sábado, 6 de julho de 2013

GUEST POST: PRECISO TOMAR AS RÉDEAS DA MINHA VIDA

Este é um daqueles emails que acabam com minhas defesas. Foi a A. que enviou.

Antes do seu blog, nunca tinha tido contato algum com assuntos feministas. Fui criada em um lar extremamente machista. Escuto desde pequena da boca do meu pai que eu não tenho querer, e quando havia alguma briga ou discussão por algo que eu havia feito (ou não) só quem falava era ele; eu nunca tive opinião sobre nada em casa. 
Minha mãe é uma mulher muito oprimida, meu pai a trata exatamente da forma que me tratava, ela só fica em casa, totalmente dependente financeira, psicologica, emocionalmente e em todas as outras formas que exstam de ser dependente de alguém. Ele a trata mal na frente de quem quer que seja, dá em cima de outras mulheres na frente dela, e ela sempre abaixa a cabeça e o defende.
Descrevi tudo isso pra eu mesma me explicar o motivo pelo qual sempre ter sido tachada de mal-educada e rebelde sem causa por ele (e claro, pela minha mãe).
Nunca aceitei essa de não ter opinião e de "Você não precisa trabalhar, ou sou o homem da casa e eu sustento todo mundo (mulher e filhas). Odeio com todas as minhas forças ser controlada financeiramente por alguém. É a forma mais simples da pessoa te controlar e "dizer" o que você vai fazer ou não, ter ou não. Pois tudo que precisa, tem que pedir!
Mas sobre meu clique, quando percebi que algo estava muito errado na minha vida: cresci dessa forma, doida pra sair de casa, e meu pai dizia que eu só saia de casa se fosse casada. Hein? Sempre precisamos de um homem para nos controlar?
Mas fiquei em casa até esse momento, o do casamento. Fora que, quando meu pai descobriu que eu não era mais virgem (fiz sexo pela primeira vez aos 18), ele me chamou de piranha, disse que eu era uma vergonha, passou semanas sem falar comigo.
Casei, aos 22. Engravidei, minha filha nasceu. Meu maridinho, até então um amor, se revelou o machista que é. Eu tinha que cuidar sozinha da casa, da minha filha e dele que, vamos combinar, parece aqueles adolescentes de 13 anos de tão bagunceiro. Fui chamada de inútil e burra por ele, pois eu não conseguia fazer essas coisas tão simples e ainda trabalhar fora! E quando ele reclamava que a casa não estava sempre limpinha e arrumadinha, e eu falava isso tudo, e falava que eu pagava as contas e ainda tinha que fazer tudo? Ele virava pra mim e dizia: pelo menos você faz alguma coisa!
Segundo ele, eu sou tão inútil, mas tão inútil Lola, que eu mereci apanhar, pela primeira vez, no dia 2 de novembro de 2011, com a minha filha, de na época 5 meses, no colo.
Vários episódios se seguiram depois desse, já fui jogada no chão e chutada porque eu queria ir à festa de confraternização da empresa que eu trabalhava e ele teria que ficar com a bebê pra mim. E ele não queria, então inventou uma besteira qualquer, como a louça estar suja, e me bateu por isso. Já levei murro por estar conversando com algum homem, e juro, pois EU sei das minhas intenções, que não estava conversando com segundas nem terceiras intenções, estava conversando como converso com você! 
Enfim, já fui humilhada, por diversos motivos, pequenos ou grandes, já tive os mais diversos objetos lançados contra mim, ameaças de morte, minhas coisas (celular, maquiagem, objetos de uso pessoal, roupas) quebradas ou rasgadas. Tudo na frente da minha filha. E se eu acordo de mal humor, ou quando acontece alguma coisa desse tipo e eu simplesmente não quero falar nem olhar na cara dele, eu sou mal agradecida, porque ele é o melhor homem do mundo, ele me sustenta (saí do emprego há um ano por não dar conta de fazer tanta coisa), porque não existe ninguém no mundo que vai cuidar de mim como ele cuida.
Ah, e todas as vezes que sou agredida é por minha culpa, eu que provoquei por que eu sou uma burra e tentei argumentar com ele. Não posso falar com ele quando ele tá com raiva. Ele diz que sou uma péssima mãe, uma péssima dona de casa, e no fim de tudo uma merda, não presto pra nada. E no fim do dia anda tenho que estar sorridente, doida de vontade de "ser mulher" pra ele!
O dia que disse pra ele que ele precisava era de uma empregada e de uma boneca inflável que não fala nada, e não de uma esposa, levei um murro no nariz.
Parei pra pensar no porquê disso tudo. Será que sou tão ruim a ponto de ter que passar por isso todos os dias? Saí de casa um dia, só com a roupa do corpo, sem nem fralda pra neném, por medo dele me matar ou machucar a pequena. Já tentei me matar, e pensei nisso várias vezes depois. Mas não tento mais, pois penso muito na minha filha. 
A mãe dele sabe de tudo, pois o dia que levei um murro no nariz, foi na frente da casa dela e eu chamei pra ela ver o que o filho dela havia feito (nesse dia achei que ele ia me matar enquanto voltávamos pra casa). Mas, como ele é o neném dela, ela não tá nem aí.
Ela me acha medíocre e egoísta por não querer ter outro filho! 
Foi uma luta pra eu conseguir voltar a trabalhar há duas semanas, pois tudo que eu arrumava o atrapalhava! Imagina se eu tiver outro filho? Vou morrer dentro de casa igual a minha mãe?
Não consigo sair disso Lola, não consigo denunciar, tenho medo! Dele, de ficar só, de não conseguir sustentar minha filha. Não tenho família, ninguém por perto...
Será que eu sou ruim mesmo e mereço isso? Será que eu sou uma merda, como ele tanto diz?
Comecei a trabalhar e todos os dias escuto dele: Quem mexeu com você? Você tá me traindo! Não posso falar com ninguém, que já estou me oferecendo! Isso me ofende, Lola! Sou casada com ele, apesar de tudo, não acho certo trair a pessoa e também não acho certo não falar com ninguém porque meu marido é doente, louco de ciúmes e ele pode me agredir e agredir o homem com quem eu esteja conversando!
Este foi um desabafo de uma feminista enrustida e medrosa!
Tenho muita dificuldade em me expressar por conta da forma que fui criada, e tenho medo de me "revoltar" e tentar mostrar quem eu sou por dentro e quem eu quero ser (independente, feliz, e mulher).
Acho que vou fugir! Rs
Amo ler o que você escreve, e me sinto como a conhecesse há vários anos, por isso me senti na liberdade de escrever tudo isso!
Beijos de alguém que um dia se acerta!

Minha resposta: Nossa, querida A., que coisa horrível, hein? Parece que vc, como tantas outras mulheres, simplesmente passou de uma situação opressora (com seu pai) pra outra (com seu marido). Vc está repetindo o padrão de vida da sua mãe.
Espero que vc saiba que isso que vc está passando é muito comum. Não acontece só com vc, mas com milhões de mulheres. É um problema seríssimo da sociedade em que vivemos.
Mas A., hoje em dia temos mais mecanismos de defesa que a sua mãe teve. A Lei Maria da Penha fez com que muitas mulheres que apanhavam caladas finalmente denunciassem seus maridos. Entendo que vc tenha medo, mas vc precisa fazer alguma coisa. Vá a uma delegacia e denuncie. Ele simplesmente não pode te bater, te ameaçar. Vc não é obrigada a ficar numa situação dessas. Ele terá de sair de casa e sustentar sua filha. Fim do casamento. 
Por favor, querida, nem pense em fugir, em suicídio, nada disso. Vc deve combater o machismo a que foi submetida desde que nasceu! Felizmente, vc não precisa mais lutar contra o seu pai. Agora vc não deve nada a ele, e ele, machista como é, até é capaz de ficar do lado do seu marido. Mas agora vc é adulta, independente, tem sua própria vida, e não precisa ser uma vida cheia de medo, opressões e humilhações. 
Não será fácil, mas vc pode sair dessa!

A: Passei por uma situação uns 3 ou 4 anos atrás... Uma amiga minha levou uma porrada do namorado dela no meio da rua (e na minha frente), na hora nós fomos até uma delegacia, com ela ainda sangrando e tudo mais. Fomos atendidas com total hostilidade! Os policiais, não sei por que, presumiram que nós éramos garotas de programa e que ela tinha apanhado de algum cliente! Como assim?
Demorou pra eles entenderem que havia sido o namorado que bateu, que eu era uma amiga, que não trabalhávamos com programa (e se fosse o caso, alguém poderia simplesmente chegar e nos agredir por isso?!), e além de ficarmos horas esperando pra fazer o B.O, eles perguntaram pra ela várias vezes se ela tinha certeza que queria registrar queixa, se não tinha sido só uma briguinha. Um babaca teve a cara de pau de falar a pérola "Ah, mas diz se você não provocou ele!". O ponto é que eu acho que muitas delegacias são compostas basicamente por policiais do sexo masculino, e quando procuramos pra fazer denúncia, eles são muito hostis.
Eu vou ter coragem sim de mudar isso que tá acontecendo comigo. Seu blog tá despertando muita coisa dentro de mim, tá me fazendo ver que eu não tenho culpa disso, de ser fisicamente mais frágil! Ah, mas tem hora que cansa isso de ser mulher!
Não sou menos que seu ninguém! Eu não só a mamãe de uma menina que amo, nem saco de pancadas de ninguém! Eu sou mulher e em breve tenho certeza que vou me livrar de tudo isso e serei feliz!
Você vai ver, logo logo vou te mandar um e-mail te contando que eu tô bem...
Mas que eu tenho muito medo que ele cumpra as ameaças de morte que faz, ah isso eu tenho... E muito!
Lola, só de ter alguém pra desabafar e que me entendeu e me deu força, já me sinto bem mais encorajada a tomar as rédeas da minha vida.

