quinta-feira, 6 de abril de 2017

NÃO QUERO SER E NEM ME PAREÇO COM UM HOMEM

Alguém, juro que não me lembro quem foi, me enviou um texto muito interessante faz um tempinho.
Ele foi publicado numa página que fala de "destransicionamentos", ou seja, de pessoas que fizeram a transição para serem pessoas trans, mas voltaram atrás. Sinceramente, não acho transfóbica uma página com essa proposta. Ela não se posiciona contra pessoas trans, apenas dialoga com quem "destransiciona" -- e essas pessoas existem (mas não conheço bem a página, porque não estou no Facebook). 
Marchinha de carnaval corrigida
Há muitas mulheres lésbicas que, apesar de fazerem a linha "butch" (masculina?), não têm interesse em se tornarem homens trans. São mulheres cis, gostam de ser mulheres cis, e gostam de mulheres. 
Eu, apesar de ser hétero e mulher cis, que nunca foi confundida com um homem (os peitões não deixam), 
me identifiquei com o texto, porque também me recuso a fazer a performance da feminilidade em alguns casos, como usar maquiagem e salto alto, ou mesmo ter filhos. E sou bastante criticada por isso. 
As fotos que escolhi para ilustrar o post são de um projeto lindo de Meg Allen chamado "butch". Não são homens trans, mas mulheres cis -- e lésbicas.

Por que você quer se parecer com um homem?
Minhas roupas são compradas na seção masculina. Os pelos nas minhas pernas são mais compridos que a maioria dos cabelos na minha cabeça. Eu nunca uso maquiagem, não importa se estou saindo para comprar pão de manhã ou se estou indo a uma festa. As pessoas na rua muitas vezes me chamam de “senhor”. Outras partem para o insulto, às vezes me chamando de “sapatão”, outras vezes me chamando de “viado”, em ambos os casos demonstrando sua desaprovação da minha aparência física. Vejo crianças pequenas perguntando às suas mães, aos sussurros, se eu sou um menino ou uma menina. E me perguntam o tempo todo “por que eu quero me parecer com um homem?”.
A resposta é simples. Eu não quero.
E eu não me pareço com um homem.
Eu me pareço com uma mulher que se recusa a fazer a performance da feminilidade.
Minhas pernas peludas não me fazem parecer masculina, elas são MINHAS pernas, e é o MEU pelo, e eu sou uma mulher. Minhas roupas “de menino” vestem o meu corpo, o corpo de uma mulher. 
Meu rosto nu, sem pintura, é o rosto de uma mulher. Eu sou uma mulher, e isto não é definido por um corte de cabelo ou uma escolha de vestimenta, ou por batom e sapatos de salto, ou por cuecas e desodorante masculino aplicado em axilas cabeludas. Não têm nada “másculo” em mim.
Eu sou uma mulher, e isso não é uma escolha, mas um fato. Porque “mulher” é uma realidade imposta a mim, do dia em que eu nasci e recebi um nome de mulher, ao dia em que eu tinha seis anos de idade e me disseram, em um dia escaldante de verão, que eu não podia tirar a camisa porque no futuro eu teria seios, até a noite passada, em que eu voltei para casa a pé, num estado de hiper-atenção, com as chaves de casa apertadas firmemente entre os dedos, seguindo cada movimento de cada homem que andava na rua escura.
Eu sou mulher porque, desde antes do meu nascimento, quando uma imagem de ultrassom informou aos meus pais que eu nasceria com uma vulva, eu fui educada para ser um membro da classe mulher, a classe reprodutora, a classe do sexo, a classe subalterna. Eu fui ensinada a sempre acomodar os outros e a falar de maneira mansa, a não chamar atenção para mim mesma e a poupar os egos e os sentimentos dos homens. 
Me ensinaram que o menino que puxou o meu cabelo e atirou seu trenzinho de brinquedo em mim, mirando na minha cabeça, provavelmente o fez porque ele gostava de mim, e que meninos são assim mesmo. Aprendi que, se eu fizesse o mesmo a ele, eu era uma encrenqueira, causadora de problemas. Que ser assertiva é feio, não é atitude de mocinha. Que um dia eu iria me casar e ter os filhos de algum homem, e isso era praticamente destino, uma certeza da vida. Que meu maior valor estava na minha aparência, muito mais que na minha mente. Sou mulher porque me foram ensinadas todas essas coisas, e sou mulher porque as pessoas esperam que eu saiba todas essas lições de cor, e siga cada uma delas.
Quando as pessoas me perguntam por que eu quero me parecer com um homem, o que elas realmente estão perguntando é por que eu me recuso a me apresentar como um membro da classe mulher. Elas estão me perguntando o porquê de eu não estar representando o papel da feminilidade, me apresentando de maneira agradável e inofensiva aos olhos da classe dominante, a classe dos homens. 
Minha mãe uma vez comentou, preocupada, que tinha medo que minha apresentação e atitude me tornassem alvo para a violência masculina, e ela está certa em sua preocupação. Eu sou percebida como um membro da classe subalterna que se recusa a se portar e apresentar e cumprir o papel imposto a mim.
Eu me recuso a depilar minhas pernas para me parecer com uma criança pré-pubere, inocente e vulnerável, ou a usar sapatos que me forcem a andar apoiada nas pontas dos meus pés, de maneira lenta e com equilíbrio precário, e isso enfurece os homens, pois é um ato consciente de rebelião. Isto sou eu dizendo que não pertenço a eles. Que não vou agradá-los. Que não desejo sua atenção ou sua aprovação. E os homens frequentemente tratam com violência quem se recusa a fazer o que eles querem.
Minha escolha de apresentação física me torna um exemplo negativo. Eu sou a feminista lésbica, feia e cabeluda, aquela que os homens usam para servir de aviso às outras mulheres. “Não seja como ela”, eles dizem, “ou nenhum homem vai te querer”. Mas eu também não os quero, e não quero me parecer com eles, ou ser como eles, ou ter qualquer coisa a ver com eles. Eu quero ser livre dos homens e seus padrões arbitrários. Quero poder andar orgulhosa, sem culpa ou vergonha por não ser “feminina”, do jeito que uma mulher é quando não está coberta de pintura e vestimentas restritivas, uma mulher que não se importa em agradar aos homens.
Eu não me pareço com um homem, e nada vai me fazer parecer um. Sou apenas uma mulher não-adulterada. Eu escolhi a mim mesma ao invés deles, e escolhi outras mulheres ao invés deles. Se isso fizer com que os homens me odeiem, que seja. Eu sou mulher, e eles vão me odiar de qualquer maneira.

143 comentários:

Anônimo disse...

Confesso que ainda me faltam informações sobre o processo de
"destransição" por que o vi em contextos não muito plurais, principalmente no combate ao gênero como performance.
É uma coisa que me pergunto, tendo pouco acesso às informações de homens trans (mulheres trans são muito mais visadas midiaticamente) é se eles conseguem driblar a socialização feminina mesmo depois de terem transicionado e vivenciando símbolos que os identificam como homens. Porque, sinceramente, eu não sinto que homens trans passem a vivenciar, inclusive privilégios masculinos, depois da transição. Thammy Gretchen, por exemplo, por não possuir falo, frequentemente é agredida por homens exatamente por esse fato. Parece que para a mulher trans, depois de reconstituição de sua genitália, tem sua socialização mais aceita como mulher que um homem trans. São achismos, sensações de referências, se alguém que for homem trans puder explicar, eu agradeço.

