas militares permaneça fechada para as mulheres, que a promessa feita às primeiras turmas de formandas dos colégios militares do exército (1995) não tenha sido cumprida. A AMAN continua fechada e o governo federal (*sim, culpo o governo do PT nesse caso por não ter forçado a mudança, por se acovardar quando eu esperava muito mais*). Fico com dó das minhas meninas e de tantas outras meninas que não podem sonhar com essas escolas de elite, com o oficialato, com uma participação equitativa. Eu nunca quis ser militar, mas não é porque eu não quero que não vou me importar com elas.

Quanto a abolição das humilhações babacas que não contribuem em nada, conto um causo. Sou casada com um militar. O que ele me conta é que, depois da entrada das mulheres nas escolas da Força Aérea (*a única força que aceita mulheres em todas as suas escolas com concurso*), muito das humilhações absurdas foram abolidas. A suspensão, claro, foi por motivos machistas "Elas não vão agüentar. Teremos problemas.". Meu marido, que passou por umas boas e não tem saudades, diz que é muito bom que a mudança tenha vindo. Bom para elas e bom para os homens, também.

Anônimo disse...

esse papo de que entra sempre é porque escolheu não é bem assim.Existe muitos que querem servir,mas nem todos passam no exame medico,com isso outros candidatos são chamados e nem sempre querem passar pelo treinamento militar.

Rubens disse...

Belo texto Lola, acho que vc fez boas ponderações.

Só te uma coisa para a anonima de 12:36

A vida dos homens não é facilitada por causa do alistamente obrigatório, acho que esqueceram aqui de pontuar uma coisa:

è dificil vc pegar serviço nessa idade de alistamento, pq as empresas não querem correr o risco de contratar um cara que pode vir a servir o exercito.

As empresas tem medo de que tenham que pagar um salario pro cara msm ele estando servindo o exercito, se isso é verdade ou mito eu não sei, mas é dificil arrumar emprego sendo homem nessa idade.

É mais um dos motivos que faz dessa obrigatoriedade algo idiota.

Leila Silva disse...

Lola,

Os homens da minha família também conseguiram se safar do exército sem muita dificuldade, graças a zeus. Sempre dá um medinho na hora em que vão se alistar. Já o filho de uma professora que trabalha comigo queria muito servir (sei lá o porquê), não foi aceito aparentemente porque ele é gago.
Não duvido de quem disse que foi obrigado a servir, mas eu também não conheço ninguém que tenha sido obrigado nessas últimas décadas.

yulia2 disse...

posso perguntar?
mas... quem é que provoca as guerras mesmo?

Sara disse...

Lola gostaria de poder concordar com vc em tudo o que vc falou, principalmente no que se refere a que não existissem fronteiras a serem defendidas, que não houvesse a necessidade de hierarquias e, sobretudo que nunca mais houvesse guerras que eu abomino, mas a realidade do mundo que vivemos é um soco no estomago de todos esses desejos de paz, por isso não consigo acreditar que pudéssemos abolir todos os exércitos do mundo, e enquanto houver uma só dessas instituições em qualquer lugar que seja, torna impossível a erradicação de todos os outros.
Portanto acho que as forças armadas são um mal necessário, mas o que é urgente que mude nessas forças é a presença da mulher ali.
A mulher faz um contraponto ao machismo exacerbado que graça nesses lugares.
Acho que como em muitas outras áreas a mulher tem q ocupar rapidamente seu lugar nessas instituições.
Mas ideal mesmo seria a musica do John Lennon “IMAGINE”

Rubens disse...

Yulia

Os mascus vao dizer que as mulheres provocam as guerras, e vao tomar como exemplo Troia.

Isso, os mascus "cultos" leram alguma coisa que não seja o Nessahan...rs

yulia2 disse...

mascus cultos???
não, isso não existe. rsrsrsr

yulia2 disse...

''De qualquer forma, acho que mulheres deveriam ir para o exército e lutar em guerras também. Que problema vcs veem nisso?''

não vemos problema nenhum nisso.
vcs é que veem problema no exército não bater de porta em porta de todo o Brasil e não arrastar todas as mulheres pelos cabelos para o quartel como vcs acham que tinha que ser....

yulia2 disse...

Mudando um pouco o foco, acho que o mundo como está não dá mais para imaginar o Brasil sem exército.
No passado o Brasil infelizmente teve um exército capacho e servil aos EUA. Hoje eu não sei como anda a mentalidade por lá.... espero que tenha mudado.

Åsa Heuser - Uma ateia de bom humor disse...

Ótimo, Lola.
Essa 'queixa' junto com outras duas (a aposentadoria com menos tempo de contribuição e a licença-maternidade) são as três principais que usam para dizer que o feminismo está errado.

Ravel disse...

Lola, concordo plenamente com você que o argumento de que mulheres não serem obrigadas a servir é idiota. Hoje no Brasil tem mais gente querendo entrar no exército do vagas nele. O que eu não entendo é esse seu ódio pelo exército. O exército faz missões de paz,ajuda as vitimas dos desastres naturais, ocupa favelas, patrulha as fronteiras e quando as guerras por água potável começarem é o exército que vai entrar no meio do mato para matar o inimigo. Abolir ou trocar o exército seria um ato contra a segurança nacional além de possibilitar uma ocupação da amazônia por forças estrangeiras.

Shey disse...

Nossa, tem idioma aí em cima que nem o Google Tradutor ajuda...

Exército, infelizmente ( pq tbm detesto) é um mal necessário. O dia em que a Humanidade deixar de ser besta, o Exército deixará de ter uma razão de existir - ao menos nesse papel a que cabe a ele.

Infelizmente(2), é mais fácil a minha gata declamar "O Corvo" no original de Edgar Alan Poe do que a humanidade deixar de ser besta.

André disse...

Lola, até onde eu sei a principal crítica à suposta igualdade pregada pelo feminismo é o fato das mulheres aposentarem 5 anos mais cedo mesmo vivendo 7 anos a mais que os homens. Gostaria muito de saber o ponto de vista do feminismo.

Jordana disse...

gente, o ponto da coisa toda não é o fato da Lola ser contra o exército. é que tem mto machista q gosta de dizer q as feministas "só querem que os homens sejam obrigados a se alistar", então ela refutou isso partindo de uma argumentação lógica: se ela não gosta que o Exército exista, então ela não poderia gostar do alistamento obrigatório, seja pra quem for.

e o que ela disse sobre "serve quem quer", well, isso foi um relato de um amigo dela que faz parte do Exército, e ela achou que ele fosse uma fonte confiável. reclamem com o cara lá, que poderia estar equivocado ou generalizando, oras u_u

André disse...

Os pais à moda antiga não estavam de todo errados. Os meninos que serviam o exército aprendiam muita coisa, como cuidar da própria roupa, limpar banheiro, etc. Pretendo que meu filho aprenda isso em casa mesmo.

Starsmore disse...

Já não basta a tensão do vestibular ainda tem o alistamento, pra quem não quer servir apenas a ideia já causa mal-estar, além do exame físico pra lá de desconfortável. Depois ainda tive que fazer um juramento que eu não queria.

Se eu fosse chamado para uma guerra eu não defenderia este país. Aliás, o exército sucateado do Brasil nem seria capaz de defender nada, mesmo se quisesse.

Fernando Borges disse...

André

Não se esqueça da dupla jornada que a maioria das mulheres cumprem, muitas vezes em decorrência do machismo.

Em casa, mesmo com marido e filhos, é muito comum a mulher ter que arrumar a casa, lavar roupa, fazer comida pra todo mundo (tudo sozinha, exceto quando tem filhA) e, ainda por cima, trabalhar.
É daí que vem o termo "Dupla Jornada".

Então faz todo sentido elas se aposentarem mais cedo. É uma resposta a essa realidade e não ocorre apenas no Brasil.

Edson disse...

Tbm odeio o alistamento obrigatório.

Em março do ano passado fui me alistar, lá eles marcaram pra eu voltar em Setembro num dos batalhões daqui da cidade onde moro. Como estava fazendo curso universitário, fui convocado para fazer parte de uma seleção em outubro, nessa seleção incluia testes físicos (reprovei em tudo por ser sedentário rsrsrs)e voltei em janeiro umas duas vezes e vou voltar ainda neste mês. Não aguento mais ficar pra lá e pra cá e não ser dispensado logo.

Pedro disse...

Em relação a declaração acima: exército servil aos EUA no passado.

Ao final da Segunda Guerra Mundial os EUA estava entupido de equipamento de guerra. O Brasil não tinha equipamento nem para fazer a campanha da FEB na Itália, os aviões foram doados pelos EUA, as barracas e uniformes também foram doados pelos EUA porque o uniforme brasileiro não servia para o frio e a capa de chuva brasileira tinha a mesma cor da usada pelos alemães.

Esse equipamento norte-americano foi entregue ao Brasil. Vários navios, aviões e armas. O acordo assinado com os EUA criou regras de restrição de uso desse equipamento.

Por isso durante muito tempo o exército brasileiro ficou atrelado a essas regras impostas pelos norte-americanos.

Serge Renine disse...

Todos homem ou mulher deveria receber um treinamento militar para não ficarcomo seres indefesos a mercê deste bando de bandidinhos vagubundos que acham que podem aterrorizaar a todos com cara feia.

Eu faço campamha para serviço militar masculino e feminino em prol, não de guerras que pouco existem, mas de um preparo para a auto defesa e preservação da integridade das pessoas.

André disse...

Fernando Borges,
Nem toda mulher cumpre essa jornada dupla, principalmente e cada vez mais, na classe média. Além disso, os cuidados com a casa ou filhos deveriam ser discutidos e combinados entre o casal.

Paulo disse...

Sérgio Renine

Por isso que eu sou a favor de que cada cidadão tenha uma arma dentro de casa. Assim a polícia militar passaria a ter uma função secundária. Os problemas seriam resolvidos pelo próprio cidadão.

Eu disse...

"Por isso que eu sou a favor de que cada cidadão tenha uma arma dentro de casa. Assim a polícia militar passaria a ter uma função secundária. Os problemas seriam resolvidos pelo próprio cidadão".(Paulo) *


Aina é assim na Suíça?

Senhora Smith disse...

Fernando.

Os homens também fazem dupla jornada.

Além de ter que trabalhar o dia todo ao chegar em casa tem que ficar ouvindo todo tipo de reclamação que ele não ajuda em nada e que tem que trocar lâmpada e consertar o chuveiro. Se ele vai no boteco tomar uma cachaça, como o presidente Lula fazia quando era sindicalista, ele será chamado de vagabundo e safado e a mulher vai encher a cabeça de palavrão. A noite o cara tá cansado e a fins de dar uma trepadinha e a mulher fica cheia de frescura e ele acaba dando uma rapidinha só para tirar o stress e dormir melhor. A mulher fica lá parada imóvel e reclamando da vida. A solução é pegar as putinhas do bairro.

Fernando Borges disse...

André

Nem toda mulher cumpre Dupla Jornada, verdade, mas a maioria sim. Nesses casos não podemos trabalhar observando as exceções.

Doméstica em casa é um luxo que a maioria das famílias brasileiras não possuem.

Anônimo disse...

Suíça e Noruega o esporte nacional é tiro ao alvo. Tanto arma de fogo como arco e flecha.

O exército da Suiça é popular, todo homem entre 18 e 40 anos é um membro ativo das forças armadas. O equipamento militar fica guardado em casa. Por isso é o país com o menor índice de criminalidade, cada cidadão além de ter um fuzil em casa ele sabe usar e é capaz de acertar o alvo a centenas de metros.

Serge Renine disse...

Paulo:

Sem o cidadão reagir a altura estaremos perdidos. E quando digo a altura, quero dizer com treinamento adequado, não igual a bandidos tresloucados.


A polícia não pode mais nada faz tempo.

aiaiai disse...

Matadora! No bom sentido. Adorei. É tudo o que eu sempre digo pra quem vem com esse "argumento" e eles fingem não entender.

Eu disse...

hahaha, viu, Lola, seu post virou defesa da 'gun culture'. Já, já, seus bebês discutirão modelos de armas de tudo quanto é tipo.

Pessoal, na Suíça a coisa funciona porque é institucional. Não venham pregar auto-armamentismo aqui não, viu? Uma das razões por que não ponho os pés nos EUA é que tem muita gente armada e sem noção.

Anônimo disse...

'O exército da Suiça é popular, todo homem entre 18 e 40 anos é um membro ativo das forças armadas. O equipamento militar fica guardado em casa. '

Bota um iludido desses contra um drone, que te mata a quilômetros de distância, sem vc nem saber que ele existe.
Aí a gente vê se isso vale alguma coisa.

Eu disse...

Hahaha, foi só falar nos bebês da Lola que um deles acordou...kkkkkkk

Shishiu disse...

Passando um pouco ao largo do cerne do post, sou contra a idéia de um Exército Nacional já que não sou fiel às tradições que geralmente este exército visa proteger. Não tenho fidelidade a territórios, culturas, povos, nacionalidades.