80 comentários:

RavenClaw~ disse...

Super concordo com a Lola. Sai dessa que é melhor pra vc. Vc sabe, vc mesma disse que não é saco de pancadas de ninguém!

Um adendo... Não sei se é a localidade, Lola, mas aqui em Curitiba, eu sempre fui bem tratada por policiais, inclusive homens. Quando eu fui fazer o bo contra o meu ex que tinha me batido e desisti, o rapaz insistiu, disse que homem nenhum deveria tratar a mulher desse jeito. Alguém com uma experiência semelhante? Pq só o que eu vejo é vítima sendo destratada por gente despreparada...

Edna disse...

A. eu estive num casamento bem complicado também, não tão grave quanto o seu, mas difícil também. Por favor faça um favor a você e principalmente a sua filha, saia desta situação, não deixe isso afetar mais sua filha, eu, depois de 16 anos me libertei, e te digo foi a melhor coisa que fiz na minha vida, infelizmente esses 16 anos teve consequências na minha filha, em mim também, mas as consequências que ficaram nela me machucam mais, pois sei que isso é pq eu não tomei uma decisão antes.
Mas ela é quem me faz ser melhor a cada dia, se tornou uma filha maravilhosa.
Querida procure ajuda, advogado, delegacia da mulher, não sei exatamente o que fazer, mas procure ajuda, saia logo desta situação, você é uma mulher forte, não merece nada disso.

F. disse...

A. Vc precisa sair de casa agora, nesse minuto mesmo. Vc não pode esperar nem mais um dia. Vc não tinha que ter aceitado nem o primeiro tapa e a partir de agora vc não tem que aceitar mais nada. Se vc não consegue fazer isso por vc, faça pela sua filha. Pense no que ele vai fazer com ela daqui a poucos anos. As surras que ela vai levar, as proibições de ter amigos, de sair, de namorar. Pense no quanto ele pode destruir a vida dela como o seu pai fez com vc. Saia de casa agora, peça ajuda, exija pensão para a menina.

Edna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
@dddrocha disse...

A. Sei que sair dessa situação não é fácil, mas planeje sua vida a partir de agora para sair disso, faça uma meta e cumpra.
Você já sabe que quer sair, não é conformada como sua mãe, então junte forças e toma sim as rédeas. Acho que deveria ter ajuda financeira do governo para esse tipo de situação, uma recolocação no mercado de trabalho em outra cidade para as mulheres que são vítimas de violência doméstica. Pensei nisso agora, nem sei se seria viável, mas as autoridades precisam fazer alguma coisa urgentemente.

Leila disse...

Gente, é muito triste ler uma história dessas. A parte boa é que você, A. parece decidida a fazer alguma coisa a respeito. Faça mesmo, o mais rápido possível, não crie sua filha num ambiente desses. Concordo com quem disse que deveria existir alguma ajuda financeira para uma situação como essa (os Classe média sofre iam morrer). Será que já não existe algo do gênero? Uma pessoa não pode se sentir tão sozinha numa hora dessas. Eu também gostaria de saber que cidade é essa que tem essas policiais tão machistas...Tem que ser mulher para atender, de preferência ou homens muito bem preparados, caso contrário fica pior.
Por favor, volte logo para nos dar uma boa notícia, mande esse energúmeno pras cucuias junto com a mãe dele.

Juliana Rocha disse...

Ontem eu li nos comentários alguém reclamando dos guest posts, pedindo guest posts de mulheres mais emponderadas, que vivem sem depender de homens e namorados e tal.
E hoje fiquei totalmente tocada por esse guest post.
Apesar de não passar por coisas parecidas eu me sinto sozinha assim muitas vezes. No mundo real não tenho amigas feministas, minha família também não é, e sei como é não ter ninguém para apoiar nem nas mínimas dificuldades.
Eu também não conheço mulheres emponderadas e que vivem a vida como a moça do comentário falou. Mas todas as mulheres que eu conheço, em níveis diferentes, precisam de apoio e ajuda.
Espero que um dia não precisemos mais de tantos guest posts assim, mas hoje eu agradeço muito por eles e encontro nesse bloguinho o que não tenho na vida real, um ponto de vista feminista e uma mão amiga que não seja a mão do patriarcado.

Cyberia disse...

Estou muito preocupada com A. e com a filhinha dela. Esse tipo de homem, como todos sabem, não melhora... Só piora com o tempo. A., pense em você, e pense na sua menina. Ela também vai se tornar uma mulher. Ela precisa de vc, precisa do seu exemplo, precisa que você se liberte e que liberte ela como consequência! Sei que é dificil, falar é facilimo, mas eu espero do fundo do coração que você LOGO, mas LOGO mesmo, saia dessa e não tenha mais nem contato com ele se possível for!

Liv disse...

A., eu entendo que vc tenha medo dele, mas vc precisa entender que a tendência é piorar. E que as ameaças que ele te faz podem se tornar verdadeiras mesmo se vc decidir não denunciar. Então as opções são: ou vc denuncia e vai enfrentar um sufoco temporário pela frente, ou continua nisso, sabendo que vai daí para pior, podendo inclusive acabar com ele te matando.

Reuni aqui algumas informações que vc precisa ter antes de fazer qualquer coisa, espero que ajude.

O primeiro passo é ligar para o número 180 e entrar em contato com a central telefônica para atendimento às vítimas, criada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Colocado à disposição das brasileiras, é um canal para as mulheres denunciarem seus agressões, com serviço gratuito, que funciona 24 horas por dias (inclusive fins de semana) e orienta as mulheres a buscarem o apoio necessário e explicando os passos que devem ser tomados para resolver o problema.

Você pode, também, recorrer ao Disque Direitos Humanos, o Disque 100. A central funciona 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, inclusive feriados. Basta ligar, de qualquer cidade, para o número 100, para denunciar violações aos direitos de crianças, adolescentes, idosos, portadores de deficiências físicas e de grupos em situação de vulnerabilidade, ou ainda para obter informações. A pessoa não precisa se identificar.

Mais informações aqui (http://cuidadossaude.com/2010/06/violencia-domestica-contra-mulher-procurar-ajuda-numa-relacao-abusiva/), aqui (http://noticias.r7.com/cidades/noticias/saiba-como-obter-ajuda-em-caso-de-violencia-contra-a-mulher-20120117.html) e aqui (http://www.expressofeminino.com/2010/10/ajuda-violencia-domestica.html)

Sara disse...

É fácil demais dar conselhos, qdo não se esta dentro da situação A.
Vc precisa se fortalecer, procure saber sobre seus direitos em uma delegacia da mulher, mas infelizmente vc corre SIM risco de vida.
Gostaria muito de poder te ajudar , pq sei perfeitamente o quanto é difícil estar nessa situação.
Me desculpem mas não acredito na eficacia da Lei Maria da Penha, teria de haver muitas outras medidas mais concretas para proteger a vida das mulheres e seus filhos.
Só vc A. pode fazer alguma coisa por vc mesma, infelizmente nós mulheres ainda temos q lidar com o machismo arraigado dentro dessa sociedade, e há bem pouca ajuda pra nós.
Não sei em que lugar do pais vc esta querida, mas tente conseguir ajuda jurídica, aqui em São Paulo
recebi esse endereço de um CENTRO DE REFERÊNCIA- NUCLEO DE DEFESA E CONVIVÊNCIA DA MULHER
r.dos Estudante 281/279 Liberdade
tel.11 3207 4743 ou 3271 7099
Boa sorte, não abaixe a cabeça, lute por seus direitos e por ser respeitada como ser humano, espero q esse seu marido sofra um enfarto fulminante.

Anônimo disse...

Lola, vc conhece alguma rede de solidariedade feminina?
Pq é disse q muitas de nós precisamos.
Fulaninha da cidade tal sabe q na delegacia x é melhor não ir. Beltrana é advogada e está disposta a ajudar. Cicrana pode dar abrigo em sua casa por um tempo.
Sabe, como as redes que existiam de sociedades abolicionistas.

Elaine Pinto disse...

Querida A. por favor, saia o quanto antes. Isso tudo está bem perigoso não só para você, como para sua filha também.

Entendo quando você fala sobre a dificuldade de procurar a polícia, quando há tantos policiais cretinos. Não há uma delegacia especializada no atendimento à mulher onde você mora? Normalmente, a maior parte das policiais que atuam nessas delegacias são mulheres. Claro que isso não é garantia de que não vá haver um tratamento machista, mas as chances de isso acontecerem são bem menores.

Um beijo, desejo-lhe tranquilidade, força e coragem para tomar a atitude certa em sua situação.

Anônimo disse...

gente tb n sei o que fazer,minha mãe e meu pai vivem num casamento horrivel,ele traiu ela,saiu de casa,ficando com a outra mulher,mas ficava com ela ao mesmo tempo,agora voltaram de novo mas esta um inferno,brigas horriveis,acho q ta faltando pouco pro meu pai bater nela.
n sei o q falar,pq ela fica aguentando isso?n depende dele pra nada,ela fica esperando ele mudar,ja esta anos assim,n é obvio q esse casamento n dá certo?

Anônimo disse...

A. muita força pra você!

Aline disse...

Gostei da ideia da rede de solidariedade, acho importante que nos ajudemos...

A. Não sei de que cidade você é, eu sou de Campinas-SP, tenho família em Rio Claro-SP. Se estiver aqui por perto(cidades próximas) Posso tentar te ajudar.
Longe, não sei o que poderia fazer. Mesmo assim, se precisar, estou aqui...

Aline

Anônimo disse...

