sábado, 3 de novembro de 2012

GUEST POST: POR QUE DEVEMOS LER ARTIGOS DE REVISTAS FEMININAS

Camila, 25 anos, professora de Filosofia e Sociologia, enviou uma mensagem prum amigo sobre a reportagem do portal Terra, "Dez Coisas que Eles não querem saber de uma mulher" (a Terra já tirou do ar, mas ela foi reproduzida em vários blogs). Eu sei, eu sei. Achou a matéria um nojo? Talvez fique pior se vc souber que ela tem mais de cinco anos. É o tipo de asneira que os sites regurgitam quando não têm mais o que publicar.
Victor, o querido amigo de Camila, respondeu: "Vc tem que parar de ler esses lixos. Se vc conhece um cara que não tem colhões pra falar e demonstrar o que ele gosta, troque de cara".
Só que Camila pensou: será que devemos mesmo parar de ler essas matérias ridículas? Ela enviou o seguinte email pro amigo:

Ok, vamos começar do começo.
Por que eu tenho que ler esse tipo de coisa quando cai na minha mão? Porque minhas alunas leem isso. E elas acreditam.
Por exemplo, a Capricho. É inegável que ela tem um papel importante para a construção da sexualidade das meninas, tanto para o bem quanto para o mal. Para o bem pq lá vc encontra perguntas e respostas sobre sexo que vc, enquanto menina, simplesmente não tem com quem conversar, pois meninas simplesmente não conversam sobre este assunto. Elas conversam sobre tudo o que tem na revista: Justin Bieber, Taylor Swift, Crepúsculo, esmalte, roupa, balada, testes (ah, esses testes!). Elas conversam até sobre meninos, mas dificilmente chegam a ponto de se perguntarem a diferença entre clítoris e vagina. Mesmo que esteja escrito lá. 
Os assuntos sobre sexo em revista adolescente geralmente giram em torno de temas como DST, preservativos -- sim, coisas importantes que meninas também não perguntam para família ou amigas. A parte deturpada deste assunto nas revistas: transar com o cara que vc gosta/ame/esteja apaixonada (transar casualmente com um cara que vc não tenha nenhum sentimento próximo a um desses, jamais). A responsabilidade é da menina, sempre, se um cara simplesmente sumiu (e todos os caras são pintados como príncipes encantados). Motivos: talvez ela esteja gorda, talvez ela tenha dito algo que ele não gostou, talvez ela tenha exagerado ao provocar ciúme nele, ela foi atirada demais. É sério. O conteúdo é este. Percebe que a semente para aquelas reportagens adultas idiotas está todo aqui?
Semana retrasada eu estava no oitavo ano, na escola, e eles reunidos em grupo pra fazerem trabalho. Faltando 20 minutos pra acabar a aula, eles já tinham terminado a tarefa e começaram a conversar. Aí assunto vai, assunto vem, e eles lá praticamente cochichando sobre sexo (afinal é um assunto proibido.) Mandei todo mundo sentar no lugar e eles foram achando que iam levar a maior bronca do mundo. Falei pra eles pegarem uma folha avulsa do caderno e escreverem todas as dúvidas que eles tinham, até as que eles consideravam "erradas", porque eu ia responder. E eles também podiam escrever do jeito que quisessem. Eles me olharam com cara de "Oi?". 
Aí tive que falar pra eles que dificilmente teriam a oportunidade na vida de perguntar isso pra mais alguém que estivesse disposto a responder. Demorou uns 3 minutos até eles se convencerem de que não era uma bronca e de que eu não ia chamar o pai ou mãe de ninguém. Alguns meninos começaram a escrever. As meninas ainda ficaram me olhando com cara de vergonha por uns segundos, mas também começaram. Teve uma menina que simplesmente não escreveu nada, ela só começou a rir de vergonha e disse que não sabia o que perguntar. A outra também disse que não sabia o que escrever e a amiga respondeu pra ela: "escreve aí o que vc me pergunta às vezes". As dúvidas masculinas enquanto eles escreviam eram "pode escrever cu?", "pode escrever punheta?" Ou seja, enquanto elas não sabiam nem como começar, eles já estavam indo pro vocabulário técnico da coisa.
Os tipos de perguntas dos meninos: "se o cara goza no cu, o cu engole o gozo ou ele sai?", "Se a mulher não tem pinto, como ela goza?". Perguntas femininas "O que é gozar?", "Primeira vez dói e sangra muito?". Teve uma pergunta feminina que eu achei interessante: "qual é a graça de bater punheta com um pinto de borracha?". Entendeu, amor, a gravidade da coisa?
No sétimo ano, as meninas estavam falando mal de uma garota de outra classe que estava com a bermuda curta, e ontem uma menina do 2º ensino médio me diz: "Por que a Fulana não compra uma camiseta maior pra não saltarem as banhas?" Nas duas minha resposta teve que ser a mesma: Porque é o século XXI e ela pode se vestir do jeito que quiser, porque o corpo é dela e você é machista. É o tipo de pensamento que levado ao extremo acha que na verdade uma menina estuprada, na verdade, é culpada pq estava vestida de forma "inapropriada" (Marcha das Vadias já!). 
No 1º ano do ensino médio os meninos estavam falando de meninas que eles pegaram, e aí começa a parte do "dedada em Fulana", "comi Beltrana", e teve um lá que nunca comeu ninguém e tava em dúvida se um dia ia conseguir comer alguém. Na mesma sala tem uma menina que namora há dois anos e não lembro como o assunto chegou nela. Ela ficou constrangida pq falaram que ela não era mais virgem. Foi o momento de dar um puxão de orelha: "Pô, Fulana, os meninos aqui falando de dedada em não sei quem, comeram não sei quantas, o outro ali falando abertamente que quer comer alguém, e vc com vergonha de falar que dá pro seu namorado? Se vc gosta, tem que falar que vc dá mesmo, ué, qual o problema? Joga na cara deles que vc também gosta de ir lá sentar gostoso e pronto. E mesmo que você desse pra dez caras em uma semana não tem problema. Por que eles podem e vc não?". 
É bizarro. Não é que elas têm 80 anos, mas virgindade ainda é tabu e transar é proibido (se vc conseguiu laçar seu macho até que pode, mas caso contrário, nem fala). 
Claro que este tipo de pensamento se perpetua e atinge pessoas da nossa idade. Aí vamos para o 50 Tons de Cinza. Libertador-da-sexualidade-feminina-e-do-sexo-selvagem. Oi? Me explica como esta teoria se explica de acordo com a história a seguir:
1) a protagonista do livro, lá pelos seus 25 anos, está desiludida com a vida pq sofreu uma decepção amorosa (afinal só dá pra ser feliz se tiver um macho do seu lado).
2) ela conhece um cara que tem os 3+: + velho, + bem sucedido, + experiente (Sério  que ainda nos vendem a ideia de que a redenção feminina tem que se dar, necessariamente, achando um cara que é +? Sério que ela não poderia simplesmente se tornar bem sucedida ou + experiente por si mesma? Voltamos na história do príncipe encantado, dez anos depois da faixa etária da Capricho).
3) ela entra numa relação sadomasoquista. Até aí OK. Tem gente que topa porque gosta. Mas ela topa por medo de perder o cara (as mulheres que leem isso não percebem q a protagonista tá numa relação abusiva?).
4) ele exige um contrato para transar. Tipo uma escritura?
5) um cara na balada passa a mão na nela. Ela fica brava não pq o cara foi abusado, mas porque ela sabe que o tal do Grey (o namorado perturbado) ficará bravo com ela (ri alto).
6) ele compra a empresa que ela trabalha pra que ela não viaje com o chefe. (WTF?).
Realmente, é um livro muito libertador! Saudade de quando ainda estávamos apenas em Bridget Jones (mentira). Assim: mulheres podem ser solteiras hoje.
Obviamente eu to escrevendo com conhecimento de causa, não nasci tão liberal assim e acho que ainda falta muito pra que eu chegue a um nível satisfatoriamente feminista e igualitário. Mas as coisas melhoram bastante depois que se percebe que o problema do cara ser machista ou gostar de ser parte dos mascus não é necessariamente um problema meu ou das mulheres no geral. Não é todo mundo que lê aqueles absurdos da reportagem do Terra e fica indignado. Tem todo tipo de imbecil neste mundo. 
Há pouco tempo saiu um post falando que o feminismo diminuiu o tamanho do pinto dos homens. É isso mesmo, vc não leu errado. Ou ainda que ginecologista é médico de puta. Olha o facebook, amor, o que tem de posts com mensagens do tipo "mulher tem que se dar o respeito". Tem caras que tatuam uma mulher peituda no braço. Posso tatuar um cara pintudo também? Mulheres não podem abordar um cara. Muito menos se o intuito é de apenas dar uma boa trepada. O que leva ao outro lado: meninos também acreditam nessa porra de príncipe encantado, mas do jeito que mais os beneficiam: chama-se "síndrome do pau-único". Não é uma síndrome exclusiva dos mascus, afeta a maioria em maior ou menor grau. 
O raciocínio é: se eu beijei/transei com um menina, ela é legal comigo, ou continua falando comigo (ela não se dá o respeito), então é melhor eu cair fora, porque é claro que ela me achou muito legal e gostoso, e como eu sou o único cara no mundo que tem um pau, então é obvio que ela quer namorar comigo.  
Problemas: a) eles não consideram que tem outros paus no mundo; b) eles não consideram que ela só queria transar mesmo, e é gentil por um sentimento de fraternidade universal para com qualquer ser humano que cruze seu caminho.
Resumindo, amor, é isso. Entendeu por que eu preciso ler essas coisas? As meninas acreditam, as adolescentes e as adultas também. Pra vc é óbvio que o cara tem que ter bolas pra falar o que quer e gosta, assim como as mulheres, mas é mais complicado do que isso pra grande maioria. Não quero que seja mais assim com minhas alunas, parentes, amigas e filhas (caso eu venha a tê-las), então eu tenho que saber o nível de bizarrice do inimigo. Gostei muito de ver a maioria dos comentários feitos àquela reportagem absurda do Terra, pois eram contra aquela idiotice toda.
Estávamos indo bem até 1980: anticoncepcional, camisinha, liberdade sexual, remédios que controlam até as DSTs mais bizonhas. Mas nós nascemos numa época relativemente ingrata com o sexo, porque com o surgimento da AIDS acharam outro motivo para mostrar como transar, de um modo geral, é errado, e aí esses paradigmas de gênero, que estavam se rompendo, ganharam mais força.
Mas vai dar tudo certo, amor.

97 comentários:

nina disse...

Uma palavra: Fantástico!
Concordo com tudo e já comentei algo parecido aqui.

A gente pode saber que as coisas das revistas são bobagens que não precisam ser repassadas, mas a gente não pode simplesmente se fechar no nosso mundo 'sou mais esperta e não leio essas coisas'.

Anônimo disse...

Eu nunca gostei de revistas femininas,nunca fui fã dessas coisas feitas pra adolescentes como a Capricho,por exemplo. Porque sempre achei as matérias esquisitas,como se as meninas fossem um bando de retardadas que precisavam de orientações mais retardadas ainda. Porém nunca soube dizer ao certo o porque de eu achar isso dessas revistas...agora sei muito bem o motivo!

Anônimo disse...

Quando eu tinha 13 anos e minha opinião era pautada por esses meios de comunicação, eu era uma misógina de marca maior. Lembro que tinha uma garota no colégio que eu considerava puta pq, pasmem!, ela tinha um piercing no umbigo. Fiz até um funk pra ela ("meu nome é natasha, me chamam de tachuda, e eu vou pra escola pra pegar fama de put*"). Com o tempo compreendi o quanto estava errada, e o quanto que eu temia a sexualidade feminina e, consequentemente, a minha.

Para quem é professor ler essas revistas é fundamental, pq elas refletem o que os seus alunos pensam e como consebem o mundo.


Lisa Hannigan

Anônimo disse...

Resumindo: Inda estamos reproduzindo todos os velhos estereótipo de sempre...
Nessas horas fico com um certo medo de ter filhos,viu? Quero muito ser mãe um dia,mas se conseguir, terei que ralar muito pra educar direito.

Jaque Conceição disse...

Ei Lola e meninas e pq não meninos, essa é minha primeira vez.. nem tá doendo :). Adorei a postagem,penso exatamente igual. É a ideologia que nos ronda e nos subverte. Conheço homens que posam de libertário e sofrem da síndrome do pau único. Patético e imaturo. Para viver com um minimo de sanidade nessa sociedade, temos sempre que considerar a dialética. Sou como a autora do guest post, ainda t longe de ser feminista mermo tá ligad@,sou só uma aspira, mas não perco a piada, a trepada e é claro, a reflexão. Abraços Lolinha linda e querida!
Boa dica: a fraternidade é um sentimento natural entre os seres humanos, ou deveria ser!