Porém, de modo mais prático, não consigo vislumbrar uma realidade sem exércitos (ainda) tendo em vista a dificuldade da maioria das pessoas em se desfazer de suas paixões cretinas e suas crenças ridículas. A violência (polícias, exércitos) é o meio mais usado para defender os absurdos humanos.

Apocalipse Now disse...

Apenas 3 Bombas Nucleares.

1 bomba em Brasília
1 bomba em São Paulo
1 bomba no Rio de Janeiro

Mata 20% da população do país, destrói as mais importantes bases militares, acaba com o poderio econômico, elimina a ordem social.

Restam as bases de Goiânia e Santa Maria com tropas de elite. Mas o país acabou.

Carlos disse...

Eu adorei a idéia do serviço social obrigatório.

lola aronovich disse...

Pra quem está reclamando de generalização, eu não apenas sugeri uma observação (pergunte num fórum mascus quantos rapazes serviram o exército porque quiseram) e citei um amigo que na época era tenente (ou seja, ele estava por dentro, sabia do que estava falando), como ainda deixei um link pra uma matéria cheia de dados. Reproduzi uma parte no post (acho que o pessoal que reclama de generalização pulou essa parte): “em 2006, dos 1.648.550 rapazes que se alistaram, só 73.200 (ou seja, 4,5%) foram efetivamente recrutados. Proporcionalmente à população, o efetivo militar brasileiro é um dos mais baixos do mundo”. Desculpe, isso não é generalização, é estatística. Se só 4,5% dos rapazes que se alistaram foram recrutados, isso quer dizer que a maioria esmagadora dos rapazes não é recrutada, certo? Quase sempre, só é recrutado quem quer. Deve haver exceções, mas a regra é essa.

Beatriz disse...

Si gente, na boa, vcs precisam parar de assistir filme do Stallone.

André disse...

Fernando Borges,
Claro que a lei deve tratar exceções, o que seria das minorias se não tratasse?
O número de casas com empregadas domésticas pode estar reduzindo, mas nem de longe é insignificante, basta verificar a ocupação econômica das mulheres.
Não creio que essa jornada dupla seja onipresente nos lares brasileiros. E ainda resta a questão principal: até onde o estado deve socializar um custo derivado de uma escolha pessoal?

Fernando Borges disse...

André

Não deturpe minhas palavras, afinal em momento algum fiz isso com as suas. Nunca disse que as minorias deveriam ser esquecidas.

André disse...

Fernando Borges,
Não tive intenção de deturpar suas palavras nem de ofendê-lo.
Poderia elaborar melhor "Nem toda mulher cumpre Dupla Jornada ... não podemos trabalhar observando as exceções."
Meu ponto é que as exceções à Dupla Jornada não são insignificantes. E o principal: até onde o estado deve socializar um custo derivado de uma escolha pessoal?

Náira disse...

Sensacional. Na verdade eu pensava que era a única a questionar a existência de algo tão horrendo. E pra isso sempre tive como pano de fundo a música do Lennon, ou seja, você abrangeu meu pensamento de uma forma extraordinária.

Vinicius disse...

É, o exército é algo que considero importante... Claro que não ESSE exército, instituição já degradada que não se enterrou por que ninguém contou que estava morta.

Em suma, o alistamento sendo obrigatório só reforça a autoridade das forças armadas, na verdade, de todo aparelho estatal que seja armado. Isso é muito mais simbólico que funcional.

O alistamento obrigatório só confirma o que vemos no dia-a-dia, o autoritarismo cotidiano em diversos locais, como na família, no trabalho, na igreja, na escola etc e etc.

Ainda mais levando em conta que o Brasil não é uma nação totalmente livre de "deixar o Outro decidir", já que, se for ver, a moral da ditadura ainda persiste bastante em nossa sociedade, com todo o conservadorismo que transborda no próprio cotidiano.

Eu disse...

John Lennon escreveu uma linda música que dizia 'Imagine no possessions' mas nada fez. Seu patrimônio passou para os filhos, comme il faut.

Fernando Borges disse...

André

Custo derivado de uma escolha pessoal? Essa visão é bastante reducionista, não acha?

A atual conjuntura das coisas é reflexo de uma sociedade machista e patriarcal. Desconsiderar tudo isso e simplesmente dizer "ela - a mulher - faz tudo sozinha porque quer" não faz muito sentido.

Acredito que isso pode até ser discutido, analisado e tudo mais, mas não podemos simplesmente ignorar essas inúmeras questões que, a meu ver, justificam a aposentadoria menos tardia das mulheres, por mais que existam muitas mulheres que não façam parte dessa realidade tão extenuante.

Gostaria de ler uma resposta da Lola sobre o assunto, pois acho que seria bem mais embasada.

LisAnaHD disse...

LoLa, sobre a utopia em abolir fronteiras é o maior sonho dos imigrantes ilegais do mundo todo.

E pros imigrantes ilegais evangélicos fanáticos, Deus criou a Terra e portanto o Planeta Terra é igualmente de todos os seres humanos. Sobre um mundo sem guerra, cristãos fanáticos insistem em que as guerras vão se acabar qdo do retorno de Jesus Cristo, o Javé Jr. cheio de bondade e que, ainda assim, vai lutar a espada e fogo contra Satanás... -- Satanás, que tb é Lúcifer, que tb foi criação do Javé Pai e, de certa forma do Javé Filho pois é um no outro e outro num só. Complicado? Polêmico? Sim, LoLa, mas seu post não fica por menos. É impossível ter um mundo assim como o que vc quer e como muita gente concorda com vc.

Uma coisa porém eu acredito: se o mundo fosse governado por mulheres haveria sim menos violência e isso tb é o resultado de um recente estudo pela Harvard... dei com isso antes de ontem de madrugada... ia separar pra te enviar qdo o sono me tomou todinha e lá se foram meus links.

LoLa, discordo de aspectos do seu post; não de todo o post. E pras suas fãs (como se eu não fosse uma entre elas) não se exasperarem, esclareço: discordo, mas gostei de ler e, acima de tudo, gosto de você pq aprendi que gostar de vc é algo que a gente aprende, se quiser... e eu kiss...

yulia2 disse...

''até onde eu sei a principal crítica à suposta igualdade pregada pelo feminismo é o fato das mulheres aposentarem 5 anos mais cedo mesmo vivendo 7 anos a mais que os homens. Gostaria muito de saber o ponto de vista do feminismo.''

essa diferença de cinco anos parte-se do pressuposto que mulher acumula duas funções , trabalho na rua e em casa, ou seja ela trabalha duas vezes e o homem apenas trabalha fora e não trabalha em casa.
Mas não fica triste não... em compensação o salário do homem continua bem maior do que o da mulher exercendo o mesmo cargo e com a mesma carga horária.

yulia2 disse...

''Nem toda mulher cumpre essa jornada dupla, principalmente e cada vez mais, na classe média. ''

e o salário delas? é equiparado ao do homem, certo que não.

André disse...

Fernando Borges,

Estou partindo de alguns pressupostos (que já deveria ter deixado claro no início):
1) Qualquer alteração na lei tem que respeitar os direitos adquiridos, de modo que o efeito da sociedade patriarcal seria bastante reduzido, pois apenas as mulheres que estivessem entrando no sistemas agora seriam equiparadas aos homens.
2) Estou falando de previdência social (benefícios mediante contribuição), poderiam ser criados programas de assistência social que continuariam sendo direcionados às mulheres em situações adversas específicas de seu gênero.
3) Em casos de divórcio a guarda dos filhos não seria automaticamente da mãe.

Tendo em vista esses pressupostos, eu penso que o estado não deve tutelar eternamente a autonomia feminina. Hoje as mulheres já são maioria em quase todos os cursos universitários (exceto engenharia?), têm uma qualidade educacional superior ao dos homens em qualquer nível, o divórcio não é mais um bicho papão social. Já dá para pensar em extinguir essa diferença em uma questão que afeta todos os homens.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Já tinha ouvido essa crítica em relação ao feminismo umas duas vezes. Realmente... feministas devem parar de se preocupar com coisas realmente importantes como violência doméstica, sexual, misoginia na mídia e na sociedade pra comprar uma bandeira que na realidade não incomoda aos próprios homens, se incomodasse, essa "obrigatoriedade" já teria caído.
Acho esse papo muito hipócrita. Na prática, o que acontece, é que a gente conhece é casos de rapazes que queriam ter servido e por um motivo ou outro não serviram, ser dispensado é bolinho, a maioria está longe de ter chances de ser chamado. Então é um tipo de comentário que infelizmente não dá pra ser levado a sério.

Eu disse...

Os homens vivem 7 anos menos que as mulheres porque não se cuidam, não vão ao médico, fumam e bebem e comem porcaria até...
Não é razão prá influir na aposentadoria das mulheres, hein?


...o fato das mulheres aposentarem 5 anos mais cedo mesmo vivendo 7 anos a mais que os homens.(André)

yulia2 disse...

''Em casos de divórcio a guarda dos filhos não seria automaticamente da mãe.''

a justiça leva em conta apenas e tão somente apenas o bem estar do menor! só esse é o único critério.
tem muitos casos de juizes que já decidiram em favor do pai e não da mãe.


''Tendo em vista esses pressupostos, eu penso que o estado não deve tutelar eternamente a autonomia feminina.''

ãh , tutelar? quem faz isso?
vc parte de que princípio para afirmar que há tutela no caso feminino:?

''têm uma qualidade educacional superior ao dos homens''

dados? fontes?

''o divórcio não é mais um bicho papão social.''

é sim para o dependente financeiro de outro parceiro.

''Já dá para pensar em extinguir essa diferença em uma questão que afeta todos os homens.''

ãh??? que? diferença que afenta os homens?
isso foi uma piada né?
coitado..... da desigualdade salarial? não vai falar nada? vai fingir que não existe?

John Rachid disse...

Sou uma eterna criança por convicção. Justifico meu estado de espírito pela não participação nestes quadros militares.

Meu irmão "serviu" ao exército e retornou outra pessoa. Uma espécie de choque de realidade, que ele hoje defende, mas não o fez pessoa melhor.

Ainda bem que fui rejeitado na primeira entrevista.

Anônimo disse...

"POBRES HOMENS OBRIGADOS A SERVIR O EXÉRCITO"

Percebi uma ironia nessa frase.

Verô! disse...

Quem não é convocado vai para a reserva, isso significa que em caso de grave ameaça ao país e sua população os reservistas podem ser convocados.

Um tio meu não só serviu como foi para a guerra de Santo Domingo. Ele tinha 18 anos e o caminhão do exército parou na rua onde ele vivia com os pais e irmãs (uma delas minha mãe) e levou ele e outros rapazes da rua. Ele mal aprendeu a atirar quando foi enviado e me contou que as balas eram racionadas. Certa noite ele foi atacado por um cara com um facão, disse que deu 10 tiros e errou todos, de modo que teve que fugir correndo do cara! Isso para mostrar o quanto o alistamento compulsório pode ser bobo e gerar situações insólitas como essa! Botar um moleque pacifista numa guerra...

Mas as Forças Armadas são necessárias sim e não servem só para a guerra. As Forças Armadas Brasileiras, por exemplo, realizam diversos trabalhos humanitários no Brasil e em outras partes do mundo. Não se aprende só sobre guerra nas Forças Armadas, há muitas escolas, acadêmias e centros de formação militares onde jovens - rapazes e moças - podem contar com uma formação de altíssima qualidade, alojamentos e alimentação.

Eu disse...

"POBRES HOMENS OBRIGADOS A SERVIR O EXÉRCITO"

Percebi uma ironia nessa frase. (Anônimo)

É... pobres homens pobres...

Elizabeth disse...

Lola, eu até concordo que o ideal seria que nao houvesse necessidade de forças militares...mas nao vivemos num mundo ideal! Imagina se amanhã um grupo de fanáticos religiosos invadam o Brasil e digam que mulheres têm que usar burcas? O exército existe para proteger as nossas liberdades. Quando age nesse sentido e dentro desse limite, é necessário e merece o nosso respeito e reconhecimento.E digo mais: eu como feminista sentiria orgulho de servir ao exército!

