segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

GUEST POST: ELE NUNCA ME BATEU

Candida Maria Ferreira da Silva é assistente social, teóloga, especialista em Infância e Violência Doméstica pela UFF, e palestrante (email: candida215@hotmail.com). Ela tem uma página no FB sobre o tema.
Diante da estatística de que 40% das mulheres que sofrem violência doméstica são evangélicas, não há como negar que temas como religião e gênero devem ser analisados em conjunto. No entanto, Candida explica: "Esse artigo nasceu inicialmente com objetivo de atingir mulheres evangélicas e /ou católicas, visto estarmos nos dedicando a estudar e trabalhar com a temática da violência doméstica nesse grupo especifico. Mas o texto pode lembrar sua amiga, sua parente, até você mesma, em relações heterossexuais ou homoafetivas. E, também homens podem passar por relacionamentos abusivos. Estima-se que 14% de homens passam por violência doméstica, da qual a principal é a violência psicológica.

Eis o post de Candida: 

Talvez você tenha ouvido essa frase de uma amiga, de uma parente, da mulher que congrega na sua igreja ou quem sabe você mesma tenha dito esta frase: “Ele nunca me bateu”. Mas, você já perdeu as contas das vezes que ele fez com que você se sentisse inútil e burra.
No início sempre é tudo tão lindo. Resposta às orações. O rapaz, o homem de Deus, dedicado na igreja, frequentador assíduo das atividades eclesiásticas, a família se alegra, a igreja e o pastor também. E você não se contém de felicidade com a sua “benção”. Por isso, quando ele briga com você por causa de suas amigas e amigos, você não se importa; afinal, são demonstrações de ciúmes, coisa que passa. Então ele reclama da sua roupa, do seu cabelo, do batom que você usa. Bobagem, zelo de um homem sério nas coisas de Deus. 
Se você é extrovertida com seu grupo na igreja, ele começa sutilmente a mudar isso em você, afinal você namora com ele, é um namoro sério, agora você ficou noiva. O compromisso é sério. Talvez ele não diga nada, mas a cara emburrada no final da programação e no caminho de casa faz com que você não queira de forma alguma “magoá-lo” e para a felicidade de vocês... você muda.
Então vocês casam. Tudo tão perfeito. Lua de mel, primeiros meses de casados. Se você trabalha fora, ele reclama do seu trabalho, quer a casa arrumada, mas ajuda pouco ou não ajuda em nada. Você engordou, ele faz questão de mostrar isso. Agora você não tem mais tempo para sua família, afinal você está casada, precisa dar conta da casa, dele e de suas “obrigações de esposa”, e é claro das obrigações eclesiásticas, principalmente o acompanhando.
Se você reclama, enfrenta, ele lembra o quanto te ama, que ele assumiu um compromisso com você, casou com você, afinal, você devia ser grata a ele -- de tantas moças na igreja, ele escolheu você! E que você nunca deve esquecer que o cabeça da família é ele. Isso é bíblico. Você lhe deve submissão.
Com o tempo ele se torna mais agressivo. Nunca te bateu. Mas já te espancou com palavras. Tudo em casa que dá errado é por sua culpa. Sumiu algo? Foi você. Algo está fora do lugar? Foi você.
Você levanta da cama e não recebe um bom dia. Recebe reclamações sobre a casa, a comida ou qualquer outra coisa. Quem vai imaginar que aquele homem agradável, de orações belíssimas, grande líder, pregador, cantor, um “varão de Deus”, é um tirano que lhe tortura dia e noite, há anos, psicologicamente, a tal ponto que você passou a acreditar que realmente é aquela mulher sem valor algum que ele tanto diz.
Você não tem coragem de pedir oração. O que vão pensar dele? Vai conversar com o pastor e ele diz: “irmã, tem que orar mais. É o temperamento do seu marido. Ser mais dócil, mais meiga”. Ou: “A irmã tem que rever seu comportamento, se ele reclama é porque tem algum fundamento”.
E você já fez todas as orações. Todos os jejuns. E dizem para você orar mais e suportar a “sua cruz”, “o sofrimento como Jesus”. Ser mansa e abnegada e o Senhor a recompensará.
Você já se tornou depressiva, já explodiu em doenças psicossomáticas. Tem ansiedade e pânico. A família que vê de longe acha que está tudo bem. Casamento perfeito. E todo mundo acha tudo tão perfeito, que você começa a achar que está maluca, que realmente você é o problema e continua a cair no seu poço de culpa e depressão.
Não, você não está louca! Você é vítima da mais covarde e silenciosa violência doméstica existente: a psicológica. Não deixa marcas no corpo. Deixa marcas na alma. Você deixou de ser você para ser uma marionete manipulada.
Então, você acorda. Quer sair daquilo. Ele ameaça seus filhos, vai sumir com eles e você nunca mais os verá. Ele não sabe viver sem você. Ele não tem para onde ir. Você é tudo na vida dele. Ele vai se matar. 
Ou: você é incapaz de viver sem ele. E você fica por causa dos filhos. E você fica por causa dele, coitado! E você fica por medo de ficar sozinha.
E no entanto, ele nunca te bateu.