Isabela disse...

Sou fã do blog e quase sempre concordo com os posts. Concordo muito com esse também, menos a parte em que fala do Livro "50 tons de cinza". Não sei se ela leu ou não a sequência dos livros, mas vi alguns comentários num outro blog (no qual a pessoa não tinha lido o livro) bem parecido e só consigo pensar uma coisa: isso está errado. Primeiro que para se ter uma opnião sobre algo é preciso entender, ler, saber o que acontece, o que ela citou ai em cima não está totalmente correto, afirmo porque estou lendo a sequência do livro. A personagem não foi atrás do cara por ele ser + velho, + bem sucedido, + experiente, a personagem não tem essa idade e nem teve uma decepção amorosa (pois ela nunca namorou antes), o personagem é sim machista e LENDO o livro você entendo o porque ele é dessa forma e no decorrer da história ela se impõe o ajuda a mudar. Só vejo críticas negativas a esse livro de quem não leu, e é complicado passar uma informação sem entendê-la profundamente.

No restante concordo com tudo.
Beijos.

Jéssica G. disse...

Lola, adorei o post. É sempre bom ficar a par do que nossxs alunxs estão consumindo pra poder intervir de maneira positiva.

Um abraço!

Pedra do Sertão disse...

Muito bom seu texto, super lúcido mesmo!
Minha mãe "escancarou" toda a verdade do sexo, quando eu tinha 13 anos!!! Foi bem forte, mas, mesmo assim, eu li tudo o que essas revistas colocam no mundo! Aliás, hoje, como incentivadora da prática leitora, e contra a visão de que só há de se ler "isso ou aquilo, verdade, belo e moralmente" instrutivo, converso muito com minhas alunas e alunos (hoje universitários), mas, no passado, com adolescentes...e me peguei muitas vezes com a seguinte situação: "Professora, o que eu faço?"...e a cara das três alunas (sempre são três"), naquela ânsia: "Diga aí, professora!Ela está numa enrascada?"..."Depende: fez ou vai fazer?"...Claro que já fez e não sabe o que vai acontecer! já vou dando bronca: "Minha filha, você nunca ouviu falar de camisinha e anticoncepcional? Assim mesmo: tudo junto?!" E parece mesmo que não...tanta informação, tantos meios e a história se repete desde 1992, quando entrei numa sala de aula. As revistas ajudam muito: descobri a tabelinha assim, mas sempre tive medo de segui-la...E assim vamos...
Parabéns para o texto!

amanda disse...

Gente, sabe o que é engraçado? A primeira vez que alguém apontou o dedo pra mim e disse "você é machista", foi a Capricho. Metaforicamente, claro, e não bem a revista, mas uma agenda que saiu lá pro começo dos anos 2000 acho, quando eu era pré-adolescente. A agenda também tinha esses testes famosos da Capricho, e entre "Voce é flor que se cheire?" e outros, tinha um que testava se você era machista. Eu lembro que a ficha caiu pra mim quando, depois de responder o teste, eu fui checar as respostas e vi que acreditar que menina falar palavrão é "mais feio" do que menino é machismo. Eu fiquei em choque, porque nunca tinha pensado sobre o assunto, nunca tinha questionado esse "fato". O negócio de menina fazer x,y e z ser pior do que menino fazer o mesmo era uma coisa que a minha mãe e avó sempre repetiam, e na idade que eu tinha, nunca passou pela minha cabeça analisar essa ideia criticamente. Elas repetiam isso sempre que eu falava alguma coisa "errada" e eu "aprendi" que assim que era, e ponto. Até que o santo teste na agenda da Capricho me confrontou e disse que isso era machismo. E eu não conseguia acreditar que era machista e nem sabia. Ainda passaram uns anos até eu entender mesmo o que era feminismo e ficar mais liberal, mas gente, eu lembro desse teste até hoje! Pra ver como essas coisas consideradas bobas, a mídia que a gente consome quando é nova, tem uma influencia muito grande sim!
Eu ainda tenho uns poucos recortes de Caprichos antigas (anos 90 e comecinho dos 2000) e me da dor no coração de ver como ela já foi razoável, as vezes até boa, e o que virou hoje. Eu descobri a Sofia Coppola lá em 2001 por causa da Capricho. Achei outro dia um recorte que falava da Björk, outro da PJ Harvey, e outras coisas do tipo. Claro que na capa sempre tava a atriz da Malhação, mas já teve um tempo quando dentro, escondido no meio do conteúdo, você achava coisas fora da mainstream. Hoje as meninas tem a internet, então, em teoria, não precisam de uma revista pra descobrir essas coisas. Mas ao mesmo tempo, a gente só descobre coisas fora da nossa bolha se souber procurar, se alguém der uma dica, ou se tiver essa curiosidade mesmo. Pra quem só fica nas mesmas coisas, nos mesmos sites, o mundo ficou um pouco mais homogêneo. Eu acho isso triste...

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Ótimo guest post. Às vezes me sinto mal e com raiva de certas coisas que leio por aí, às vezes me estresso discutindo com pessoas que vomitam preconceitos do meu lado quando poderia simplesmente ficar calada ou sair de perto, mas se a gente deixa do jeito que tá pra ver como fica, as coisas nunca mudam.
Na minha adolescência minha mãe me deu de presente a assinatura da revista Querida. Tenho boas lembranças dessa época. Óbvio que a revista não ia a fundo em várias questões importantes, tinha muita besteira, estereótipos, mas lembro de boas informações sobre sexo, drogas, escolha de profissão, auto estima,...
Outro dia assisti um filme antigo dos anos 80, Clube dos cinco e em certo momento uma personagem não quer responder se é virgem ou não. Aí a outra fala que a pergunta é sempre uma armadilha, porque se você fala que é, você é a bobinha, a inocente, mas se você que não é, você começa imediatamente a ser julgada. Incrível como trinta anos depois parece que as coisas não mudaram muito.
Não que nós adultas não passemos por situações de machismo em nossa vida sexual, mas acho que na adolescência, quando estamos descobrindo as coisas, a maioria não tem uma auto estima lá muito ok, tudo é muito exagerado e intenso, tudo rende comentários e dúvidas, acaba sendo mais difícil lidar com essas coisas.

Anônimo disse...

Qer dizer que uma professora de sociologia (soclates, platão,kant ?) ao ives de orientar os garotos da oitava serie, sobre estas declarações misiginas e sexistas que fazem, sobre co a promiscuidade não e algo legal, mas sim a ter uma namorada,a respeita-la como ser humano, a deixar o sexo fluir de uma forma legal e natural, no momento certo, em que os dois se sintam seguros, ela faz justamente ao contrario ? Incentiva a promiscuidade, diz para as meninas serem tão promiscuas quanto os meninos ?

Anônimo disse...

Discordo somente da parte em que a autora diz que devemos ler revistas feministas pois as alunas lêem etc.

As alunas lêem essas merdas porque ninguém mostra que há outros caminhos.

Eu entenderia se alguém argumentasse que elas lêem isso e não há outro caminho... se estivéssemos em 1985 ou 1992, mas em 2012 não dá.

Há blogs, há sites, há fóruns, há grupos feministas em diversas cidades, e quando não há esses grupos um simples email te põe em contato com eles.

O que falta pra garotada é que os professores deixem de ser pautados pela mídia e mostrem que há outras coisas no mundo. E aí passem a planejar atividades pra botar a rapaziada em contato, uns com os outros, e com esse mundo novo de blogs, livros, discussões, imagens, cinema.

Adeus "Capricho" e baboseiras afins.

Anônimo disse...

Poxa Lola, eu sei que vc já não tem o bom hábito de dar os créditos das imagens, mas me parece meio contraditório que após 3 posts sobre o meio dos quadrinhos você ponha uma imagem e simplesmente CORTE os créditos do artista!

O nome dessa artista do desenho das expressões faciais é de Guillaume Bonnet, baseado numa ideia de Nancy Lorenz.
http://zazb.deviantart.com/art/25-expressions-Sarah-131533515

Anônimo disse...

Uma professora de escola publica, que alem de constranger os alunos e alunas, olha para uma estudante de uns 13/14 anos e lhe diz :
" se você der para 10 em uma semana tudo bem"

E isto que o feminismo prega como educação sexual ?

Os pais e mães, assim como a delegacia de ensino sabem deste tipo de conduta ?

Amanda Flesch disse...

"Tem caras que tatuam uma mulher peituda no braço. Posso tatuar um cara pintudo também?"

KKKKKKKKKK NUNCA TINHA PENSADO NISSO ANTES KKKKKK MORRI DE RIR! AMEEEI!

Amei o texto, excelente!

Ana disse...

"ao ives de orientar os garotos da oitava serie, sobre estas declarações misiginas e sexistas que fazem, sobre co a promiscuidade não e algo legal, mas sim a ter uma namorada,a respeita-la como ser humano, a deixar o sexo fluir de uma forma legal e natural, no momento certo, em que os dois se sintam seguros, ela faz justamente ao contrario"

Amiga/o comentarista, não é só porque VOCÊ não acha promiscuidade legal que necessariamente promiscuidade NÃO É legal e precisa ser abordada desse jeito. Eu, por exemplo, A-D-O-R-O uma promiscuidade. ;) Fica a dica.

Eu também tenho uma história parecida com a das outras comentaristas. Chamava meio mundo de puta até que, de repente, quem virou puta fui eu. E eu tinha só doze anos e fiquei com "fama" porque beijei (isso mesmo, beijei =*) três garotos da mesma sala em um período de, digamos, uns seis meses. Essa fama meio que "grudou" em mim até o fim do ensino médio.

Mas moldou meu caráter. A partir daí, mandei todo mundo se foder e fui descobrir o quanto é bom deixar a sexualidade dos outros em paz, para que eu pudesse ser livre em relação a minha!

Anônimo disse...

"Incentiva a promiscuidade, diz para as meninas serem tão promiscuas quanto os meninos ?"


A questão é que nenhum menino foi chamado de promíscuo. Ninguém identifica certos comportamentos em meninos e os aponta como "promíscuos", mas vai uma menina fazer o mesmo para surgir todas as pedras lançadas.

Nenhum menino que passa o rodo na baladééénha é chamado de puto, promíscuo, prostituto. Mas quando é uma menina que o faz, isso salta aos olhos. Aí é nessa hora que aparecem comentários como "mulheres querem copiar os mesmos comportamentos masculinos reprováveis", mas até uma mulher fazê-lo, esses comportamentos não chamam a atenção de ninguém. Enquanto é de domínio masculino, ngm se escandaliza.

No geral o que as pessoas se preocupam mesmo não é com o comportamento, e sim com o gênero.


Lisa Hannigan

Li disse...

concordo com a autora do guest post. teve um certo momento em que parei de ler revistas femininas (e de quebra, de ver televisão), porque achei que estava engolindo ideias que não combinavam comigo. acreditem, parte do que sei (até hoje!) sobre sexualidade eu aprendi com a capricho, mas quantas dessas informações não vieram cheias de moralismo-gordofobia-machismo? durante muuuuuito tempo me senti culpada por ter perdido a virginidade (essa membrana sagrada) com alguém que não foi meu príncipe encantado. gostei da propostada autora de ler essas revistas, eu confesso que não tenho mais tanto estômago pra isso.

AngieB disse...

Parabens pelas palavras!

É triste que falar sobre sexo ainda seja um tabu, e que tantas duvidas causem problemas sérios a longo prazo. E que mais uma geraçao ainda tenha esta separaçao entre o prazer feminino e o masculino. Fiquei muito contente de voce como professora falar sobre isso com eles, sem a vergonha e a culpa.
A Capricho me ensinou muita coisa que tinha vergonha de perguntar, mas chegou um ponto que eu encontrava que ela era contraditoria e me sentia perdida com as mensagens que perpetuava.
E fico aliviada qdo vejo outras mulheres criticando esta patifaria de 50 tons de cinza. O que mais me irrita é ser vendido como feminista, e ser tao longe disso. Tao preconceituoso com pessoas que praticam BDSM, e com o prazer da mulher. Apenas qdo ela achou o homem perfeito, ela achou seu proprio prazer. E de novo a menina que se acha inferior ao homem perfeito e provedor. E qdo eu achei que a onda Crepusculo ia acabar, eles perpetuaram para outro publico via uma fanfic da "saga".
Tenho medo desta manipulaçao, vender o feminismo do sec XIX (entre Austens e Brontes) para gente ser feliz. Cade nossas heroinas literarias e cinematograficas do sec XXI?Tem q ficar reciclando esta ideia de mulher ser salva, virgem, jovem e casada p ser feliz?

N.m disse...