Não gosto de escrever no anonimato, mas irei escrever porque tenho receios dos doidos que visita o seu blog, Lola. Muitos loucos psicopatas que vem aqui.

Mas eu preciso escrever que, primeiro, achei ser um texto de uma mulher dos anos 50, 40...Sério, não consigo entender como uma mulher que é adulta, trabalha, tem saúde e, acima de tudo, tem as leis a seu favor hoje, em 2013, pode suportar um psicopata em sua vida...Medo de ficar sozinha, como ela escreveu? Por favor, sozinha ela está desde muito antes de levar a primeira porrada. Sério! Ela não percebeu o monstrinho que disfarçava-se de bom moço, pois ele sabia que ela era filha de um opressor, logo, estava mais " ensinada" a ser uma mulher oprimida.

Medo dele fazer algo se ela o denunciar, sair da vida dele? Ela DEVE ter medo de continuar no mesmo teto que este canalha, ora bolas! Ela deve sair HOJE mesmo de casa, denunciá-lo, fugir para outra cidade que ele jamis imaginaria que ela pudesse ir ( eu fugiria, pois não me arriscaria a ficar na mesma cidade do monstro), mas antes meteria o B.O. bem metido no rabo dele, metaforicamente falando. Mas o ideal, e só plano ideal, a vontade é cortar o pênis dele, as mãos, os pés e a língua, parar de ser tão escroto e ser cuidado por uma mãe escrota, "casada" com o filho que adora tanto. Será que ela adoraria cuidar de um trapo humano???!!Puta da vida com seres humanos covardes!

Desculpe-me, mas parece que ler o blog só está fazendo-a fugir de seu dia-a-dia. Toma uma atitude, mulher! CHEGA DE MULETAS!! Sim, você é mulher e sinta-se feliz por isso de uma vez por todas!, UMA MULHER ADULTA, com saúde, sabe ler e escrever, sabe pensar e não é nenhuma idiota como seu monstro pai e monstro cara que te fez uma filha, falaram para você. Arruma tua mala, pega tua filha, leva todas tuas fotos e da tua filha, vai numa delegacia da mulher, conta tudo, abre um processo contra ele e, se possível, peça abrigo, pois eles têm abrigos temporários para mulheres ameaçadas de morte, ou mude para um cidade distante, ou, se não quiser, mude para um prédio, pois é mais seguro, tente mudar de trabalho para ele não saber aonde te encontrar mais, não deixe pistas e vá ser feliz de uma vez por todas. Cuide de sua filha e ensine-a, com exemplos de sua própria vida, que uma mulher pode ser feliz sem um homem a tiracolo. Alôô, e cuidado, não caia na mesma conversa fiada de outros caras. Transe com quem quiser, mas evite assumir compromisso com o primeiro que se apaixonar. Faça uma terapia para não cair na mesma merda que caiu. Você aprenderá a ler os sinais de um cara escroto, tenha certeza disto.

E deixe de criar muletas e ter pena de você, de sua história, e de mulheres oprimidas. Pena não ajuda ninguém a se levantar. Escrever seus problemas para outros, ajuda, mas não resolve se você não tomar uma atitude de MULHER ADULTA E SAUDÁVEL.

ATITUDE MENOS PENA DE SI RESOLVERÁ E MUITO SUA VIDA.

Desculpe, mas eu não tenho pena de gente que se lamenta, que fica com papo de suicídio, e NADA faz para ser feliz. É necessário parar de chorar, de se encurvar como sua mãe. Se não consegue fazer isso pro você, faça pela sua filha, pois ela pode ter um futuro horrível pela frente, inclusive o caminho das drogas e da depressão. AME sua filha tomando uma atitude adulta!

Anônimo disse...

Lola, mais textos de mulheres fortes, guerreiras e não essa choradeira que lemos ontem e hoje. Puxa vida, gente! Ontem uma moça que namora um rapaz nitidamente opressor, que usa o amigo para se vingar da namorada, e ela diz que ele o amam e ela o ama...Ahhh, faça-me o favor tanta fantasia aborrecente! Hoje, uma mulher subjugada a um homem psicopata, que diz ter medo de denunciá-lo, que pensa em se matar, mas nada faz para mudar sua vida.

Sinceramente, nossas meninas e mulheres, merecem textos de mulheres que se superaram, que fizeram algo de concreto em suas vidas. Elas, sim, são exemplos! E não esta choradeira de novela. Exemplo é tudo e seu blog atinge mulheres que necessitam de guerreironas na vida, de verdadeiras mulheres com M maiúsculo, reais Amazonas!

Nelson Rodrigues tá ultrapassado para os dias de hoje no qual temos mais mulheres no poder, como a nossa presidentA Dilma!

A.Noir disse...

Se puder (interessar e gostar de ler), procure o livro "Homens que odeiam as suas mulheres e as mulheres que os amam". Tem muita coisa importante e interessante lá que podem lhe ajudar, A. Mas NÃO deixe nem o seu marido nem o seu pai verem o livro pra não correr o risco de você ser agredida de novo por isso. Se possível, procure a ajude de algum psicólog@ especializad@ em casos como esse. Existem até grupos. Isso pode lhe ajudar muito. Se decidir deixar seu marido, esteja certa de procurar formas de se manter segura. Cuide de si mesma e da sua filha, procure quem puder lhe ajudar. =)

Anônimo disse...

Eu vivo meu proprio drama mas é meu pai com a minha mãe. Ele inferniza a vida dela da hora que acorda a hora que vai dormir. A minha também. Já tentei denunciar mais minha mãe nao deixa, quer apaziguar as coisas, quer q tudo fique bem. Ele pede desculpas, resolve" e pronto". Ela ganha muito muito bem, poderia ir embora mas nao quer, prefere continuar essa vida de merda. Eu já estou saindo de casa, já tentei convencê-la a denunciar ou ir embora comigo, mas ela não quer. Sei que se denunciasse não teria ninguem do meu lado, acho que isso é o fator da autora do guest ainda não ter tentado. É quase impossivel enfrentar algo assim sem ter apoio. Desculpe, mas as vezes quero mais que os dois se fodam.

Anônimo disse...

Me desculpem os que vêm aqui dizer que querem ler isso ou aquilo (devem ser os mesmos que dizem "ai, Lola, escreve sobre a cor da cueca do Batman, pois não sei o que pensar sobre o assunto", esperando uma idéia geral com opiniões próprias mastigadinhas pra chamar de suas), mas será que estes posts não são a oportunidade de um ser humano oprimido mudar sua realidade? Que legal se a A. sair dessa e não se tornar mais um número nas estatísticas de mulheres mortas por seus companheiros! E pensar que acolhimento pode ser o detalhe que faltava para lhe impulsionar, né não? A idéia da formação de uma rede de apoio é ótima, ou eu que sou uma sonhadora? será que quem tem um pouco mais de grana consegue imaginar a dificuldade que uma pessoa pobre encontra pra ir morar em outro local, sem casa, sem emprego, sem dinheiro pra pegar um ônibus e sair da sua cidade, com seus filhos a tiracolo? Não sei se é esse o caso da A, mas é o caso de muitas e muitas mulheres. Empatia, gente. Ela não tá de mimimi, e também não é fraca. Ela tem medo, e provavelmente não tem como dar esse primeiro passo sem apoio e sem auxilio financeiro. Ah, se fosse tão fácil como parece para quem tá de fora!

P. disse...

A.,

fiquei muito tocada com seu relato. Achei vc forte, inteligente, capaz. Uma pessoa com todas essas qualidades e numa situação terrível.

Enquanto eu lia seu comentário, pensei em responder algo muito parecido com o que a Lola disse. Porque é verdade, A., a gente tende a repetir padrões que nos são ensinados ao longo da infância. E é difícil sair disso, principalmente se for um padrão de violência.

Fui casada com um cara alcoólatra, controlador, ciumento, agressivo. Sabe o que me ajudou a sair dessa? Terapia. Foi na terapia que percebi que estava, basicamente, revivendo a história da minha mãe, e foi na terapia que comecei a trabalhar a ideia do fim do casamento. Acho que seis meses antes da separação eu já tinha na minha cabeça que precisava me separar dele, que naquele momento a ideia da separação me trazia mto sofrimento, mas que eu tinha que me trabalhar pra ir reduzindo esse sofrimento e ser capaz de concretizar o que já sabia ser o melhor caminho pra mim.

Por isso, dois conselhos: um é, se possível, fazer terapia. Lá, talvez, vc perceba que viver sem ele não é tão ruim quanto parece agora. O outro conselho é, se ele te agredir fisicamente de novo, denunciar imediatamente. O que pode atrapalhar o plano de ir se trabalhando pra separação, mas daí não consigo ver outra solução.

Enquanto vc vai trabalhando a ideia de como e quando sair dessa, pense também na sua filha e em que mulher vc quer ser pra ela. Tenho certeza que vc não quer que ela te veja, no futuro, como uma vítima, nos moldes de como vc olha pra sua mãe. Quer que te veja como a guerreira que vc é, a mulher forte e inteligente que venceu tantos obstáculos na vida. Que, por exemplo, é feminista quando tudo a seu redor poderia tê-la levado a um caminho triste de mera aceitação da vida.

Tudo de bom pra vc!

Sara disse...