Cão do Mato disse...

Parece com homem, sim.

Anônimo disse...

É exatamente isso que eu sempre me pergunto: o que adianta estar com uma mulher e não ter um pau para comer ela?

Anônimo disse...

eu só peço a deus, um pouco de malandragem, pq sou criança e não conheço a verdade

Anônimo disse...

alma, deixa eu ver sua alma, a epiderme da alma, superfície

Anônimo disse...

nossa, mas não pode nem expor a incoerência queer q já leva censura? gente, mas tá difícil hein

Sportano disse...

Não quer parecer um homem mas, na ânsia de "não seguir o padrão feminino" toma atitudes que revelam uma quase obsessão de seguir o "padrão masculino" como o corte de cabelo, roupas, pernas cabeludas ou atividades tipicamente tidas como masculinas, como a luta.

Não percebe que não é algo a ser oito ou oitenta. Não é pelo motivo de não querer seguir o padrão feminino como usar salto e se depilar que tem que agir com um padrão masculino a todo custo como não depilar as pernas. A depilação não é um papel do sexo a ou b. Há mulheres que não se depilam e homens que se depilam.

Enfim, pra mim ela no fim parece não se aceitar. Parece que tem que ficar provando pra si e pros outros que não segue "determinados papeis impostos". O que parece não estar com paz consigo mesma. Ques está sinceramente não liga pro "não vou fazer isso pq é coisa de mulher". Simplesmente vai lá e age como gosta, sem estar agindo como se tivesse que provar algo para alguém.

Anônimo disse...

Que elas sejam felizes do jeito que acharem melhor. A única coisa que acho ruim é quando lésbicas, geralmente essas que fazem um estilo ''tomboy'' reproduzem comportamentos machistas, mesmo quando não é intencional.

Anônimo disse...

13:15 eu acho q não

eu acho q elas se compartam dessa maneira pq se sentem mais a vontade assim, não por uma autoafirmação orgulhosa

mas concordo, tem gente q gosta de "ser do contra" e soa completamente forçado, um lixo

titia disse...

Mascus, machistas, encrenqueiros, chorões, por favor me respondam: por que é tão difícil pra vocês aceitarem que nem todas as mulheres querem ser femininas? Que nem todas as mulheres querem vocês? Que nem todas as mulheres valorizam a beleza e a "feminilidade" acima do conforto e do bem estar(essa sou eu e à merda com os saltos altos)? Mais do que tudo: por que é tão difícil aceitarem que o mundo não gira ao redor dos seus paus? Apenas deixem as pessoas serem quem elas quiserem em paz, mulheres mais que qualquer outro. O mundo não gira ao redor dos seus paus.

12:57 foi o que a sua mãe escreveu sobre você e seus coleguinhas do seu fórum.

titia disse...

13:23 não delira colega, não delira. O ser humano é complexo demais pra ser colocado em caixinhas. Se você é covarde demais pra viver num mundo sem caixinhas vá pro meio do mato e não volte mais. Garanto que falta não faz.

Anônimo disse...

minha garganta estranha quando não te vejo, me vem um desejo doido de gritar, minha garganta arranha a tinta e os azulejos

Anônimo disse...

se por acaso 'gênero' virou um figurino de loja de fantasias q vc veste a bel prazer, como muitos ativistas querem fazer parecer

então eu concordo com as rads na afirmação de q 'gênero' não existe, pq pra 'gênero' se definir dessa forma

"ai, hj eu acordei mulher, mas vou dormir (h)omen"

pelo amor

Anônimo disse...

não pode falar nada contra a ideologia transgênero q a lola censura, eu tô decepcionada

lola aronovich disse...

Qualquer pessoa que vê a caixa de comentários deste e de outros posts percebe que há um troll com muito tempo de sobra (porque não sai daqui) escrevendo DEZENAS de comentários absolutamente inúteis, absurdos e transfóbicos sobre "omens", "lixomens", "anomalia y", "heterro" etc. A gente só não tem certeza 100% absoluta se é um mascu tentando se passar por feminista ou o quê. Eu acho que é. De todo modo, É TROLL. Não é bem-vindo aqui, sabe muito bem disso, e continua vindo aqui poluir e atazanar o blog. VAI PRO INFERNO, troll. (pra mascu eu nem preciso falar: MORRAM).

C. disse...

Lindo texto, amei! Quero um dia conseguir ser tão desprendida da opinião alheia!

Elis disse...

Cara, entendo o lado delas mas elas n deveriam achar q é preconceito, porque realmente parecem homens, não só no jeito de se vestir mas no comportamento, no jeito de andar...
A maioria dessas mulheres nas fotos, se eu visse na rua ia pensar que eram homens. E ainda usam aqueles trecos que esmagam os peitos e mal da pra ver q eles existem, como n confundir?
Claro que eu n to falando que elas podem ser discriminadas por isso.
N tem a ver só com roupas, gostem ou n, homem e mulheres jeitos diferentes.
Eu tb n gosto do q é dito feminino mas nunca fui confundida com homem, porque n tenho jeito masculinizado.
Já vi uns filmes de tomboy, e se eu n soubesse que eram mulheres, n ia duvidar q eram homens.

Anônimo disse...

desbanca a transexualidade sim

pq lésbicas ~buthcers~ são idênticas a trans "masculi*os"

pela lógica materialista, se uma é mulher (o q é fato) as outras tb são

ser mulher (ou o**n) não é uma coisa subjetiva

[já fiz esse comentário antes e foi apagado, só queria saber pq?]

[não tem omen escrito no meu comentário, e a trannfobia tá onde? aponta pra mim pra q eu possa a aprender, oh dona da verdade]

Anônimo disse...

transfobia ONDE, lola?

só pq eu escrevi q ser mulher não é uma coisa objetiva?

o indivíduo as vezes tá louco no transativismo

Anônimo disse...

*subjetiva

Anônimo disse...

o jeito q um mascu escreve é muito diferenta da forma q a mulher do 'omen/lixomen/masculixo/anencétero' escreve, qualquer um percebe isso

ela tem inteligência e embasamento, mascus só diarreia mental

Anônimo disse...

se essas mulheres assumem o q de fato são: mulheres

logo, as outras mulheres q tem o mesmo visual e comportamento tb são mulheres, nunca deixaram de ser mulheres, elas não são trans masculi*os

no máximo, FtM de fato, seriam aquelas q implantam pênis postiço, fora isso, são tão mulheres quanto essas da postagem

mais uma vez, e desafio apontarem onde está a ~transfobia~ nisso... ser mulher não é uma coisa subjetiva, não é uma roupa q vc veste e deixa de vestir a hora q quiser

transativistas podem espernear a vontade, mas essa é uma verdade absoluta

[espero sinceramente não ter o comentário apagado só pq confrontei a ideologia transgênero, não sou troll e nem mascu, me poupe, viu dona lola]

Anônimo disse...

uma coisa interessante q eu notei... nenhum transativista consegue debater/rebater ou refutar uma radfem

eles sempre fogem pela tangente ou enchem o argumento com chavões: "não se nasce mulher", "vc é câncervadora", "vc concorda com o malafaia", etc.