Anônimo disse...

sem querer desvirtuar o tópico, mas já que o andré citou a licença-paternidade (uma reivindicação justíssima e FEMINISTA) e a questão da guarda dos filhos: andre, quantos homens requerem guarda compartilhada? a lei prevê esse mecanismo, sabia? mas cadê os homens pedindo? o_O

a maioria esmagadora dos núcleos monoparentais é chefiada por uma mulher. não pq a justiça é "injusta" e deu a guarda desmerecidamente a ela, mas pq - quase sempre - o pai da criança abandonou a mãe grávida OU saiu de casa pra viver com outra família.

quem trabalha, no judiciário/defensoria/MP, sabe que as ações que mais aparecem (mas assim, sem SOMBRA de dúvidas, te garanto) não são de pedido de guarda por parte dos pais, mas pedido das mães por reconhecimento de paternidade e pensão alimentícia para os filhos.

isso em termos de povo, a massa, a maior parte da população. aqui no site do Planalto há um link interessante sobre o assunto http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/revistajuridica/Artigos/PDF/JonabioBarbosa_Rev92.pdf

claro que numa realidade de classe média/alta, é perfeitamente possível que a guarda compartilhada seja mais difundida. se não é, é pela cultura machista q atribui à mulher o papel de educar os filhos

mas só cabe ao pai tomar pra si essa responsabilidade, né? da mesma forma que cabe às mulheres se emanciparem de "deveres domésticos" e exigirem a participação masculina dentro de casa.

agora cadê educação? cadê governo fazendo campanhas feministas neste sentido? ensinando aos homens q eles podem e devem participar mais de assuntos domésticos e que mulheres podem e devem abrir mão do controle desses assuntos?

falando da *minha* realidade, todos os pais dos meus amigos que são separados têm a guarda deles ou nem sequer legalizaram a situação, pois bastou um acordo informal no que tange a visitação e responsabilidades. não precisaram nem brigar por isso na justiça, mas poderiam ter assinado um acordo feito com as mães (e os próprios filhos, q participam da "negociação" muitas das vezes, diga-se de passagem) para o juiz homologar.

minhas amigas decidem na casa de quem vão dormir conforme o humor delas (hoje quero ir pro meu pai pq ele vai fazer churrasco, hoje quero ir pra minha mãe pq fica mais perto do curso de inglês, vou passar o ano novo com minha mae e o natal com meu pai, etc)

infelizmente, não é o meu caso. eu me enquadro bem nas estatísticas mesmo: papai me abandonou antes de eu nascer :)

Anônimo disse...

quanto ao post, eu também sou contra o alistamento obrigatório pra qualquer pessoa. arrasou, lola!

Gabriele Albuquerque Silva disse...

Excelente texto, Lola! Falo também como filha de um militar, que viveu em vila militar e todo esse contexto durante uma parcela grande da vida. Meu pai é um que, mesmo nos anos 80, já entrou no exército muito mais por desejo próprio do que imposição. Nenhum amigo, conhecido ou familiar do meu círculo foi obrigado a servir, todos os que me falaram sobre o alistamento disseram que o entrevistador perguntou sobre seu desejo. Não estou dizendo que não existe quem acabe indo meio obrigado, mas realmente é uma minoria de casos.
Sou também contra a guerra e toda essa indústria bélica, e muita coisa no treinamento dos rapazes acho meio cruel, pelo que meu pai contou do que passou. Mas o exército de hoje tem um papel social interessante (apesar do passado negro), que acho que devia ser até mais focado e valorizado. Acho que alistamento obrigatório é uma coisa totalmente desnecessária hoje em dia, tem muito jovem que tem interesse pela área, e existem formas de recrutamento muito mais eficazes.

Gui (Garpereira) disse...

Lolas veja, Lola veja..

http://www.youtube.com/watch?v=1ujySz-_NFQ

yulia2 disse...

é...é só argumentar que mascus feito esse andré , somem.

Anônimo disse...

A maçonaria chama Deus de O grande Arquiteto do Universo e o homem é o engenheiro que edifica a obra projetada pelo arquiteto supremo.

Curso universitário com o mesmo número de homens e mulheres. Exceto engenharia. Isso faz sentido.

Segundo os dados da inteligência norte-americana (CIA) dos terroristas que fizeram atentado suicida e foi possível identificar a formação acadêmica, 80% era engenheiro.

O arquirival da Lola é um engenheiro de grande sucesso que pouco fica no Brasil, viajando por todos os países do mundo e produzindo seus vídeos debochando do matriarcado ateísta judaico-marxista.

O fato é que a engenharia exige um QI muito elevado, uma capacidade de racíocino extremo. Apenas os Aspergers conseguem ser ótimos engenheiros. Esses prédios que caem e casas com infiltração é fruto de engenheiros que não são Aspergers.

Por essa razão existe uma predominância de homens nesse tipo de curso.

Sara disse...

Anonimo conheço uma engenheira formada pela poli, fez estagios em universidades na Australia, hj trabalha em uma grande empresa e é chefe de varios engenheiros, muitos deles homens e almeja representar a area de engenharia na america latina, e esta bem próxima disso.
Quando uma mulher tem uma oportunidade é muito provavel que supere qualquer homem, se vc não aceita isso, não vai fazer diferença nenhuma, porque a realidade esta ai pra mostrar.

André disse...

Yulia2,

Desculpe não responder antes, não estava fugindo, estava trabalhando.
Por lei as empresas não podem pagar salários diferentes para homens e mulheres que exercem a mesma função. A diferença salarial que ainda persiste é fruto de algumas situações:
1) Desvalorização histórica do trabalho da mulher (p.ex. um servente de pedreiro ganhava mais que uma diarista mesmo trabalhando menos e sendo menos qualificado).
2) A progressão profissional das mulheres é interrompida ou sofre uma pausa quando ela decide ter filhos.
3) Maior concentração de homens nas áreas exatas ou técnicas (que pagam mais) e de mulheres nas áreas humanas ou de serviços (que pagam menos).

É difícil mensurar o que pesa mais, mas os itens 1 e 3 estão sofrendo rápida redução, já o item 2 poderia ser compensado mantendo ou criando benefícios específicos para as mulheres que têm filhos, é de grande interesse social que se desonere a produção de filhos.

A tutela a que eu me referi foi no sentido de que o estado cria um benefício para todas as mulheres para compensar a opção de algumas delas por se tornarem "do lar" ou aceitarem que seus parceiros não dividam as tarefas domésticas.

Quanto às referências que me pediu: converse com os professores.

André disse...

Anônimo,
É como eu disse para o Fernando Borges, para situações específicas, como a mãe e os filhos serem abandonados pelo canalha, crie-se benefícios específicos. Cinco anos a menos de contribuição ao INSS não ajuda mulheres nessa situação que você citou e cria um benefício indevido para as mulheres que não estão nessa situação.

Lorena disse...

André,

não adianta aqui pensarmos como o mundo deveria ser, como poderia ser e nem como está na lei, quando a lei não é cumprida e quando o que deveria acontecer, não acontece. Está na lei que homens e mulheres, num mesmo cargo, deveriam ganhar o mesmo salário; só que isso não acontece na prática. E por que não acontece? Porque o trabalho feminino é desvalorizado, sim. Você dizer que essa situação está sofrendo redução destoa da realidade, destoa do que diz os estudos da área, inclusive do IBGE. Mulheres ainda ganham até 20% menos do que homens, quando ambos exercem a mesma função. O que fazer pra mudar isso é tema de debate e de luta das feministas, mas quem comanda a economia ainda é o gênero masculino. Portanto, nesse quesito, não há como dizer que os homens levam desvantagem em alguma coisa, porque não é verdade.

O caso da aposentadoria anterior já foi comentado, mas endosso: a grande maioria das mulheres tem jornada dupla ou tripla, se desgastam muito mais do que os homens e por isso se aposentam antes. E você dizer que essa é a realidade de "algumas" é algo totalmente equivocado; é a realidade de quase todas. Quantos homens você conhece que dividem as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos, com a pareira? E aqui eu não digo "ajudam", porque não é de ajuda que as mulheres precisam, mas de divisão igual do trabalho doméstico. Essa é a sua realidade? Você divide igualmente as tarefas de casa com sua esposa? Ou, se vc não é casado, seu pai faz isso? Seus amigos fazem isso? Quantos homens que você conhece cuidam da casa e dos filhos na mesma proporção que suas esposas? E se, no seu meio, todos fazem isso, acredite, suas esposas são mulheres privilegiadas, sim, porque a grande maioria dos parceiros não divide as obrigações.
Se é de interesse dos homens que haja uma equiparação do tempo de aposentadoria de mulheres e homens, então comecem um movimento entre vocês para mudar a situação da dupla ou tripla jornada da mulher. Lutem por isso! Se organizem, façam campanhas, peçam aos homens que vocês conhecem pra mudar a situação.

A mesma coisa em relação a guarda dos filhos. Na minha família há um caso em que a guarda dos filhos ficou com o pai. Meu tio é pai solteiro de dois meninos, a guarda é dele; mas ELE lutou por isso, ele quis que assim fosse, e é! O juiz entendeu que era o melhor para os filhos porque meu tio é um excelente pai. Em compensação, esse é o único caso que eu conheço em que o pai quis a guarda dos filhos. E conheço um bocado de casais divorciados, viu...
Novamente, se essa é uma reivindicação dos homens, que eles lutem por esse direito! Que conscientizem os pais a participar da vida dos filhos, a dividir igualmente esse cuidado e responsabilidade com as mães. Que unam-se e lutem por isso.

Mas é difícil demais organizar homens que queiram realmente lutar por isso, né? Mais fácil vir reclamar das diferenças num blog feminista que, aliás, somos quem lutamos pela igualdade entre os gêneros.

Sara disse...

Lerena vc é dezzzz, disse tudo ....

Tanize disse...

Acho muito complicado generalizações do tipo: o exército brasileiro não sabe o que é ir pra guerra, sabe só o que é derrubar estado democraticamente eleito. Nós estamos em 2012, o golpe foi em 1964, faz as contas...

Até quando os novos ingressantes das forças armadas vão carregar o título de golpistas? Colocar todo mundo dentro do mesmo saco é pura intolerância.

Venho de uma família com muitos militares, e tem gente de todo tipo, desde os mais humanitários até os mais conservadores. Como em TODO lugar!!

É claro que é mais fácil encontrar gente conservadora no exército e gente mais revolucionária entre meus amigos de mestrado (em História).

Mas generalizações e argumentos do tipo: não precisamos de exército, "imagine there's no contries" são argumentos que não cabem aqui!!

Anônimo disse...

só lembrando - temos homens em "forças de paz" no Haiti. Uma hipocrisia !
só lembrando - os soldados norte-americanos estáo com efeitos colaterais do DU - uranio emprobecido - que tem nas bombas que jogam no oriente médio.Estáo com morrendo ou com sequelas graves como na Guerra do Golfo 2.

Ângela disse...

Os homens que não querem ser obrigados ao serviço militar e querem se aposentar mais cedo não estão impedidos pelas mulheres de lutar pelos seus direitos. A não ser que sejam tão preguiçosos e MACHISTAS que acham que temos que trabalhar por eles nisso também.

Prafalardemuseu disse...

Meu pai é militar e ele trabalha com saúde militar.
Ele já vacinou várias pessoas em comunidades ribeirinhas. Tem algumas idéias machistas que vieram da criação dele e não do militarismo, no militarismo ele ficou menos imprestável digamos, lá ele lavava louça, arrumava a própria cama etc o machismo é composto de processos que infelizmente no nosso país começam na infância. Eu apoio o exército, mas para serem úteis...vão vacinar em comunidades ribeirinhas, vão construir abrigos para mendigos, vão limpar a rua quando houver desastre natural etc. O exército é fundamental só está mal usado...digamos.

Meu pai é militar e eu fui criada pra ser independente, o machismo aqui é mais medroso, é medo da rua a noite etc, não falta de confiança em mim enquanto mulher. Claro, existem militares machistas...mas o pessoal da publicidade e propaganda é machista também...

yulia2 disse...

''Por lei as empresas não podem pagar salários diferentes para homens e mulheres que exercem a mesma função''.

muita coisa que está na lei não passa de letra morta. ninguém cumpre a esmagadora maioria das empreas não cumprem essa lei nas ultimas 4 empresas que trabalhei
era assim, recebia menos que meus colegas homens fazendo o mesm horário e o mesmo serviço
eu e minhas colegas.essa é a realidade. Minhas amigas passam pelos mesmos problemas onde elas trabalham...e isso não é só uma realidade brasileira, é mundial

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/192842.html
http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3133&lay=pde

''A progressão profissional das mulheres é interrompida ou sofre uma pausa quando ela decide ter filhos.''

também, mas não é o determinante.
mulher solteira ganha menos que um homem também solteiro.
não importa o estado civil nem dela e nem dele, os salários tem que ser iguais exercendo a mesma função, isso não se discute.

''Maior concentração de homens nas áreas exatas ou técnicas (que pagam mais) e de mulheres nas áreas humanas ou de serviços (que pagam menos).''

vc não prestou atenção no que eu disse....
eu fui bem clara quando eu disse, MESMO CARGO E MESMA FUNÇÃO!
não estou discutindo exatas e humanas!!! È claro que áreas DIFERENTES, vão ter pagamentos DIFERENCIADOS! Mas essa não é a discussão. Vc desviando o foco, o foco não é comparar exatas e humanas. È SALÁRIOS NA MESMA ÁREA. ! um professor homem ganha mais do que uma professora mulher trabalhando na mesma carga horária.

È assim é eu outras áreas, foi onde eu trabalhei com atendimento
com clientes os meus colegas ganhavam sempre mais do que eu e minhas colegas. È impossivel negar essa realidade.


''A tutela a que eu me referi foi no sentido de que o estado cria um benefício para todas as mulheres''.

aposentar 5 anos antes não é benefício, é necessidade. Como disse anteriormente
ela acumula 2 funções , fora e dentro de casa, o homem não.