Anon 15.49hs, eu até entendo que muitas mulheres, principalmente as mais jovens, queiram escutar histórias de mulheres vitoriosas, lideres, bem sucedidas, eu tb quero, e elas existem.
Mas na situação em q a A. se encontra, que alias é a situação de um numero absurdo de mulheres, é trágica e pior ainda um circulo vicioso, que requer forças quase sobre humanas para se sair dele, pois ela vai depender exclusivamente dela mesma pra sair , não há ajuda concreta, nem das sociedade nem de instituições, é absurdamente fácil pra quem esta de fora, dizer saia correndo de casa, esquecem de que muitas vezes como no caso de A. há crianças envolvidas, e mais pra onde ela poderia ir?? pra baixo de uma ponte? Se ela faz a denuncia contra esse homem machista e canalha corre um risco muito grande de morrer, já ouvi falar de casas abrigo pra mulheres em situação de risco, mas são pouquíssimas, e é desesperador vc submeter crianças a isso, essas mulheres precisam de moradia digna, emprego, novas identidades e sigilo absoluto de onde forem se esconder,e isso o governo não pode lhes dar.
Não menosprezem a aflição da A. ela esta presa a uma engrenagem, construída para nunca deixa-la livre, e isso não é mimimi barato.

Sara disse...

anon 18.25hs
parabéns pelo comentário, vc ou tem muita empatia pelo sofrimento dos outros, ou provavelmente passa ou já passou por esse tipo de situação do post...

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Procure pessoas que possam te auxiliar, quanto mais gente melhor. Delegacia da mulher, a assistência social de sua cidade ou de alguma cidade próxima, amigas que estejam em uma condição emocional e financeira um pouco melhor e possam te auxiliar, enfim.
Não deixe mais esse monstro controlar sua vida.
Tudo de bom pra vc.

Maria Valéria disse...

Não li todos os comentários, nem a resposta da Lola ao guest post, depois volto pra ler com mais tempo.
mas minha resposta, amiga, e que vc precisa sair de casa.
Consulte um advogado e se nao puder pagar um,na sua cidade ou região deve ter defensor publico, que atende pelo estado e nao cobra nada,

Ao contrario de quem escreveu aqui dizendo que a autora deve ser mais forte, que so depende dela,...
Bem,
Em primeiro lugar, amiga, vc ta claramente com um quadro de depressão e precisa de ajuda profissional,
As pessoas nao imaginam como e difícil sair de uma situação ruim estando deprimida.a depressão torna umas cem, mil vezes mais difícil dar qualquer passo,

Segundo, apesar de concordar com o " vc deve ser mais forte' so depende de vc" , e coisa do tipo,( eu mesma so resolvi minhas pendências e meus traumas quando EU me toquei sozinha, ou seja, ninguém me disse uma palavra magica ou me aconselhou a isso ou aquilo, a iniciativa partiu de mim, alias se vc nao tiver iniciativa nao adianta os outros falarem ou aconselharem ) embora eu saiba disso, foi muito, mas muito bom, poder ter ouvido uma palavra amiga e ter um ombro amigo com quem conversar nas fases que eu estava fragilzada,
Por fim, foi ótimo poder agradecer a essas pessoas " ta vendo, vc tinha razão no que me aconselhava, que dependia de mim , e agora eu venci e consegui"
!!!
Por isso, acho esses posts da Lola muito importantes, uma palavra amiga nao custa nada,e so o fato de ela ter escrito o post ja mostra que ela ta dando o primeiro passo para sair dessa,
Beijo querida e se cuida,

Anônimo disse...

Se ele diz o tempo todo que vc é uma merda, burra e não serve pra nada, p q vc não sai fora logo?

E outra coisa, quando a sua filha crescer, ela vai ter odio de vc, pq vc vai deixá- la passar a vida inteira vendo o pai fazendo vc de saco de pancada.

Te digo isso por experiência própria, odeio o meu pai pq espancava a minha mãe e odeio ela pq não foi embora. Eu implorava pra gente ir embora ( isso depois de passar a vida inteira vendo-a apanhar) e ela não ia com essas desculpas q vc dá.

Eu enquanto filha preferiria ter morado num barraco do q ter visto e vivido isso aí que vc está contando.
Só de ler, estou com tanta raiva de novo, tanta raiva que estou até tremendo.

Vc quer mesmo que a sua filha cresça assim?


Anônimo disse...

E vc ainda quer se matar? O que vai ser da sua filha?

Deixe de ser egoista, se vc acha q não tem jeito pra vc , VÁ EMBORA PELA SUA FILHA!!!!

LUTE, POR FAVOR, SALVE A SUA FILHA !!!

Anônimo disse...

Impressionante como algumas pessoas simplesmente não conseguem ter empatia.

É só raciocinar um pouco. A maioria das pessoas no Brasil ganha pouco. Com um ou dois salários mínimos é impossivel se sustentar e sustentar um filho (principalmente bebê). Para fazer o marido sair de casa tb é muito difícil. Mesmo com a ajuda de um advogado gratuito vai levar algum tempo até começar a receber pensão para a criança. O que ela faz até lá? Uma mulher que apanha, teme pela sua integridade física e tem razão para isso! Nossa Polícia e justiça muitas vezes são incapazes de proteger a mulher. Isso sem falar em toda a pressão familiar que envolve esse processo.

Claro que uma mulher oprimida pode romper o ciclo. Só a A. admitir que precisa se libertar é um grande passo. Com tempo e planejamento tenho certeza que vai conseguir mudar sua vida. Só que não é mágica, nem depende de ser "fodona". É difícil, se fosse fácil mulher nenhuma apanhava.

Anônimo disse...

Para anônimos que vem aqui dizer que a mulher do guestpost está de mimimi e é covarde, que tal acordar?
Me enoja ver esse típico papo de classe média, que adora dizer que conquistou tudo sozinha, sem conseguir enxergar que se não fosse os pais deles, eles não teriam tido ensino de qualidade, boa educacão, no sentido de como agir, se defender, se fazer ouvir. Propõe que ela alugue um apartamento, arranje um emprego que pague tudo num piscar de olhos, como se todo mundo tivesse oportunidade de ganhar assim. Pessoas que pensam assim: saia um pouquinho do seu mundinho classse média, onde tudo dá certo, todas as vontades são feitas, a polícia está apta a ajudar e venham pro mundo de verdade. Aqui ganha-se pouco, emprego não paga moradia, alimentacão e filhos com facilidade. A polícia te trata como lixo e faz pouco caso da violência contra a mulher. E por fim, criem vergonha na cara. Querem ver heroina? Leiam uma história em quadrinhos.

Anônimo disse...

Gente, vocês são todas ingênuas, tá na cara que os textos de ontem e de hoje, são fictícios. A Lola recebeu e-mails de uma ou mais de uma doidinhas, solitária, que NÃO É jovem...Percebe-se pela forma de escrever...Tá na cara, aliás, nos textos, que é tipicamente de uma aposentada, sessentona, vive sozinha,e criou essas historinhas que ouviu décadas atrás. Primeiro, a borderlaine de ontem não me perce ter as características de uma pessoa com esta doença: tal pessoa é do tipo que age por impulso e tende a ser vingativa com quem a machucou, no caso, o ex-atual namorado. Segundo, a não ser que a Lola tenha corrigido a parte gramatical, as duas me parecem ser de uma classe média que foi muito bem escolarizada. Logo, não teria uma vidinha tão de gente simples, de mulher que não sabe fazer nada de suas vidas. No passado, sim, muitas se comportavam deste jeitinho, mas hoje, dificilmente, principalmente a que se diz casada e que tem uma filha. E, terceiro, os textos estão bem elaborados, ideias delineadas harmoniosamente, portanto, de gente que não é tão emocionalmente desestruturada assim. Essas pessoas são solitárias, diferente, mas com uma vidinha bem pacata. Mostre este texto para um crânio em análise deste tipo de texto, de pessoas com problemas de depressão, ou borderline como a de ontem disse ser, e você vai sacar, gente da área da psicologia, por exemplo. Mas nada psicólogos ingênuos, Lola.

Lola, fica mais esperta e não seja tão ingênua assim. Acho que muita gente sem ética utiliza este espaço, a sua pessoas para criar emoções mais fortes para suas vidas pacatas, solitárias. Niemi não é a unica doidinha solitária da internet, não, infelizmente!

Eu não acredito em conto de fadas, mas também não acredito em mulherzinha espancada, entregue a um homem que a espanca pro anos. Pode até ser espancada algumas vezes, mas não se submete por tantos anos, não nos dias de hoje. Muitas são traídas, são chifradas e sabem e suportam, mas espancadas e suportarem, não nos dias de hoje, por tantos anos como esta historinha para brincar com as nossas emoções. Estou mais esperta.

Há tempos não caio mais nas mentirinhas de gente que gosta de chamar a atenção e rir da nossa cara do outro lado da tela: se não houver o CPF da pessoas, do seu RG, do seu telefone, seu endereço e ouvir a voz da pessoas e vê-la pelo skype, não acredito mesmo. É isso, fica a dica, Lola!

Sara disse...

Desculpem mas acho q tem muita gente que acha que o numero vergonhoso de mulheres que morrem assassinadas por seus maridos ou ex, são só pra fazer charme.
Acham mesmo q elas não tentaram de todas as formas se defender e evitar a tragédia que lhes ocorreu???
Se fosse tão fácil como muitas pregam aqui não haveria esse numero estupido de mortes, ninguém quer ser maltratado, ninguém gosta de viver ameaçado, ninguém quer sofrer violência física ou emocional, parem pra pensar, se as pessoas ficam, muitas vezes por anos nessas situações é apenas pq é muito difícil sair dela.
Nós como mulheres feministas devemos SIM, é exigir politicas muito mais eficientes para nos proteger, o q temos ai atualmente , ainda é muito pouco diante do problema..
Gostaria que houvessem ONGS dedicadas a essa causa, e que pudessem realmente ajudar e dar um impulso para q a mulher consiga sair dessas condições.
Nossas leis tb nesses casos, apesar da Lei Maria da Penha, que já é pelo menos alguma sinalização de preocupação com essa realidade, é muito falha e ineficaz, é preciso muito mais medidas que agreguem melhores condições para as mulheres q passam por isso, bem como estratégias para q elas sobrevivam, pq o que eu vejo é que os homens machistas q matam suas mulheres NÃO TEMEM A LEI, muitos matam em frente a camaras de vigilância, em frente a plateias cheias de gente, sem nenhum pudor ou medo das leis, demonstrando com isso total desprezo pelas leis q temos.
Há que se estudar tb esse comportamento violento dos homens, e o q o origina, onde ele se apoia.