47 comentários:

Anônimo disse...

(Viviane)
Bem, como a autora é também teóloga, certamente sabe mais do que eu, mas percebe-se a influência da cultura (no sentido mais amplo e englobando a religião) para que a mulher não saia do lugar de submissa. Muito do medo de mudar vem de saber que não terá apoio nem da própria família...

Anônimo disse...

14% dos homens sofrem violência????
fiquei curiosa com essa pesquisa, e também em saber como se manifesta "violência psicológica" contra homens. seria tipo querer conversar sobre a relação? exigir respeito? não aceitar coação sexual? como mulheres na nossa sociedade podem ser violentas psicologicamente com homens, se são criadas para serem vítimas perfeitas? fiquei pensando aqui, seria legal acrescentar essa pesquisa porque a princípio me parece bem questionável esse percentual, me parece inflacionado (14% é muito para uma sociedade patriarcal).

acho tão triste que mulheres sejam presas da religião dessa forma. a religião cristã é uma armadilha, é inerentemente anti-mulher, prepara mulheres para o abuso e as mantêm como vítimas conformadas e culpadas. cada uma sabe de si, mas acho praticamente impossível conciliar feminismo com práticas cristãs, com um deus patriarcal, com um texto sagrado extremamente misógino.

não vejo como ser feminista e participar de um culto que demoniza tudo que é feminino.

me parece um desrespeito com tudo que foi construído pelas que vieram antes de nós. a gente se acostuma a um mundo em que somente o que os homens falam vale. somente respeitamos a tradição masculina, as mulheres são relegadas ao esquecimento. então o que as mulheres fizeram, teorizaram, os sacrifícios que foram feitos, de repente não valem nada e feminismo é qualquer coisa que se queira.

Alan Silva disse...

Só digo umá coisa se vocês forem se relacionar com algum religioso (tanto faz a religião) sempre procure saber da vida dele, procure conhecer alguma ex dele para saber se ele é agressivo, e NUNCA NUNCA MESMO FIQUE COM ALGUÉM QUE LEVANTE A VOZ PARA VOCÊ, NÃO IMPORTA O QUANTO VOCÊ ESTEJA APAIXONADA LARGUE ELE IMEDIATAMENTE E NUNCA MAIS OLHE PARA ELE.
Você os seus sonhos a sua VIDA sempre vem primeiro e nunca esqueça disto.

Anônimo disse...

As religiões patriarcais e politeístas sempre foram inimigas das mulheres, e triste ver muitas se dedicarem a estes lixos.
A religião, masculinidade e heteronormatividade devem sempre ser os principais focos de luta de desconstrução do movimento feminista.

Anônimo disse...

@Anom das 17:35
A violência psicológica contra o homem acontece mais ou menos do mesmo jeito que a Cândida brilhantemente descreve a violência psicológica contra mulheres. Começa o isolando de seus amigos, depois o humilha com cada vez mais frequência e de formas cada vez piores.

Aparentemente, o patriarcado não consegue impedir o surgimento de mulheres com temperamento mais agressivo e de homens que sejam vulneráveis a esse tipo de violência.

titia disse...

Não foi com relacionamento amoroso mas eu conheci muito bem esse esquema de lavagem cerebral e manipulação com bases religiosas, e é um inferno. Junta o machismo "secular", como os religiosos chamam tudo que não é da igreja deles, com o machismo justificado pela religião e o resultado é catastrófico. A mulher não tem apoio de nenhuma lado e todos os amigos e parentes vão fazer coro com o marido canalha que a culpa de algum jeito é dela. Que bosta. Mulheres, prestem muita atenção na atitude do seu "prometido por Deus" (que é só uma versão gospel do príncipe encantado, ou seja, não existe) desde o primeiro encontro, não deixem passar absolutamente nada porque esse tipo de canalha sempre se revela logo no namoro mesmo. E ao primeiro sinal apliquem logo um pé na bunda do infeliz. Sério, gente, se vocês não acreditam em príncipe encantado, porque vão acreditar nessa de "varão de Deus reservado pra você"? Sério, se vocês lerem a Bíblia verão que esse tipo de coisa não existe. Os casais na Bíblia são como qualquer outro, é gente que se encontra, se desencontra, tenta, erra, se esforça, às vezes dá certo e às vezes não dá... é assim. Essa mágica de que o prometido por Deus vai aparecer de repente e vocês serão felizes pra sempre no reino mágico da fantasia gospel (hello, príncipe encantado feelings?) não vai acontecer, mana, o que vai acontecer é que um psicopata qualquer vai enrolar você e transformá-la em escrava e saco de pancada. A verdade dói eu sei, mas dói mais ainda ser a esposa abusada de um desses bostas. Fujam deles. Eu sei do que estou falando, e olha que eu nunca casei na vida. Fujam.