''para compensar a opção de algumas delas por se tornarem "do lar"''

mais uma vez vc erra. Trabalhar fora deixou de ser opção para mulher a muito tempo.Trabalhar fora é necessidade, para ajudar no orçamento muitas mas muitas familias são sustentadas pelos dois salários do homem e da mulher. O custo de vida está cada vez mais alto e hoje não dá mais para imaginar uma familia descentemente sustentada sem os dois salários.
Outra, isso evita terríveis dores de cabeça na hora de um possível
divórcio.
No entanto a recíproca em casa não tem sido verdadeira...
o serviço de casa continua 100% nas costas da mulher e homem continua agindo como se não tivesse nada a ver com isso. Na hora do pagamento das contas o homem exige a colaboração financeira da mulher, mas sequer pensa na contrapartida na hora
de ajudar no serviço de casa.

''Quanto às referências que me pediu: converse com os
professores.''

não.Os meus professores nada tem a ver com isso, quem afirmou foi vc,
mostre os dados vc, do contrário, não afirme o que não tem condição
de sustentar.

yulia2 disse...

''A não ser que sejam tão preguiçosos e MACHISTAS que acham que temos que trabalhar por eles nisso também.''

Mas é isso mesmo que eles acham.
Além de não fazerem nada de nada, acham que é a gente que tem que brigar pelas causas DELES. È pra chorar de tanto rir.

Aliás... esse tal movimento mascu é a piada do século. Um movimento que no Brasil, não tem cara... não tem sede física... os seus únicos possíveis líderes seria o nessahan um cara que fugiu pro mato com vergonha das merdas que publicou, e o açougueiro emerson... um psicopata maluco com idéias suicídas e uma legião de anonimos queixosos e apologistas do estupro. A vergonha de botar a cara pra fora da janela é tanta que eles ficam enchendo o nosso saco pra gente se preocupar com a causas absurdas que são deles. Ora eles que saiam de suas casas e vão fazer passeatas, bota a cara na rua! vão procurar os deputados , montem associações, se mecham!!
Ora a gente tem que fazer o serviço de vcs? sai fora! O feminismo é o movimento forte que é hoje porque muitas foram pras ruas , foram atrás dos politicos, montaram sedes e se organizam, ninguém ajudou não....
agora vcs mascus, façam o mesmo, já que acham tão legítimo suas reivindicações.

Anônimo disse...

Olá Lola, leio sempre os seus textos e concordo com a maioria deles, também lia bastante os blogs masculinistas e discordava da maioria deles. Pra ser sincero não sou feminista e nem machista, sou só um curioso atrás de informação.

Mas nesse texto, discordo de qse tudo, só achei correto a parte que diz que o alistamento é um procedimento machista( afinal de contas, o macho seria superior pra defender o país)....agora o FATO de voce "discordar" de tudo que envolve as F.A não é suficiente pra justificar a incorencia do feminismo( nesse asssunto especifico das F.A), mesmo nao concordando com as F.A, por motivo de coerencia, as feministas deviam pregar uma cota de 50% de mulheres no exercito(lógica progressiva).Pois seria muito fácil em todo os assunto que o feminismo é "incoerente", simplesmente eu desqualificar esse assunto, dizendo que o assunto não serve pra nada, q esse assunto nao tem importancia hitorica, que esse asssunto é demoniaco( no caso o assunto são F.A),aí é fácil esconder os erros do movimento não acha? pra mim, esse é um dos poucos erros do feminismo.( obvio que nada é perfeito). Mozart

André disse...

Lorena,

Cargos iguais pagam salários iguais para homens e mulheres. Entretanto, na média, a mulher ganha 75% do salário do homem, mas média é uma coisa enganosa. Na construção civil o rendimento das mulheres é o dobro dos homens. Como a proporção (arquitetos+engenheiros)/(pedreiros+ajutantes) é menor que a proporção (arquitetas+engenheiras)/(pedreiras+ajutantas), isso eleva o rendimento médio feminino. Hoje, os homens são 64% dos servidores federais, que paga mais, as mulheres são 64% do servidores municipais, que paga menos. Mas basta acompanhar os concursos para saber que o futuro não será assim. Em termos de rendimento o grande fragelo feminino tem nome, empregada doméstica, e essas são exploradas igualmente por quem contribui 30 ou 35 anos para o INSS.

Esse negócio de que a maioria das mulheres tem jornada dupla/tripla é lenda urbana. A jornada média semanal nas regiões metropolitanas é de 45h para os homens e 40h para as mulheres, em casa esses homens economicamente ativos gastam 10h/sem com atividades domésticas e as mulheres 22h/sem. Há um desequilíbrio (1h/dia), mas não é tão grande, e se o meninão não está ajudando o suficiente em casa, o divórcio está aí para isso.

Não vou entrar na questão do meu entorno pessoal, porque a Lola já disse que não interessa. Mas ele é amplamente favorável à minha tese.

Com relação a mobilização, não me interessa participar de nenhum movimento. Só estou colocando minha opinião porque o post coloca a questão militar como sendo um ponto sensível aos homens, mas não é bem assim. Só para os carinhas que ainda sonham ser o Chuck Norris.

(FOnte: http://www.sepm.gov.br/noticias/documentos-1/anuario_das_mulheres_2011.pdf)

André disse...

Pessoal,
Por favor, ajudantes e ajudantas, ok.

André disse...

Yulia2,
Respeito sua experiência pessoal, mas a minha é diferente. Por isso me baseio nas médias do IBGE, IPEA, etc. Mesmo sabendo que médias são perigosas.

Anônimo disse...

E o direito de se aposentar 5 anos antes dos homens, Lola? Por que você não renuncia a ele em nome da igualdade de gênero?

Anônimo disse...

Ou você também é contra a instituição da Previdência Social?

Andrea disse...

Leio sempre o blog, mas quase nunca comento. Nesse post especificamente discordo de quase tudo que foi dito. Querer que não houvesse fronteiras é lindo, mas impraticável. Dizer que as Forças Armadas brasileiras só servem pra derrubar regimes democráticos é quase fantasia(De 1964 até hoje muita coisa mudou, e taxa-los de golpistas eternamente não é justo). O Exercito brasileiro lidera a missão de paz da ONU no Haiti, em um trabalho muito respeitado fora do Brasil.
Isso de dizer que só serve quem quer também não ajuda muito, conheço vários homens que tiveram que interromper suas vidas por um ano para atender à convocação,com isso perdendo vagas em faculdades ou mesmo o proprio trabalho.Enfim, isso é só pra dizer que generalizações são perigosas, e devem ser evitadas.
Quanto à questão da aposentadoria mais cedo, é justo que as mulheres que tem dupla jornada se aposentem mais cedo, as que tem, não todas. Assim como o homem que comprove ter a tal dupla jornada também deveria ter esse direito.
E me chamem do que quiser, mas coisas do tipo "A vergonha de botar a cara pra fora da janela é tanta que eles ficam enchendo o nosso saco pra gente se preocupar com a causas absurdas que são deles" me dão nojo. Pra mim isso é 'feminismo de boutique', que busca mais vantagens por ser mulher, e não uma verdadeira igualdade de generos.

yulia2 disse...

''Respeito sua experiência pessoal, mas a minha é diferente''


Não relatei apenas a minha experiencia pessoal a minha e a de milhares de mulheres da sociedade mostradas nos dois links que postei acima com dados e fatos que comprovam a realidade. que por sinal o senhor convenientemente ignorou.

''Por isso me baseio nas médias do IBGE, IPEA, etc.''

o senhor não postou nenhum dado do ibge ou ipea que comprove o que o senhor afirma. portanto.....


''Cargos iguais pagam salários iguais para homens e mulheres.''

dados , fontes??? links que comprovem a afirmação????
continuo esperando...eu já postei os meus... e vc?

''Esse negócio de que a maioria das mulheres tem jornada dupla/tripla é lenda urbana.''

mais um a vez eu pergunto, dados ? fontes? links que comprovem
que isso é uma lenda urbana.....

''Com relação a mobilização, não me interessa participar de nenhum movimento''

então não venha aqui pedir para gente fazer coisas que pertencem
a vcs. certo!

yulia2 disse...

http://lidebrasil.com.br/site/index.php/2010/03/08/mulher-tem-mais-escolaridade-mas-ainda-ganha-menos-que-homem/


''Ainda segundo o IBGE, a média de rendimentos das mulheres continua inferior à dos homens, mas melhorou nos últimos seis anos. Em 2009, enquanto o homem ganhava em média R$ 1.518,31, a mulher ganhava R$ 1.097,93, 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2003, esse percentual era de 70,8%.''

''Outro ponto ressaltado pelo estudo é que a maior diferença salarial entre homens e mulheres foi registrada no grupo com nível superior e no setor de comércio. Nesta área, a diferença de rendimento para a escolaridade de 11 anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a mais para os homens. Quando a comparação é feita para o nível superior, ela é de R$ 1.653,70 para eles..''

essa é pro andré que gosta de dados do ibge!

yulia2 disse...

http://noticias.r7.com/economia/noticias/mulher-tem-mais-estudo-mas-ganha-menos-do-que-homem-no-setor-de-supermercados-20100715.html

''Elas estudam mais do que eles, na média, mas ganham em torno de 78% do que recebe um homem, como demonstra pesquisa sobre o setor divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).''

''O estudo verificou que, na cidade de SP, o setor pagava R$ 1.222,62, em média, para os homens. Para as mulheres, essa renda não passou de R$ 937,63 (ou 78% do salário masculino). Quando considerado o setor em todo o Estado, esses valores ficaram em R$ 1.109,05 e R$ 865,62,'' respectivamente.

Anônimo disse...

"''Com relação a mobilização, não me interessa participar de nenhum movimento''

então não venha aqui pedir para gente fazer coisas que pertencem
a vcs. certo!"

Uai,se é assim, como os homens tem todo o aval pra não participar das causas das mulheres. Não é "coisa que pertence à mulher"? Então, nesse raciocinio eles podem cruzar os braços e não poderemos falar nada.

André disse...

Yulia2,

Eu citei a fonte: http://www.sepm.gov.br/noticias/documentos-1/anuario_das_mulheres_2011.pdf. Ela é fortemente baseada nos dados do IBGE, mas mais fácil de consultar pois as informações não estão dispersas.
Quando se trata de comparar salários para funções iguais não podemos unificar os setores, senão aparecem coisas estranhas como a renda dos homens igual a 50% à das mulheres na construção civil. Todos os links que você passa podem estar cometendo o mesmo erro.

Ângela disse...

''Com relação a mobilização, não me interessa participar de nenhum movimento''

então não venha aqui pedir para gente fazer coisas que pertencem
a vcs. certo!"

Uai,se é assim, como os homens tem todo o aval pra não participar das causas das mulheres. Não é "coisa que pertence à mulher"?
**********

Sim, nós convidamos ou exigimos a presença dos homens nos debates sobre as "nossas" causas. Até em passeata e DR... Mas encher o saco de vocês pra lutar pelas "nosssas" causas em nosso lugar, isso a gente não faz não.
Então os homens incomodados com as lutas femininas, por favor, escolham: ou bem lutem ou bem nos deixem em paz.

Luiz disse...

Eu não vejo problema nenhum no serviço militar. Servi o Exército mesmo podendo ser dispensado pois sou judeu e por razões religiosas (dia sagrado aos Sábados) poderia não servir. Mas confesso que adorei servir ao exército. Participei de uma simulação de guerra e a adrenalina vai a mil quando você está envolvido naquilo. Não vejo nenhum problema na hierarquia e na disciplina. Para ser sincero, acho que tem mais vantagens que desvantagens a disciplina e a hierarquia. Basta ver que no Brasil as melhores instituições de ensino são ligadas as Forças Armadas, tais como os colégios militares no ensino médio, ITA, IME e o centro de pesquisa de ARAMAR no ensino superior.

Fiz meu pós doutorado em Israel num centro de pesquisa ligado as Forças Armadas de Israel, a IDF (O Pen Drive foi inventado neste centro de pesquisa). Hoje em Israel, a IDF é mais que um exército, também lá são formados excelentes profissionais especializados em Programação de Computadores, Engenharia, Física. Muito do que nós usamos atualmente foi primeiro desenvolvido em centros militares, inclusive o computador.

Dai vem aquele questionamento. Mas seria necessário exército? Acho que sim. Nós os seres humanos temos baixa auto-estima. Somos mortais, invejosos, preguiçosos, preconceituosos, medrosos, infelizes, frustrados. Fracassamos, levamos foras, sofremos e costumamos manifestar essas frustrações quase sempre por meio de atitudes pouco nobres. Poderia ser diferente, mas não é. Vejam um exemplo. A PM cruzou os braços na Bahia e rapidamente os índices de homicídios dispararam. Parece contraditório mas o que garante alguma civilidade nas relações humanas é a lei e a ordem e tem momentos que a lei e a ordem é garantida pela força como o exemplo baiano pode nos atestar. Quem estiver interessado em se aprofundar mais neste assunto pode ler os trabalhos do pensador alemão Dahrendorf relatando suas experiência na II Guerra Mundial e o período de anomia que a Alemanha viveu durante a transição de poder no fim da Guerra.

Luiz disse...