Anônimo disse...

Não tenho empatia por pessoas que nem conseguem se amar, pq quem se gosta não admite por nada nesse mundo levar soco na cara de um homem, fora a tortura psicológica q dói infinitamente mais, só para ter casa, comida e um lixo humano pra chamar de "meu marido".

Realmente não é fácil ser mulher quando todos acham normal trocar a integridade física e mental por casa, comida e medo da solidão.

Anônimo disse...

Pobreza? Desculpas e mais desculpas,minha mãe tem um ótimo salário,pode se virar muito bem sem ele e mesmo assim fica aturando os absurdos q meu pai faz,trai ela.vive enchendo a cara,falando um monte de merda,dá raiva ver isso.
É óbvio q o casamento é uma porcaria e q n dá certo mas ela prefere isso do q ficar sozinha,nunca vou entender uma coisa dessas.

lola aronovich disse...

Ai, ai, tem jeito não: em TODO guest post aparece alguém pra dizer que eu escrevi o relato (porque, né, tenho muito tempo livre e uma imaginação incrível pra inventar vivências tão distantes da minha realidade), ou que as pessoas não existem, ou que é um troll ou alguém querendo brincar com nossas emoções que escreveu tal coisa.
Sabe, em 5,5 anos de blog, já foram publicados mais de 330 guest posts. E uns 50 posts do tipo "perguntas e respostas" (o de ontem foi um desses), que também contem relatos pessoais. Sobre os mais variados temas (é só clicar na tag embaixo do post que o blog te leva a mais posts dentro dessas duas categorias). E olha, é mais fácil dizer quais desses posts NÃO FORAM acusados de ser fictícios do que dizer quais foram. Acontece direto, e é um questionamento ridículo. Por que duvidar das pessoas? Eu tenho muita vontade de responder com um palavrão o anon que diz que não "acredita em mulherzinha espancada". Muita mesmo. Aliás, lá vai: VTNC!
Praticamente TODO guest post é editado. Isso quer dizer que sim, eu corrijo erros gramaticais e de ortografia, quando há e eu consigo captá-los. Em geral eu dou uma boa encurtada, porque alguns textos são longos demais (os de ontem e hoje eram). Com alguns textos, eu tento organizar algumas ideias, mudo a ordem do que tá confuso, corto o que soa irrelevante ou que sai do foco, peço esclarecimentos pra autora ou autor pra trechos que ficaram obscuros...
Na maior parte dos casos eu sei o nome real e inteiro da pessoa que escreve o guest post, mas é óbvio que, em casos de estupro, violência doméstica, aborto etc (ou quando a pessoa me pede anonimato, em qualquer caso), eu não vou publicá-lo. Até porque o nome não importa. Esses relatos estão longe de ser únicos. Acontecem com muita, muita gente.
Recebo dezenas de relatos por mês. Não dou conta de publicar todos. Tem guest post de DEZEMBRO que ainda não foi publicado!
Os posts de ontem e hoje foram recebidos com vários meses de intervalo. A menina de ontem já me mandou mais 3 emails entre ontem e hoje. E está comentando aqui, como anônima. Aliás, se vc estiver lendo, querida, cuidado em não comentar com seu nome. Tive que deletar um comentário que vc comentou com sua conta. Pode mandá-lo de novo como anônima, por favor?
E pra quem se queixa e pede posts de superação, sugiro clicar nas tags e ver a variedade de temas tratados. Além do mais, como disse ontem, eu considero uma história de superação que uma mulher criada e mantida no patriarcado mais cruel (caso da autora de hoje) conheça um blog feminista e escreva pra ele dizendo que chega, e que vai sair dessa.

Patty Kirsche disse...

Puxa, que história triste! Vc precisa de ajuda urgente! Não tem jeito, vc precisa de assistência psicológica e jurídica. Nessa situação vc não pode ficar.

Sei lá, tem algum lugar pra onde vc possa ir? Vc tem que romper o vínculo com seu agressor. Sei que é difícil, mas, enquanto vc não fizer isso, ele vai continuar te agredindo porque esse é o prazer dele.

Eu estou em São Paulo, mas pode me procurar de qualquer forma. Posso tentar te ajudar, mesmo a distância.

ReSilver disse...

A., não se sinta fraca. A vida toda sua autoestima foi massacrada e seus modelos femininos mais próximos também eram de mulheres fragilizadas e vulneráveis. Super normal você permanecer nessa situação, sentir tanta dificuldade de sair dela e ter medo de ficar sozinha.
Mas NÃO SAIA DE CASA ou você pode ser acusada de abandono de lar e ficar sem sua filha!
Recorra aos serviços de apoio, o 180 da Secretaria de Políticas para Mulheres. Procure uma delegacia da mulher. Peça uma medida protetiva que afaste seu marido. Ele tem que sair de casa, não você.
Muitos lhe julgam e muitos vão lhe julgar. Vão chamá-lá de tudo. Não acredite, nem dê ouvidos. Faça o que tiver que fazer por si mesma e por sua filha.
Você é mais forte do que pensa.

C. disse...

A.

Eu vivi (estou vivendo) uma situação que, por anos, foi bem parecida com a sua: Ameaças verbais, ameaças de abuso físico, abuso psicológico, ciúme doentio, fantasias de traição por parte do meu companheiro. Não vou dizer que é fácil se libertar de um padrão de dependência psicológica que infelizmente nós desenvolvemos ao conviver com homens misóginos que só se sentem bem se conseguem detonar nossa auto estima.

Tem um livro que me ajudou MUITO, que se chama "Os homens que odeiam suas mulheres, e as Mulheres que os amam" de Susan Foward, da Ed. Rocco. Outro ponto também que é de muita ajuda é procurar apoio em pessoas que entendam o que você está passando - Eu encontrei esse apoio no MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) da minha cidade. É um grupo de mútua ajuda, baseado nos doze passos e doze tradições do AA (e acredite - nós também nos viciamos nessa roleta russa que é um relacionamento com um homem misógino - porque é o que eles são: misóginos).

A., NÃO se recrimine por não conseguir sair. TODAS nós passamos por isso, esse medo e esse desespero do desconhecido, aliado ao medo de ficarmos sozinhas, de que nossa vida "acabe" com o fim desse relacionamento doente. Eu entendo você, juro que sim, porque já me senti assim, ainda me sinto. Mas consegui buscar ajuda, e nesse ponto o MADA pode ser uma mão estendida no escuro pronta pra te ajudar. Mas pelo menos, A., você já está entendendo uma coisa SUPER IMPORTANTE: VOCÊ NÃO MERECE O QUE ESTÁ PASSANDO. Você não é burra, não é idiota, e não merece esse tratamento horrível. Faça o que puder fazer agora, e busque ajuda SEMPRE, nos livros, na internet, em grupos de ajuda e na lei e na polícia. VOCÊ VAI SAIR. Fique tranquila, tudo vai dar certo.

Muito amor,

C.

Sobre "guest posts de mulheres mais empoderadas"... Sinceramente, acho que um guest post como esse ajuda muito mais a um número muito maior de mulheres do que um guest post de mulheres empoderadas mostrando o quanto são empoderadas. Esses guest post de mulheres presas em relacionamentos abusivos são um PEDIDO DE AJUDA, um desabafo de uma mulher que teve a vida tão tolhida por um relacionamento doentio que pode estar tão sozinha, mas tão sozinha, que a única coisa que ela tem para desabafar é o contato de um blog feminista. Uma pessoa como a A. não é menos feminista do que uma ativista com anos de estrada, porque tem que ter muita CORAGEM pra uma mulher enfrentar o medo e a dependência de um relacionamento doente (e toda a pressão social de se manter em uma situação de total abuso, também), tanta coragem quanto é necessária para se sair na rua pra protestar pelo feminismo e uma sociedade mais igualitária.

Luisa disse...

Minha nossa, sempre tem algum imbecil pra vim falar merda quando alguém escreve sua história triste. É impressionante. Se eu acreditasse em inferno, acho que ele teria um lugar especial pra vocês que chutam quem já tá caído.

Voltando pra A: te desejo muita força, tomara que vc consiga sair dessa pro seu bem e da sua filha.

Quanto à rede: Já vi em vários filmes americanos que eles tem umas ongs de apoio à mulheres em situação de violência, uns grupos que auxiliam. Criam até um kit pra entregar pra mulher e ela esconder se ainda não tiver coragem de ir embora com coisas como: dinheiro, números pra ela ligar quando decidir sair, que podem encaminhar ela pra um lugar seguro (normalmente abrigos onde ela pode ficar por um tempo). Seria muito legal se fosse criado um aqui no Brasil, com mais e mais organizações das redes feministas. As próprias mulheres dos grupos poderiam ao menos ajudar a encontrar advogados/as ou ajudar a encontrar emprego pra essas mulheres em situações de vulnerabilidade... não sei se já existe algo desse tipo (mas imagino que se existisse já teria visto citado aqui no blog...) mas pelo menos as redes de contatos das mulheres não seria difícil de criar. Teria de ter um bom sistema pra manter o anonimato, pois muitos desses caras são mesmo extremamente perigosos e vc nunca sabe o que eles poderiam fazer...

Mari disse...

Gente, desculpa estar fugindo do assunto mas alguém já viu o relato desse link aqui : http://rabble.ca/news/2013/04/sexism-border-personal-account?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+rabble-news+%28rabble.ca+-+News+for+the+rest+of+us%29
Fiquei chocada!