Quando li como são as salas de aula que a Camila dá aula, fiquei pensando como tenho sorte de minha turma ser bem diferente disso. Estou na oitava série e sexo é um assunto bem normal. Não que a gente chegue dizendo: "E aí, galera, vamos falar sobre sexo oral e DSTs hj?", mas enfim, é bem diferente de meninos falando de sexo e as meninas com vergonhas. Acho que isso se deve ao fato de sermos uma turma pequena e ficarmos a vontade uns com os outros, apesar de não sermos exatamente amigos.De qualquer jeito, na minha sala todo mundo, tanto meninos quanto meninas, faz piadas e comentários relacionadas ao assunto, sem intenção de envergonhar alguém.
Lembro de quando tivemos aulas sobre aparelho reprodutor, DSTs, educação sexual em geral, e vimos slides que a professora (super gente boa, que tratava o assunto com naturalidade)passou, que tinha fotos de órgãos sexuais infectados (nada agradáveis de ver) e ninguém ficou "olha, um pau, uhahauhau". Ela também falou sobre camisinha feminina e disse "ela pode ser colocada bem antes de ter a relação e isso é bom para quando você sair já sabendo que vai à caça" e falou pra quando ficar com um menino ou menina, só ter cuidado com infecções, e não ficou falando de "se valorizar", transar só com namorado, etc.
Quanto às revistas, sempre achei elas meio sem nocão, apesar de terem algumas matérias interessantes. As pessoas falam que é só uma revista, é só ignorar, mas praticamente elas dizem que vc deve querer ser a mais bonita e para isso basta seguir uma lista de 75489 itens, que incluem tratamentos para estrias que envolvem raios x (!!!), quilos de maquiagem e, é claro, os regimes. Quando vc tem uma amiga que tá entrando na anorexia, algumas que já vomitaram por terem se arrependido de terem comido alguma coisa e várias mulheres conhecidas que odeiam seus corpos e se privam por causa disso é difícil simplesmente ignorar.

Anônimo disse...

A minha auto-estima num geral melhorou um monte depois que passei a ignorar a maior parte da mídia mainstream, seja tv, revistas, e qualquer coisa que pregue o sens-comum em geral. E nada disso faz falta.

Elaine disse...

50 tons de cinza, tem informações erradas no post.

N.m disse...

Outra coisa que esqueci de falar foi quando uma foto de uma menina 2 anos mais velha que eu (tenho 14), sem blusa ou sutiã, foi posta na internet. Várias pessoas, de várias escolas até, viram essa foto ou ficaram sabendo. A menina foi chamado pela escola para dar explicações(!!!), mas logo tudo foi esquecido, ao contrário de uma certa menina que cometeu suicídio

ale disse...

Não vou fazer nenhum comentário a respeito da qualidade literária de 50 Tons de Cinza porque, né? Desnecessário. Eu prefiro mil vezes entrar no PornHub da vida do que ler essa merda pra ficar com a calcinha molhada. Me desculpem as palavras não tão cordiais assim.
Sobre as revistas femininas, o que mais choca é que elas vendem MUITO. Trabalhei numa editora famosa como revisora desse tipo de revista e, nos turnos da madrugada, tinha vontade de me jogar da janela. Mas, como a autora argumenta, é importante que a gente leia esse tipo de babaquice (mesmo que forçadamente como era o meu caso) pra poder lutar contra isso (não sei se lutar é o melhor termo, mas enfim...).
Sempre li Capricho na minha adolescência até que meu pai machista descobriu que, além de moda e essas coisas, a revista também falava de sexo e tirava as dúvidas. Daí eu fiquei PROIBIDA de ler a tal revista. Não que isso fosse de todo mal, afinal, mais uma vez, concordo com a autora que essa publicação passa uma idéia errada pras meninas no contexto geral. Mas só contei isso pra expressar meu desconforto com o patriarcado. Não sei se fui coerente o suficiente, mas é que esse assunto me faz ficar frenética. No mau sentido.


Fabiano Santos disse...

Sobre o livro, além da qualidade duvidosa do enredo, o principal problema da série é ter uma protagonista completamente passiva, que chegou aos 21 anos virgem (direito dela) e sem se masturbar (oi?!), apesar de ser "inteligente" e universitária. Ou seja, o homem +, +, + como citado no texto teve que "libertá-la" em 2011. E que mesmo assim, ao ter as preferências bizarras do Cristian expostas, reagiu com mais naturalidade que se ouvisse alguém pedir pra passar o açúcar pra colocar na feijoada.

Mas o meu problema com o livro é ver a quantidade de meninas e mulheres achando o machismo do Grey (independente dos motivos) uma coisa "fofa", e que ser submissa como a personagem pastel de vento é a receita pra conquistar um bom relacionamento. E também é triste ver a participação da mídia legitimando isso.

Anônimo disse...

Eu praticamente DETESTO TODAS as revistas femininas.
Porque não fazem uma revista feminina onde apareçam lindos homens nus, reportagens interessantes, viagens, matéria sobre carros, tecnologia, hqs, games, etc.
Revistas masculinas(sem querer parecer machista, afinal sou totalmente a favor da igualdade de direitos e deveres) são mais interessantes, a parte CHATA(pra nós mulheres heterossexuais) são as fotos de mulher pelada! kkk
Chega de revista "Mulherzinha", eu e muitas mulheres queremos revista "Mulherão", hehe.


Sawl

Anônimo disse...

Tenho 15 anos e não suporto a capricho.
Eu leio pra rir, é sério.
Tem cada coisinha tão bobinha.
Sempre as mesmas coisas: moda, meninos(príncipes lindos) e algo fútil.
E eu como não gosto de moda (não gosto dessa coisa ditada que é hoje) e sou lésbica, não vejo graça alguma na revista.

Anônimo disse...

Lola

Faço um pedido pra vc.
Quero que escreva um comentário ou até um post sobre algo que revoltou não só a mim, como revoltou muitas pessoas(sejam homens e mulheres).
Se o tema "homens que se envolvem com mulheres mais novas" se referisse a pesssoas adultas, bom, seria um tema por si só MACHISTA, mas, aceitável. mAS o que houve foi outra coisa...
A "glamurização" da PEDOFILIA(cometida contra meninas) no programa "Casos de Família".
PEDOFILIA é um ato criminoso de covardia cometido contra meninos e meninas, mas, este programinha baixaria "glamurizou" e botou como "espetáculo" algo tão triste e chocante!
Colocou as histórias de algumas moças que foram ABUSADAS por seus respectivos "maridos" quando eram apenas crianças!
Sei que agora terão mascutrolls alegando que "elas deixaram, "se não tivesse gostado, teria denunciado o cara", etc. Enfim, um monte de merda misógina e de apologia à pedofilia que irão postar!
Primeiro: é difícil pra uma criança diferenciar abuso de carinho.
Segundo: estas mulheres são pobre coitadas! São moças sem educação, sem instrução, que foram praticamente obrigadas a ficarem com seus algozes.
Terceiro e último: mostrar CRIMINOSOS, como "homens apaixonados por mulheres mais novas" chega a ser NOJENTO! Primeiro, as moças eram CRIANÇAS não "mulheres mais novas" quando sofreram o abuso! Segundo: estes "homens" são vermes de esgoto, escória, LIXO da pior espécie e foram tratados como "machões" e "pegadores" pelo programa.
O impressionante de tudo é que o programa é apresentado por uma MULHER! Como a pseudo-jornalista Cristina Rocha não tem o mínimo de bom senso e o máximo da CARA DE PAU e da falta de caráter pra "naturalizar" a violência sexual contra menores e ainda por cima "endeusar" CRIMINOSOS da pior espécie?!
Aqui fica meu protesto e meu pedido pra todos boicotarem este programa asqueroso e baixo nível!



Sawl

Lisana disse...

A Capricho é a revista mais tosca que eu conheço,junto com aquela atrevidinha...Parece uma versão "teen" de Marie Clare,Nova e cia ensinando como conseguir príncipes que não existem e sempre falando de sexo com essa moral dúbia,fora claro que eles ignoram completamente a possibilidade de gays,lésbicas,bissexuais ou qualquer outra coisa que não seja a regra heteronormativa.
E nem vou entrar na questão de só colocarem menininhas e menininhos branquinhos,modelos e todo aquele padrão escroto que a gente já conhece *só vi UMA vez estamparem uma pessoa negra nessa revista,fora que praticamente tudo é voltado pra pessoas magras,brancas e classe média.

Nuba ofKau disse...

Concordo com autora do guest sobre não nos fecharmos numa bolha feita só por por gente que já superou seus preconceitos ou que está empenhado em superar. Meu círculo de amigos, além de ultra-pequeno (e de ser constituído pelas mesmas pessoas desde 2004) é genderqueer/genderfuck feminista e libertário (na medida da nossa capacidade, porque muita coisa é aprendizado). Quando neste ano voltei a estudar levei um susto. Ouvi muito comentário que denuncia uma mentalidade que eu nem lembrava que existia. Ou lembrava, mas não lembrava do peso que tem. A universidade em que estudo é tida como exemplar em políticas internas para promover a igualdade e isso não me fez escapar de assistir a uma palestra de um misógino (e olha que o tema nem dava para encaixar misoginia no meio - era sobre cromatografia - ele conseguiu) e de ter aulas por 6 meses com um professor de filosofia (!)que consiguia reduzir tudo a uma dicotomia qualquer e no final comparar homem com mulher naquele estilo jornalismo do R7.

A conscientização fica mais fácil sabendo de onde esse tipo de "pensamento" vem.

Sara disse...

Da até vergonha falar , mas no meu tempo de adolescente eu curtia era fotonovela kkkkk, q creio eu, nem existe mais.
Mas hj dou risada das besteiras em q eu acreditei um dia, como achar q ficaria grávida por beijar e coisas do tipo.
Fui uma grande tonta como eram tb a maioria das meninas na minha época.
Mas quando fiquei mais velha tive a impressão de q o mundo estava caminhando pra algo muito melhor, varias barreiras começaram a ser derrubadas, com a entrada da pilula anticoncepcional, do movimento hippie q pregava a paz e o amor, as quedas das ditaduras, era tanta novidade e esperanças.
Mas infelizmente no caminho tinha uma pedra, e pra mim essa pedra tem o nome de AIDS.
Essa doença mudou o mundo, comportamentos, deu força para religiões segurarem seus fieis atraves do medo e da culpa.
A liberdade sexual virou quase q um sonho, e estavamos tão perto.

Nuba ofKau disse...

E sobre 50 tons de cinza: o fato da relação da Bela com da Fera ser quase BDSM (é bem fraquinho para ser BDSM)não é problema.
O fato de ser um BDSM sem consetimento, sem safeword, fora do SSC também não é problema porque muitas pessoas do meio fantasiam com BDSM forçado. A maior parte dos vídeos BDSM fazem de conta que a "cena" é forçada. Muitos praticantes fantasiam que entre elxs não há consentimento.

O problema isso está sendo vendido como "O Sonho de Toda Mulher". A grande mídia adorou falar sobre esse 50 tons como "A REvelação do Século sobre a Sexualidade Feminina". E tem gente apelando para aquela besteira do arquétipo feminino de mulheres "vazias que se preenchem com a dominação do homem". Ou voltando a falar que a sexualidade feminina é "infantil" (psicologia do barata de 18e alguma coisa ressussitando) e procura uma figura paterna e blábláblá.

50 tons de cinza não BDSM M/f, é apenas backlash.

Anônimo disse...

Por coincidência hoje eu falei para o meu noivo sobre minha mudança no visual (com vários detalhes do meu novo corte de cabelo), da minha dieta, das minhas fraquezas, da minha menstruação, da minha intelectualidade (dei uma segunda opinião no trabalho dele, com várias críticas), que estava cansada e também do curso online que to fazendo sobre pompoarismo.

Contando, foram 7 em 10 dos itens e tudo isso num único dia. Ou ele via 'chutar minha bunda' hoje ou isso é um monte de merda. Conto para vocês.

E sugiro alguns itens a mais

11 - não queime a comida. Se queimar, não deixe ele saber - peça uma pizza correndo.

12 - não fique ligando quando você achar que ele está com outra. Todo homem tem direito a seu espaço.

13 - Se queimou a roupa dele passando, vá correndo comprar outra igual. Ele não tem interesse em como você faz suas atividades, só que eles sejam feitas.

Anônimo disse...

Essa professora quer perder o emprego? Ela não é professora de Educação Sexual. E por que tá constrangendo uma aluna dessa forma? "Diz lá que você gosta de sentar gostoso". O que é isso, gente? Professora/autora de funk carioca? Entendo que ela queira ensinar que sexo é bom e meninas e meninos devem tratá-lo como algo natural, mas acho que ela está fazendo da forma errada.

Anônimo disse...