Unknown disse...

Eu gosto desse texto! Sou mulher cis e hetorossexual, mas é impossível não ser solidarizar com a dor das minas que gostam de coisas tidas como 'masculinas'. Acho libertador saber que você não precisa seguir com a pinóia de padrão nenhum. Também compro parte das minhas roupas na sessão masculina (camisa, principalmente), mas acho saia - que na nossa cultura é associada a feminilidade, muito mais confortável do que calça, sobretudo no verão. Aquelas soltas midi de algodão me fazem feliz, dá para pedalar de bike numa boa. Maquiagem eu também amo, mas aprendi que dá para viver sem, sem piração.

Mas daí a achar que esse meu gosto pessoal pode embasar tratamento grosseiro ou violência contra uma mulher que prefere calças, soltas de cores sóbrias, e saí de cara lavada... benza a deusa, como é que pode?

O bacana seria não ter que ouvir aporrinhação toda vez que cortar o cabelo (gosto dos meus curtos), usar roupas soltas, ou ter essa eterna fiscalização para cada centímetro que você escape da imagem padrão, seja ela de 'fêmea' ou de 'macho'.
Se bem que ser mulher no padrão é de enlouquecer qualquer uma...

Só não concordo com essa história do 'mulher adulterada'. Todos nós somos seres sociais, transformados pela cultura. Todos nós somos socialmente 'adulterados'. Não existe noção de 'natural' que são seja ficionado. Não há 'mulher original' fora das caixas da cultura de compreensão do mundo. Politicamente não quero que ninguém seja oprimido por fazer da sua vida, da sua aparência, da sua orientação sexual uma experiência individual que não deve fidelidade para projeção social alguma, a não ser para o próprio querer.

E aquele troll do lixo homem, da tubarão que concebe sozinha, dos astros com gênero feminino não faz crítica de gênero. Vomita transfobia e ignorância, aquilo não é sequer representativo da crítica radical as teorias fluídas de gênero.

Caras radicais, vocês podem mais. Não deixem esse mascu representar por vocês, faz favor.

Marcia.

Anônimo disse...

até hj vcs falam da LuA (A LuAAAAAAA, A TerrAAAAAAAA), na língua portuguesa ela é do gênero feminino e na maioria das mitologias e em todas as ocidentais ela pertence ao gênero feminino tb, como vcs se fazem de sonsas

escolher uma referência anedótica como espantalho é fácil, agora rebater as inúmeras críticas verdadeiras feitas à ideologia transgênero, ex: "ser mulher não é uma coisa subjetiva, não é uma roupa q vc veste e deixa de vestir a hora q quiser", ninguém quer, e sei pq, pq NÃO CONSEGUEM

Usar a falácia do espantalho é mais fácil; outra coisa interessante é q os simpatizantes do queer/transativismo são mais perdidos q os próprios transativists, tadinhos, não conseguem apresentar um mínimo argumento decente

Anônimo disse...

Homem elas não parecem mesmo não. Não são masculinas o suficiente, não são viris como um homem. Não possuem barba, nem sinais de terem pelo na cara elas tem. Não tem o formato do corpo de um homem, adulto, não tem o porte de um homem. Não tem a voz grave, profunda, intensa, de um homem crescido. Não possuem o pau de um macho adulto e, muito menos as atitudes, as ações de um homem elas não tem. No máximo parecem com garotos. Meninos. Moleques. Mas podem só parecer. Porque não são, elas não tem um pinto e bolas.

Anônimo disse...

Poxa, até os trolls nazistas invadiram isso aqui. Apaga isso e ainda tem os trolls ''radfem''.

Não é porque uma mulher tem um estilo de se vestir considerado dentro do perfil mais ''feminino'' que ela seja uma mulher ''adulterada'', que comentário mais preconceituoso e arrogante. Poderia ter passado sem essa.

Viviane disse...

A onda do q o importante é o q vc acha q é, ignorando a realidade... pergunto numa boa, porque uma pessoa anoréxica é considerada com problemas psicológicos e uma pessoa trans é normal? Ambos se veem de um jeito que n tem nada a ver com a realidade.
Esse povo aí que é branco e tá jurando q é negro estão certos tb, loucura demais!

Sem falar dos que acham q n querer ficar com um trans é preconceito, a pessoa tem q ficar pq eles sao exatamente iguais aos cis. Querem forçar a loucura nos outros, uma mulher hetero, tem q ficar com um homem trans, ignorando o corpo feminino do trans, fingindo q é identico a quem nasceu homem,ignorando q n sente atração.
Bem legal...

Anônimo disse...

"Meu rosto nu, sem pintura, é o rosto de uma mulher. Eu sou uma mulher, e isto não é definido por um corte de cabelo ou uma escolha de vestimenta, ou por batom e sapatos de salto, ou por cuecas e desodorante masculino aplicado em axilas cabeludas. Não têm nada “másculo” em mim."

Realmente.

Anônimo disse...

e aí podem dizer:

"ah, mas tem mulher q não tem vagina, ou não tem xx"

mas é como eu falei, não é apenas a sequência cromossômica ou a genitália q define o sexo de alguém, é a soma desses fatores

uma mulher q tem vagina, mas não xx, ainda é uma mulher, só q uma mulher intersexo

não é pq uma mulher tem problemas na formação genital q ela deixou de ser mulher ou q isso justifica um omen q tenha o pênis "bem formado" ser uma "mulher"

medicina básica, pelo amor da deusa

Anônimo disse...

11:18 querida

vc mesmo respondeu a sua própria pergunta

"mulheres" trans são mais aceitas pq o genital delas, digamos, é "perfeito", el"a"s conseguem emular perfeitamente a forma, a anatomia e a fisiologia de uma vagina

ao contrário dos "(h)omens" trans, el"e"s até podem operar o clitóris pra que ganhe a forma de um pênis, mas o resultado final é ridículo, quem procurar por fotos, vai ver q parece um toquinho de dedo, mas para os transativistas, mulheres éteros precisam sentir atração por isso, se não estarão sendo "transfóbicas"

a razão da diferença de aceitação entre MtF e FtM é essa, a plasticidade da genitália de cada um, q no caso das "mulheres" trans é maior

Anônimo disse...

quem tem "neo vagina", uma "vagina" feita em laboratório, em centro cirúrgico, em hospital, não é mulher, é só um travesti "mais elaborado" que além das roupas modificou o corpo pra ter uma aparência (grifo em aparência) mais próxima daquela convencionada como do sexo feminino... mulher é quem nasce com vulva, clitóris, ovários, útero e vagina, originais.

quem tem toda a experiência de vida de terem nascido com esses orgãos.