Maria Valéria disse...

Nao sei em que cidade a autora do guest post mora, mas e, varias cidades ha delegacias da mulher,especializadas em violência conta a mulher, onde vc certamente será muito bem atendida,sem essas discriminações
Em Araras , onde moram meus pais,( meu pai e delegado de policia aposentado) havia uma delegada da mulher, super competente,infelizmente ela faleceu,
Se em Araras que nao e uma cidade grande ja existe essa delegacia( como a delegada faleceu nao sei se anda existe, se colocaram outro profissional no lugar) ,Em cidades maiores com certeza tem.E se vc mora numa cidade pequena, que nao tem , com certeza numa cidade vizinha e maior, vc poderá ser atendida numa delegacia da mulher e fazer o BO.
Vou me informar melhor com meu pai e se tiver a.guka outra orientação venho postar aqui.

Roberta disse...

Lola,acho esse assunto muito,mas muito curioso.Pq vc não convida uma psicologa para tratar deste assunto no proximo post.Não consigo entender pq uma mulher continua com um cara q já a agrediu seriamente uma vez.Será q ela não percebeu desde o primeiro tapa q o marido era uma fria,uma ameaça não só pra ela,mas para os filhos?Pq ela cedeu?Pq ao inves de sair do trabalho fora de casa ela simplesmente não se recusou a limpar a casa sozinha,deixando a casa um chiqueiro até q o cara não tivesse mas prato limpo para comer?Eu faria isso.E na realidade,leio seu blog a seculos e não consigo entender pq as mulheres inteligentes tem medo de homens,por exemplo de ser morta,numa situação dessa,mas o homem não tem medo,por exemplo da mulher ficar com tanta raiva e odio dele a ponto de,sei lá,mata-lo enquanto está dormindo.Pq tanto medo das mulheres e tanta confiança por parte dos homens?Maridos mortos por esposas raivosas tbm faz parte do imaginário comum.Sem falar do medo,é claro,de homens estranhos.As mulheres morrem de medo de sair com um cara q nunca viram antes,já eu,devo ser tapada,pq sempre fui um pouquinho promiscua,então costumo sair com caras q conheço na internet,chats,foruns,essas coisas.E nunca tive medo.Não se engane,fui criada em um lar catolico,com mãe e avó catolicas e pai evangelico,fui obrigada a ir na igreja e catecismo,já tentaram me enfiar um monte de merda na cabeça e tbm a me obrigarem a um monte de coisa,como por exemplo,a limpar a mesa depois do almoço enquanto meu irmão ia cochilar.Então passei a infancia me impondo,chorava,gritava e gritavam comigo em resposta.Nunca cedi.Em comparação,minha irmã sempre foi a "boa filha"no sentido de ser extremamente submissa a todos na casa,inclusive a mim e meu irmão.Então queria q algum psicologo me respondesse.Submissão é traço de personalidade?Pq na mesma realidade minha irmã foi submissa e casta,enquanto eu não?Pq eu exigia uma posição na casa mesmo só tendo exemplos machistas e nenhum feminista até o fim da adolescência?Pq uma mulher na nossa sociedade simplesmente abaixa a cabeça?Será q não tenho "mente de mulher"?Pq realmente,não consigo entender essa logica de aguentar enquanto alguem o pisa simplesmente pq vc é mulher.Algum psicologo me explica!

Julia disse...

Eu entendo que esses posts são necessários e importantes mas um dos posts que mais gosto daqui foi de uma moça contando como reagiu a um assédio no ônibus. Vcs lembram desse post? Ela foi incrível e me ajudou a entender que eu também poderia reagir.

Anônimo disse...

@Roberta
O primeiro passo é sempre minar a auto-confiança da mulher, é deixá-lá fragilizada o suficiente para se deixar escravizar, não é algo difícil, infelizmente. Sao amarras sutis no começo, que vao enredando a mulher até ela estar completamente presa e se sentindo incapacitada.
Principalmente qnd a pessoa já vem de um histórico de abuso anterior, na casa do pai, sofrendo e vendo a mãe sofrer. É um ciclo vicioso.
Bem aventuradas aquelas que não se deixam abater tal mal.
A essas, peço empatia e compreensão. Acreditem, não é uma coisa assim do outro mundo, além de ser algo extremamente recorrente.

MonaLisa disse...

Conto nos dedos de uma mão o número de vizinhas minhas casadas que não apanharam ou apanham ainda dos maridos. E isso estou dizendo do quarteirão apenas e do lado da frente, o resto do bairro, que tem 3 ruas não deve ser diferente.

Bruna Souza disse...

A., tomara quevc consiga sair logo dessa, acrddito verdadeiramente que vc vai nos escrever de novo algum dia. Sei que vc é (muito, completamente) capaz de tomar as rédeas da sua vida.
Ainda nem sou maior de idade, mas ja observei a vida q minhas tias levam/lebavam... e desde sempre nunca entendi o pq elas aguentavam esses desaforos. Mas eu sei q a situação financeira e as vezes ate o amor por aquela pessoa, x(s) filhx(s)... o homen domina completamente a situaçao. Hoje, algumas delas conseguiram descobrir essa força que têm e espero q vc encontre a sua logo!
Toda a sorte do mundo pra vc!

Bruna Souza disse...

Roberta, eu acredito q nesses casos o lado ruim mesmo são os sentomentos dessas mulheres. Minha avo, por exemplo, n tinha problemas com dinheiro e assim q decidiu se libertar dos maus-tratos e agressoes, voltou atras por ver q ele foi para na serjeta, sem eira nem beira. E era o pai dos filhos dela, entao, sabe.. é complicado quando há mais alguem no meio (filhxs, na maioria dos casos), e essas mulheres ficam "perdisas" emocionalmente. A ideia toda de acabar com uma familia, por mais desgastada q ela esteja, desempodera a mulher.
"Como meu/minha filhx ira lidar com isso? Como ficara a cabeça dessa criança?" E por aí vai... porque a mulher não pode mais pensar so em si mesma. Ela tem q ter mais altruismo e compaixao do que deveria. Fora q o pai vai reinvodicar seu direito de ver x filhax né... uma gama de fatores.

MonaLisa disse...

Maria Valéria vc está bem por fora do que acontece em Araras.

A única cretina que atendia, não sei se atende ainda na DDM era uma mulher machista que dizia pra vc resolver seus problemas com seu marido. E no meu caso não era nem violência doméstica, pq ela nem deixou explicar
o que era.

E concordo com Anonimo acima, bota veneno de rato na comida desse traste e acaba com isso.

Letícia disse...

Olha, só dá pra dizer uma coisa em um caso desses: denuncie e se divorcie. Procure ajuda, um lugar pra ficar, aproveita que tá trabalhando e tome de volta as rédeas da sua vida.
Não é mais vc que tá em perigo e sim sua filha. O que não dá é pra se acomodar.

Anônimo disse...

É triste demais ver a história se repetir! Sempre que leio esses relatos, penso quanta sorte eu tive com meu marido. Mas muitas pessoas próximas, amigas e parentes, vivem esse ciclo de violência em diferentes níveis de gravidade.

Mas no meu caso a violência não veio por parte de um pai/irmão/marido opressor (pra mim, os três são anjos caídos do céu), mas veio por parte da mãe (também extremamente machista e autoritária).
A violência familiar é quase tão brutal e devastadora quanto uma guerra.

Parece fácil, né? Denuncia, vira as costas, não fala mais com fulanx. Mas não é! É algo que quebra o espírito, enfraquece, destrói.
Além disso, vivemos em uma sociedade que glorifica a família, o casamento e a maternidade, o que faz com que as vítimas acabem por aceitar aquilo pois a família é "a base de tudo" e você não pode "abandona-la" (mesmo que ela tenha abandonado você) e que se algum membro dessa "sagrada instituição" resolveu te atormentar você deve se calar e aceitar - afinal, você deve ter merecido!!! E por isso é quase impossível quebrar esse ciclo de violência.

Anônimo disse...

Meu bem, se você não consegue achar coragem para fazer isso por si mesma, ache para fazer isso por sua filha. Talvez ela vá "repetir o ciclo" também...

Anônima da saia disse...

Infelizmente Bruna Souza, acho que mais que amor e questões financeiras, os filhos, etc. Reside a questão da anulação, do maltrato psicológico. A autora desde criancinha foi educada a duvidar da sua própria força a se achar inferior por ser mulher (nao ter poder de decisão, as suas opiniões nao valerem nada...) entao quando ela começou a namorar o que é o seu marido hoje ela ja achava que era inferior. E o maltrato só vai aumentando ainda mais,

Eu digo tudo isso porque eu passei por uma situação similar a da autora. Similar porque os meus pais nao eram como a da autora, o meu pai nao era violento nem maltratava ou humilhava a minha mãe, mas sim que me educaram no sentido de "mulher feliz é mulher casada com filhos nao precisa trabalhar e se trabalhar so se for como um hobby" claro que o meu primeiro namorado foi um cara machista.