Oi Lorena,

Israel nunca tomou a iniciativa de declarar guerra a nenhum de seus detratores. A IDF e o MOSSAD sempre agiram após Israel sofrer uma agressão. O caso mais emblemático para ilustrar isso foi a Guerra do Yom Kippur, quando os ditadores Árabes liderados por Nasser atacou Israel no dia mais sagrado para nós Judeus, o dia do perdão (Yom Kippur em hebraico). Tudo que a ampla maioria dos Israelenses querem é viver em paz. atualmente vários grupos armados e fundamentalistas estão estacionados no sul do Sinai, na Faixa de Gaza e no Líbano, localizado no norte de Israel, insistem em atacar o estado hebreu. Neste aspecto fazer parte da IDF é antes de mais nada lutar pelo estado de Israel e pelo nosso direito de sermos judeus.

Anônimo disse...

andre, de onde vc tirou esse dado de que homens trabalham 45 horas semanais, enquanto mulheres trabalham 40? a clt prevê um regime de 44 horas semanais para todos os trabalhadores urbanos. no regime estatutário, a carga horária menor (em regra, entre 35 e 40 horas, dependendo do órgão em questão) tb se aplica igualmente a homens e mulheres. de onde tiraram essa historia q mulher trabalha menos pra tentar justificar diferenças salariais?

leia esse artigo aqui (as fontes de cada dado estão linkadas no post) http://blogueirasfeministas.com/2011/05/mulheres-salario/

yulia2 disse...

''Uai,se é assim, como os homens tem todo o aval pra não participar das causas das mulheres.''
cumpadi...

vc prestou atenção no que vc escreveu? aval para NÃO participar..? participa quem quer, a gente não fica enchendo o saco de homem nenhum para participar....até porque nossa causas também é do interesse deles
pelo menos no interesse dos não machistas.

resumindo, vai quem quer , quem não quer não vai. ninguém é forçado a aderir, o homem menos ainda.
Já vcs além de não quererem fazer NADA por vcs só encher o nosso saco e ler o imbecil do nessahan ainda tem a cara de pau de exigir que a gente faça o serviço que compete a vcs fazerem!
o começo do feminismo não teve suporte de homem algum, pelo contrário, foi e continua sendo fortemente combatido.
pegue alguma foto de mulher queimando sutiã e ache algum homem com elas...
pois é. Depois de consolidado o movimento aí alguns homens participaram POR LIVRE
EXPONTANEA VONTADE.

''Ela é fortemente baseada nos dados do IBGE, mas mais fácil
de consultar pois as informações não estão dispersas.''

a fonte que eu citei também se baseia no ibge...e agora? vai fazer o que?

''Todos os links que você passa podem estar cometendo o mesmo erro.''

ah , os links que eu postei estão errados, os links que usam dados
do ibge e do diese...só os seus estão certos? essa foi boa andré
muito boa mesmo, esses mascus são uma piada mesmo.No mais andré , como já disse não adianta vir aqui chorar as pitangas pra gente, vc está pregando no deserto. Estamos conscientes da realidade
se não está satisfeito com ela então corra atrás como já disse antes. Não não... se seu propósito e fazer a gente mudar de idéia
dizendo que vcs é que não tem direitos (risos...) está perdendo seu tempo.
Vcs tem vergonha das próprias reivindicações? Só pode... mas não adianta, isso é tarefa vcs e não nossa. Não perca seu tempo sofismando sobre a SUPOSTA falta de direitos dos homens.

yulia2 disse...

essa é para o anonimo que postou as 21:32..

não adianta postar o link mesmo que tenha usado dados do ibge!!! pois para o andré não vale.
Para o andré só vale o link que ELE postou do ibge, Não o nosso....

como diz o Neto.... é brincadeeeira!

Raphael disse...

Tenho mor vontade de servir a força aérea ou o exército depois de me formar(quadro temporário de engenharia).... Porém tem que cortar o cabelo.

Pra que diabos um ENGENHEIRO precisa raspar a cabeça?!!??!??!////11/1/11

Felipe disse...

Você é muito sonhadora. O mundo também precisa de pessoas "pé-no-chão". Não podemos viver sem o exército, pois nem todos os habitantes da Terra "imagine the world with no boundaries". E são essas distintas pessoas (militares) que dedicam as suas vidas para pensar sobre isso, na defesa da sua família, comunidade e de todas as famílias e comunidades do País.

Lia Drumond disse...

Imagine é meu pai-nosso...

Anônimo disse...

ok, vamos ver se essa passa agora
'sou contra guerras, por mim exército não existiria'
É tão absurdo e sem noção como falar
'sou contra doenças, por mim injeção não existiria'
Vc pode ser contra doenças, mas elas não somem por causa disso.Exército é um mal necessário.

Anônimo disse...

'Muito do que nós usamos atualmente foi primeiro desenvolvido em centros militares, inclusive o computador. '

Errado.(O que já mostra como essa educação maravilhosa de que vc se orgulha não foi essas coisas todas)
Google por Charles Babbage, o pai da computação.

Anônimo disse...

Israel, esse pobre país injustiçado que nunca faz nada de ruim além de se defender...
Leiam aí sobre a prisão de crianças em Israel:
http://www.guardian.co.uk/world/2012/jan/25/child-prisoners-israel-jails

Anônimo disse...

'A PM cruzou os braços na Bahia e rapidamente os índices de homicídios dispararam.'
Muito cuidado nessa hora, não vamos lembrar as massas de que quando o PT não estava no governo era exatamente isso que ele incentivava!

Lorena disse...

Luiz,

desculpa, eu geralmente não volto nos tópicos antigos, não tinha visto seu comentário direcionado a mim.
Acho que a questão dos confrontos entre Israel e Palestina é mto mais "profunda" do que esse "eles que começaram"... Quem começou o que, sinceramente, na atual situação, é o de menos (e sou levada a crer que quem começou, mesmo, foram os criadores do estado hebreu). O que me deixa abismada é que ainda hoje se perpetue a guerra. Israel já teve alguns primeiros-ministros que tentaram reverter a situação, mas me parece que não é o caso do atual. Além disso, a desproporção entre as forças militares de Israel e a intifada palestina é gigantesca, você não acha?

Não estou criticando os judeus, nem mesmo os israelenses, porque acho que a população envolvida pode muito pouco, nessa situação. Mina crítica é a forma como o governo de Israel, muito mais forte, poderoso e organizado que o governo palestino, lida com essa situação. Só me leva a crer que é interesse de Israel contiunar a guerra. Posso estar enganada, claro, mas é essa a minha visão. Inclusive com a obrigatoriedade do serviço às forças armadas.

Lorena disse...

André,

não sei onde você vive, sinceramente. Mas não é na mesma sociedade que eu e que todas as pessoas que eu conheço. Eu bem queria morar num país onde todas as mulheres ganham o mesmo que os homens, quando exercem a mesma função (não apenas na construção civil, que você cita e me parece ser o único meio que você conhece e usa pra sustentar sua tese) e que todos os homens dividem as tarefas domésticas com as mulheres. Nossa, como eu queria! Nem por mim, sabe, porque tenho a sorte de ter uma esposa magnifíca que, sim, divide todas as tarefas comigo, somos parceiras em tudo mesmo. Mas por todas as mulheres que eu conheço, que além de passar 8 horas por dia trabalhando fora, ainda têm que chegar em casa e dar conta de limpar, arrumar, cozinhar e cuidar, enquanto o marido acha muito tranquilo tomar seu banho e ir assistir o Jornal Nacional. Gostaria mto de viver nessa realidade alternativa em que você vive! Mas, infelizmente, parece que só você vive lá.

André disse...

Lorena,

Algumas mulheres que eu conheço não tem ajuda nenhuma dos maridos, muitas tem ajuda dos maridos e com algumas os maridos dividem as tarefas. Todos eles tem que contribuir 5 anos a mais que as esposas. Essa é a minha realidade.
Conheço pessoas que vivem nesse mundo que você citou, onde os maridos não apenas não dividem como nem ajudam nas tarefas domésticas. Mas não somos todos assim, e mais, esse comportamento está diminuindo rapidamente. Mas se alguém teve a infelicidade de cair num casamento anos 50 é só usar o divórcio. Não digo que seja uma solução para mulheres com 40 anos de casamento, mas para quem está começando agora ou começou a pouco tempo.

André disse...

Anônimo (21:32),
Essas 45 horas podem ser fruto de horas extras, o IBGE não diz. Mas os números estão no link que eu citei. Quanto ao artigo que você passou ele tem alguns problemas:

1) Mistura dados de épocas diferentes, isso faz com que se diga no mesmo artigo que a defasagem salarial é de 40%, 35% e 20%. Num campo de rápida evolução, como o mercado de trabalho, dados defasados em 15 anos fazem uma diferença brutal.
2) Totaliza as informações para cálculo da média por setores da economia inteiros o que causa distorções grandes e não permite concluir que funções iguais pagam salários diferentes.
3) Confunde erroneamente grau de instrução com trabalho, você pode ter posdoc se trabalhar como empacotadora vai ganhar o mesmo que o moleque que está na 6a série.

Mas concordo que a progressão na carreira é mais difícil para as mulheres. Discordo apenas que seja fruto exclusivo do machismo e faço um adendo que cargos elevados tem uma inércia temporal maior, de modo que carregam um reflexo maior do passado, que eu não nego que seja sombrio.

André disse...

Yulia2,

Eu não faço parte de um movimento que diz defender a igualdade, portanto não me vejo obrigado a lutar por igualdade nem para questões que me favorecem. Mas não gosto de ver números sendo torturados.
Todos os links que você passa cometem o mesmo erro, totalizam os dados de setores inteiros da economia para calcular médias salariais. Isso pode servir para demonstrar que as mulheres não estão ascendendo nas carreiras, mas não serve para demonstrar que as mulheres ganham menos para fazer o mesmo serviço.

yulia2 disse...

o andré está tentando, pateticamente distorcer os dados do ibge que a gente postou nos links....
os dados são os mais atuais possiveis , 2009 2010 e 2011.

além de tentar distorcer, quer desqualificar os dados.
seria trágico se não fosse comico. Ele não fez pesquisa alguma
não é do daparemento de pesquisas e nem de análise, se quer trabalha no orgão, e nem nos sites que publicam a pesquisa, muito fácil e genérico dizer que todos os sites distorem as pesquisas. difícil mesmo é reconhecer a realidade mas tudo bem, como a Lola já disse, mascu vive num mundo que eles criaram para eles. todos estão errados, somente eles estão certos.

''Mas não gosto de ver números sendo torturados.''

não, vc não gosta da verdade, é diferente. vc nega a realidade tentando desqualificar
todas as pesquisas divulgadas que mostram sim que ganhamos menos fazendo as mesmas funções,uma realidade que vivi em todas as empresas que passei.
não adianta vc vir aqui dizer que são mentirosas e bla bla...
estamos cansadas de saber que isso é verdade é a nossa realidade e não vai ser vc que vai mudar isso , mais uma vez vc prega no deserto com afirmativas infundadas.
e mais uma vez eu repito, se acha realidade do homem penosa
vá e corra atrás, não espere de nós lutar por causa de vcs e menos ainda tentar nos convencer disso.

yulia2 disse...

''não sei onde você vive, sinceramente. Mas não é na mesma sociedade''
que eu e que todas as pessoas que eu conheço''

''Gostaria mto de viver nessa realidade alternativa em que você vive! ''

ele vive sim na mesma sociedade que a gente vive, mas das duas uma, ou
ele está tirando sarro da nossa cara, ou montou uma vida para ele fantasiosae irreal e quer nos converncer(coitado...) de que o que ele criou em sua mente
é real. Nota que ele chega ao ponto de tentar distorcer as pesquisas. o caso é grave.

André disse...

Yulia2,

Não se fie nas conclusões alheias, pegue os números e faça as contas. Nos links que você passou só tem conclusões, no link que eu passei tem os números.

Luiz disse...

Oi, Lorena.

Não há razões para me pedir desculpas. Minha resposta será longa, mas acho que será necessário. Espero que tenha a a paciência de ler o texto todo. Nem sempre consegue-se sintetizar em poucas linhas a discussão de um tema tão complexo. Primeiramente, judeus sempre viveram no chamada Terra Santa e viviam razoavelmente bem com os muçulmanos. Cidades como Jerusalém sempre tiveram uma presença muito grande de Judeus. Então antes da declaração de Independência de Israel já havia muitos judeus vivendo por lá. Esse número aumentou muito no começo do sec XX devido ao aumento da hostilidade aos judeus na Europa por volta dos anos de 1900, tendo seu ápice no Nazismo. Dai tem início o movimento sionista moderno liderado pelo jornalista judeu austríaco Theodor Herzl, autor do livro Der Jugenstaat (Li esse livro em alemão. Não sei se tem a versão portuguesa). O que motivou Herzl a escrever este livro é a sua cobertura do julgamento do general francês Alfred Dreyfus, que era judeu (Você no mínimo já deve ter ouvido uma carta inspirada no famoso " Eu acuso" de Émile Zola) num processo que dividiu a França. Hetzl foi enviado como correspondente pelo jornal de Viena onde ele trabalhava e fica horrorizado com o processo todo, principalmente porque multidões de franceses iam as ruas gritando "Morte ao Judeu" como slogan para defender a condenação de Dreyfus. Ironicamente Hetzl achava que era nos territórios germânicos que os judeus eram bem mais aceito. O Nazismo poucos anos depois vinha provar que não.