Anônimo disse...

Com todo o respeito à pessoa e personalidade deste homem trans "no armário", considero esse texto perigoso, transfóbico e antifeminista. A página do Facebook era um verdadeiro show de horrores também. Transfobia, transmisoginia e feminismo verdadeiro, não esse saco de lixo TERF que se chama "feminismo radical" não combinam.

Anônimo disse...

16:38 pena q a lola vai deletar o seu comentário

Anônimo disse...

Anônimo 6 de abril de 2017 16:04, que fissura hein?! Arranja logo um namorado ou então vai cair sentado no colo do primeiro rapagão que pintar pelo caminho XD

Anônimo disse...

Não seria mais coerente a mulher crescer mantendo suas características naturais? Destarte, a forma que a natureza lhe concedeu estaria errada? Aí precisa raspar o cabelo, fazer tatuagens e um monte de outras transformações. Estas mudanças por si só, jogam por terra esta tese.

Anônimo disse...

E porque não, anônimo 6 de abril de 2017 14:49? Se tem um jumento igual a ti querendo parecer gente, qual o problema então?

Anônimo disse...

cortar o cabelo e fazer tatuagem é ir contra natureza onde? idiota

vc acha q os seres humanos deviam viver sem roupa, na mata e só com os pelos do suvaco (em omens e mulheres) pra sermos mais "naturais"?

vá a merda, mascu

Anônimo disse...

"quem tem "neo vagina", uma "vagina" feita em laboratório, em centro cirúrgico, em hospital, não é mulher, é só um travesti "mais elaborado" que além das roupas modificou o corpo pra ter uma aparência (grifo em aparência) mais próxima daquela convencionada como do sexo feminino... mulher é quem nasce com vulva, clitóris, ovários, útero e vagina, originais."

https://www.scientificamerican.com/article/lab-grown-vaginas-implanted-successfully-in-4-teenagers/

As definições de biologia foram atualizadas

Anônimo disse...

Antifeminista é quem diz que mulheres "masculinas" são homens e que homens "femininos" são mulheres. Além dessa merda ser homofóbica/lesbofóbica pra caralho.

As pessoas que destransicionam estão mais felizes e conscientes agora do que quando transicionaram. Aliás, elas só transicionaram em primeiro lugar por causa de toda essa forçação de barra, toda essas imposições e propagandas trans de "soluções" individualistas, capitalistas, que enriquecem ainda mais a indústria "farmacêutica" - de drogas, a indústria "médica" de cirurgias plásticas, a indústria psiquiátrica e outras corporações e pessoas que fazem parte do lobby trans, que "normaliza" as pessoas, às custas do envenenamento de seus corpos, suas mentes e seus sentimentos.

Como toda essa merda desse lamaçal pode combinar com o feminismo, com o verdadeiro feminismo? Não tem como mesmo...

Anônimo disse...

No fundo eu gosto de ver as TERFs esperneando porque quanto mais elas choram, mais as pessoas trans têm seus direitos reconhecidos social e juridicamente.

Vai ter nome social na carteira da OAB sim!
Vai ter mulher trans em banheiro feminino sim!
Vai ter mulher trans em cadeia feminina sim!
Vai ter cirurgia de readequação corporal no SUS sim!
Vai ter mulher trans em revistas, filmes, escolas, pós-graduações e tudo mais sim!
Vai ter feminismo interseccional sim! E muito transfeminismo também!
Vai ter garotas com pênis e homens com vagina sim!

Agora quem não gosta dessas coisas pode sempre se mudar para um lugar mais adequado a seu pensamento, tipo o Irã.

Anônimo disse...

viviane fez um comentário sensato, concordo.

Alícia

Anônimo disse...

*Essas três "filosofias" unidas --formam-- a Ideologia transgênero

Anônimo disse...

Anônimo disse...

cortar o cabelo e fazer tatuagem é ir contra natureza onde? idiota

vc acha q os seres humanos deviam viver sem roupa, na mata e só com os pelos do suvaco (em omens e mulheres) pra sermos mais "naturais"?


Você está certíssimo desgraça!!! Todo ser humano nasce com tatuagens e roupas. E eu é quem sou idiota.

Anônimo disse...

Nem competência pra criar um chan próprio essas desgraças tem e ficam azucrinando aqui no blog da Lola.

Anônimo disse...

17:10 sim, vc é idiota, achando q um ser humano por usar roupa é "anti-natural", vá a merda, imbecil

Trícia disse...

Peloamor, entendam de uma vez por todas: anormal NÃO é sinônimo de doença (muito menos de "mau caratismo", ou errado, ou promíscuo, or whatever)
Normal = que está dentro, ou de acordo, com as normas.
aNormal = (tenho que explicar??)
Eu, Patrícia, sou assessual.
Sou normal?
Não. E não me importo nem um pouco com isso. HOJE não me importo, sofri muito até entender no que eu era/sou diferente das outras pessoas. Eu também estou dentro do espectro autista, e nem mesmo isso pode ser considerado uma doença, o autismo. Um transtorno, sim.
Nós (humanidade) evoluímos tanto em tecnologia mas estamos na idade das trevas em MUITOS aspectos.

Trícia disse...

OOOps! Corrigindo: assexual

Anônimo disse...

16:40 como assim, vc acha q essas mulheres lésbicas são homens trans?

Anônimo disse...

17:58 o q isso tem haver com o post ou com algo q foi comentado aqui, estrupício?

Unknown disse...

Anônimo das 17:10, é anti-natural no sentido de que você, individualmente, precisa fazer um intervenção no seu corpo para ter cabelo curto e tatuagem. O cabelo humano, naturalmente, nunca para de crescer (salvo em casos raros), ninguém nasce com tatuagem, embora existam manchas de nascença bem legais ;)

É como ter lábios coloridos, você precisa passar batom para mudar a cor do seu lábio. É intervenção. Por quê passar batom vermelho te faz uma mulher adulterada, mas cortar o cabelo curto não?

Do jeito que você argumenta, parece que se eu também não deixar de passar batom vermelho nos lábios, a sua escolha individual de não fazê-lo não tem valor. Mina, tem sim. Não importa como eu me visto, você tem o direito de fazê-lo de forma diferente e eu tenho o dever moral de não ser tapada e imbecil a ponto de te ofender/tirar a sua humanidade por isso.

E assim vai, você não precisa ser a mulher que eu sou. Eu e você só precisamos de respeito por quem somos. Tolerância resolveria muito dos nosso problemas, reconhecimento poderia nos fazer seres humanos plenos, mas no mundo real é sempre uma promessa, muito mais do que algo palpável.

Objetivo/subjetivo são qualidades que dependem de argumentação para serem reconhecidas. O seu objetivo é subjetivo de uma trans. O que você considera subjetivo para uma mulher trans é o que ela considera objetivo. É tá tudo certo não ter acordo sobre isso, mina o mundo é diverso.

É claro que eu não vou concordar com argumentos do tipo: lésbica que não aceita transar com mulher trans tá de preconceito, por que esse argumento tenta objetivar o desejo das minas lésbicas, e isso não tá certo, não mesmo.