Anônimo disse...

Isso é muito triste, sei como é. Vou compartilhar

Fernanda disse...

Lola, vc continuou acompanhando a história do idelber Avelar? Segundo ele mesmo, as duas moças que divulgaram conversas falsas com ele estão sendo processadas por ele apos admitir a ma fe.
Lembro-me que havia ao menos cinco moças e desconfio que o autoritarismo tenha continuado no processo. Vc acompanhou isso? Escreveu algo?

Anônimo disse...

Casa comigo.

Carlos

Candida Silva disse...

Sobre violência contra homens pode visitar a pagina e encontrará os temas tratados sobre o assunto. Em nossa página procuramos abarcar relações hetero e homoafetivas. Realmente a maior incidência de violência contra homens foi a que outro pessoa comentou: psicológica.
Ela tem menor registro, mas, existe. Não difere da que a mulher é submetida. É um campo ainda a explorar em termos de pesquisa. Somos sim o grupo vulnerável à violência doméstica em todo mundo. Mas, ser as mais vulneráveis e as que levantaram a bandeira desta luta, não significa que não existam mulheres agressoras.

Anônimo disse...

19:49

não duvido que homens sejam dominados por mulheres. mas isso seria exceção da exceção, 14% é muito, não faz o menor sentido.

por isso me parece que abuso psicológico pra homem é quando uma mulher exige ser tratada como gente.

se bem que, se for pensar, 14% de mulheres que exijam isso também é muito, não acredito que chegue a tanto (a própria Lola em um post antigo disse para uma moça que ela não foi estuprada mesmo estando bêbada e não tendo dito sim; disse que tinha sido "somente sexo ruim" que se faz por insistência do parceiro mesmo estando com preguiça- desculpe Lola, eu só lembro porque me chocou essa tua fala, sou leitora antiga).

por isso acho que: 1) não existe pesquisa que aponte isso; 2) existe e houve manipulação dos dados. fiquei curiosa pra saber a fonte e averiguar.

Candida Silva disse...

Na página abordamos o tema religião e violência, principalmente religiosa. Há um breve texto meu introduzindo o assunto. E três videos de três líderes religiosos diferentes que abordam o tema, dois de forma mais tradicionalista e outro numa visão bem progressista nas relações de genero. Após fazer a página e ler o livro de Valeria Vilhena "Uma Igreja sem Voz", uma das pioneiras a tratar do assunto, estou com um grupo de amigas, profissionais de várias areas, oriundas do catolicismo e do protestantismo começando a trabalhar diretamente o tema, estamos numa fase ainda de discussão da temática e esse texto nasceu de nossas experiências pessoais e também de fatos ocorridos de nosso conhecimento. É uma grande empreitada. Mas, estamos animadas em debater a questão junto ao publico religioso cristão.

lola aronovich disse...

Fernanda, não estou acompanhando. Sei que ele está processando duas moças. Eu só conheço uma delas, e ela praticamente saiu da internet, não quer falar. Torço para que ele perca a ação. Minha solidariedade é com elas.

lola aronovich disse...

Candida querida, muito obrigada pela sua contribuição! Um excelente guest post.

Anônimo disse...

Eu sou homrm e fui vítima de violência psicologica e também física por parte da minha ex-mulher, doentiamente ciumenta, agressiva, psicótica. Aos olhos da sociedade ela era perfeita, mas na intimidade era uma louca violenta. Imaginava coisas ao ponto de eu andar na rua olhando o chão pois se olhasse para frente era porque eu "estava olhando a bunda da mulher que andava na frente"... simplesmente doente. Depois em casa eu levava murros e tapas, e ainda tinha que aguentar coisa como: "revida pra vc ver, pq eu sou mulher e se vc encostar um dedo em mim eu te coloco na cadeia"... Graças a Deus me livrei dessa louca, fugindo para outra cidade do dia para a noite. Acreditem, a violência, humilhação e tortura partem tanto do homem para a mulher, quanto de algumas mulheres para o homem. Devemos sempre analisar bem antes de qualquer coisa mais séria e dar Adeus ao primeiro sintoma de violência por parte de um dos dois.

Anônimo disse...

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/justica-decreta-prisao-de-mulher-que-atropelou-e-matou-namorado-no-abc-video-mostra-briga.ghtml

Anônimo disse...

olha só o anom das 00:07, por exemplo.

é o típico caso de inversão. chama a mulher de louca na intimidade e "perfeita aos olhos da sociedade"

hahaha onde que já se viu "mulher perfeita aos olhos da sociedade"? se vai mentir faça direito pelo menos.

e outra, qualquer louça que o cara lave a mulher já é considerada exploradora, qualquer reclamação do macho é tida como verdade absoluta.

e ainda vai chover mulher pra carregar no colo um cretino abusador como esse, porque, coitadinho, era vítima da louca.