Esta professora está incitando os jovens a praticarem sexo de maneira irresponsável. Ela acha que as meninas serão mais livres se aderirem ao padrão de comportamento sexual masculino. Ao invés de conter ou direcionar a banalidade e a grosseria com que os garotos falam de sexo, ela estimula as garotas a se equipararem a eles no que eles têm de pior. Educação sexual não se confunde com apologia da promiscuidade. A sociedade precisa saber o que esses professores fazem em sala de aula.

Nuba ofKau disse...

Anônimo das 19:43 que provavelmente é o mesmo anônimo das 20:00.

1-"Esta professora está incitando os jovens a praticarem sexo de maneira irresponsável." Resposta: Como assim se ela disse "Diz lá que você gosta de sentar gostoso" e não "Camisinha é pecado". Entendeu a diferença?

Quem não gosta de camisinha, aliás é gente moralista que nem você (sua fala denuncia).E a Igreja Católica (lembra quando a ICAR lançou um documento condenando a camisinha? Quem criticou é cristofóbico, claro).

O problema é com promiscuidade e não com as DSTs, não é? Eu já sabia. Tem gente que gosta de promiscuidade. Acostume-se.

2- "E por que tá constrangendo uma aluna dessa forma? "Diz lá que você gosta de sentar gostoso". O que é isso, gente?"
Imagine ver o gênero tido como oposto dizer tudo sobre sexo, repetindo padrões machistas de que você menina é só pra ser usada. E dizendo que se você gostar você é puta. E imagina você ter obrigação de sentir vergonha. Meninas que não demonstram constrangimento podem ser realmente constrangidas por alguém que pensa como você (promiscuidade, o motivo pelo qual o mundo vai acabar em 2012)e passam a fazer slut-shaming com elas.
Na minha adolescencia perdi a conta de quantas vezes eu tive que fingir vergonha para não ser xingada.
Resumindo:O constrangido com o palavreado da professora é você, não os alunxs dela.

3- "Ela acha que as meninas serão mais livres se aderirem ao padrão de comportamento sexual masculino." Oh, então você acredia que se trata de um padrão. Deixa eu perguntar: você acredita que esse padrão é natural, né?
Resposta: hahahaha


Luiza disse...

http://carsale.uol.com.br/editorial/noticia/10132-tem-para-todo-mundo:-os-gatos-do-salao-de-sp

Modelos homens no Salão do Automóvel. Demorou, né?

Detalhe: o nível dos comentários...

Elaine Telles disse...

Anon mascu, 19:27,
que bom que você parou de se enganar em tentar ficar com mulheres e arranjou um homem. Mas que pena que você é tão submisso. Recomendo estudar, ter seus proprios interesses e parar de viver em função dos outros. Isso já não deu certo com as mulheres e você quer repetir com homens.. tsc tsc

luana disse...

50 tons de cinza e derivados é uma merda. Só isso: uma merda.

Tem nada mais pra entender ali.

Vamos voltar a ler Julia e Sabrina, que é melhor.

Anônimo disse...

Anon das 20h

Qual seu conceito de sexo irresponsável???
O meu precisa refletir sobre se: fez consentido? Usou camisinha? Se preveniu direito?

Rebecca Souza disse...

Bem,eu nunca gostei dessas revistas quando adolescente,aqui na minha casa apesar de ser um pouco mais conservador,mas,meus pais tiveram a boa ideia de comprar um livro de educação sexual e nos deixar a vontade para ler.
O livro era muito bom e falava deste o heteronormativo,até homo,bisexualismo e assuntos bem tabus mesmo como necrofilia e outros.A unica dessas besteiras que ainda li foram aquelas coleções tipo´´julia``,´´sabrina ´´ e ´´bianca`´,logico que lá é sempre a historia e foram felizes para sempre e talalgumas heroinas eram virgens,mas,me recordo que havia algumas bem detalistas em cenas mais `´torridas`´
O que me chateia nessas revistas é sempre o mesmo roteiro``sexo,cozinha,produtos de beleza ,fofocas de celebridade `´sabe,nunca tem algo mais profundo tipo faça um mestrado,escolha uma profissão e quando tem é sempre superficial.Mas isso tb é reflexo da midia machista em que vivemos.
POr ultimo gostaria de expressar meu nojo,a palavra é essa nojo,contra o yahoo,ontem eles postaram uam galeria de foto sobre o circuito brasil de volei de praia,e juro de 14 fotos,só 4 era de jogadores e jogadoras mesmo,o resto era tds de close ginecologicos em esportistas e animadoras de torcida,até quando teremos que conviver com isso ?
Ah e sobre 50 tons,pessimo!

Anônimo disse...

No dia que o feminismo defender igualmente o direito de dar pra todo mundo e o direito de dar pra nenhum ou só pra quem se ama/gosta sem ser chamada de "pastel de vento" e "submissa", eu levarei a sério a causa.
Devia-se deixar claro que qualquer tipo de conduta sexual (desde que consensual) é aceitável, mas o que vejo no meio feminista é que estimula-se o sexo sem compromisso e reprime-se quem opta pelo recato.

tenhoumaloucadentrodemim disse...

É uma hipocrisia sem fim! Você é adulta, trabalha, estuda, mora sozinha, é vacinada, paga todas as suas e não deve nada pra ninguém mas aí saí de balada querendo dar uma e todo mundo desce o pau em você porque isso não é coisa que moça descente faça. Absurdo! A sociedade, em geral, é machista e hipócrita. Um tédio.
Acho importante as adolescentes terem esse tipo de orientação porque voluntariamente elas não pedem e muitos pais não tem o tato de saberem como conversar e as dúvidas vão ficando estacionadas e se acumulando.
Concordo com o que foi tipo do livro Cinquenta tons de cinza e fico feliz de ver que não sou a única que realmente eu aquele livro de olhos abertos. Adorei blog!

Almeida disse...

Eu sempre me achei um camarada não machista, e acima da sociedade onde fui criado (interior de Minas)
Mas sinceramente, após ler o que vc diz ter falado com os seus alunos, eu simplesmente já não sei. Não sei se um dia teria coragem de falar isso. Pensar é uma coisa, conseguir falar é outra muito diferente, se colocar ao potencial julgamento...
não sei, minha insegurança se exprime de maneiras muito bizarras mesmo.

Anônimo disse...

parabéns feministas, isso mesmo, ensinem as meninas de 8° serie a transarem a torto e a direito, e depois as ensinem a abortarem também a torto e a direito, e ensinem que o comportamento de garotos promiscuos " cafinhas" e o correto a ser seguido, e não a de garotos românticos e monogâmicos, parabéns para vocês viu, nivelar por baixo realmente nos trará uma sociedade melhor !

Anônimo disse...

"A parte deturpada deste assunto nas revistas: transar com o cara que vc gosta/ame/esteja apaixonada (transar casualmente com um cara que vc não tenha nenhum sentimento próximo a um desses, jamais)."

Lola, vc quer vender revista incentivando promiscuidade para menores de idade?

Sphynx disse...

Não falaram, em algum outro tópico daqui mesmo, que esse 50 Tons de Conza começou como uma fan-fic de Crepúsculo? Mesmo antes de eu ter essa informação, já tinha desconfiado da semelhança assim que vi que se tratava de uma protagonista que passa a não ter vida própria depois que conhece um "homem perfeito" cheio de atitudes machistas que ela acha super românticas e apaixonantes.

Não sei a quantas vai o machismo do 50 Tons, mas Crepúsculo basicamente diz que uma mulher não precisa de inteligência, personalidade, independência, e se tiver, vale a pena renunciar a tudo isso pra ter só o que realmente importa: a atenção do carinha perfeito (quer dizer, perfeito pra ela e pros mascus, já que o dito cujo é o modelo deles de macho-alfa).

Já me irrita ver tanta gente surtando em cima de uma obra com tão pouca qualidade literária (se existisse um termômetro de qualidade, Crepúsculo indicaria zero graus Kelvin), mas pior ainda é gente achando românticas e bonitinhas as escrotices de uma relação como a que existe entre a Bella e o vampiro brilhoso, onde ela depende totalmente dele e isso é tido pela autora como positivo.

Shoujofan disse...

Eu sou professora, trabalho com adolescentes, desde algum tempo só com o 3º ano, mas tive experiência com todas os níveis da 5ª série (6º ano) ao pré-vestibular. Já dei aula em escolas para gente muito pobre e em escola para meninos e meninas de classe média alta. Concordo com a autora em vários pontos. Ler os materiais que nossos alunos e alunas lêem – e minha experiência aponta que eles e elas costumam ler várias coisas diferentes, não somente revistas populares – e conhecer aquilo que é assistido por el@s é fundamental. Lembro que quando cheguei para dar aula em uma escola da periferia de Duque de Caxias (RJ), e descobri que meus alunos e alunas se xingavam usando personagens de uma novela mexicana do SBT, tive que assistir uns dois capítulos (*o sacrifício não precisa ser maior que isso, garanto*) para entender do que eles estavam falando. Não se deve desprezar aquilo que seus alunos e alunas gostam, lêem, assistem, a boa professora (*somos maioria, especialmente nas séries iniciais*), precisa estar atenta a isso.

Agora, preciso pontuar algumas coisas e espero não tornar isso um novo post e ressalto que estou tomando somente o texto que li, ou seja, não conheço a realidade da escola na qual a colega dá aulas, o tipo de registro que é usado pelos alunos e alunas, mas fiquei preocupada com algumas coisas. Alguém colocou que a professora constrangeu uma aluna. A minha leitura foi na mesma direção. Colocar para uma adolescente a frase " "Pô, Fulana, os meninos aqui falando de dedada em não sei quem, comeram não sei quantas, o outro ali falando abertamente que quer comer alguém, e vc com vergonha de falar que dá pro seu namorado? Se vc gosta, tem que falar que vc dá mesmo, ué, qual o problema? Joga na cara deles que vc também gosta de ir lá sentar gostoso e pronto. E mesmo que você desse pra dez caras em uma semana não tem problema. Por que eles podem e vc não?"", não sei se ajuda muito a torná-la mais consciente de como as performances de gênero lhe são impostas e assujeitadoras. Sei que a autora comentou de sua “aula” de tira-dúvidas, mas não percebi ao longo do texto uma preocupação em questionar esses papéis de gênero impostos tanto aos meninos como as meninas.

(cont.)

Shoujofan disse...

Nem vou entrar no mérito do linguajar, já que não sei se é o corrente entre aqueles adolescentes, me calo quanto a isso. Agora, esse padrão de exercício da sexualidade em que é visto como “normal” sair “pegando geral” é tão opressora quanto o que prega a castidade, para as meninas, geralmente. Vivemos em uma sociedade hoje que estimula uma hipersexualização das mulheres e, ao mesmo tempo, por sua matriz patriarcal, as rotula e pune por causa disso. E isso pode ser visto nas revistas citadas. Agora, será que legitimar que uma adolescente possa “dar” (*olha que outro termo complicado*) como algo libertador, ao invés de discutir se este modelo, esta imposição de uma sexualidade “incontrolável”, também, não é em si mesma uma prisão. Acho inclusive muito complicado que nesta colocação não esteja incluído o “desde que com proteção”, porque a única faixa etária em nosso país na qual a fertilidade avançou foi entre as adolescentes. E sabemos bem que enquanto está na barriga, todo mundo quer dar pitaco (*Estado, líderes religiosos, políticos oportunistas*), mas quando nasce é nas costas dessa menina que a responsabilidade vai cair... às vezes, na de sua mãe ou avó, talvez, elas mesmas mães solteiras. Não estou querendo dar lição de moral, mas apontando problemas. Papéis de gênero, modelos opressivos de sexualidade, não atingem somente as mulheres. Trabalhar com crianças e adolescentes nos dá a oportunidade de tentar construir relações mais equilibradas, justas e livres, na medida que meninas e meninos possam escolher e não serem julgados pela sua performance sexual.