Diante desses fatos retratados e devido ao histórico de perseguições ficava evidente que um território de maioria judaica era necessário. Dai se inicia o movimento sionista como entidade organizada que começa a reunir esforços para fundar o Estado judeu. Chegou-se a cogitar um território na Africa, próximo a Africa do Sul e também uma porção de terra na atual Patagônia argentina para abrigar o estado judeu. Os líderes sionistas decidem concentrar seus esforços no Oriente Médio devido justamente ao grande número de judeus que já viviam lá, número que disparou no período entre guerras por causa do aumento das hostilidades contra judeus na Europa.

Luiz disse...

Mas o que era a Palestina, ou os territórios que hoje engloba Israel e Palestina? Uma colônia britânica que tinha muitos Judeus e Muçulmanos e alguns Cristãos vivendo lá. A proposta sionista sempre foi dividir esses territórios entre os dois grupos majoritários e declarar a independência destes em relação a Inglaterra. Nada diferente disso. Tanto é verdade que é isso que a ONU aprova em 1947 inclusive com apoio decisivo do Brasil (Osvaldo Aranha é um dos poucos não judeu tido como herói e mártir de Israel. Nas principais cidades de Israel, como Tel Aviv, Haifa, Netanya e Jerusalém você sempre vê alguma referencia a ele. Passeei muito com minhas duas filhotas e esposa na Praça Osvaldo Aranha em Jerusalém, durante o tempo que morei lá). Para você ter uma ideia, Jerusalém que é uma cidade sacradíssima para nós judeus, ficaria sob controle da ONU pela proposta inicial sionista justamente para evitar o conflito religioso. Os árabes aceitaram isso? Não. Jordânia, Egito, Síria, no ápice do populismo de Nasser, preferiram mandar tropas para atacar Israel na primeira das muitas guerras que estado hebreu seria obrigado a entrar. Esta guerra é a Guerra de Independência. Vale lembrar que a Palestina seria um país independente e não teria nenhuma ligação com os referidos países. Sabe qual é o maior problema dos palestinos. São usados politicamente por gente que não estão nem um pouco preocupado com a causa real deles. Egito, Irã, Líbano, Jordânia, Síria, Hamas e o próprio Arafat não estavam nem um pouco interessado na solução da questão Palestina. A continuidade do problema palestino interessa a eles como plataforma política. Tanto é verdade que as fronteiras desses países continuam fechadas para os palestinos. Os que entraram na Jordânia ou no Líbano estão confinados em campos de refugiados sem nenhum direito a cidadania (Justiça se faça ao Assad na Síria, é o único que recebeu os palestinos e lhe deu todos os direitos. Só não deu direito a voto, o que não faz muita diferença em uma ditadura. Recentemente também, Assad abrigou os refugiados cristão iraquianos que estavam sendo dizimados no Iraque num governo apoiado pela Arábia Saudita e Irã). O Irã que se auto intitula defensor da causa palestina é o mesmo que mata muçulmanos sunitas (maioria dos palestinos é sunita) em Teerã. Tenho muita vontade de visitar os campos de refugiados palestinos no Líbano e na Jordânia para ver esse problema in loco mas para isso tenho que renovar meu Passaporte brasileiro e ver se meu sobrenome judaico é abreviado para impedir que eu seja identificado como judeu nestes países. Visitei a Cisjordânia ocupada e apesar das condições lá serem pior do que Israel é visivelmente melhor do que a Faixa de Gaza integralmente administrada pelos patriotas do Hamas. Esses patriotas, quando o Sharon devolveu a Faixa de Gaza a eles, entrou em gerra contra os membros do Fatah e quando se saíram vencedores pegaram os membros do Fatah e democraticamente, os atiraram do prédio mais alto da cidade de Gaza.

Luiz disse...

Um judeu não pode andar na Cisjordânia sem a proteção da IDF e mesmo na fronteira com o Líbano e na Faixa de Gaza somos constantemente orientados para termos cuidado para não sermos feitos de reféns por grupos fundamentalistas. As cidades israelenses nessas fronteiras vivem em constante estado de alerta pois a qualquer momento o Hesbolah (Milicia libanesa mais bem armada do mundo e que põe medo até no governo libanês e nas tropas da ONU postadas no sul do Líbano. Resalta-se que ninguém ousam tentar desarma-los e que são treinados pelo Irã) ou o Hamas em Gaza podem atacar. Com a queda de Mubarak no Egito, rebeldes egípcios passaram a atacar Israel a partir do deserto do Sinai. É esse o cenário que os integrantes da IDF (Os guardiões de Israel) e do MOSSAD (A alma de Israel) convivem. No entanto 20% da população de Israel é de árabes que tem cidadania israelense plena, inclusive são membros do Knesset, o parlamento de Israel. Ressalto, não existe nenhum judeu vivendo em países muçulmanos, exceto Turquia. Eu gostaria que o mundo fosse um lugar bom mas infelizmente não é, e a democracia israelense, juntamente com um serviço de inteligencia qualificadíssimo e um dos melhores, mais bem treinado e mais bem equipado exércitos do mundo é que garante alguma paz (ou a redução da barbárie) e alguma civilidade em um dos lugares mais bombásticos do planeta.

Você cita a questão de correlação de forças. Moralmente sou contra o coitadismo como arma de guerra e é isso que o Hamas e o Hesbolah fazem. Vão para dentro de escolas e hospitais e lançam ataques contra Israel e quando a IDF revida apresenta os cadáveres palestinos como troféu na sua tacanha luta política. Israel é sim militarmente mais forte que os seus inimigos e é justamente por isso que muitas vidas são poupadas. Se Israel decidisse que só lutaria com o Hamas em igualdade de condições bélicas teríamos alguns genocídios. É a superioridade bélica de Israel que garante a paz possível por lá. E Israel continua se esforçando para manter essa hegemonia para poupar vidas deles e de nós, judeus. Fiz meu pós doutorado na Universidade Hebraica mas num instituto vinculado a IDF e sei bem como isso funciona. Os ataques cibernéticos contra o programa nuclear iraniano tem todas as digitais dos excelentes programadores israelenses que eu tive a honra de conviver e aprender muito com eles e que são formados nos institutos militares da IDF. Mesmo o assassinato de cientistas iranianos vinculados ao programa nuclear provavelmente posto em prática pelo MOSSAD cumpre essa função. Quem trabalha no projeto nuclear iraniano tem que ter consciência de que trabalha para um regime que quer aniquilar vidas humanas a esmo. Eu se tivesse a chance de matar Hitler o mataria pelo bem da humanidade. Chamberland, primeiro ministro britânico entrou para a história como o maior bundão de todos os tempos por acreditar nas boas intenções de Hitler ou porque tinha medo dele. Dai vale a máxima dita por Churchil durante um discurso dele no parlamento, "Ingênuo é quem dá comida para um crocodilo na esperança de ser a última opção de refeição dele" (Ler a biografia de Churchil escrita pelo excelente Paul Johnson). Um Irã nuclear pode dar aos inimigos de Israel a coragem que lhes falta para tentar por em prática o discurso de tirar Israel do mapa. Um atague terrorista nuclear seria algo catastrófico (Duvido muito que o Irã tenha coragem de lançar diretamente um ataque contra Israel. faria isso por meio de seus satélites Hesbolah e Hamas).

Luiz disse...

Não concordo que a paz dependa exclusivamente de Israel. E não vejo o que Israel possa fazer de diferente quando o outro lado não recusa a violência. Falo isso com a experiência de quem morou e viveu lá. Confesso que Israel é um país heterogêneo. Tel Aviv é uma cidade liberal com boates, praias e mulheres de biquini. Jerusalém é conservadora com uma presença muito grande de Haredins que sustentam o atual governo que em meu ponto de vista não tem muito interesse na paz. Mas daqui alguns anos terá eleições livres em Israel e os atuais líderes podem ser apeados do poder. O mesmo eu não acho que ocorrerá no Irã ou no Egito.

É verdade que os atuais governantes de Israel tem um viés mais radical. Em meu ponto de vista, o radicalismo é na essência uma demonstração de burrice. Seja em que movimento for, não importa se é ambientalismo, feminismo, homossexualismo ou judaísmo. Como dizia Platão a virtude é quase sempre um valor que se encontra no intermédio dos extremos. A paz precisa de uma pauta clara e os palestinos precisam de ter alguém que fale por eles e que tenha condição de impor sobre seus opositores. Os palestinos tem líderes sérios. O meu preferido é Salam Fayyad pois é o único que tem bom senso. O diabo é que quando são chamados para votar o partido dele tem 3% dos votos e o Hamas 40%. A paz será um processo dolorido e os dois lados terão que fazer concessões dificílimas mas para isso é preciso primeiro ter boa vontade.

Respondendo a sua posição contraria ao alistamento militar obrigatório na IDF. Enquanto Ahmadinejads e psicopatas afins, governarem algum país que não aceitarem a existência de Israel e de judeus precisaremos de ter pessoas preparadas para lutar por nós, judeus.

Coloco me a sua inteira disposição para fazer qualquer esclarecimento que se faça necessário, desde que eu tenha conhecimento e condições intelectuais de faze-lo. Inclusive para debater divergências e até mesmo sobre preconceitos que todos nós seres humanos temos, independente se somos homens, mulheres ou judeus. A informação, o conhecimento e o diálogo podem ser uma importante arma para reduzi-los.

yulia2 disse...

''Não se fie nas conclusões alheias.''

não estou me fiando em conclusões de seu ninguém
todos os estudos e estatísticas que postei batem exatamente
com o que vivi e vivo com o que minhas amigas e minhas parentes
vivem nas empresas. Vc quer inventar a roda agora dizendo que isso não
é a realidade.
Não vou mais discurir o óbvio de que mulher continua
ganhando menos.

existem fartos estudos , numeros e estatíticas
que comprovam isso.

''Nos links que você passou só tem conclusões''

nos links que eu postei se baseiam em dados do
ibge e de outros institutos imparciais.
vc tentando desqualificar é risivel.

Eu disse...

Afinal, Luiz, você é brasileiro ou israelense? sem ofensa.

Luiz disse...

Olá, Eu

sou Judeu nascido no Brasil. Requeri a cidadania israelense quando vivi lá por causa da Lei do Retorno (Essa lei diz que todo judeu tem direito automático a cidadania Israelense). Hoje tenho dupla nacionalidade, brasileira e israelense.

A minha filha mais velha também optará pela dupla cidadania e já está providenciando isso na Embaixada Israelense. Neste caso provavelmente ela quer e terá que servir na IDF (No que eu apoio), e mesmo morando no Brasil será convocada e terá que se mudar para lá. Ela também tem muita vontade de fazer a Universidade lá e está preparando para isso. Como minha esposa é cristã conversamos muito pouco em hebraico dentro de casa, mas as minhas duas filhas começaram a frequentar uma escola judaica e estudam hebraico há um bom tempo. Sem falar que elas já tem um know how do tempo que moramos lá.

Eu disse...

Luiz, o Brasil permite dupla nacionalidade? Não tem que optar aos 18 anos? (ou seria duplo passaporte?)

Luiz disse...

Oi, Eu.

O Brasil permite até a tripla nacionalidade pois não exige a abdicação de nacionalidade. Minha esposa e minhas filhas podem requere-las inclusive. É claro que cada país tem um critério para conceder a nacionalidade. Veja o nosso caso. Minha esposa é descendente de italianos portanto pode requerer a nacionalidade italiana. Pela lei eu acho que ela só não pode ser presidente da Itália pois não é italiana nata, mas é uma nacional da Itália. Ela é brasileira nata pois nasceu no Brasil e pode requerer a cidadania israelense pois é casada comigo. Neste caso acho que ela não tem a cidadania plena de Israel pois a cidadania plena só é concedida a judeus de linhagem familiar e a não judeus nascidos em Israel, caso dos arabes-israelenses e dos beduínos que vivem no deserto do Negev, que tem cidadania plena de Israel, podem servir na IDF, ser membros do Knesset, mas não são judeus.

No caso da minhas filhas é mais fácil ainda. Elas podem ter a nacionalidade italiana por causa da mãe. Tem a nacionalidade brasileira plena pois são nascidas aqui e tem a cidadania israelense plena por que a lei do retorno concede a todo cidadão que é declarado judeu por um conselho rabínico, o direito a cidadania plena de Israel sem necessidade de abdicar da nacionalidade anterior.

Eu sei que na Argentina não é assim. Sei que muitos judeus argentinos tiveram que abdicar da nacionalidade argentina quando requereram a cidadania israelense. No nosso caso, como nem Itália, nem Brasil e nem Israel exige abdicação de nacionalidade anterior as minhas filhas podem ter tripla nacionalidade. Só não podem ser presidente da Itália mas podem ser presidentas do Brasil ou de Israel. No Brasil por serem brasileiras nata e de Israel por terem linhagem familiar judia apesar de não terem nascido lá.