Cândida, obrigada por responder, mas gostaria de saber se tem pesquisa sobre esse percentual, se tem um link de artigo científico ou algo assim.

A mãe dos gato tudo disse...

Eu passei por experiência semelhante. Filho de pastor e tals, um partidão.

É bem isso mesmo, as pessoas endeusam o cara. Lembro que quando a máscara dele começou a cair comigo e as pessoas viam a gente discutindo, achavam que eu era o problema.
Encanava com minhas roupas, tentava falar alto comigo e me diminuir. Digo tentava porque jamais conseguiu, quando vi o traste que era caí fora sem pestanejar.

Porque né galera? Como eu já falei em outros posts, o período do namoro serve para OBSERVAR o comportamento da pessoa. Não ficar encantada com coisas como a profissão do cara, quanto ganha, cargo em igreja, porque é ingenuidade julgar uma pessoa por isso. Sociopatas/psicopatas costumam se esconder atrás disso tudo, por sinal.

E lá vem esse povo cagar regra na vida dos outros "aiiin porque feminista não pode ser cristã, bla bla bla"... na boa, que preguiiiiça. Feministas, sejam o que te faz felizes. Religião é só mais um instrumento pelo qual o machismo se perpetua, assim como no mundo corporativo, acadêmico, artístico, etc. Religião, assim como tudo que eu citei, é um meio, machismo que é o fim (em todos os sentidos).

Anônimo disse...

Nós, conservadores, avisamos.

Mulher que se preze não tem que ficar mostrando o corpo por aí. Apoiado.

"Projeto prevê multa de até R$ 200 mil para publicidade que 'objetifica' mulher"

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,projeto-preve-multa-de-ate-r-200-mil-para-publicidade-que-objetifica-mulher,70001669689

Anônimo disse...

Já passei por isso, tenho uma amiga que passa por isso hj, mas nos nossos casos não tem haver com religião, tem com medo de não encontrar outra pessoa, ou com o "amar demais". Vcs já devem ter ouvido falar do MADA ( Mulheres Que Amam Demais Anônimas), era uma mistura disso + um homem machista e opressor = um relacionamento abusivo.
Quando alguém tentava abrir meus olhos eu vinha com essa " Mas ele nunca me bateu..." Mas sofria todos os outros abusos, os psicológicos, só saí quando cheguei ao fundo do poço, que foi uma surra, física, sem motivo aparente, depois disso, saí de casa, e houveram várias ameaças, nunca fiz a denúncia, mais por vergonha (até hj minha família não sabe o que aconteceu), fora aquele amor doentio que eu sentia, talvez ainda sinta, mesmo depois de tantos anos... A vida dele segue, a minha não, hj eu sofro de depressão e outras doenças relacionas ao trauma, mesmo fazendo o tratamento, estou aqui, em casa de cama e a vida dele segue...
Minha amiga, essa tem uma história um tantinho diferente, em um relacionamento de muito mais anos, mas um relacionamento que há muito tempo acabou da parte dele, ela por amar demais, não consegue ver o fim, fora os abusos psicológicos, as traições e outras coisas... É difícil, é doloroso, mas não é impossível se afastar de pessoas que nos fazem mal.
E a solução é educar, educar, irmãos, filhos, sobrinhos, amigos, ensinar que amor não tem nada haver com repressão, intimidação ou qualquer coisa que faça o outro sofrer, com a desculpa de que é amor. CCS85

Anônimo disse...

Olha, você foi um fracote e deveria ter se divorciado desde a primeira agressão. Não existe nenhuma cultura que prenda o homem a mulher, então larga de ser vagabundo.

Anônimo disse...

Se for para proibir publicidade que objetifica a mulher, eu aprovo.

Fabianaaaa disse...

Violência psicológica contra homens existe sim. E embora alguns acreditem que o diferencial seja o apoio que o homem recebe da sociedade, muitas vezes não é. Ou gera um ciclo vicioso doentio, com ataque e contra-ataque de ambas as partes, ou o homem é visto como frouxo por todos. O fato é, a sociedade detesta vítimas, tanto faz o gênero da pessoa. Nada a ver isso da mulher ser criada para ser "a vítima perfeita"; existem casos e casos. Não existe isso de só por ser mulher que a pessoa se torna automaticamente uma vítima, essa é uma perspectiva bem auto-limitante, no meu ver nem um pouco feminista. E não existe isso de que um homem apenas por ser homem, nunca se humilhado e inútil em casa por meio de palavras. Já vi o contrário muitas vezes, algumas delas acontecem numa tentativa de contra-ataque da mulher que sofreu algum tipo de ataque do alvo, isso é verdade. Mas somos, antes de tudo, seres humanos. Lembro de um episódio num programa dos EUA tipo Casos de Família em que um homem relatou um caso de agressão da parte da mulher, não lembro o que foi exatamente, lembro que todo mundo começou a gargalhar, e o apresentador teve que pedir silêncio e perguntar por que todos estavam rindo, porque se fosse o contrário, ninguém riria.
Enfim, se quiserem continuar vendo no preto e branco, que seja. Minha soliedariedade a todos que passam ou passaram por agressão doméstica.