Antes de terminar, queria pontuar outra coisa. Há um equivoco que a maioria dos professores e professoras comete, e muitos adultos, também, que é acreditar que adolescentes são muito sabidos e entendidos em assuntos sexuais. Alguns colegas chegam a acreditar que todos os adolescentes de 13 anos são sexualmente ativos. E agem em sala de aula imbuídos dessa certeza. Pois bem, conto um “causo”. Estava eu em 2002 dando aula para uma 8ª série. Um aluno muito abusado, se aproxima quando eu estava para começar a aula e coloca a mão no meu ombro (*acho o cúmulo que alguém me toque com intimidade sem que eu dê essa liberdade, salvo se a personalidade da pessoa for muito expansiva, o que não era o caso*). O moleque então me solta “E aí, professora, como foi o fim de semana? Muita festa, muita cerveja, muito sexo?” É claro que ele queria que eu ficasse vermelha, que chamasse sua atenção. Percebi a ansiedade dos outros meninos e meninas. Respondi com um sorriso maroto e meu olhar de desprezo “Olha, fulano, cerveja, não, que não bebo, festa, também, não, sou uma pessoa caseira, mas sexo, sim, porque é bom a beça! E VOCÊ, o que fez no seu fim de semana?”. O menino ficou vermelho, gaguejou... Du-vi-do que tivesse alguma experiência sexual mais complexa, que tivesse feito muito sexo no fim de semana. Nunca mais se meteu a besta comigo. Eu falo de sexo, de direitos reprodutivos, questiono papéis de gênero, sempre articulando com as minhas aulas. Sou professora de História. Mas é preciso ter cuidado em não tornar a discussão do tema uma intromissão na intimidade desses adolescentes. É preciso de certa maneira estabelecer a diferença entre discutir temas relevantes, desconstruir os papéis de gênero que oprimem nossas meninas (*e, também, nossos meninos*), leva-los a refletir e constrangê-los. Vivemos em uma sociedade muito exibicionista, em que o privado está sendo transformado em coisa pública sem que as pessoas reflitam sobre o quanto isso pode lhes trazer problemas. E adolescentes estão em formação, devem ter liberdade de escolha, mas precisam, sim, da orientação dos adultos, professor@s inclusive.

Victor disse...

Já que é por uma boa causa, OK... pode ler vai! Adorei o artigo-resposta, entre muitas coisas porque também acho essa parte machista da nossa sociedade um saco. Desnecesária. É um saco saber da existência desses artigos e da sua aderência, assim como é um enooorme pé no saco ter que aturar um monte de mulher machista, que é o que mais tem por aí muito infelizmente. Parabéns Cá, escreve muito!

Anônimo disse...

A iniciativa da professora é ótima, mas achei o modo de falar grosseiro. "Diz que vc gosta de sentar gostoso" e " transar com 10 em uma semana" ficaria melhor simplesmente : diz que vc gosta de transar e que tem o direito de fazer com quem quiser e com quantos quiser!

Becx disse...

Sei lá, sou a favor da liberdade sexual e tudo mais. MAs ainda acho que sexo deveria ter idade pra começar... tenho amigas que começaram co uns 14 anos...meninos então, vários. Vai de cada um, mas acho essa idade muito jovem e imatura pra tomar uma decisão dessas. Também não concordo com terem tantos parceirxs nessa idade. Tanto aos meninos quanto as meninas, acho legal, conversar, educar sobre o assuto e como não ter uma mentalidade machista em ralação ao sexo. Mas deveriam também, bater mais na tecla do "não é moda""não é pq @ amig@ fez que vc tem que fazer" "pense bem pq tudo vem com consequencias", "não vá no embalo da mídia"... to me explicando aqui pra não parecer contraditório, que alguém se diga a favor da liberdade sexual e esteja aqui julgando que tem idade pra isso, e que não "pode virar oba-oba" ou número de parceiros. Mas é tão ruim, ver pessoas tão jovens, que deveriam estar fazendo outrs coisas, sem nem se preocupar com "como fazer um boquete""ou pra onde vai o gozo no sexo anal". as vezes esta na cara que a imaturidade ainda esta lá, gritando... espere crescer um pouco mais, só até vc se sentir maduro, pelo menos, sentir que está preparado para arcar com as consequências, caso venha alguma...não acho que meninas devam adotar o padrão sexual masculino de hoje. Isso não é libertação. O padrão esta errado e tem que ser mudado por completo, tanto p/ mulheres quanto para homens. Sexo é coisa séria, boa, mas séria. Não gostaria de ter crescido vendo isso como uma banalidade.

Menina disse...

Bem, eu li 50 tons e como submissa(que pratica bdsm), achei o livro muito ruim. Achei que o livro distorce o por que do BDSM, coloca o Cristian como uma pessoa que só quer maltratar mulheres que se pareçam com sua mãe biológica. Isso coloca o BDSM em uma posição de doença, assustando as pessoas e gerando maior preconceito com relação a ele. Tem uma única parte do livro que o médico diz que não é doença, e só. É um livro fraco e mal escrito. A proposta do livro é interessante, mas não tem nada de libertadora.
Eu acredito que sexo tenha que ser um tema que possamos conversar abertamente, coisa que hoje não é. Temos que tomar cuidado sobre o que falamos e onde falamos. No caso do guest post, se a mãe/pai de algum alun@ resolver implicar com a abertura da professora(de falar abertamente com os alunos), a vida dela pode virar um inferno. Quantas pessoas(mulheres no caso) vemos por ai que perdem empregos por causa de fotos, vídeos, comentários sobre a vida sexual, como se veste?
Eu tive aula de orientação sexual na escola. Era um projeto piloto, a 15 anos atrás, muitos pais e mães ficaram furiosos, evangélic@s proíbiram seus filhos de participar, moralistas achavam que a escola queria incentivar a promiscuidade, entre outras asneiras e absurdos.

Beijos.

Anônimo disse...

Eu fui assinante da Capricho entre meus 12 e 15 anos. Naquela época a revista era mensal e comparando com alguns exemplares da minha sobrinha a diferença é assustadora.
Lembro de uma reportagem sobre ciúmes, citando o noivo da Ana Paula Arósio e explicando as garotas não tinham que se sentir culpadas e nem se explicar por ter tido outros parceiros sexuais. Haviam reportagens sobre sexo, religião, cultura e o primeiro ensaio plus size que vi foi na Capricho... Claro que também havia muita coisa tosca, mas não era de todo.

Anônimo disse...

Sou terminantemente contra "aulas de educação sexual", isso deve ser dado no seio familiar, e o máximo que pode ser feito por instituições de ensino é prover material que proponha um curso pedagógico para melhorar a eficiência da experiência de ensino-aprendizado familiar.

De fato, eu sofri muito sendo obrigado à assistar à essas "aulas". Na maioria das vezes eu tentava sair, se me parassem eu explicava que não era obrigado a ser exposto a essas obscenidades e que existem leis contra isso. E quando tentavam explicar o que era "educação sexual" eu dizia que isso era crime e ponto final. Se me prendessem na sala para assistir àquela obscenidade, eu cuidava para atrapalhar a aula ao máximo, com pérolas como

"Professora... Se tu gosta tanto de sexo, por que tu não vai se foder?"

"Tá bom, legal, e a aula prática começa quando? A gente vai fazer a experiência prática contigo ou irás arrumar os pares pra gente?"

Obviamente, terminava por ir à diretoria, e quando diziam para eu mesmo explicar à minha mãe o que eu fiz, eu dizia: "Mãe, a professora estava querendo nos ensinar a fazer sexo, e como tenho senso de decência e não quis ser exposto a essa imoralidade degradante, eu quis sair, mas me obrigaram". Era LINDO, a diretora chegava a gaguejar.

Eu não gostava de ter de fazer isso, era último recurso. Quando a escola quis durante todo o turno dar uma grande palestra sobre isso à toda a escola, eu fiquei durante quatro horas escondido debaixo da escada até os portões se abrirem e eu poder ir embora. Só chegando a sair na hora da merenda e logo voltando rapidamente ao meu "esconderijo".


Enfim, essa tal "educação sexual" definitivamente não é necessária e deveria ser terminantemente proibida nas salas de aula. E qualquer referência a isso deveria ser tratada da mesma forma que seria tratado apologia às drogas, seja por parte dos professores, seja por parte dos alunos.

Apologia ao sexo à menores de idade tem nome: Corrupção de Menores.

Lembro-me que na sétima série teve em ciências aulas sobre reprodução humana. Faltei à todas e na prova transcrevi transcrevi o artigo 218 do código penal junto à uma educada carta explicando que isso era obsceno e imoral, que ao contrário de meus coleguinhas eu tenho senso de decência e que caso eu seja prejudicado por não compactuar com essa imoralidade, eu iria processá-los. Apenas me anularam a área e fizeram a média em cima das outras notas somente.

Felizmente não fui exposto à essas obscenidades durante o ensino médio.

Enfim, agradeço pelo espaço, e antes que me perguntem, não, não sou religioso, sempre fui ateu. Decência não depende de credo.

Anônimo disse...

Que tal ao invés de "aulas de sexo' dada por professras/res marxistas, formados em fefeleches da vida,com suas ideologias toda proprias( imagine a lola dando aula de educação sexual para um/a aluna/a de familia evangelica ?) nos não temos psicologos nas escolas, conversado com os alunos, individualmente ou em pequenos grupos, sobre os mais diversos assuntos ? não seria mais produtivo

Luana disse...

Maravilhosa a postura dessa professora, só não sei se ela foi literal ao descrever a maneira de se comunicar com os alunos. Sério q ela fala "senta gostoso" pra uma aluna? kkkk desculpe, mas sala de aula não é mesa de bar nem chat da uol; de qualquer modo achei fantástico!! Acho que a maior luta do feminismo é buscar esclarecimento, e a maior conquista será quando uma maioria massacrante de MULHERES deixarem o machismo para trás. Daí para os homens absorverem uma consciência de igualdade de gênero como um direito, não como uma regalia ou afronta a sua "masculinidade", é um pulo, eu tenho certeza. Professora, vc tá de parabéns!

ofilmedatarde disse...

Engraçado é que quando eu assinava Capricho, lá por 1997/1998 eu aprendi coisas que eu considerei revolucionárias, e que mudaram muito a forma como eu pensava. Lá eu li a história de várias meninas que se descobriam lésbicas, e contavam como passaram a lidar com isso. Também li histórias sobre aborto e meninas que ficavam com vários em uma festa, e como seria injusto culpá-las por essas coisas. Na famosa seção de perguntas e respostas uma leitora chegou a questionar se teria sofrido abuso sexual do namorado( e relatava uma situação clara de abuso), a revista respondeu dizendo que ela deveria ir à polícia, e a pergunta estava destacada de todas as outras em vermelho. Além disso, também o primeiro contato com Tarantino, filmes da Audrey Hepburn, entre outros, eu tive por lá. E mesmo a entrevista com a Kate Winslet, no auge de Titanic, falava bastante sobre o processo de auto aceitação dela, que passou a vida sendo chamada de gorda. Enfim, havia todas as bobagens de sempre na revista, mas a impressão que eu tinha naquele tempo era de alguma preocupação em formar adolescentes.

Nuba ofKau disse...

Uma das minhas professoras de anatomia falou "punheta" na nossa aula introdutória. Ninguém achou nada de mais. Risadinhas porque se tratava de uma piada mas nada de mais. Eu também não achei.


Quando "senta lá/senta gostoso" deixa tantas pessoas afrontadas (eu tenho certeza absolutíssima que afrontaria a mesma classe que ouviu "punheta" não achou nada fora do cotidiano) fica claro que a maior parte da sociedade não está pronta para ouvir falar da SEXUALIDADE FEMININA.


Vê a diferença:
1-Aula de anatomia, professsora faz piadinha com punheta. Reação: ok.

2-Aula de anatomia, professoraa fala seriamente sobre igualdade sexual, porém sem eufemismos e suavidades, fala sobre "sentar gostoso". Reação: "que desnecessário, porque ela simplesmente não ensina a matéria dela"; "que falta de respeito, ali no meio dos cadáveres"; "por acaso ela é professora de educação sexual?"; "e se tem uma menina de pais evangélicos nessa aula, que falta de respeito com esses pais"( Richard Dawkins ajuda nessa ae)

Anônimo disse...

"Lembro-me que na sétima série teve em ciências aulas sobre reprodução humana. Faltei à todas e na prova transcrevi transcrevi o artigo 218 do código penal junto à uma educada carta explicando que isso era obsceno e imoral, que ao contrário de meus coleguinhas eu tenho senso de decência e que caso eu seja prejudicado por não compactuar com essa imoralidade, eu iria processá-los. Apenas me anularam a área e fizeram a média em cima das outras notas somente.

Felizmente não fui exposto à essas obscenidades durante o ensino médio.

Enfim, agradeço pelo espaço, e antes que me perguntem, não, não sou religioso, sempre fui ateu. Decência não depende de credo."


Isso não é decência, é retardo mental.


Lisa Hannigan

Hamanndah disse...

Acho que você, anonimo retardado mental do artigo 218, é o imbecil do Lucas, que não teve coragem de mostrar sua cara lusa aqui no blog de lola

Anônimo disse...

Levanta a mão que acha que o anônimo do artigo 218 é o mesmo que acreditava que pilula só precisa ser tomada quando for transar.

Anônimo disse...