Mas daí chamar toda mulher trans de 'engodo', mulher de fachada, mulher adulterada? Não né. Dá o pé na bunda de quem você quiser, grita mesmo se tentarem domar o seu desejo, mas retirar a humanidade de outra pessoa não é resposta adequada. É combater com o ódio, a mesma arma que te fere. É, em termos políticos, suicídio. Se quiser concordar, concorda. Não quer fechar comigo, também tá tudo certo. Mas esses aqui são alguns dos meus motivos para não me identificar com ativismo radical.
O mais sério é que não consigo me convencer de que ter vulva é o que explica todas as opressões que as mulheres sofrem. Não tenho as mesmas dores de uma mulher negra, classe média, que é professora comigo. Não tenho os mesmos desafios de trabalho do que uma imigrante síria na Europa. Não sou mulher como uma mulher indígena em luta por terras no mato grosso.
E nem quando compartilho das histórias de violência sexual que vivi, minha experiência é muito diferente das de tantas outras. Nem para nos oprimir o patriarcado inventou um conceito só de mulher. Somos plurais, e não somos humanas, infelizmente. E cada uma de nós tem um caminho bem particular na luta para nos definir como seres humanos.
Para mim não faz sentido excluir a pauta trans do feminismo. Escolho marchar com elas também.

Marcia.




Anônimo disse...

Todo mundo nasce ou careca ou com cabelo bem ralinho ou bem curtinho, mais parecido com cabelo curto ou raspado. Mas porque as mulheres precisam manter os cabelos longos pra serem mulheres mais ~naturais~, mais ~femininas~, de acordo com ~sua própria natureza "feminina"~ (muitas aspas aqui)?

Outro exemplo é o furo nas orelhas para colocar brincos. Todo mundo nasce sem esses furos, mas orelhas de bebês do sexo feminino são furadas pra elas parecerem mais ~femininas~, serem reconhecidas como meninas e serem tratadas ~de acordo~.

Isso é mais natural também? Corresponde mais com a natureza feminina? ¬¬

Cara Valentina disse...

Eu só vi mulheres ali nas fotos.

Cara Valentina disse...

Que Idade das Trevas o que, cara pálida!

Século XIII era chocrível.

Cara Valentina disse...

Maluco, essas frases parecem aquelas brincadeiras:

- Aqui, você blblbiblvublbil?
- Ham?
- PRRRRRRRR!!! :p

Anônimo disse...

Irã?! O país onde a homossexualidade é punida e a transexualização é obrigatória pra escapar da pena de morte? Entendi...

Irã diz sim à transexualidade
País onde os homossexuais são punidos, Estado financia cirurgias para "mudança de sexo"

http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/ira-diz-sim-a-transexualidade-aoao2u271id5pekjf50a13qry

Anônimo disse...

Transexualidade obrigatória no Irã para escapar da pena de morte

Marcadores: 'homofobia', heterossexismo, heterrorismo, transexualidade

Os papéis de gênero (o que as sociedades humanas atuais, em geral, chamam de masculino e feminino e associam a ser homem e mulher) e a restrição da sexualidade humana à variante heterossexual, para fins reprodutivos, são vigas-mestre de sustentação do sistema patriarcal. Para mantê-las, já que andam meio corroídas por cupins de liberdade, a sexologia e a ciência médica popularizaram as chamadas mudanças de sexo, que vão desde a prescrição de hormônios (inclusive para crianças) até à cirurgia de readequação genital. Ainda que não se possa negar a uma pessoa adulta o direito de dispor de seu corpo da forma que queira (cada um sabe a dor e a delícia de ser o que quer), quando mudanças de sexo passam a ser obrigatórias, elas revelam sua real natureza e se transformam em forma de arbítrio e sofrimento. Como acontece no Irã. N. E.

Gays sofrem pressão para mudar de sexo e escapar da pena de morte no Irã

O Irã é um dos poucos países em que atos homossexuais são punidos com a morte. Clérigos, no entanto, aceitam a ideia de que uma pessoa pode estar presa em um corpo do sexo errado. Gays podem ser forçados a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo - e para evitar isso, muitos fogem do país.

Criada no Irã, Donya manteve seu cabelo raspado ou curto e usava bonés em vez de lenços. Chegou a visitar um médico para tentar interromper sua menstruação.

Eu era muito jovem e realmente não me entendia", diz. "Pensei que se pudesse parar minha menstruação, ficaria mais masculina".

Se policiais pedissem sua identidade e notassem que ela era mulher, diz, iriam censurar-lhe: "Por que você está assim? Vá mudar seu sexo".

Esta tornou-se sua ambição. "Eu estava sob tanta pressão que queria mudar meu sexo o mais rápido possível", diz.

Por sete anos, Donya submeteu-se a um tratamento hormonal que lhe engrossou a voz e lhe fez crescer pelos no rosto.

Mas quando os médicos propuseram a cirurgia, ela conversou com amigos que haviam se submetido à operação e tinham enfrentado "muitos problemas". Começou a se questionar se essa era a melhor opção para ela.

Eu não tinha acesso fácil à internet. Muitos sites são bloqueados. Comecei a pesquisar com a ajuda de alguns amigos que estavam na Suécia e na Noruega", conta.

Comecei a me conhecer melhor... Eu aceitei que era lésbica e estava feliz com isso".

Mas viver no Irã como mulher ou homem abertamente gay é impossível. Donya, agora com 33 anos, fugiu para a Turquia com seu filho de um breve casamento, e depois para o Canadá, onde recebeu asilo.

Não é uma política oficial do governo iraniano forçar homens ou mulheres homossexuais a mudarem de sexo, mas a pressão pode ser intensa.

Em 1980, o fundador da República Islâmica, o aiatolá Khomeini, emitiu uma fatwa - uma legislação islâmica - permitindo a cirurgia de mudança de sexo. Aparentemente, após ser convencido em um encontro com uma mulher que disse estar presa no corpo de um homem.

Fonte e texto completo em:

http://www.umoutroolhar.com.br/2014/11/transexualidade-obrigatoria-no-ira-para.html

Anônimo disse...

Pelo que sei, no irã é aceito transição de sexo de homem para "mulher" mas o contrário não...a razão disso deve ser a mesma da sua pergunta.

Anônimo disse...

Esses dias perguntei: "O que significa ser mulher? O que significa ser homem?".

Obtive a seguinte resposta: "É impossível responder porque existem muitas maneiras de ser mulher e de ser homem. O que é ser mulher ou ser homem pra mim pode ser diferente do que é ser mulher ou ser homem pra outra pessoa".

Ou seja, ser mulher ou ser homem, segundo essa galera, se resume ao que o seu individualismo quiser que seja, MENOS biologia. Biologia não vale.

Anônimo disse...

18:39

querida, isso não é antinatural

antinatural é uma coisa q vai contra a natureza, vc usar batom não vai contra a natureza de nada, é uma atitude, assim como usar roupa, fazer joia com a mão, piscar o olho, usar óculos, fazer sexo, sentar numa cadeira, etc. isso não são coisas "anti-naturais", isso são atitudes e comportamentos normais, totalmente aceitos dentro da naturalidade do nosso organismo e do nosso intelecto

anti-natural, seria por exemplo, vc implantar um útero artificial ao invés do orgânico q vc já tem, coisas assim bem absurdas, mas não fumar cigarro, beber cerveja, montar a cavalo, etc.