Anônimo disse...

Normalmente as mulheres muito religiosas são as principais anti-feministas, que acham violência domestica algo inventado e que devem se submeter ao marido. Mesmo sendo feminista, eu estaria errada em não me preocupar com pessoas que agem dessa maneira? Se elas aceitam tudo por livre e espontânea vontade, então que se ferrem também. Que cumpram com as suas responsabilidades e aceitem as consequências. O que não pode é deixar uma mulher que não é a favor do machismo sofrer por causa dele.

Anônimo disse...

Devemos nos importar com religiosas que aceitam a ideais misóginos e desdenham feministas? Já existe delegacia da mulher, elas que levantem a bunda e vão salvar a própria pele, se as mesmas falam que não precisam de feminismo nenhum.

Anônimo disse...

Eu não tenho pena de mulher religiosa que cagou regras machistas a vida inteira e depois chora por levar um murro na cara. Apenas as religiosas que utilizam de sua fé sem deixar que partes misóginas afetem suas vidas que teriam meu total apoio. Mas não aceito hipocrisia, se alguma mulher defende o machismo, que aceite as consequências na pele sem choro.

Anônimo disse...

Longe de mim querer ditar o que os moderadores fazem, mas comentários tipo do anon das 13:12 é um troll óbvio e só atrapalha a caixa de comentários, e não deveria ser publicado.

donadio disse...

13:25, 13:28, 13:32: e vocês acreditam realmente que a violência cometida contra mulheres que a aceitam passivamente não será utilizada para validar a violência cometida contra toda e qualquer mulher?

Anônimo disse...

Lola, querida, desculpe - me por falar de um assunto fora do tópico , mas queria um post com a sua opinião sobre o incidente da moça Branca usando turbante ! Já li alguns textos de ativistas de movimento negro e feministas, e gostaria muito de ler a sua .

Beijo, saudade.

Maria Valéria. :)

Anônimo disse...

Não acho que devemos aceitar a violência misógina contra qualquer mulher, por pior que essa mulher seja. Elas também são vítimas. Quem já passou por abuso emocional (que depois leva a outros abusos) sabe o quanto doentia são essas relações e que é praticamente impossível sair delas.

E no caso específicos de pessoas fervorosamente religiosas a situação é ainda mais complexa. Pensem bem, o que se prega dentro do cristianismo (e das outras grandes religiões monoteísta - spoiler alert - elas não são/nunca foram e nem nunca serão sobre paz e boa vontade entre os homens)?
O homem - o ser imaculado, sem falhas, completo, superior, o cabeça, o pastor que toma conta do rebanho de deus. Aquele que foi criado pelo sopro divino.
A mulher - o pedaço do homem. Imunda, impura, incompleta, traiçoeira. Aquela que levou o pobre Adão à perdição e condenou a humanidade ao pecado.

Se o homem, aquele que vai a igreja e ora, agride uma mulher, ele esta trazendo a ovelha desgarrada de volta para o rebanho por todos os meios necessário. Ele nada mais está fazendo do que o trabalho de deus.
A mulher - o ser sujo, o corpo sem cabeça, não deu outra escolha ao imaculado homem. Ela se deixou levar pelo mau caminho e deve aceitar a punição divina. Calada. O cordeiro a ser sacrificado pelo bem maior.

Porém, ao contrário de muitas feministas, eu também não consigo ficar inerte perante ao estrago que essas mulheres provocam - mesmo reconhecendo nelas uma vítima. Eu sofri por ANOS nas mãos de uma vítima machismo. Aliás a misoginia não seria tão difícil de acabar se não encontrasse tantos algozes entre suas vítimas.
E também não acredito que devemos sentar e esperar que os homens, as religiões, o governo whatever mudem. Dar uma bronca num agressor serial de mulheres e manda-lo pra cama sem pudim não vai resolver o problema. Se nós mulheres quisermos que as coisas mudem, temos que começar por nós mesmas.

Jane Doe

Anônimo disse...

Manas.Religião nenhuma é a favor do feminino.Nas escrituras é só submissão.Elas só servem pra fazer faxina,preparar altar,fazer trabalhos mais domésticos do que qualquer coisa.Triste,mas meu amigo me mandou a real "O mundo "tolera" mulher porquê vocês tem B".

natalia disse...