Anônimo das 10:44.
Falar de sexo em sala de aula é uma questão de saúde pública. Não é só sobre (embora tb deva ser) ensinar métodos contraceptivos. Sexualidade é tb ter uma relação com os nossos próprios corpos. Não há nada de intrinsicamente imoral nisso. Falar que é "corrupção de menores" é uma distorção.
Algumas pessoas começam mais cedo, outras não e outras nunca. Mas no período da adolescência os nossos corpos estão mudando, e é bom que tenhamos algum lugar pra poder ouvir falar sobre isso, tirar dúvidas. Minha primeira aula sobre aparelhos reprodutivos foi quando eu tinha 10 anos, e nem por isso foi lá que começou a minha vida sexual. Mas foi muito útil quando, no ano seguinte, comecei a menstruar.
Educação sexual no seio familiar não é um luxo que todos podemos contar. Mesmo os pais mais bem intencionados podem a) ter dúvidas básicas, b)não fazerem idéia de como falar com os filhos sobre isso. Fora que, nem todo mundo tem coragem de perguntar certas coisas pros familiares, mesmo coisas simples. E, vou repetir: É UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. Ajuda a evitar doenças, gravidez sem planejamento. Ajuda tb a tirar muitos pianos das costas de algumas pessoas, pq até é verdade que na net tem muito lugar que explica bem, mas tem que saber procurar...

(Curiosidades sobre o assunto tendem a surgir. É bem melhor se falar sobre isso na escola do que deixar solto. Vai que a fonte que se encontra é só filme porn misógino? Vai que é lugar que passa informações erradas sobre como lidar com o sexo oposto -tipo, vc já pensou uma pessoa descobrindo sua sexualidade e vai lá e entra num desses fóruns mascus? Ou erradas sobre anatomia? Ou sobre como evitar uma gravidez? Ou que digam que TODO desejo é errado e sujo?)

Se vc não tinha curiosidade sobre o seu próprio corpo e os dos outros, devia ter permitido que quem tivesse aproveitasse a oportunidade.

Não informar pessoas desde cedo sobre educação sexual e colocar quilos de culpa sobre o assunto não previne que as pessoas façam sexo: apenas torna mais provável que elas tenham uma vida sexual ruim, tenham mais chances de contrair doenças e fazerem abortos.

*Sim, acho aborto uma coisa ruim, mas ainda acho que a escolha é da mulher*

Anônimo disse...

Já viram isso?

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2012/11/jovem-perde-prova-do-enem-porque-pai-estava-assistindo-televisao.html

Depois vem os masculinistas dizer que os pais são os desvalorizados...

@vbfri disse...

Só mascus...

São CONTRA a educação sexual e CONTRA o aborto.

E CONTRA os anticoncepcionais. E ainda se dão o direito de achar ruim quando a mulher engravida (o que eles chamam de golpe da barriga).

Poderiam ser CONTRA o relacionamento hetero e deixar a gente em paz. Né??

Anônimo disse...

2- "E por que tá constrangendo uma aluna dessa forma? "Diz lá que você gosta de sentar gostoso". O que é isso, gente?"
Imagine ver o gênero tido como oposto dizer tudo sobre sexo, repetindo padrões machistas de que você menina é só pra ser usada. E dizendo que se você gostar você é puta. E imagina você ter obrigação de sentir vergonha. Meninas que não demonstram constrangimento podem ser realmente constrangidas por alguém que pensa como você (promiscuidade, o motivo pelo qual o mundo vai acabar em 2012)e passam a fazer slut-shaming com elas.
Na minha adolescencia perdi a conta de quantas vezes eu tive que fingir vergonha para não ser xingada.
Resumindo:O constrangido com o palavreado da professora é você, não os alunxs dela.

Não, não fico constrangida com sexo. Sou mulher, adoro sexo, não tenho vergonha de dizer isso. Mas eu tenho 29 anos, não tenho 14. Não acredito que essa seja a maneira de ensinar a adolescentes sobre sexo, sobre sexualidade feminina, sobre padrões comportamentais, sobre nada. Essa professora está caçando uma boa maneira de perder o emprego, só isso. "Sentar gostoso" é ótimo no contexto em que ele deve ser inserido, não numa sala de aula. Eu tive uma professora maravilhosa que questionava o machismo, que nos ensinava como mulheres e homens devem ter direitos iguais. Ela nos apresentava filmes e livros ótimos, nunca precisou falar nesses termos. Não pense que "sentar gostoso" constrange uma mulher de 29 anos.

LoliPorto disse...

Parabéns pelo post.
Na minha casa as coisas aconteceram de forma diferente. Meu pai foi o responsável por todas as explicações válidas sobre nossa sexualidade e isso por volta dos anos de 88 e 89. O discurso dele era o seguinte: A única coisa que espero de vcs (minha irmã e eu) é que estudem para o que quiserem ser e sejam felizes. E que se quiserem casar, que casem por amor, carinho e respeito um pelo outro, nunca por qualquer tipo de dependência. Hoje temos uma adolescente de novo em casa, já não temos nosso pai, mas o discurso não mudou. Porém, sinto um retrocesso na visão das garotas de hoje. Minha sobrinha tinha uma assinatura da Capricho até dois anos atrás, mas percebemos que isso estava complicando as coisas pra ela. Tinha sempre um discurso: "menino pode, menina não pode". Hoje a conversa é direta, sem delongas. E elas trás as dúvidas das amigas pra gente tentar ajudar também. Na internet o assunto também não é tratado de forma correta. Outro dia li um post num blog onde o autor dava dicas para meninas e mulheres conquistarem o "príncipe" pro resto da vida. Fiquei horrorizada com as "merdas" que o imbecil escreveu lá. Um texto machista, preconceituoso e de extremo mal gosto que descrevia a roupa, a bebida e até os assuntos que as meninas "podem" ou não usar para conquistar o homem de seus sonhos. Escrevi um comentário enfurecida e pra minha surpresa, as garotas começaram a me pedir conselhos. O dono do blog me enviou um e-mail me convidando a escrever pra ele. Ele só provou que não tem o menor conhecimento desse universo. O que não acontece aqui. Por isso: Continue escrevendo "Lola"!

Marcela disse...

E, outra coisa: se ela quer ensinar que mulheres e homens podem gostar igualmente de sexo, por que ela usa o termo "dar"? A mulher, quando transa, está dando alguma coisa? Esse termo não te remete à submissão? A mim, sim. Não uso há anos. Ops, será que também estou constrangida com "dar"?

@vbfri disse...

Anônimo (CLAAAAARO que foi anônimo) disse:

Apologia ao sexo à menores de idade tem nome: Corrupção de Menores.
-------

Educação sexual é apologia ao sexo? Você tá maluco? Em que planeta você vive?? Sério?

É cada uma que aparece!

Deixa eu te explicar uma coisa: adolescentes FAZEM sexo. Se não obtiverem informações em lugares seguros (como a casa e a escola) eles vão engravidar ou pegar uma doença.

Nem todo mundo gosta de ensinar sobre sexo em casa. Muitos pais têm vergonha de falar abertamente sobre sexo com os filhos.

Você prefere que seus filhos aprendam em casa ou na rua?

Ahhhhh! Já sei! Você é um daqueles que levaria o filho de 14 anos ao puteiro (e não falaria nada de camisinha, né) e a filha você ensinaria que masturbação é errado e sexo só depois do casamento.

Saquei.

Quando sua filha engravidar aos 12 anos (do namorado da mesma idade)a gente conversa...

Quero ver você dizendo que pra filha de 12 anos é favor do aborto e da reconstrução do hímem...


Anônimo disse...

@vbfri

Nenhuma das asneiras que disseste tem valor significativo, uma vez que eu sou virgem. E eu mesmo evitava as aulas, como no texto passado, que aparentemente não conseguiste assimilar por falta de atenção e memória.

Luiza disse...

Não achei a linguagem absurda, não.

Não sei qual a classe sócioeconômica da escola da autora, mas olha só... tem gente bem pobre e humilde no Brasil (ooooohhhh) que não entende vocabulário considerado básico para nós (ooooh de novo). As histórias que eu já ouvi dos meus professores...

Agora, soma-se a isso que eles são adolescentes e têm linguagem própria, é justo assumir que a professora vai tentar se aproximar deles usando as mesmas palavras.

disse...

Eu gostava bastante da Capricho, bastante mesmo, acho que li até uns 15 anos mais ou menos, e olha, eu acho que tem um certo exagero nisso, nunca vi uma matéria: 'faça isso, seja assim para agradar aos homens', tenho várias dessas revistas com partes de bandas recortadas, histórias legais, e pra mim sempre foi uma revista gostosa de ler, mas talvez eu tenha direcionado pras coisas que eu já curtia, agora como está hoje... mas não consigo imaginar que esteja tão retrógrada assim.
Quando aos 50 tons de cinza, não li e nem tenho vontade, mas olha... será que alguém realmente trata esse livro como um manual? Será que as pessoas não sabem o que é ficção? Às vezes acho que a gente subestima a capacidade das mulheres, claro que uma adolescente lendo isso pode estar mais sujeita, se 'impressionar'... não sei, estou refletindo mesmo.
Eu li Crepúsculo na época do cursinho, assim como li Delírios de Consumo de Becky Bloom, Cartas para Julieta e vários outros livros bobos, e eu gosto (não tanto de Crepúsculo, achei bem mal escrito), acho engraçado, e como faço um curso com uma carga bem difícil de leitura, aproveito pra relaxar. Mas penso que tudo depende do contexto da sua vida, do que você lê além disso, mas não acho que apenas UM livro vá mudar o modo de agir de uma pessoa, se ela deseja alguém como o Edward ou como o Cristian Grey, o problema vai bem além dos livros, por mais que eles realmente não ajudem em nada.

@vbfri disse...

Anônimo, de novo:

Nenhuma das asneiras que disseste tem valor significativo, uma vez que eu sou virgem. E eu mesmo evitava as aulas, como no texto passado, que aparentemente não conseguiste assimilar por falta de atenção e memória.
---
MasCUzão detected. Pelo menos sabe conjugar verbo! Parabéns!

Eu tenho DDA. Mas não foi isso que fez com que eu não lesse seu comentário. Foi preguiça mesmo, confesso. Saiu tanta besteira de lá que desisti.

Ok, você é virgem. Mas todos os seus colegas o são também? Ou tinha gente por lá que já era sexualmente ativa?

Pessoa (já que não sei se é homem ou mulher), por mais que VOCÊ saiba de sexo (o que, convenhamos, não deve ser muito), provavelmente a maior parte dos seus colegas não sabia.

E, vamos combinar? Você foi um babaca com @ professor@ e com @ diretor@.

Olha só, eu não gostava de química. Odiava. Achava inútil para a minha vida e o professor que tive era um babaca.

Só que eu TIVE que assistir as aulas e eu TIVE que fazer as provas.

Educação sexual tinha que ser disciplina obrigatória, também. E cair no vestibular.

As "asneiras" que eu disse podem não ter valor significativo para VOCÊ.

Por algum acaso VOCÊ vai permanecer virgem para o resto da sua vida?

Se for, parabéns. É uma escolha válida como qualquer outra. Só não venha impor o SEU estilo de vida ao resto da população.

Novamente, se seus pais conversaram em casa abertamente sobre o sexo, que ótimo! Parabéns! Nem todos os pais conseguem fazer isso.

A minha mãe conversou comigo sobre sexo, sobre camisinha, sobre DST, sobre tudo. Tive sorte.

E NADA do que ela falou (ou deixou de falar) fez com que eu fizesse sexo antes de me sentir preparada (aos 21 anos). Aliás, se ela não tivesse tido essa abertura comigo, talvez eu tivesse transado ANTES.

Sabe, adolescente, em geral, quando você proíbe, ele quer mais é fazer o que é proibido.

Conhecimento é poder, sabe?

Mas, olha, pais que falam sobre sexo são exceção. A regra são pais que não sabem como falar sobre isso.

Aí é dever da escola, SIM, ensinar.

Novamente, se você já sabe TUDO, parabéns pra você! Nem todo mundo teve sua sorte, seu acesso ao conhecimento.

Mas isso não lhe dá o direito de ser babaca. Nem comigo, nem com @ professor@, nem com seus colegas.

Tenho uma amiga que é filha de um médico e que não sabia sobre menstruação. Um dia chegou em casa e viu a calcinha ensanguentada e achou que estivesse com... HEMORRAGIA INTERNA. Ela começou a chorar, DESESPERADA, achando que ia MORRER!

Aos 11 anos.

Você acha isso certo? Será que não faltou educação sexual? Você acha que se um adulto QUALQUER tivesse conversado com ela sobre as mudanças que iriam ocorrer no corpo dela teria levado ela a transar loucamente? Sério?

Olha só, essa minha amiga passou por um trauma imenso por causa disso. Imagina o desespero de uma criança (11 anos, para mim, é criança) vendo a calcinha toda ensanguentada e achando que vai morrer.

Não teria sido melhor conversarem com ela ANTES?

E, o que acho que foi ainda pior, não falaram nada quando viram o desespero dela. Só lhe deram um absorvente, falaram que ela tinha virado "mocinha" a levaram a uma ginecologista.