"mas retirar a humanidade de outra pessoa não é resposta adequada"

ng está retirando a humanidade de ng, apenas botando os pingos nos i's, de q ser mulher não é uma coisa subjetiva como alguns querem fazer parecer, só pq uma travesti não é mulher, não significa q ela não seja humana

"de que ter vulva é o que explica todas as opressões que as mulheres sofrem"

todas não, mas as principais, o sexismo/machismo é a opressão da qual somos vítimas por inteiro, todas as opressões sexistas/machistas as mulheres sofrem por terem vulva

Anônimo disse...

Não tenho saco para isto.

Thami Miranda.

Anônimo disse...

Tá sabendo mal.

Marina disse...

"Anônimo disse...
No fundo eu gosto de ver as TERFs esperneando porque quanto mais elas choram, mais as pessoas trans têm seus direitos reconhecidos social e juridicamente.

Vai ter nome social na carteira da OAB sim!
Vai ter mulher trans em banheiro feminino sim!
Vai ter mulher trans em cadeia feminina sim!
Vai ter cirurgia de readequação corporal no SUS sim!
Vai ter mulher trans em revistas, filmes, escolas, pós-graduações e tudo mais sim!
Vai ter feminismo interseccional sim! E muito transfeminismo também!
Vai ter garotas com pênis e homens com vagina sim!

Agora quem não gosta dessas coisas pode sempre se mudar para um lugar mais adequado a seu pensamento, tipo o Irã.

6 DE ABRIL DE 2017 17:01"

comentário bem focado nas mulheres trans, né?
e os homens trans lutam pra poderem ficar em cadeias masculinas? se sentem seguros em usar banheiros masculinos? perguntas sinceras mesmo

e assim, a cirurgia pelo SUS já é realidade há algum tempo e ter o nome social nos documentos é um direito civil básico, e acredito que feministas radicais de modo geral não são contra isso, pelo contrário...

já a questão da visibilidade transmasculina comparada com transfeminina ainda é bem discrepante, né? pq será?

Anônimo disse...

depois de uns bons anos debatendo e vendo coisa na net, aprendi que a opinião de uma pessoa nao deve representar a opinião de uma classe ou grupo

mas

se a página do FB e o texto aqui postado é considerado transfobia e se isso for a opinião corrente de um certo movimento, não vejo como o transativismo não se explicar nessa posição (se pacífica)

em que momento uma mulher decidir não performar feminilidade e não fazer readequação de gênero, já que desnecessária no caso, é transfóbico?

em que momento alguém querer voltar atrás nas decisões referentes a seu corpo e vida se configura transfobia se estamos falando de pessoas na plenitude do exercício de suas escolhas íntimas (tão plenas que foi e voltou)?

se uma pessoa decide que não quer se adequar às expectativas cosméticas criadas na sociedade em relação às mulheres, o que o transativismo e transativistas têm a ver com isso?

é consideravelmente machista dizer o que uma mulher deve fazer e como deve se comportar, não?

alguém chamou a pessoa do texto de homem trans no armário, é sério isso?

acho tão desrespeitoso quanto insistir em chamar travestis de ele, de senhor

se vale pra um lado, tem que valer pra todo mundo e não dá pra se dizer feminista agindo com machismo, atacando mulheres

certos discursos só funcionam se, no lugar dos aliados, a intenção é fazer inimigos

Anônimo disse...

"Vai ter nome social na carteira da OAB sim!
Vai ter mulher trans em banheiro feminino sim!
Vai ter mulher trans em cadeia feminina sim!
Vai ter cirurgia de readequação corporal no SUS sim!
Vai ter mulher trans em revistas, filmes, escolas, pós-graduações e tudo mais sim!
Vai ter feminismo interseccional sim! E muito transfeminismo também!
Vai ter GAROTAS com pênis e HOMENS com vagina sim!"


* Shake my head in disapproval + facepalm *


O fetichismo, o comportamento invasor e predatório, o antifeminismo, a misoginia e a pedofilia desses caras escorre por todos os poros...

Anônimo disse...

"Ou seja, ser mulher ou ser homem, segundo essa galera, se resume ao que o seu individualismo quiser que seja, MENOS biologia. Biologia não vale."

Mas na hora de falar em cérebro feminino, vale.

Leka disse...

Irã?! O país onde a homossexualidade é punida e a transexualização é obrigatória pra escapar da pena de morte? Entendi...

Irã diz sim à transexualidade
País onde os homossexuais são punidos, Estado financia cirurgias para "mudança de sexo"

http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/ira-diz-sim-a-transexualidade-aoao2u271id5pekjf50a13qry

=======
Bem lembrado. Impressão minha ou há uma quebra de paradigma?
Como esses fatos ocorrem no Irã, isso me força a dizer que gênero é uma construção social e sexo seria um "evento" genético - veja bem, os órgãos sexuais não seriam uma garantia forte do sexo da pessoa, apenas uma possível consequência de fatores genéticos. Lembro da linda Roberta Close, que tinha pênis, mas genéticamente era mulher, logo, não sei se seria correto chamá-la de trans.

Assim, do ponto de vista científico, eu deveria dar ponto para as rads?

Anônimo disse...

Esse texto poderia ter sido escrito por mim, afora a parte de orientação sexual, já que sou mulher cis-hétero-casada com um homem-mãe de 3 filhos. Mas de fato não performo feminilidade como a sociedade nos ensina, me confundem com homem o tempo todo, coisa que não me afeta, já que né, cabelo raspado, pelos no corpo, roupas de corte 'masculino', sapatos 'masculinos' vão dar essa impressão. Também não me incomoda as crianças me perguntarem se sou mamãe ou papai, elas só são sinceras na sua curiosidade. Essa sou eu, é como me sinto confortável no meu próprio corpo, mas não sou homem e fim. Me incomoda mesmo é o preconceito, é ser chamada de viadinho (por quem acha que sou um homem feminino) ou sapatão (por quem acha que sou uma mulher masculina)aos berros com ameaça de violência física (também não me importa que acreditem que sou lésbica, é só explicar, ué) . Por muito tempo performei feminilidade para agradar aos outros e não sofrer ameaças. Desde a infância, quando meus pais me obrigavam a usar roupas femininas para não virar sapatão, até os empregos que barram quem sai dos padrões. Cansei, agrado a mim mesma. E de quebra só atraio pessoas que gostam de pessoas como eu, a vantagem de não atrair alguém que espera que eu seja feminina e passar pela desilusão de ser descartada quando abro o jogo é enorme.

Cão do Mato disse...

Com o corte de verbas da Saúde nos próximos 20 anos, vai ter cirurgia de readequação corporal, sim, amiguinhos! Podem confiar!

A mãe dos gato tudo disse...