Bom gente,
quando eu tinha 24 anos conheci alguém pernicioso. Muito legal no início do relacionamento, mas que depois se mostrou um misógino. Mesmo assim, eu tentei levar adiante o relacionamento com esse ser. Ele também nunca me bateu, mas vivia num submundo de mulheres carentes, tanto financeiramente quanto emocionalmente, que estavam dispostas a qualquer coisa para ficar com ele. Eu, nunca estive disposta. Pensei o seguinte, sou sim uma mulher carente, mas quero alguém que amenize essa carência e não que me deixe insegura o tempo todo. Por isso dei um basta na situação. Durante seis meses comia apenas para sobreviver, pois a fome era nenhuma. Meu corpo ficou feio, mas eu pensava, isso vai passar e passou. Por isso mulherada, vamos ter amor próprio. Vamos reconhecer as situações de abuso que sofremos. Estar com alguém que a gente goste é muito bom, mas é importante que esse alguém também goste da gente e nos respeite. Principalmente nos respeite. Caso contrário, preencha sua carência com outras atividades e outros seres. Não perca sua auto estima em nome do preenchimento de uma carência, em nome de mostrar para os outros que você está com alguém. Eu, mesmo jovem, visualizei a situação e não quis isso para mim.
Força amigas e amigos...







Anônimo disse...

Violência psicológica contra homens existe sim e não se trata de mulher cobrando respeito não, é violência psicológica mesmo, real. É muita ignorância vinda de algumas feministas tratar isso de forma irônica e debochada desse jeito. Por isso que a psicologia se mantém longe não apenas de ideologias da direita, mas longe também dessas militâncias ditas da ''esquerda'' que infelizmente tem gente ignorante, sem escrúpulos, de má fé e mau caráter.

Mas é claro que vítimas de violência tanto física quanto psicológica em sua maioria são mulheres, incluindo quando são vítimas de outras mulheres que praticam esta violência psicológica também, neste caso é algo que é negado por muitas feministas que acham que mulher que comete violência psicológica inclusive contra outras mulheres deve ser considerada ''vítima do machismo'', enquanto a vítima mesmo quando é uma mulher, é muitas vezes até criticada pelas feministas. Até mesmo psicopatia em mulher é ignorada ou negada por várias feministas, mais um motivo para a psiquiatria e psicologia ser livre de qualquer militância e felizmente vai continuar assim, para descontentamento tanto dos machistas quanto para alguns tipos de feministas.

Agora é muito comum mulheres evangélicas/católicas sofrerem qualquer tipo de violência e compartilharem posts machistas em redes sociais.

Anônimo disse...

Deveríamos nos preocupar com as filhas dessas mulheres, que vão sofrer pra caralho com as mães misoginas religiosas e suicidas.

Anônimo disse...

Se a violência doméstica contra as mulheres continua sendo banalizada, porque eu teria que me preocupar justo com os homens? Porque em um blog feminista estamos nos preocupando com eles? Os blogs masculinos também se preocupam com as mulheres pr acaso? Ou apenas querem a buceta delas e que se explodam depois?

Anônimo disse...

Desejo a todas as mulheres misognias religiosas encontrarem o "marido" dos seus sonhos. Assim, esses animais não vão pertubar o restante das mulheres normais e feministas, e as esposas vão aprender a submissão religiosa, que acham tão bonito, na prática.

Anônimo disse...

"violência contra homens existe"

claro que deve existir, agora dizer que atinge 14% dos caras é demais. desonesto soltar essa afirmação, parece que há um nível de igualdade entre as agressões - e não há, senão não teria nem base teórica para que o feminismo existisse.

mulheres que defendem o machismo estão demonstrando instinto de sobrevivência, mesmo que inconscientemente. embora: antes ela do que eu não seja exatamente bonito, não dá pra culpar pessoas que são acuadas, que são vitimizadas a vida toda.

e todas reproduzimos machismo.

claro que dá raiva de mulheres machistas, mas não podemos perder o foco - ela também é vítima, e em algum momento também estivemos naquele lugar que ela está agora (nem que seja em pensamento, já julgamos mulher e idolatramos homens sim, para isso é que fomos treinadas).

homens tem atitudes machistas porque elas o beneficiam diretamente. eles sabe o que sofremos e não se importam. não tem nem termo de comparação com as mulheres, que reproduzem machismo por estarem alienadas da própria condição.

e falar que concordar com os preceitos de uma religião patriarcal e misógina não é coerente com se declarar feminista é só uma constatação óbvia.

não tem nada de cagar regra não, cada uma faz o que achar melhor, inclusive tem gente que não tem vergonha nenhuma de se dizer feminista pra aliciar menores para prostituição por aí.

acho que mulheres com capital e intelectual deveriam evitar jogar as outras aos leões enquanto servem interesses masculinos, mas vergonha na cara é sempre opcional

Anônimo disse...