Ou seja: levaram a menina numa médica desconhecida para que A MÉDICA (que ela nunca tinha visto) a explicasse.

Jura que você acha isso MELHOR do que aprender na escola? Com um adulto de confiança?

(continua)

@vbfri disse...

(continuação)

Posso lhe fazer uma pergunta? Qual é o seu problema com sexo? Acha feio? Acha sujo? Ou não se sente preparad@?

Sexo é parte da vida. Acho, sim, que deve haver cuidados e deve ser tratado com naturalidade. Ao mesmo tempo em que acho que uma pessoa só deve transar quando se sente preparada. Tanto o homem quanto a mulher. Sou contra forçar qualquer um a iniciar a vida sexual. E isso inclui levar garotos a puteiros (algo que, pode acreditar, existe ATÉ HOJE).

Então, entenda uma coisa: educação sexual é algo bom. Corrupção de menores é outra coisa.

Corrupção de menores é isso aqui, ó:

"Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem"

EDUCAR uma criança ou um adolescente sobre o sexo (tipo, na escola, mostrando desenhos, tirando dúvidas) não se enquadra nesse tipo penal.

Você parece ser bem inteligente (afinal, ao contrário dos outros mascus, escreve bem). Logo, não vou menosprezar a sua inteligência explicando o que é tipo penal, nem crime, nada disso.

Se você é virgem e sabe tudo sobre sexo (o que eu du-vi-de-o-dó, mas tudo bem), ótimo para você. Não queira, entretanto, impor a SUA realidade às outras milhões de pessoas que não tiveram a mesma sorte que você.

Fica a dica.

Anônimo disse...

"Que tal ao invés de "aulas de sexo' dada por professras/res marxistas, formados em fefeleches da vida,com suas ideologias toda proprias( imagine a lola dando aula de educação sexual para um/a aluna/a de familia evangelica ?) nos não temos psicologos nas escolas, conversado com os alunos, individualmente ou em pequenos grupos, sobre os mais diversos assuntos ? não seria mais produtivo"




TANTO erro que fiquei até cansada de pensar na correção. Penso eu se toda essa galera que desdenha de Marx já leu (e entendeu) alguma parte da obra dele. Ou do Hegel. Ou se já leu na vida, qualquer coisa.

Priscila Boltão disse...

Lolinha, só passando aqui (atrasada) pra mencionar q vc devia ver o vídeo da Laci Green sobre 50 tons (tem q ver no tumblr por "50 shades of wtf" pq eu não tenho o link aqui)
Aliás, todo mundo devia ver todos os vídeos da Laci Green sobre tudo no mundo pq ela é linda e maravilhosa e tem um canal chamado "Sex+" e fala de sexo com uma liberdade invejável.

Anônimo disse...

@vbfri

Ok, você é virgem. Mas todos os seus colegas o são também? Ou tinha gente por lá que já era sexualmente ativa?

Todos eram sexualmente ativos e umas três garotas só na minha sala se encontravam grávidas.
Mas não é caso de piorar a situação dando dicas de sexo para os jovens, e sim de abortar os fetos e instruir os pais a darem uma punição adequada à irresponsabilidade da jovem.

Pessoa (já que não sei se é homem ou mulher), por mais que VOCÊ saiba de sexo (o que, convenhamos, não deve ser muito), provavelmente a maior parte dos seus colegas não sabia.

Sexo é uma perda de tempo inútil que cerca de 10% dos homens praticam para aparecer e 90% das mulheres praticam para competirem entre si.
Trata-se apenas de uma futilidade a qual apenas evidencia a óbvia incompetência dos pais.

E, vamos combinar? Você foi um babaca com @ professor@ e com @ diretor@.

Elas me obrigaram a participar daquela obscenidade, violando a harmonia de minha mente.

Olha só, eu não gostava de química. Odiava. Achava inútil para a minha vida e o professor que tive era um babaca.

Só que eu TIVE que assistir as aulas e eu TIVE que fazer as provas.


Química é uma das mais importantes ciências da humanidade. Sexo é apenas futilidade.

Educação sexual tinha que ser disciplina obrigatória, também. E cair no vestibular.

Infelizmente, para os teus sonhos cor de rosa, o nerd é o principal trabalhador, sobretudo intelectual, da sociedade. Ninguém minimamente inteligente compactuaria em sabotar elementos tão úteis à nossa sociedade industrial.

Por algum acaso VOCÊ vai permanecer virgem para o resto da sua vida?

Sim, pois sou nerd.

Novamente, se seus pais conversaram em casa abertamente sobre o sexo, que ótimo! Parabéns! Nem todos os pais conseguem fazer isso.

Tentaram, mas nunca dei abertura. Apenas meu pai me ensinou o que é masturbação e isso é o suficiente.

Sabe, adolescente, em geral, quando você proíbe, ele quer mais é fazer o que é proibido.

Basta ocupar-lhe a mente para que ele não perca o tempo com assuntos ilegais.



Aí é dever da escola, SIM, ensinar.

Isso só se aplica a 10% da população escolar masculina(e aprox 100% da feminina). Não há nenhum sentido - além de clara humilhação - em ensinar garotos a fazer sexo. Tanto quanto ensinar às garotas não é mais que incentivo à promiscuidade.

Anônimo disse...

Novamente, se você já sabe TUDO, parabéns pra você! Nem todo mundo teve sua sorte, seu acesso ao conhecimento.

Eu sei meia duzia de supressores hormonais e neuroendocrinológicos, e isso é tudo que um homem adulto mediano heterossexual precisa saber.

Tenho uma amiga que é filha de um médico e que não sabia sobre menstruação. Um dia chegou em casa e viu a calcinha ensanguentada e achou que estivesse com... HEMORRAGIA INTERNA. Ela começou a chorar, DESESPERADA, achando que ia MORRER!

Aos 11 anos.

Você acha isso certo? Será que não faltou educação sexual?


Não é certo. Faltou responsabilidade dos pais que fez ela ter puberdade precoce.
Sendo eles médicos, eles foram extremamente irresponsáveis ao levá-la a um ginecologista, uma vez que o mais apropriado seria uma dieta de antiestrogênicos.


Não teria sido melhor conversarem com ela ANTES?


Teria sido melhor tê-la mantido afastada de conteúdo sexualmente explícito e ter-lhe ocupado a mente desde o início.

Jura que você acha isso MELHOR do que aprender na escola? Com um adulto de confiança?

Não é necessário tal "conhecimento". De fato, tendo em vista que os 10% dos homens que fazem sexo em geral são marginais, aumento de policiamento e inquisição escolar de comportamento subversivo é suficiente para evitar esses inconvenientes.

Posso lhe fazer uma pergunta? Qual é o seu problema com sexo? Acha feio? Acha sujo? Ou não se sente preparad@?

É feio, sujo, imoral e tirando os propósitos reprodutivos, é inútil.
Em geral o sexo corrompe a mente dos jovens tornando-os em marginais rebeldes e delinquentes sem senso de decência.

Sexo é parte da vida.

Só se for de sua vida de puta e dos seus amiguinhos cocainômanos descolados.

"Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem"

A consequência de ensinar os jovens a fazer sexo é que eles farão e irão satisfazer a lascívia de outrem.


Enfim. Tu és simplesmente alienada em teu mundinho de playboys descolados e putas de família. Mas esses playboys descolados são uma ínfima minoria na população masculina e simplesmente extirpa-los não causaria prejuízos relevantes à sociedade.
Ainda assim, existe um medicamento chamado Acetato de Ciproterona cujo uma das indicações é justamente correção de comportamento sexual inadequado em homens.
Pesquisas já indicam que esses homens sofrem de excesso de testosterona.

Uso Androcur 100mg e Fluoxetina 40mg para combater masturbação e recomendo.

Mirella disse...

"Mas não é caso de piorar a situação dando dicas de sexo para os jovens, e sim de abortar os fetos e instruir os pais a darem uma punição adequada à irresponsabilidade da jovem."


REALMENTE. Por que piorar a situação dando EDUCAÇÃO? Af, que absurdo. Bem melhor é induzir as meninas a uma prática ainda ilegal no Brasil, punindo a jovem (que engravidou sozinha, suponho). Punir a irresponsabilidade... tá mais para punir a ignorância, né? Afinal, você não quer que sexo seja discutido.


Daí a pessoa anônima chama sexo de sujo e depravador e que corrompe as pessoas e coisa e tal e é coisa de cocainômano... E se diz informado, haahha. Tá sabendo legal, hein?




Poxa, espero honestamente que você tenha sido um bebê de proveta. Porque, do contrário, seus pais são tudo isso aí. zzzzzzROINC.


Pessoa, que bom que a "castração" química é boa para você. Sério. Não quer fazer sexo? Nossa, que legal! Não faça, a melhor coisa da vida é respeitar o que é importante para si.

Agora, pare de querer ditar regras pros outros porque você não quer transar (aparentemente porque você é nerd. oi? nerds transam também, tá? A não ser que, como você, não queiram)
Vai cagar regra pra si, ok?

Carolina Lucas Paiva disse...

Sério que teve gente achando que aula de educação sexual é conduta tipificada no art. 218?
Vamos ao tipo penal: o artigo 218 dispõe que "induzir alguém menor de 14 anos a satisfazem a lascívia de outrem" é crime.
No caso, o menor de 14 anos é tido como vulnerável, incapaz de entender o caráter do fato, sem maturidade emocional (e física) para isso. Por isso, seu consentimento não vale. Entende-se que os menores de 14 anos não possuem discernimento para consentir em um ato sexual.
Detalhe importante: se o menor de 14 anos se masturbar por iniciativa própria, para seu próprio prazer, não é corrupção de menores. O motivo é óbvio: não há outra pessoa para induzir o ato sexual, e também não há outra pessoa que se beneficie do ato sexual.
Enfim, tendo isso em conta, como o menor de 14 anos está em uma posição vulnerável, induzi-lo a praticar atos sexuais com o objetivo único de satisfazer OUTRA pessoa é corrupção de menores.
O autor do crime é quem induz, e não quem participa do ato. O que pratica ato sexual com o menor responde por estupro de vulnerável.
Outro detalhe importante: o dolo do autor do crime do artigo 218 deve ser específico, ou seja, o objetivo só pode ser este aqui: induzir o menor para a satisfação sexual de outra pessoa. Ponto.
A vítima do crime deve ser pessoa determinada.
O bem jurídico protegido é a dignidade sexual do menor de 14 anos, justamente pelo entendimento que eles não tem capacidade de discernir o ato, tampouco de consentir com ele.

Analisando o objetivo das aulas de educação sexual, é impossível enquadrar a conduta dos professores com o tipo penal do art. 218.
Primeiro: o objetivo da aula é o de ensinar como a reprodução humana funciona. Explicar o que é uma reprodução sexuada, como esta reprodução se dá entre humanos, como funciona a produção de gametas, como funciona o ciclo menstrual da mulher, como ocorre a concepção, métodos de evitar concepção, doenças sexualmente transmissíveis, como funciona a gravidez, etc. não é induzir os menores de 14 anos a praticar atos sexuais. Argumentar que "se o menor de 14 anos sabe como o sexo funciona, ele vai querer satisfazer alguém sexualmente" é inválido, pois parte de uma interpretação subjetiva para um crime cujo requisito é um objetivo direto, específico.
Se a intenção do professor for ensinar os alunos, não se enquadra no art. 218, pois o objetivo único do art. 218 é induzir menor de 14 anos a satisfazer OUTRA pessoa sexualmente. Se o professor não tem este único objetivo específico, não é crime.

Carolina Lucas Paiva disse...

Ah, achar que sexo é sujo, imoral e o escambau é uma opinião pessoal que tem sim uma origem religiosa, mesmo que a pessoa em questão não o seja.

Você pode ter a opinião que quiser sobre sexo, e escolher ser virgem e não se informar a respeito é uma escolha. O problema é querer justificar essa escolha com base em leis sem ter o devido embasamento.

Raíssa disse...

concordo com a amanda lá de cima, no meio de toda a baboseira muitas vezes tinha coisas boas. lembro q uma epoca eles lançaram uma versão da capricho para meninas mais velhas chamada biquini. eu só comprei 2 vezes pq era caro e na maior parte do tempo eu preferia recortar as coisas legais e coloridas da revista do q ler hehehe, a que eu tinha era essa: http://bimg2.mlstatic.com/capricho-biquini-escova-sem-erro-sem-olheiras-salo-em-c_MLB-F-2753150435_052012.jpg

lembro que tinha dicas sobre que faculdade escolher, sobre ser uma pessoa mais auditiva, visual ou olfativa, sobre como escolher o primeiro carro e varias coisas que eu achava interessantes. e também tinha matérias falando que não precisa ter vergonha do corpo (bizarro como eles se contradiziam) e que meninos heteros podiam ter prazer sexual anal. enfim, eu tenho uma familia mais liberal, minha mãe sempre conversou comigo numa boa e eu lia sabendo fazer a triagem do que era bom e o que não era. mesmo assim eu tinha ideias tolas as vezes, mas quem nunca? eu jurava q não queria namorar ninguem mas tb tinha pavor de ficar com um monte de gente (pq eu era timida, mas dizia q tinha nojo).