Anônimo disse...

Lola, só um comentário, não pode ser feito o uso da expressão Serviço Social que não seja ligado à função do assistente social. Isto é privativo da profissão do assistente social.

Dostoievski disse...

Lola e suas utopias de nações sem exércitos e sem fronteiras. Você usa flores nos cabelos, roupas coloridas e gosta de deslizar na lama também? Muito pelo contrário, o Exército merece é investimento, o que não se tem visto desde o advento do lulismo.

Dostoievski disse...

Eduardo Marques disse...

"É meio radical demais ser totalmente contra o exército. Exércitos não são bons nem ruins, são necessários. Sou contra doenças, morte, velhice, tristeza e sol forte, mas cadê que essas coisas somem por causa da minha vontade?

Tb sou contra essa violência e patriarcalismo que se veem no exército. Ele é uma das poucas instituições fechadas da sociedade que não se costuma criticar com frequência, por isso, se torna um verdadeiro ninho de gente idiota.

De qualquer forma, acho que mulheres deveriam ir para o exército e lutar em guerras também. QUE PROBLEMA VCS VEEM NISSO?"

O verdadeiro problema, se formos colocar de modo prático, é que um exército misto seria esmagado por um exército totalmente masculino( da China, dos paises árabes e qualquer outro que use de bom senso nessa questão)

Sara disse...

É mesmo "DOSTO" se acha que nós mulheres não somos capazes??, que novidade...
Em todas as areas ja provamos que podemos ser tão ou mais competentes, mas vc vem aqui falar essa besteira.

Eu disse...

Obrigada, Luiz. Muito interessante.
Acho que o Brasil obriga a escolha de uma nacionalidade quando a pessoa é nascida fora do Brasil mas que imigrou com os pais ainda criança (naturalização)Ou nascida de pais brasileiros no exterior. Tenho uma amiga, judia tb, que teve de escolher no primeiro caso. Mas não nasceu em Israel não.

Na verdade, você não retornou a Israel, né? E nem vai abdicar desse paraíso aqui...:)) Nascer e mrar no Brasil é tudo de bom. Só acho que você tem mais orgulho de Israel do que o solo em que nasceu. My feeling...

Abçs

Dostoievski disse...

"Sara disse...

É mesmo "DOSTO" se acha que nós mulheres não somos capazes??, que novidade...
Em todas as areas ja provamos que podemos ser tão ou mais competentes, mas vc vem aqui falar essa besteira."

Eu não estou dizendo que as mulheres são imcompetentes em todas as áreas, o que estou querendo dizer - e já disse aqui- é que as mulheres tem um rendimento muito menor no que diz respeito a trabalhos que exigem força física. Se também não acredita, porque você acha que separam os homens das mulheres nos esportes?

Eu disse...

De qualquer forma, acho que mulheres deveriam ir para o exército e lutar em guerras também. QUE PROBLEMA VCS VEEM NISSO?"*

Concordo e acho até que o foco do post devia ter sido a mulher nas Forças Armadas e não ser contra a instituição.

É muito bom ser contra tudo quando se é protegido pelo processo civilizatório. Quero ver no meio do mato.

Dostoievski disse...

Sem contar, Sara, que essa super-mulher forjada pela mídia, a que é tão boa ou até MELHOR que o homem( vocês adoram ressaltar esse final) é uma tremenda falácia.

Sara disse...

"Dosto"se acha que hoje em dia os soldados ficam praticando luta romana, ou guerreando com espadas e armaduras??? acorda, força fisica hoje em dia só na estiva no cais do porto, e olhe la, acho q nem mais nesses lugares.
Mulher dirige caças, e participam das guerras inclusive que eu saiba foram p o Afganistão e Iraque, larga de ser machista, vc só tem a perder com isso.

Eu disse...

Sara e Dosto, é claro que há homens que tb não ineptos para o serviço militar e para a guerra/ajuda humanitária, fisicamente falando.

Dostoievski disse...

"Sara disse...

"Dosto"se acha que hoje em dia os soldados ficam praticando luta romana, ou guerreando com espadas e armaduras??? acorda, força fisica hoje em dia só na estiva no cais do porto, e olhe la, acho q nem mais nesses lugares.
Mulher dirige caças, e participam das guerras inclusive que eu saiba foram p o Afganistão e Iraque, larga de ser machista, vc só tem a perder com isso."

Por mais que as tecnologias tenham evoluído ainda não se faz, ao menos não totalmente, "guerra de inteligência" , ou seja, a força física continua necessária.

Dostoievski disse...

"Eu disse...

Sara e Dosto, é claro que há homens que tb não ineptos para o serviço militar e para a guerra/ajuda humanitária, fisicamente falando."

Mas disso eu sei, o que eu estou dizendo é que os homens, de uma forma geral, são mais aptos para o serviço militar.

Dostoievski disse...

"Rubens disse...

Yulia

Os mascus vao dizer que as mulheres provocam as guerras, e vao tomar como exemplo Troia.

Isso, os mascus "cultos" leram alguma coisa que não seja o Nessahan...rs"

"yulia2 disse...

mascus cultos???
não, isso não existe. rsrsrsr"

A velha técnica de tentar invalidar intelectualmente alguém com a opinião diferente da sua.

Luiz disse...

Oi, Eu .

Eu gosto do Brasil e ser brasileiro me abriu mais portas do que fechou. Tanto na Alemanha quanto na Cisjordania e no Líbano. Lembro que troquei meu passaporte brasileiro e decidimos visitar Beirute, uma cidade que assim como Jerusalém tem 7 mil anos e onde até 1948 vivia uma grande população de Judeus. Andando por Beirute com minha esposa topo com uma Sinagoga abandonada e num lapso saco a minha câmera fotográfica para registrar o que restava do judaísmo em Beirute quando dois homens armados se aproximam. Foi um momento muito tenso e onde nos salvamos por pouco. Minha esposa ficou muito desesperada porque tinhamos sido alertados sobre o que não fazermos no Líbano pelo fato de eu ser judeu. Ainda hoje tem um equilíbrio muito instável entre cristãos e muçulmanos no Libano. Os judeus foram expulsos de lá.

Quanto a Israel eu sinto orgulho de lá sim. Primeiro pela própria história do povo judeu. Um povo que sempre foi tratado como a escória da humanidade, cidadãos de segunda classe (Veja "O Mercador de Veneza" de Shakespeare. Tem no Youtube). Tentaram implementar várias políticas de extermínio e genocídio do povo judeu porque achavam que nós não deveríamos sermos judeus. Dai quando você chega em Israel e vê que em 60 anos esse povo renegado construiu em cima de um deserto e quase sem nenhum recurso natural um país de primeiro mundo e tendo que lutar em mais de 10 guerras, não dá para não ter orgulho disso. Quando você visita um Kibutz e vê uma colheita de maçã no meio de um deserto é encantador.

Luiz disse...

Quanto ao Brasil, ser judeu aqui nunca foi empecilho para nada. Nunca perdi um emprego ou um amigo pelo fato de ser judeu. Ouve se de vez em quando alguma piada de mau gosto mas nada demais. Depois de casado soube que a família da minha esposa não era muito favorável ao nosso casamento por causa da minha origem judaica. Mas a minha família também tinha o mesma rejeição pelo fato dela ser cristã. Um homem judeu casando com uma mulher não judia é algo difícil para uma família judia aceitar porque o judaísmo tem uma tendencia mais matriarcal (Para ter uma ideia de como é a mãe judia, veja "Contos de Nova Iorque" na parte filmada pelo Woody Allen).

Quanto a me mudar daqui eu acho que são minhas filhas que vai decidir. Minha esposa prefere viver aqui mas a minha mais velha gosta muito de Israel. Eu acho que é pelo fato de parte marcante da infância dela ter sido lá, como a primeira escola.

As vezes eu tenho vontade de voltar para Israel ou mesmo ir para a Alemanha mas por uma razão específica. Trabalho com pesquisa científica e acho que falta a nós brasileiros algo que eu chamo de ambição científica. O brasileiro é criativo, sociável mas é totalmente acomodado quando você tenta por em prática grandes projetos. Para você ter uma ideia a maioria dos meus projetos de pesquisa é feita em parceria com pesquisadores Israelenses e Alemães. Não estou falando da questão financeira e de dinheiro para financiamento porque dinheiro a FINEP e CNPq tem. Mas alguns dos meus colegas professores universitários ganham 8 mil mensais sem merecerem. Não dão retorno para ganharem isso. Na Alemanha e em Israel eu topei isso, ambição para fazer as coisas. Não tenho dúvidas de que se Israel pegasse uma terra igual o nosso Nordeste faria daquilo um celeiro de alimentos. Essa é a minha única ressalva que faço ao Brasil. Nos contentamos em pagar patentes e a culpa não é tanto do governo, ou melhor é porque o governo tinha que começar a cobrar produtividade em pesquisa dos professores universitários e quem não apresentasse produtividade deveria ter salários menores e os que produzem deveria ter salários maiores para formarmos e atrairmos pesquisadores de ponta para cá. Algo que Alemanha e Israel fazem com propriedade. Precisávamos ter como meta por um foguete no espaço em 10 anos. Fazer o nordeste ser um celeiro de alimentos em 15 anos. essas coisas. Isso falta ao Brasil.

Luiz disse...

Sugestão de livro para leitura. "Nação Empreendedora- O milagre Econômico de Israel.

Anônimo disse...

Pobres judeus, as vítimas inocentes de um mundo cruel...

Olhem aí a ética do povo escolhido:
CRISTÃOS EM ISRAEL QUEREM QUE OS JUDEUS PAREM DE CUSPIR NELES
http://www.haaretz.com/print-edition/news/christians-in-jerusalem-want-jews-to-stop-spitting-on-them-1.137099

Anônimo disse...

Mais amostras da ética do povo escolhido:
televisão de Israel ridicularizando a crucificação de Jesus
http://www.youtube.com/watch?v=JA6vRC1xW_c

Eu disse...

Oi, Luiz,

Desculpe a demora em ver e responder seus comentários. Estive fora a semana passada.

Bom, o fato de os judeus serem perseguidos pelo mundo afora tem sua gênesis no episódio da entrega de Jesus para ser julgado e condenado pelas autoridades romanas, isso não é segredo prá ninguém. Mas fico na dúvida sobre quem aparta quem: se os judeus se auto-apartam ou são as sociedades que os recebem que os segregam.

Hoje em dia, vemos descendentes dos hebreus se dizendo ateus e logo em seguida judeus, do nada. O ator Dan Stulbach fez exatamente isso num programa de tv paga.

Meu avô era português. Meus parentes estão tirando passaporte português sim, mas nenhum deles pisa em Portugal. Não querem nem saber. Vou sair por aí dizendo que sou portuguesa? Vou não, sou é brasileira. Acho até que prá quem não tem ambição, prá quem veio prá cá como degredado ou escravizado ou era indígena, todos semi-analfabetos, ser a 6ª economia do mundo tá até bom, né?

Israel está mesmo na frente em algumas áreas de pesquisa porque não tem a Igreja Católica nos calcanhares atrapalhando tudo.
Também não deve ter a burRocracia
do funcionalismo público que impera aqui.
As empresas e órgãos do governo, quando querem, pesquisam e implementam os resultados quase sem ingerência das universidades. Também não é vigiada pelos EUA, você sabe. Não podemos ultrapassar a casa grande, certo? Israel pode.
Mas compara o Brasil com Israel em termos de território e faz as contas. Israel tem petróleo? Nós temos. Nunca soube o que aconteceu com nossa indústria algodoeira? Pois é...
O Nordeste está produzindo muito bem a partir das técnicas de irrigação, tal como Israel, por sinal. Não está acompanhando as realizações da Embrapa?

Eu discordo um pouco desse folclore com relação à mãe judia.
O Judaísmo é patriarcal, não matriarcal.Se for assim, suas filhas não são judias, a não ser que pratiquem o Judaísmo, né? :)) (É lógico que nós, mães, somos protetoras, etc. etc. não só a judia.) Tanto assim é, que os doze filhos de Jacó têm 4 mães diferentes, inclusive serviçais e há sérias dúvidas se Jesus é descendente de Davi por não ser filho biológico de José. Isso dito por judeus praticantes e estudiosos da religião.

De resto, queria comentar sobre o segundo documentário de Julia Bacha, sobre a expulsão sumária dos palestinos de dentro de casa em Jerusalém, bem na rua do escritório dela, para que judeus tomem posse dos imóveis sem mais nem quê. Isso de madrugada. Tenso, hein?

Outra coisa que não consigo entender é como aqui não conseguimos descriminalizar o aborto e em Israel há uma lei , justa, apropriada, que prevê o aborto, sendo que a Torah é a mesma para ambos os países...:((

Bjs

Eu disse...

PS.: Pela lei do jus soli,
suas filhas, tal como meus filhos são é brasileiros, pois nasceram aqui. Ainda que não tivessem nascido aqui, o fato de serem registrados em consulado/embaixada brasileira ao nascer de pais brasileiros e virem morar aqui. Não interessa filhos de quem, a não ser que os pais sejam diplomatas ou a serviço de país estrangeiro. Não interessa a etnia, não interessa a religião. Não interessam os costumes culturais, não interessa a ascendência, concorda? :)

Anônimo disse...