Pessoal perde o foco facilmente nessas discussões e esquecem como tudo isso é simples:

As pessoas devem ser/se vestir/se identificar/viver como lhes bem apraz. Não causando danos a terceiros e estando felizes, é o que importa. O resto é especulação, achismo, pitaco na vida alheia.
Não é preciso teorizar, forçar, nada. É bem como a molecadinha da quinta série gosta de provocar: "Vamos jogar o jogo da vida? Eu cuido da minha e você da sua!"
Ponto final.

Anônimo disse...

"Vai ter nome social na carteira da OAB sim!
Vai ter cirurgia de readequação corporal no SUS sim!
Vai ter mulher trans em revistas, filmes, escolas, pós-graduações e tudo mais sim!"

Não me importo, não me oponho à esses direitos, pode fazer bom proveito

Mas agora isso...

"Vai ter mulher trans em banheiro feminino sim!
Vai ter mulher trans em cadeia feminina sim!
Vai ter feminismo interseccional sim! E muito transfeminismo também!
Vai ter garotas com pênis e homens com vagina sim!"

KKkkkkkkk espera sentado

Julia disse...

Finalmente entendi porque homens odeiam tanto mulheres que não se depilam. Não é nem questão de ser masculina, é apenas não se depilar embaixo dos braços, por exemplo.
São mais que pêlos. Para eles é uma questão de não-submissão aos gostos masculinos. Não tem coisa que irrita mais homens que mulheres não-submissas, mesmo que seja apenas por uns meros pentelhos. Que classe mais patética é essa a masculina.

Julia disse...

As lésbicas sabem onde o clitóris fica.

Anônimo disse...

Você acreditou mesmo nessa mentira que o Luiz Roberto Gambine Moreira é geneticamente mulher sendo que nasceu do sexo masculino? Esse rumor furado é tão verdade quanto aquele boato muito difundido nos meios trans que a Ana Paula Arósio é genotipicamente do sexo masculino, mas fenotipicamente do sexo feminino (só que sem útero), "por que ela é bonita demais pra ser uma mulher real/genética/biológica". O transativismo e a ideologia trans estão para o masculinismo assim como as informações erradas e falsas estão para a mentira e a enganação... e eles adoram propagar, espalhar e sempre repetir todo tipo de desinformações.

Anônimo disse...

e se os machos q vcs odeiam começarem a entrar em banheiros femininos dizendo q se identificam como mulheres lésbicas? -como aconteceu nos eua recentemente.

vão fazer oq?

Anônimo disse...

vamos nos juntar pra matá-los, lógico.

vamos matar todos os machos, não tá sabendo?

Anônimo disse...

quem sabe ainda sou uma garotinha...

Anônimo disse...

Essas TERFS sao ridiculas. KKKKKKKKKKKKKK

VAI TER HOMEM USANDO BANHEIRO FEMININO SIMMMMMMMMMMMMMMMM!!

Anônimo disse...

15:45 não, não vai, pode espernear

Anônimo disse...

Nem todas as mulheres se depilam para agradar homens, esses tipos de feministas no fundo são viciadas em homens e fazem de tudo em função deles, por isso que para elas tudo que fofe do padrão ideológico tem que ser para homens. Tudo que vai contra ao padrão delas, é só para ''agradar homens'' e mais nada. Se depilar é tão artificial quanto usar tatuagens. Aliás os índios muitas vezes se depilavam, os colonizadores portugueses não. Nenhuma mulher deveria dar satisfações para essas feministas sobre o que elas fazem ou deixam de fazer no corpo delas, para depois passar pela aprovação dessas feministas e receber o selo de ''mulher não adulterada''. É muita presunção e arrogância dessa militância escrota. As pessoas nascem carecas e com pouco cabelo sim, mas não porque foram raspados e com o tempo os cabelos crescem. O problema dessa turma muitas vezes autoritária, totalitária e arrogante é que e acham mais naturais, mais felizes, mais livres, mais liberais, mais mulheres que todo mundo e todas as mulheres, enquanto no fundo são justamente o oposto de tudo isso. Por isso sempre reagem com agressividade. ''Sou apenas uma mulher não-adulterada''. Sei, mas escrava do padrão militante. Ainda tem aquelas que dizem que só é feminista de verdade quem for lésbica e não adianta negarem que existem essas sim, mesmo que digam que são poucas. Por isso que muitas mulheres não querem saber de levar o rótulo de feminista e muito menos de militante. Que horror!

Anônimo disse...

Chora mais, cambada de antifeministas, masculinistas, transativistas, machistas tradicionais, etc. etc.

Suas lágrimas amarguradas só nos fazem termos mais vontade, mais coragem, mais força, mais disposição e mais entusiasmo de continuar a luta.

Anônimo disse...

Eu sou a favor do NOME SOCIAL na carteira da OAB juntamente com O NOME DE BATISMO por uma razão técnica: sem o nome do batismo junto, a Ordem dos Advogados do Brasil estaria emitindo um documento falso, já que essa carteira serve como identificação civil para todos os fins em território brasileiro (tal como um RG ou a carteira de trabalho).

Anônimo disse...

Esse texto expõe sobre uma das incoerências queer.
Um trans FtM, mesmo que tenha transicionado para ser homem, sempre vai sofrer as consequências da socialização feminina - e ao contrário das MtF - não vai conseguir colher os louros que a socialização do sexo oposto vai funcionar.
Os homens jamais vão acolher mulheres que "se identificam" com eles simplesmente porque nasceram com vaginas. Para o homem, o fato de uma mulher não possuir falo, jamais significa que ela pode usufruir da socialização e dos privilégios masculinos. Comentários como os de insetos como o de 12:05 só reafirmam que os homens jamais vão lutar pelo reconhecimento - que dirá pela inclusão de FtM. É no feminismo radical que elas compreendem as mecânicas de sua opressão.
"Ain mas as trans sofrem transfobia"
Notem que a transfobia que afeta MtF é quase proveniente dos homens heteros, pelo fato de um homem, socializado e detentor de privilégios como homem, se identificar como uma mulher. Mas ainda há um porém que poucos falam que é a presença fálica, que ainda denota algum poder.
A teoria queer não pensa em situações como essas. Ela não pensa que papéis variáveis de gênero não apagam a opressão histórica do macho sobre a fêmea. Em questão de opressão, trans FtM ainda estarão sujeitas (ou até com agravantes) às mesmas interações odiosas do machismo.

Anônimo disse...

Engraçado esse comentário de 17:01

Notem o quanto se fala em "mulher trans" e lá no finalzinho um "homem com vagina sim!"

Dá pra notar o grau de importância que o homem trans têm para essas pessoas. Suas questões não são nem levadas em conta.

Não se fala no preconceito e não aceitação desses homens trans em virtude de suas genitálias não tão plasticamente bem feitas como a neovagina. Aliás, são pouquíssimos os investimentos em pesquisas para aprimoramento das cirurgias de redesignação sexual para FtM.
É a falta de percepção dessas pessoas em identificar que FtM sofrem as ameaças e perseguições em virtude de serem mulheres que ousam pedir para entrar no clube dos homens que se esquece pq a questão do banheiro, por exemplo, não é pauta do transativismo. No fundo, sabem que pedir acesso ao banheiro masculino para homens trans significa uma grande exposição à integridade física.