Mari Simarro. disse...

Essa discussão sobre as revistas femininas me lembrou bastante a parte do livro da Naomi Wolf "O Mito da Beleza" referente a isso.

Quando você vai percebendo o alcance que tem a ideologia que essas revistas reproduzem.. é assustador e muito preocupante.

Parabéns pelo post! Em especial, achei muito boa essa parte "b) eles não consideram que ela só queria transar mesmo, e é gentil por um sentimento de fraternidade universal para com qualquer ser humano que cruze seu caminho" - adoro as partes do bom humor irônico.

Mila disse...

Eu tb lia essas revistas femininas (minha mãe assinava) para tirar dúvidas de sexo (lia escondido), além das revistas de adolescentes. Parei de ler quando as edições só falavam do seu "gatinho", "príncipe" etc, dicas das roupas da moda (blusas de 100 reais para quem recebia mesada de 20, haha e sobre os astros do cinema (com aqueles pôsteres). Eu não namorava, não tinha dinheiro e interesse para adquirir as roupas do editorial de moda e achava idiota esse negócio de ter um ídolo a tal ponto preencher seu quarto com fotos.
Hoje me pergunto se realmente essas revistas transparecem como é ser adolescente (suas dúvidas existenciais, pressão da sociedade, a dicotomia entre ser novo/velho demais para algumas situações) e lidar com a diversidade (nem toda adolescente tem como meta da vida conquistar o "gatinho da turma". Acho que elas também possuem outros interesses).
Fora do público-leitor desse tipo de revista, procurei outras leituras, que, creio eu, tiveram sua relevância para minha formaçaõ hoje.

Raziel von Sophia disse...

Anão celibatário do horário que tou com preguiça de ver.

Não vou responder ao texto porque me é um pouco triggering, fiz a mesma coisa que tu e me arrependo amargamente, pois se eu tivesse ido à essas aulas, eu teria aprendido antes que hormônios vem em anticoncepcionais e eu teria iniciado minha transição a muuuito mais tempo e jamais ter perdido tempo com os guerreiro da "real" fugindo de mim mesma.

>>Uso Androcur 100mg

Cara, não vou te julgar, mas... Isso ai vai te matar!
"Mimimi não ligo"? Essa dosagem é usada para tratar câncer de próstata, não para castração química. De fato, a média é três anos para desenvolveres hepatite. Existe uma razão de vir 16 ou 21 comprimidos e não 30.

Existe outro remédio que é o mais usado apesar de ser off-label: Espironolactona.
150mg por dia deve ser suficiente: 50mg em cada refeição.
Ainda assim, deverás reduzir o androcur gradualmente, senão terás hiperandrogenismo e vais ficar excitado como um vulcão.

Só reduzindo danos mesmo...

Roxy Carmichael disse...

bruno aleixo,
viu só que MÁGICO?! veio aqui hostilizar e no fim das contas conseguiu umas dicas de ouro da raziel!anota tudo aí direitinho.

claro que você tá completamente pancado e não sou eu que vou discutir com alguém que não está no pleno exercício das suas faculdades mentais, muito menos me burlar de alguém em situação assim tão confusa e lamentável, mas me diga querido aleixo, quem seria a pessoa mais apropriada pra ministrar os antiestrogênicos numa pré-adolescente (essa sim, idea de um deliquente, diga-se de passagem) além do ginecologista?

mas a minha favorita é essa aqui: "Mas esses playboys descolados são uma ínfima minoria na população masculina e simplesmente extirpa-los não causaria prejuízos relevantes à sociedade. " claro, porque como sabemos o SEXO tá super out, sexo is so last century não é mesmo? que ninguém faz, enquanto isso, alguns milhões de crianças vem ao mundo enquanto a gente tem essa conversinha amigável (and counting!), a publicidade nao esta utilizando o sexo pra vender TODOS OS PRODUTOS, o sexo nao é utilizado na campanha PRESIDENCIAL de um dos países ainda com maior economia e potencia militar do MUNDO (http://www.youtube.com/watch?v=o6G3nwhPuR4), a pílula anticoncepcional NÃO mudou o sexo pra sempre, acabando com essa historia de sexo só pra reprodução (E NÃO É QUE NA EUROPA, o centro e não a perifa, ops, mas até na perfiferia da europa, terrinha do aleixo, a taxa de natalidade é baixíssima, vai ver é pq ninguem lá faz mais sexo né? JAJAJAJAJAJA), e foucault não escreveu um livro falando que na verdade se fala e MUITO sobre o sexo, tentando descobrir então, pq as pessoas se apegam tanto a essa idéia de que sobre o sexo não se fala. mas enfim, não SOU sou eu que vou tentar te mostrar que vc esta num estado de delírio deveras preocupante, ORA POIS, jurando que vive dentro das páginas do antigo testamento! por que vc não tira umas férias lá no paquistão, assim só com passagem de ida? pq aqui desse lado de cá do meridiano, QUERIDO ALEIXO, a coisa é bem irreversível


@vbfri disse...

Anônimo escreveu:
Por algum acaso VOCÊ vai permanecer virgem para o resto da sua vida?

Sim, pois sou nerd.
--
Querido, sério, estou com pena de você.

Pra mim isso faz tanto sentido quanto "vou permanecer virgem porque sou branco/negro/índio/mulato"

Você está assistindo The Big Bang Theory? Geek is the new sexy! Cara, o HOWARD está casado! O HOWARD!!!

Eu sou nerd, só namorei caras nerds (um analista de sistemas com quem me casei e dois engenheiros). E eles tinham tanta ou mais experiência sexual quanto eu.

E eles eram nerds assim, ó:
- Analista: jogava Flight Simulator vestido de piloto. Está casado com uma mulher que foi professora de balé (corpão, super bonita) e ela é doutoranda na USP.

- Engenheiro 1: se deixasse, casaria vestido de Han Solo (que ele fez o papel em mais de uma JediCon) e a mulher de Princesa Léia. Hoje engenheiro 1 é professor universitário e está casado com uma mulher linda, concursada do BACEN.

- Engenheiro 2: Queria fazer do apartamento que estávamos comprando juntos uma exposição permanente da coleção de Transformers, baixos e guitarras. Também é professor universitário e namora uma menina linda também (ela é concursada também).

Então, tipo, todos estão muito bem, obrigada, a gente não deu certo, mas mantenho contato com eles.

E todos os amigos deles (nerds também) estão casados...

Então, tipo assim, NERDS TRANSAM!!

E olha, os meus ex todos eram über nerds! O dos transformers, inclusive, é vesgo e usa óculos. Nenhum deles é modelo de beleza, mas eles são tão legais, tão inteligentes, tão fofos que eu me apaixonei (e, exceto pelo último, foram eles quem terminaram comigo... O último foi um comum acordo - apesar que ele deu a palavra final).

E eu? Sou concursada, ganho mais do que TODOS eles, normalmente EU pagava as contas e daí?

Pelo menos não fico de mimimi pelos cantos porque estou sozinha.

Conheço nerds de todas as tribos. E praticamente todos estão muito bem, obrigada.

Então, viva sua vida, pare de odiar o mundo, escute a Raziel e seja feliz!

Raziel von Sophia disse...

Considerando que....

1- Nerds só são valorizados nas classes sociais mais altas. (experiência própria u.u )

2- Nerd só ficou "modinha devido aos bazingueiros".

Então segundo I e II não discordo totalmente dele.

3- Teu caso precisaria de um tratamento psicanalítico aprofundado e isso é bastante difícil de conseguir. Assumindo que queiras.



Aproveita que estamos no Sec XXI e temos tecnologia para realizar os sonhos de Aquino e todos esses outros filósofos cristãos e até alguns misoginozinhos gregos. u.u

Só acho que não há necessidade de vir declarar isso por aqui, uma vez que serás sumariamente reprovado.
De resto, tenho nada contra castração química, por mim divulgavam pra todo mundo e quem quisesse chegava e usava. É temporário mesmo, vai no máximo ter ginecomastia e enfraquecimento muscular se ficar por muito tempo.

Sphynx disse...

Nem sei o que posso dizer... agora vejo que mascus causam mais constrangimento ao mundo nerd que Jar-Jar Binks.

Sphynx disse...

Por falar nisso, eu tenho a curiosidade de saber como as garotas nerds vêem essas mídias para meninas adolescentes, que, do pouco que eu conheço, parecem ser voltadas a coisas do estereótipo de universo feminino.

Uma garota que, digamos, goste de video-game, quadrinhos, RPG, heróis de ação, e não tenha interesse nos tipos "príncipe encantado", mas sim em outros nerds com gostos incomuns, não fica meio sem referencial?

Pergunto isso porque me parece que um garoto nerd, por mais estranho que ele possa ser visto pelas pessoas em geral, ainda vai encontrar coisas dirigidas a ele nos filmes, nos desenhos animados, nas revistas, mas não me ocorrem muitos exemplos de garotas nerds na mídia - desconsiderando histórias em que a garota nerd se transforma totalmente, e no final fica popular e consegue o príncipe.

Sphynx disse...

"Raziel von Sophia disse...
Considerando que....

1- Nerds só são valorizados nas classes sociais mais altas."


Acho que, porém, em termos. Afinal, não são os playboyzinhos metidos nossos inimigos naturais? lol

Fräulein Catharina disse...

Texto ótimo, mas só pra dizer sobre a parte do contrato: não li 50 tons de cinza, mas isso de contrato existe mesmo no BDSM. É pra definir os limites de cada pessoa. Não pode fazer o que não estiver no contrato. É uma questão de respeito mesmo, que as pessoas do BDSM criaram pra deixar bem claro o SSC (são, seguro e consensual)

Anônimo disse...

http://25.media.tumblr.com/tumblr_mc88oyWY4a1rs0n8so1_500.jpg Acho que a professora falar como falou pra aluna é querer dizer: "Seja você mesma, mesmo se fizer sexo com mais de 10 caras, isso é um direito seu e tudo bem" e tem muita gente interpretando com pressionar a aluna a fazer isso...

Nathália disse...

Que merda, eu lia muito Capricho qdo era adolescente, com uns 15 anos comecei a ver quanta idiotice... Tipo essa de sempre culparem as meninas se o cara n procura no dia seguinte "ele não ligou no dia seguinte? veja nossas dicas para conquistar aquele gato".

Agora temos a Revista NOVA que eu odeio acho ridículo... "Seja loira e chame mais a atenção masculina".. AVAPAPUTAQUEPARIU.

E agora tenho 26 anos já perdi as contas com quantos homens transei e dps fiquei me sentindo mal pq ele "não ligou no dia seguinte". Ainda bem que já to abstraindo esse tipo de coisa...

Valeu pelo texto, me esclareceu bastante coisa...

CREDO, agora preciso me libertar desses conceitos que foram implantados na minha cabeça.

Erres Errantes disse...

O que me deixa mais aborrecida com essas matérias de revistas femininas é que tratam as mulheres como se a coisa mais importante da vida delas fosse ter um macho ao lado, e isso inclui fazer todas as vontades do homem e permanecer na maior tensão para que nunca, jamais, em hipótese alguma, o cara fique insatisfeito, porque se tamanha desgraça acontecer tem várias "periguetes" por aí que estão louquinhas para roubar o seu precioso consorte.
Valha-me Jah.

Ana Lucia disse...

"Porque é o século XXI e ela pode se vestir do jeito que quiser, porque o corpo é dela e você é machista."

Impressionante como feminista faz análise de tantas outras coisas mas não consegue sair desta hipocrisia...então,minhas queridas,esta onda de meninas de 6 anos com shortes entrando na bunda é normal,é libertário? e será que a roupa do homnem é tão sxeualizada como as nossas? e será que somos "inocentes" quando nos vestimos sensualmente ou queremos seduzir os machos? porra,vamos parar com esta hipocrisia?

E me admiro alguém se dizer feminista achando "lindo" os caras falarem "comi fulana,dedei beltrana",o máximo que fala é que a menina tinha que falar abertamente que deu por aí...e depois reclama que os caras nos enxergam como objetos sexuais!

Não adianta nada ficar tacando pau nas revistinhas lá se a mentalidade é a mesma,só de maneira diferente: mulher nasceu para ser objeto.Uns repreendem,outros querem a liberação total.Muito progressista da parte de todas vcs,realmente...

L.R. disse...

Nossa, um dos melhores textos que eu já li aqui no blog da Lola. Fantástico