Eu consegui sair da situação porque nunca me casei com ele nem tive filhos. Sempre fui boa filha que jamais dos jamases queria dar desgosto pros meus pais entao a noticia de que nao queria mais namorar com o fulaninho foi uma punhalada pra eles. Ficaram me dizendo durante mais de 3 anos que eu tinha que ser mais tolerante, que nenhum homem ia querer mulher como eu, que pobrezinho me amava tanto como nenhum homem nunca me amou ou me amaria,,,,

Por sorte nessa epoca eu consegui uma transferencia da faculdade onde estudava pra outra cidade (eu ja estava pensando nisso fazia tempo) mudei celular tudo,
E
Cortei com ele pouco antes de ter tudo pronto pra ir embora porque antes ele ficaria me seguindo, telefonava toda hora. Foi um ano pra planejar tudo o que me custou muitas lagrimas medo e uma gastrite bem forte (nao conseguia me deitar, chorar ou comer )

Passaram-se muitos anos para que eu me recuperasse daquilo, mais por causa de como encararam essa situação os meus pais. Isso foi o que mais me doeu, nao tive apoio, das amigas tampouco que me diziam que mulher que se deixa maltratar por homem é vadia, mulher de malandro aquelas coisas. Fiz terapia com a psicóloga da universidade (onde estudei tinha) mas na verdade quem me ajudou mesmo foi uma amiga que tinha passado Pelo mesmo.

De tudo isso se passaram 12 anos. Hoje eu moro em casa própria (apartamento que é mais seguro), sozinha, tenho a minha própria empresa (porque eu nao quis depender de ninguém, se mulher independente é sozinha mas mulher dependente tem marido mas pode apanhar, prefiro mil vezes o primeiro) . Me transformei numa pessoa muito ambiciosa porque se tenho que fazer tal coisa entao tenho que ser a melhor na minha profissão (claro que faço o que gosto senão seria amargurada pois o trabalho se transformou no principal na minha vida, o único que ta ai me sustentando e me dando liberdade de verdade)

Depois daquele escroto tive outro namorado que começou a ficar escroto e eu percebi o rápido suficiente para poder dar um "caia fora" a gente depois fica vacinada e a gente percebe. E agora estou saindo com um rapaz totalmente diferente desses dois primeiros, que nao se sente ameaçado por eu ter estudos, trabalho, casa ele também tem tudo isso. E se acaso ele se mostrar um perfeito babaca (o que nao parece nem um pouco) como nao dependo dele em absoluto nunca vou ficar presa a ele.

Eu sei que a vida da autora é diferente a minha, ela tem filhos, mas como falaram por ai a tendência é so piorar ficando com esse cara.

Sara disse...

Pra quem insiste em dizer q é covardia da mulher continuar viver nessa situação, aqui se fala das estatísticas do q acontece as mulheres que resolvem enfrentar o machismo de seus "DONOS"

http://www.cartacapital.com.br/politica/cpmi-aprova-relatorio-final-com-projeto-que-tipifica-crime-de-feminicidio-7033.html

Elaine Pinto disse...

Fico admirada que as pessoas achem que é assim tão simples se livrar de um relacionamento como esse. Vocês acham mesmo que é simplesmente ir na delegacia e pronto, tudo acabou? Não, esses caras são persistentes, não aceitam a perda assim tão facilmente. Mas isso também não é motivo para deixar tudo como está, claro. É preciso de força e coragem para fazer o que é certo, denunciá-lo, se afastar, divorciar-se reconstruir a vida. MAS ISSO NÃO SERÁ FÁCIL. Não façam de conta que será.

Bruna Souza disse...

Anônima da saia, eu vejo muito disso na minha família, em especial, uma prima minha, que acabou casando com um crápula, que batia nela e nos filhos, a traía com todo mundo (e numa cidade pequena vc sabe como a notícia corre solta, né?). E eu não tô querendo construir aqui um conceito 'ainti-filhxs", mas infelizmente, em relacionamentos abusivos a última coisa de que vc precisaria são filhxs. A vdd é q as mulheres são ensinadas desde sempre q precisam casar (com homen, OLHE LÁ!), ter filhxs e ainda ficar em casa. Mas voltando, levantei a questão dos filhos, pq a minha prima perdeu uma filha qnd a menina era pequenininha ainda (td bem, nem sempre isso acontece, mas contribuiu pra uma autoestima zero e uma prisão psicológica passiva e uma pessoa "prontinha" pra ser controlada. Ela passou a beber, e a coisa ficou tão grave q ela morreu de falência múltipla de órgãos.
Agora, os outros dois filhos dela (um adolescente e uma menina) estão ao bel-prazer do pai, q continua agindo como se nada houvesse acontecido. Então, o que eu quero dizer com isso é que, olha a que ponto um paradigma imposto pra ela pode destruir todo um plano de vida. E o pior é q não é só pra quem é fracx psicologicamente q isso consegue ganhar força. Essa coisa te os pais e a família já escreverem um roteiro da sua vida toda até morrer é meio escroto e com ctz antiquado demais pra ser seguido hj em dia. Alguma coisa tem q ser feita. E se a sociedade nos faz vista grossa, nosso papel é lhes dar um óculos, agir de forma independente e reconhecer a força q temos, individual e coletivamente. Eu tenho ctz de q vou cruzar com algum canalha pela minha vida ainda, mas tenho q ser confiante e passar por tudo isso, como uma consequência do estímulo de força e atitude q vcs me dão nos dias de hj.

MCarolina disse...

Acho que todo mundo diz para você sair de casa agora por medo de uma agressão maior, pois você está em perigo mesmo. Mas você pode também ir procurando grupos de apoio e entidades assistenciais e traçar um plano de separação, prevendo ameaças e a possibilidade de ir morar em outra cidade. Seria realmente bom você ir na polícia fazer um b.o. quando houver agressão para usar como prova em caso de julgamento. Eu entendo o distanciamento e descrença que as pessoas tem na polícia e na Justiça, mas conheço uma pessoa que conseguiu afastar para sempre, judicialmente, o namorado dela e da filha dos dois por causa de agressão. Não perca a esperança, procure pessoas que a apoiem.

Maria Fernanda Lamim disse...

Concordo com o anon que falou sobre redes de solidariedade feminina: e disso que mulheres como a A. e muitas outras precisam. De resto, desejo forca para que ela consiga sair dessa. Vaiconseguir, ja deu passos importantes, entendeu que a culpa nao e dela e que pode mudar. Agora e so seguir em frente! :)

Anônimo disse...

gente eu achei MUITO BACANA essa ideia da rede de solidariedade. Vi ha um tempo um relato de uma moça que gostaria de fazer um parto em casa e publicou sua historia, pedindo dinheiro pois não teria condições para tanto. E ela conseguiu. Será que se os leitores da Lola se unissem não conseguiriam sei la, uma grana pra pagar pensões ou hotéis pra algumas mulheres enquanto elas passam pelo processo jurídico ou até se estibilizarem (longe de onde estão snedo agredidas claro).Mesmo que fossem uma ou duas, saber que ajudou alguem a mudar de vida seria muito gratificante. Eu contribuiria com certeza.

Anônimo disse...

@anon de 16:59
A idéia de uma rede é se envolver.
Ok. Sempre vai ter gente q ache q a única coisa q tem para ajudar o outro é dinheiro.
Mas mais importante q ter um lugar para ir é ser acolhida. Poder compartilhar a história de horror q passou e ouvir um pouco de como pode ser diferente, ter um exemplo e uma estrutura q possam servir para o encaminhamento da vida futura.
Está ligada a idéia de comunidade e pertencimento tb.

Achei muito legal essa idéia de rede. Plantou uma sementinha em mim.

E vms nos falando q uma hora a gente colhe!

Sofia disse...

Querida, vc repete a vida da sua mãe, e sua filha vendo você aguentar tudo isso, um dia vai repetir também. Aposto que não é o que você quer pra ela! Medo de ficar sozinha? Você tem é que ter medo desse babaca te machucar, te matar, ou fazê-lo com a tua filha quando ela virar uma adolescente "piranha" como seu pai te acusou. Nunca vivi essa situação em casa, nem com meus pais, nem com meu marido, mas acho que nada pode ser pior ou dar mais medo do que o que você já vive... Desejo que cries forças e saia dessa!

Sara disse...

Tb gostaria que existisse uma rede de solidariedade para mulheres, é uma ideia que podia ser encampada por ONGs ou algum órgão publico q tratasse de problemas relativos a mulher.

Anônimo disse...

Alguem morre por ficar sozinho? O q leva uma pessoa a preferir maus tratos a viver só?

Anônimo disse...

"Alguem morre por ficar sozinho? O q leva uma pessoa a preferir maus tratos a viver só?"

Baixa auto estima. Algo que é incutido em meninas desde a mais tenra idade.

Nat Muniz disse...

Olá A. Você mora em qual cidade?
Existe toda uma rede de proteção à mulher e é melhor recorrer à ela do que a delegacias. Mas infelizmente, sei que nem toda cidade conta com essa rede, e que MESMO com o apoio dessa rede, ainda sim o medo das ameaças, a dependência, os sentimentos dúbios, tudo isso, torna tudo INFINITAMENTE difícil.

Mas percebi muita força no seu relato.

Procure por algum Centro de Referência de mulheres na sua cidade. Digite no google: centro de referência de mulheres + nome da cidade, provavelmente irá aparecer.

Se não tiver um centro de referência, é interessante também buscar apoio em nos centros de serviço social como os CREAS que trabalham com situação de violência doméstica de diversos tipos.

Nat Muniz disse...

https://www.google.com.br/#sclient=psy-ab&q=centro+de+refer%C3%AAncia+mulheres&oq=centro+de+refer%C3%AAncia+mulheres&gs_l=hp.3...2506.3945.1.4603.3.3.0.0.0.0.309.797.2-2j1.3.0...0.0.0..1c.1.17.psy-ab.XEEpnv6apaE&pbx=1&bav=on.2,or.r_cp.r_qf.&bvm=bv.48705608,d.dmQ&fp=8d74b036cc2dedb3&biw=1280&bih=552

Luisa disse...

'Tb gostaria que existisse uma rede de solidariedade para mulheres, é uma ideia que podia ser encampada por ONGs ou algum órgão publico q tratasse de problemas relativos a mulher.'

Pode ser que aconteça. Ou pode começar aqui, agora, com uma rede de feministas que frequentam o bloguinho...