Existem militares, como eu, que também são contra a obrigatoriedade,quem faz o que gosta faz melho,

Anônimo disse...

Concordo parcialmente. Não diria que o texto esta muito fraco, afinal foi escrito por uma docente. Contudo, assevero que os argumentos que foram expostos são oriundos de uma pessoa com pouco conhecimento a respeito dos meandros geopoliticos da atualidade, considerando a crescente liderança brasileira no tabuleiro de poder mundial. Ademais, falta uma clara dose de conhecimento de historia do Brasil, tanto no quesito contemporâneo quanto ao pos-Proclamação da Republica. Enfim, usando de um eufemismo necessario, falta um pouquinho de conteudo. Por fim, ressalto a Douta, que temas como biodiversidade, aquiferos, pre-sal, entre muitos outros, serão demasiado beligerantes em pouco tempo. Ai, vem a minha pergunta: quem ira preservar a soberania brasileira nesses temas... a senhora e seus alunos, ou o Exercito Brasileiro. Descobri, serão os indios!

Guilherme disse...

Parei de ler aqui: "pra vigiar fronteiras (que eu, por mim, aboliria)".

Anônimo disse...

Ate tentei ler tudo, mas falar que o exercito serve pra derrubar governos democraticamente eleitos nao deu pra aguentar.
Nao tem nem como criticar voçe porque pelo jeito voçe nao sabe nem historia do seu pais e fica ai falando um monte de besteiras...
entao temos que ficar por aqui msm...

Comentarista disse...

Graças a Deus, me escapei dessa! Chegava a perder o sono pensando na possbilidade de ter que servir. Ainda bem que meu irmão "sobrou" também!

Anônimo disse...

Só não concordo na parte q deve ser abolido o exército, pois se o Brasil acabar com o exército vc acha q o Brasil vai existir ainda por mais quantos anos? Essa proposta sua é muito pouco realista. A não ser q acabem com o exército de todas as nações, que seriam outros quinhentos neh

Anônimo disse...

Por que alguns não voluntários servem?
1. Escolaridade
2.Qualificação exigida. Ex Jovens com habilidade para dirigir tratores, carretas, caminhões. O recurso humano já está pronto, ou seja menos gastos para formar.
Por que soldados ganham menos que um salário mínimo?
O salário de todos militares vem de verba federal, e o aumento deles vem do Governo. Para aumentar o salário do soldado terá que aumentar de toda cadeia de comando, ou vai querer que um soldado ganhe mais que um cabo.
Militares ao contrário de outras classe não podem fazer greve - quando a policia entra em greve quem chamam?
Conheça melhor seu Exército antes de criticar

Espártaco disse...

Texto escrito tipicamente por uma pessoa que não tem o menor conhecimento da rotina e missão constitucional das Forças Armadas. Aversão à hierarquia? Vc está no planeta errado. Hierarquia existe até dentro de casa. Quanto ao alistamento, é simples: é lei. Assim como é lei dclarar o IR, respeitar sinal vermelho, voto obrigatório, entre tantas outras. Caso queira ampliar sua cultura e deixar esse esterótipo manjado sobre o exército, passe um mês na região norte do Brasil, onde o EB,MB e FAb são as únicas extensões do poder constituído e onde prestam ajuda humanitária, sim. Quanto à ser de clsse média e ter que se alistar, ótimo, isso prova a democracia dentrod a força. Mas, não recomendo o Exército a vc, nao queremos pessoas egoístas, individualistas e envernizadas com infância em apartamentos, clubes de tênis e rodinahs sociais superficiais.

camila sal disse...

Ótimo texto! Concordo plenamente. Sempre fui contra nosso sistema militar, é um cabide de empregos e está despreparado para a função que existe. Precisamos de um novo sistema, colocar os militares em atividades de "utilidade pública".

Gleyner Hebert disse...

Voçes são loucos so pode mesmo, n tem o minimo sentido de uma mulher estar em uma guerra, pra inicio de conversa vc's se quer sabem o que e estar em uma guerra, e eu aposto que se foçe para uma, iria rezar para voltar o mais rapido possivel!!!Como muitos que vão, a mulher deve ficar em casa cuidando da familia e da nação enquanto os seus maridos estão arriscando as suas vidas totalmente na guerra!!Guerra e a pior coisa do mundo!!Voçes ja imaginaram estar em um confronto e quando olhar para o lado vc's verem aquele seu amigo de infancia morto com uma bala na cabeça????N falem o que vc's n sabem e nem sequer imaginam...Um campo de batalha e um local muito perigoso para uma mulher!!!

www.reidosconcursos.com disse...

Um amigo meu me disse, eu ouvi, etc...Eu sou do exército e sou contra um monte de práticas dentro da caserna. Mas posso garntir a vocês que não é bem assim. Aliás, para mudar o exército, dvem começar pela AMAN. Lá que é o centro de formação dos cabeças de bagres, não todos, do oficialato da Força. Lembrando da Cap Katie Petrônio, do Exército Americano, que tem experiência de guerras, outras operações: Ela disse: "Mulher não foi feita para guerra. Chega de Igualdade! Mulher Não dá Para Ser Soldado". Mulher quer usar tudo que os homens inventam e criam. Criem suas próprias coisas, iventem suas vidas, reeinventem algum cálculo de matemática, criem uma nova linguagem de programação (todas foram feitas por homens). Ridículo isso.

Joane Farias Nogueira disse...

Na verdade, eu li algo sobre a historia da dupla jornada. Acho o argumento válido, mas pesquisei e vi que há um motivo que explicar melhor isso. Conforme eu li,há uma falta de linearidade das contribuições femininas ao INSS,justamente pelo fato dela assumir a casa e muitas vezes ficar sem emprego por causa da maternidade e da rotina doméstica. É mais difícil contribuir desempregada, então, forma descontados esses 5 anos da aposentadoria feminina.

Joane Farias Nogueira disse...

E quanto ao estado arcando com decisões pessoais, bom, o estado arca com muitaaasss decisões pessoais. Toda vez que alguém vai p i SUS por ter bebido demais e causado acidentes,quando alguém transa sem camisinha e contraí AIDS,quando uma pessoa fica diabética porque não se cuidou e o SUS paga a insulina e a por aí,vai. Quanto mais proteger a mulher e dar condições a ela de ter uma vida digna mesmo precisando parar de trabalhar muitas vezes e não ficando mais difícil de contribuir.

Joane Farias Nogueira disse...

Escolhas pessoais. Escolhas de quem,André? Da mulher? Não me consta que dupla jornada seja escolha pessoal. Tenho certeza que muita mulher ia querer que homens mudassem sua mente em relação a isso.
E não tem como trabalhar com exceções, porque um dia vc tem empregada, no outro não tem mais. Fulana e cicrana não iam sair do INSS nunca desse jeito,toda hora ir lá e avisar que não tem mais empregada ou que ainda tem empregada na casa. E mesmo com empregada, todos os cuidados da casa continuam a cargo da mulher. Quando não é o operacional,é organizacional/administrativo. Fora o cuidado com filhos que ainda é da mulher e nem sempre pode ser terceirizado.
André fala como se fosse fácil reduzir diferenças entre homens e mulheres. Se fosse, manolo, nós num tava aki cryando.
O mais engraçado é que os 3 motivos que ele cita para a diferença salarial são motivos machistas.
""O trabalho feminino é uma opção, não é tão importante quanto o do homem,pode ser parado a qualquer momento. E uma hora ou outra, seu marido pode não deixar vc trabalhar mais. Meninas não servem para exatas. Vc nem deveria tentar,mulheres não são boas em maths.""

5 anos a menos de contribuição ajudam a mulher a não ter que se ralar mais ainda para contribuir por causa dos mesmos 5 anos que ela vai deixar de trabalhar por algum motivo relacionado a família. Nessa linha, faz todo sentido 5 anos a menos,porque para contribuir, eu preciso estar trabalhando.
Quando o emprego feminino for tão valorizado quanto o do homem, quando a maternidade deixar de ser desculpa para as mulheres serem promovidas e valorizadas, quando os homens entenderem que são pais e não somente provedores,quando os homens entenderem que tarefas domésticas são obrigações dos moradores da casas e quase tudo o que pode parar ou impedir uma mulher de contribuir para o INSS acabar, EU VOU SER A PRIMEIRA A PEDIR QUE IGUALEM AS COISAS. Até lá, whatever your name "andré", nada feito!

Eu acho que tá na hora de parar de falar que o movimento defende igualdade porque vem um monte de gente doente reclamar que nossa agenda não está pautada nas dificuldades do homem cis branco heterossexual de classe média. Cansei disso. Não defendo igualdade porque para isso, teria que haver alguma antes. Defendo igualdade de mulheres para homens. Não que não haja injustiças contra homens, mas em geral, elas são frutos da mesma arma usada contra mim, o machismo.

Anônimo disse...

o q é mascus?

Anônimo disse...

Servi o Exército, à um mês dei baixa do serviço militar e posso garantir que é uma experiência muito boa, e meus companheiros quase que na sua totalidade acham o mesmo, o que se passa lá dentro levarei pra vida toda as amizades, o companheirismo, a simplicidade (é claro que você sofre um pouco,mas nada que vá te matar),patriotismo.
Lembro-me dos primeiros dias e das palavras do Capitão comandante cia,ele disse: Preparem essas carcaças (corpos),aqui vocês vão deixar de ser sedentários,chega de pizzas, de coca-cola, de big mac, vamos colocar essas carcaças pra ralar até porque ela nos pertence( eu vi alguns amigos que estavam acima do peso emagrecer e pegar gosto pelos exercícios), aqui não tem mamãe nem papai pra ajudar vocês,chega dessa vida de filhinho de papai e mamãe,vocês vão aprender a se virar( vi muitos amigos que eram grandes bobalhões tomarem posturas), aqui vocês vão se adequar as nossas disciplinas( eu tinha um grave problema em cumprir horários lá dentro tive que aprender),vão dar valor um prato de comida, a uma boa noite de sono,a um Belo banho quente(muitas frescuras que tínhamos,ao passar alguns meses elas acabaram), aprenderão a respeitar, ter mais responsabilidade,e amar a nação.E claro que muitos dos rapazes que serviram comigo entraram maus homens e saíram maus homens, mas eu vi se cumprir as palavras do Capitão em quase todos meus companheiros.
Se querem falar,criticar a questão do serviço obrigatório(que eu não conheço ninguém que tenha servido obrigado nos últimos anos),da mulher e o serviço militar podem falar é justo,mas quanto ao trabalho,vida dos militares, a cabeça dos militares o dia a dia no quartel,favor não comente,porque é 100% certeza que você não saiba nada,não saiba o que é vestir aquela farda,não saiba o que é estar em forma numa formatura cantando o hino nacional e se arrepiar todo.E quanto aos que dizem pra acabar com o Exército como eu vi em alguns comentários,só quero lembrar que lá existem muitos pais e mães provendo o sustento de suas famílias,é claro que todos odiamos guerra queira Deus que nas nunca aconteça, mas e se acontecer.

Diogo Caliman disse...

Seu argumento matemático, ao afirmar que "somente" 4,5% dos homens alistados foram obrigados a servir não é válido. O que acharia se alguém dissesse que em determinado ano "apenas" 4,5% das mulheres foram estupradas? Em ambos os casos esse percentual é absurdo e deveria ser 0%

Anônimo disse...

Ainda subsistem desigualdades que não sei se teriam algum efeito prático... Por exemplo, eu sou homem completei 18 anos em 2008 e tive que me alistar no exército pq era e ainda é obrigatório, mas no dia de apresentação eu pedi pra ser dispensado, me enquadrei nos mais de 95% dispensados por excesso de contingente, ATÉ AÍ tudo bem....
Mas ocorre que, estou me formando este ano na faculdade...., quando vou ver meu currículo expedido pela faculdade, bem ali em cima no cabeçalho consta: " serviço militar: - ".
Eu comparo meu currículo com o de uma colega universitária mulher e do mesmo curso que eu e no cabeçalho do dela simplesmente não consta absolutamente NADA sobre serviço militar..., não sei se o fato de não ter servido vai me acarretar algo negativo na minha vida, espero que não..., será que o exército me quer mesmo eu tendo sido enquadrado no excesso de contingente? Mesmo eu não querendo? Pq ainda consta aquilo no cabeçalho do meu currículo universitário?

Anônimo disse...

loucura no Brasil é obrigado a servi nem a metade de quem quer servi consegui claro você como autora só aprovara o comentário que quiser só vai defender seu pensamento.

Anônimo disse...

Só serve o exército quem quer é uma ova! Eu não fui voluntario e estou servindo esse ano (2014), contra a minha vontade. Um ano perdido, o exército não serve pra quase nada, faz muito pouco, principalmente no Brasil. Vou levar algo de lá? Não vou mentir, sim, algum aprendizado eu levarei, mas eu com toda certeza mais perdi do que ganhei ''servindo ao meu país''.