12:12

"psicopatia das mulheres é ignorada por várias feministas"

sabe que é muito difícil diagnosticar mulheres autistas e psicopatas porque a educação feminina é tão castradora, tão alienante das nossas vontades e do nosso corpo, que o treino social para ser agradável, gentil, inibe os sintomas.

e o foco do feminismo não é acusar e massacrar mulheres, nem mesmo as que reproduzem o machismo. que bom que feministas não ficam apontando essas mulheres, porque o resto do mundo já está fazendo isso.

se mulheres se incomodam mais com mulheres compartilhando textos machistas do que os homens que estupram essas mesmas mulheres, isso é um sintoma de alienação e misoginia internalizada.

precisamos treinar empatia entre nós, precisamos parar de colocar homens como prioridade nas nossas próprias vidas. não é fácil, mas é preciso. treino diário. mas vale a pena.

Anônimo disse...

Acredito que é relevante questionarmos o que é considerado violência psicológica para os homens e para as mulheres. Como já falaram anteriormente, para um homem certas atitudes que ele toma em relação a uma mulher não são lidos e percebidos até pela própria vítima como violência psicológica, eles não teriam a mesma leitura caso a relação opressor-oprimido fosse alterada. Uma prova disso é a percepção de que mulheres são mais ciumentas tomando as mesmas atitudes que homens. Ou melhor, ainda hoje os uxoricidas são em sua maioria homens que dizem estar motivados pelos ciúmes.
Logo, é importante verificar qual a metodologia utilizada para se ter uma capacidade de análise mais fidedigna aos fatos. Digo isso porque os desonestos mascus utilizam-se de dados obsoletos e descontextualizados sobre violência para jogar no mesmo balaio que violência doméstica e assim "refutar" que o feminismo diz que só as mulheres são vítimas de violência.
Mas conseguir fazer essa análise é realmente complicado quando não há dados minimamente organizados. Tudo isso revela que esse tipo de violência não é pauta prioritária para homens como é para as mulheres, exceto para trolls chorões. Se eles mesmos não estão ligando, não cabe à nós pegar pela mãozinha

Anônimo disse...

Gostaria que você mandasse esse mesmo texto para uma mulher machista e contasse para o blog o que ela respondeu.

Anônimo disse...

Acho engraçado como todos chamam as antifeministas de alienadas e as feministas de inteligentes. Até alguns misóginos já disseram que mulheres feministas são mais espertas e que esse seria o "problema". Ninguém leva as mulheres machistas a sério. A propósito, para mim elas são umas tapadas mesmo, e por isso são merecedoras de pena. Aliás, se tiver alguma anti-feminista presente aqui, poderia me responder a razão de você ser tão patética?

Anônimo disse...

Embora meu marido não seja religioso, passo pela mesma situação. Nos conhecemos quando eu era adolescente ,tímida, feia e vítima de bullying a vida inteira.Enquanto as minhas amigas já haviam tido vários namorados eu nunca tinha tido nenhum. Era triste e extremamente carente.Aí ele entrou na minha vida como um verdadeiro príncipe encantado.Era bonito,experiené, embora jovem e tina a situação financeira melhor que a minha e mesmo assim vou em mim o encanto que quase ninguém viu.Parecia o homem mais apaixonado do mundo,me tratavá como uma princesa mesmo. Insistiu tanto que me apaixonei,nos casamos e de príncipe ele se tornou um monstro.Me traiu inúmeras vezes,na nossa casa,em nossa cama enquanto eu estava no hospital, de resguardo com nossa filha recém nascida;enquanto eu estava no trabalho. Nunca me bateu,mas ainda assim me faz de saco de pancadas.Me culpa por tudo, me humilha, me maltrata,só me olha de cara feia.Tenão vergonha dos vizinhos, pois sempre ouvem ele gritando comigo. Já fiz as malas inúmeras vezes,mas tive medo de ir embora e me arrepender.Mas estou tentando fortalecer a minha auto estima para sair disso.Estou concluindo a minha graduação,passei em dois concursos públicos e aguardo convocação .Espero me fortalecer e dar a volta por cima,dar um bom exemplo para a minha filha.

Anônimo disse...

Força, anônima das 20h19.Você já está se fortalecendo, estudando e passando em concursos.Isso já aumenta a auto estima pra caramba. Parabéns.Você vai ser muito feliz com sua filhota. Boa sorte! E saiba que igual esse seu marido tem aos montes.Casamento é a ruína pra mulher,físico,emocional e intelectualmente.

Anônimo disse...

Pessoas agressivas como você só afastam a gente do feminismo. Eu já me declarei feminista mas hoje quero distância desse rótulo, e não é a tôa.
Na minha família eu tive uma tia religiosa e machista pra caralho! Ela apanhou horrores na infancia, foi abusada pelo próprio pai, e apanhou de pelo menos 3 namorados na vida. O pior deles era um verdadeiro psicopata. Tenha mais empatia minha filha, mts dessas mulheres estão num ciclo de violência tão longo que não conseguem sair dele, e o machismo é a regra pra elas, foi assim que cresceram. O ciclo de violência é escroto, tudo o que ela apanhou, ela descontou nos meus primos, e parece que ela só se interessa por homem lixo. Cada história dessas mulheres é muito delicada, antiga e dificil de entender.