Joana disse...

A., não sei onde você mora mas se precisar de apoio e um lugar para você e sua filha em Goiânia, por favor entre em contato. Por mais que doa, que dê medo, saia deste relacionamento. Esse agressor está acabando com vocês e minando sua autoestima. Força.

Maria Valéria disse...

Monalisa,

Uma pena que uma profissional que deveria amparar e acolher mulheres vitimas de violência tenha essa postura.
Ha meios de se prestar queixa contra um mau atendimento desse tipo, porém, tem hora que melhor deixar pra lá e tentar resolver o problema por outros meios, o mais rápido possível....
Uma pena que esteja assim :(

Nat Muniz disse...

'Tb gostaria que existisse uma rede de solidariedade para mulheres, é uma ideia que podia ser encampada por ONGs ou algum órgão publico q tratasse de problemas relativos a mulher.'


GENTE, isso EXISTE. Acho que não é tão divulgado quando deveria e a rede tem MUITO A MELHORAR, mas existem ONGS e serviços públicos também. É notório que a questão da violência doméstica é uma questão social/de saúde pública MUITO SÉRIA.

Procurem saber nos CREAS (centro de referência especializados em assistência social) da sua cidade sobre essa rede de ongs/ serviços. Existem também alguns serviços vinculados a universidades públicas, como é o caso, no Rio de Janeiro, do CRMM, o Centro de Referência das Mulheres da Maré.

Lola, acho que seria VITAL um post falando sobre os recursos que as mulheres que sofrem abuso (de qualquer tipo) doméstico podem recorrer.

Sara disse...

Muito bom saber disso Nat Muniz, mas realmente é pouco divulgado, eu creio q muitas mulheres estariam dispostas a ajudar até financeiramente ou com seu tempo centros com esse tipo de foco.
Eu concordo plenamente com vc sobre esse post mostrando as mulheres alternativas, de a quem recorrer em situações de violência dos seus parceiros, pois as delegacias especializadas tem ajudado, mas como eu disse é preciso muito mais do que isso para proteger efetivamente a vida das mulheres.
Eu recebi e guardei um folheto que foi distribuído na marcha das vadias aqui em São Paulo, onde são alistados alguns endereços para a mulher nesse tipo de situação, e foi um desses q eu publiquei no meu comentário.

Anônimo disse...

Lola, sou assistente social e acho fundamental um post falando sobre aonde recorrer em casos de agressão. Além das delegacias, existem as defensorias, os MInistérios Públicos e inclusive as casas de acolhimento para mulheres em situação de violência.Lógico que não são em grande número e que é necessário evoluirmos muito até que o serviço dê conta da demanda mas são serviços importantes e que seria fantastico se pudesse fazer um post sobre eles. É possível conseguir uma medida protetiva + local seguro ANTES do agressor sequer saber que houve a denúncia. Mas é claro que para isso é necessário a pessoa estar informada e dê este "passo" em segurança...Lívia

Anônimo disse...

@Nat Muniz
@Lívia de 09:22

Será q não dá pra das elaborarem um guest-post juntas nesse sentido??

(ô a louca, nem sou a dona do blog e já tô metendo o bedelho)

Seria de grandessíssima utilidade pública!

lola aronovich disse...

ADORARIA se vcs pudessem escrever um guest post neste sentido. Por favor, escrevam sim! É só mandar pro meu email: lolaescreva@gmail.com

Cristiane disse...

Que loucura isso. Fico tão triste quando leio essas histórias...
Como isso pode acontecer em 2013, no país em que vivemos?
Quando, finalmente, vamos ter uma sociedade composta de iguais, onde as mulheres não precisem ter medo dos homens que deveriam amá-las?
Já seria triste o suficiente ter medo do próprio pai, mas ainda aguentar um negócio desses do marido!
Sai dessa, guria! Boa sorte pra ti.
E um abração pra Lola por nos fazer ver o que está acontecendo bem do nosso lado.

lica disse...

Nem sei se a A. vai ler, mas espero que sim.

É importante entender que detonar a sua auto-estima, é só parte da estratégia de te manter sob controle. Eu sei que é difícil não assimilar tanta crítica mas tenha certeza que você é uma mulher de infinitas qualidades. E que nenhum ser humano merece ser tratado como você é.

Em geral mulheres que se livraram de situações de agressão, buscaram ajuda não só da polícia, mas também de amigos e parentes. Por mais que seu marido tenha te isolado das pessoas, acredito que se você pedir ajuda de amigos que estão afastados, algum poderá te ajudar.

Acho que você deve fazer um BO da agressão, e nem voltar para casa. Vai pra outra cidade com a sua filha. Até que você tenha tempo pra recompor sua vida, sua auto-estima, sua segurança. E então você terá forças pra enfrentar seu marido, enfrentar um processo judicial contra ele e etc.

Se você não tiver um apoio, ou um lugar pra onde ir, pede pra Lola entrar em contato comigo ou te passar meu e-mail (acho que ela tem acesso a isso), acredito que posso te ajudar de forma prática(eu ou quem sabe também outras mulheres aqui do blog?).

abraços

Nat Muniz disse...

Eu estou me formando agora em psicologia, e como trabalho com cidadania e direitos humanos em um núcleo interdisciplinar (com as áreas da psicologia, direito e serviço social)de atendimento à comunidade tenho ALGUMAS informações sobre essa rede.

Além disso, como gosto de estudar sobre as questões de gênero/direitos humanos e sou feminista, não poderia deixar de me interessar por essas questões.

Não sou nenhuma especialista no assunto. MAS... na falta de alguém melhor, e considerando que eu acho importantíssimo que as mulheres tenham acesso à esse tipo de informação, eu poderia fazer um guest post sim.

Anônimo disse...

"Será que eu sou ruim mesmo e mereço isso? Será que eu sou uma merda, como ele tanto diz?"

Repita comigo:

NNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(eu saí de um casamento parecido com o seu. a vida só melhorou. Maria da Penha no seu marido que te faz ameaças!!! boa sorte!!!)

Anônimo disse...

Lola,

Para sua informação e de todas as leitoras:

OAB SP QUER RETOMAR CONVÊNIO JURÍDICO NAS DELEGACIAS DA MULHER

Em nota publicada na coluna de Sonia Racy, a Comissão da Mulher Advogada da OAB SP torna público seu empenho em concretizar o convênio de assistência judiciária, em parceria com o Tribunal de Justiça, para que as advogadas possam trabalhar nas Delegacias de Mulher e dar resposta jurídica às violências sofridas pelas mulheres e concretude à Lei Maria da Penha. Esta iniciativa vem ao encontro do acordo de cooperação técnica para enfrentamento da violência contra a mulher (dentro da campanha Compromisso e Atitude) firmada este ano entre a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, o Tribunal de Justiça, OAB SP, Governo do Estado, a Alesp, MP e Defensoria.

Para a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Gislaine Caresia, a violência contra a mulher é o principal desafio a ser enfrentado pela Comissão: “Na maioria das vezes, as denúncias de agressão morrem no Boletim de Ocorrência, sendo que a Organização Mundial de saúde já alertou que a agressão cometida contra a mulher é promovida principalmente pelo parceiro íntimo e 35% de todas as mulheres do mundo devem sofrer algum tipo de violência, dentro ou fora de casa”.

O presidente da OAB SP Marcos da Costa ressalta que a Lei Maria da Penha é um avanço, mas que o os dados sobre a violência contra a mulher ainda são alarmantes (4 mulheres são agredidas por hora, sendo que o Brasil ocupa a sétima posição em um ranking com 84 países em quantidade de mulheres vítimas de homicídio – foram 4.465 em 2012). “ O convênio nas delegacias para promover o atendimento jurídico às mulheres agredidas foi uma experiência de resultados, que deve ser retomada. Teve advogadas em sua linha de frente e foi fundamental para que os agressores não ficassem impunes, mas respondessem criminalmente, a despeito dos laços que os uniam às vítimas, enquanto maridos, companheiros e namorados”, disse Costa.

Vamos torcer para esse projeto ser retomado logo.

Um abraço,

Andrea

Sara disse...

Ótimas noticias Andrea.
Cada vez fico mais pasmada com as estatísticas q são feitas sobre violência contra a mulher, essa de 35% do numero de mulheres sofrerem violência é pra lá de alarmante, triste herança que esse malfadado patriarcado tem nos deixado...

Pérola Marina disse...

Querida A., a Lola ja disse bastante e concordo demais com o q ela te disse. Mas, acho q vc precisa pensar num outro ponto: a Lola mesmo esclareceu q vc ja repete padrões da sua mãe, entao, se vc não deseja q sua filha seja a próxima, escute a Lola e corra disso! Olhe... Qquer coisa, até dificuldade financeira, morar num lugar pior, tudo isso eh melhor do q deixar sua filha crescer num ambiente onde mulheres não tem dignidade pq corre o risco dela acreditar e achar q pra toda mulher, inclusive pra ela, não cabe a felicidade... Minha cara A., se vc não consegue fazer isso por vc, faça pela sua filha, faça por vcs duas!!! Por favor, A., não desista da felicidade.... Vc so precisa se permitir e se perdoar por ter sido tola.... Mas, foi ate hoje, A., não precisa ser tb amanhã e depois... Um grande abraço, minha querida, de quem reconhece sua dor, mas q tb percebe em vc uma força danada e q vai te ajudar a sair disso.

Obs: escrevendo, agora, so me veio a cabeça Maria Bethania cantando: "por isso uma foooooorçaaaa me leva a cantar... por isso essa foooooorça estranha".... Ouça isso!!!! ;)

Raio de Luz disse...

Ainda estou agoniada com esse post, vim dar uma olhadinha se havia atualização..como será que está a vida da A. agora?