Anônimo disse...

Há uns 3 anos atrás eu nem pensava sobre FEMINISMO.Era uma alienada,dependendo de atenção de macho,usando só salto alto pra seduzir,shortinhos pra segurar e empinar o bumbum por baixo de saias e vestidos.Sentava em um bar ou qualquer outro lugar e ficava buscando por olhares em minha direção.Anooooooooos sem namorar,só conhecia bosta que queria só me comer por uma noite.Ligava pras amigas perguntando a opinião delas se eu ligava ou não pro bosta,ansiosa porquê o telefone nunca tocava.Era machista também,ainda bem que ateia.Eu não era adolescente não,eu já tinha 36 anos.Hoje aos 39 sou ostraaaaa mulher,suuuuuper empoderada,busquei conhecimento e o FEMINISMO me salvou,me libertou.Namoro um cara super bacana.Quem quer vai atrás,vai a luta,pede ajuda,se vira,mesmo nos ciclos de violência.Tem sempre alguém querendo ajudar,esclarecer.Amiga,vizinha,enfermeira do posto de saúde,a mãe,a irmã e as vezes até algum homem da família.QUEM QUER BUSCA AJUDA!

Anônimo disse...

Ahhh Lola....

Eu odeio / adoro quando eu me reconheço com guest post....

Odeio pq eu (e nem mais ninguém, ne?) não deveria permitir um relacionamento chegar neste ponto. Estar tudo ruim e permanecer pq, afinal, ele não me bate é estar sob tortura.

No meu primeiro relacionamento sério, meu ex me trocou pela minha melhor amiga. Foi foda. Morávamos juntos e sai de casa só com um mala de roupas...

Depois me envolvi com o louco (apelido dado carinhosamente pelos meus amigos). De início foi tudo legal, até que eu descobri que ele era casado e quis terminar. Ele surtou. Me perseguia. Não podia sair de casa / faculdade que ele estava na porta. Ele aparecia na minha republica de madrugada (o que obviamente gerava atrito com as demais moradoras que queriam dormir em paz). Uma vez ele pulou o portão e me manteve trancada dentro de casa. Foi o pior dia da minha vida. Ameaças, agressões, drama, sexo sem consentimento (o que hoje eu chamo estupro, mas na época eu não via assim). Quase perdi o ano da faculdade. Mudei de cidade e fiquei me livrei dele definitivamente.

Fugia de relacionamentos. Tinha medo. Medo de gente. Não confiava em ninguém. Conhecia um cara legal. Fui deixando me envolver e começamos a namorar. Logo de início, descobri um cancer de mama (sim, um CA de mama com 27 anos. Fica a dica: auto exame sempre). Ele me apoiou nesta fase difícil.

Depois que tudo isso passou, nosso relacionamento começou a mudar. Acho que, inconscientemente, ele se incomodava com meu sucesso. Antes eu era uma pobre coitada doente. De repente, eu era alguém com graduação, um emprego legal, ganhava mais que ele, viajava para exterior a serviço. E ele era um técnico. Ele sempre fazia questão de dizer a todos o quanto eu era burra e imprestável. Acho que era para me diminuir e eu ficar no mesmo patamar que ele achava que estava. Obviamente, minha fámilia e amigas não gostavam deles mas, ele estava junto de mim quando estava doente...

Cada vez que acontecia algo legal na minha vida, o inferno piorava.

Não sei como isso aconteceu. Mas chegou uma hora que não tinha mais carinho. Era só ele reclamando da vida e de mim. Pq eu não fazia nada certo (certo = o que ele achava que era certo, ne?). Controlava minhas saídas, minha roupa, minha alegria.

Um dia, conversando um uma amiga, falei: mas ele não me trai ou me agride / ameaça. Obviamente a ficha caiu: isso é pré requisito!!! tem que ter!! Não é "vantagem"

E ao me reconhecer em tantos guests posts (agora vem a parte do pq adoro) soube reconhecer que o relacionamento que estava era abusivo. Aliás, soube até dar nome para algumas atitudes babacas dele.

Terminei. E quando fiz isso fiquei feliz. O que só me da certeza que fiz o certo!!!

Hoje é difícil me relacionar com alguém. É difícil achar alguém bacana, que não julgue suas loucuras e que te apoie. Que não queira uma escrava doméstica ou um buraco para transar.

Assim, Lola, só posso agradecer pelos seu bloguinho!! Ele me ajuda a me reconhecer e fugir de relacionamentos furados. Com certeza, deixa minha vida bem melhor

Obrigada! De coração!

Beijos

Anônimo disse...

Obrigada.