Só uma pequena observação, pois eu nunca vi o transativismo ao menos citar pautas específicas para homens trans?

Julia disse...

7 de abril de 2017 16:02, antes de 1940 as mulheres não se depilavam e não eram chamadas de nojentas por isso. Antes da propaganda da Gilete depois da 2ª guerra as mulheres não se depilavam. Antes do boom do pornô nas décadas de 80/90 as mulheres não se depilavam na buceta.
Como é que de repente se depilar completamente virou uma OBRIGAÇÃO FEMININA?
Como uma coisa que gasta tanto dinheiro e provoca dor, se for a de cera, começou a ser visto como básico para uma mulher que se preze?
Como tantos homens héteros passaram a achar trivial chamar mulheres de porcas/nojentas por não se depilarem?

Tem alguma coisa esquisita aí, vc não acha?

Anônimo disse...

(Viviane)
Olha, Julia, eu concordo com seu comentário, mas entendi que o ponto do anon de 16h02 foi a necessidade de autoafirmação de alguns grupos. Repito a pergunta da pessoa: por que depilação é criticada por causar dor e tatuagem não?

Julia disse...

Mas a depilação não é criticada por causa da dor mas sim por causa da imposição.
Tatuagem não é imposta e ainda é vista com preconceito em certos círculos sociais.
Mas a depilação virou uma obrigação feminina e uma exigência masculina.




Anônimo disse...

(Viviane)
Bem, foi você mesma quem usou esse argumento da dor, além de um que eu também acho falacioso: o dos custos (ao menos onde eu moro, tatuagem é bem mais cara que depilação).
Até quando temos razão é preciso saber argumentar, colega...

Anônimo disse...

deixem de arranjar briga sem fundamento, depilação é criticada por causa de sua imposição às mulheres E TAMBÉM por causa da dor, do sofrimento, do incômodo desnecessários que se depilar causam.

as críticas à depilação são por causa da obrigatoriedade e da dor também.

tatuagem não tem nada a ver com esse assunto, gente.

fazer tatuagem dói, mas ninguém é obrigado a fazer.

Maria Caladora disse...

Primeiramente,acho sim muito importante falar sobre as destransições e porquê elas ocorrem,pois transexualidade é uma questão de auto-percepção,uma coisa que vem de dentro pra fora e como uma pessoa se vê,e não de como ela é vista ou percebida,não uma coisa de fora pra dentro,não uma percepção que parte através de uma dica de algum amigo ou sugestão de um conhecido,pois é uma questão da pessoa com ela própria,uma questão de ódio inclusive,ódio a própria existência,a vida,rejeição ao corpo,ódio aos próprios genes inclusive;disforia de gênero não é nenhum passeio no parque e não é uma questão de observação alheia,não é um psiquiatra que vem e tem que te abrir os olhos e te dizer quem você é; é você mesmo(a) que tem que ter essa percepção, e é por isso que estão acontecendo alguns diagnósticos falsos e errôneos de transexualidade,porquê existem pessoas que acham que podem dizer as outras quem elas são e quem devem ser,e inclusive o que devem fazer com a própria vida,transgenerismo não pode funcionar e ser diagnosticado assim.


E me desculpe Lola,mas achei o texto transfobico sim,transfobico a partir do momento em que a autora deixa claro que só pode ser uma mulher quem nasce no sexo feminino,ou seja uma mensagem clara de que mulheres transexuais não podem ser consideradas mulheres.Além disso achei o texto despropositado,ou eu não entendi direito, pois acho válido,aliás super válido, falar sobre como pra ser mulher não é preciso seguir estereótipos de gênero,nem ser o que sociedade considera feminina,não ter que desesperadamente se igualar a maioria das mulheres e muito menos ter que 'perfomar a feminilidade', pois tudo isso é até certo ponto supérfluo; Só que pela introdução da Lola achei que fosse um texto sobre destransicionamento,mas em nenhum momento do texto o eu-lírico relata uma transição que depois resultou em destransição e o que teria motivado tanto a transição quanto a destransição,e como seria o processo de admitir que errou e perceber-se como falso(a) transexual.

Novamente,a caixa de comentários tornou-se palco do ódio transfobico,permeado não apenas pela ideologia do pseudo feminismo 'radical' mas principalmente pelas pessoas cisgeneros que insistem que através de suas óticas cisgeneristas e absolutistas podem ditar quem as pessoas trans são ou deixam de ser nesse mundo;pois acreditam que o poder está com elas e numa lógica patriarcal insistem em exercer o controle sobre a personalidade e o corpo alheio através da prisão de gênero,engraçado que o patriarcado é tão forte,mas tão forte,que as mesmas pessoas que dizem combater noções de gênero,são as mesmas que insistem em usar fortes marcadores e limites de gênero para ditar quem as pessoas transgêneros podem ser ou não,ou seja,elas já estão tão cegadas pela ótica patriarcal e pela cultura de gênero,que caem em um círculo contraditório, onde o patriarcado e seus conceitos cisgeneristas limitados são utilizados firmemente como argumentos transfóbicos, por quem diz que vai aniquilar gêneros,se valendo de limites de gênero.

Maria caladora disse...

Mais engraçado ainda é que honestamente,até hoje não vi homens trans,nem mulheres trans,fazerem declarações lesbofóbicas,torcerem para que lésbicas se deem mal,para que lésbicas independentemente do grau de "feminilidade",percam algum direito,passem por algum perrengue na vida, tenham o direito de ser quem são e ditar ao mundo quem são de alguma maneira tolhido, jamais desejam absolutamente nada de ruim a qualquer lésbica que seja,pelo contrário, costumam vociferar contra a homofobia tanto masculina quanto feminina e ainda sim são ,sabe-se lá o porque,odiadxs, por boa parte das ditas lésbicas butch masculinizadas que se dizem radfem (faço questão de fazer esse detalhemento observatório pois boa parte das lésbicas ditas femininas que conheci acham absurdo os argumentos transfóbicos por parte das radfems, assim como não são obviamente todas as butch que tem interesse no discurso transfobico e nem se identificam como feministas,além do que existe também um pequeno grupo de radfems que não apoiam a transfobia e ridicularizam as terfs) Enfim,realmente não entendo a razão de tanta transfobia de uma parte dos lgbt que também estão sujeitos ao ódio irracional. Me pergunto sinceramente se algumas delas por absorverem 'signos de masculinidade' não se sentem de alguma maneira próximas dos homens trans, e se não sentiram já de alguma forma,uma certa atração por algum homem trans, o que poderia colocar as certezas lésbicas delas em cheque,pois todo o discurso sobre como não existe homem de vagina, além de transfobico,lotado de determinismo biológico e cisgenerista é também muito ofensivo.

Outra coisa que já comentei em outro post e preciso comentar novamente é que existe uma tremenda desonestidade intelectual em confundir uma lésbica masculinizada com um homem trans,ou dizer que a linha que divide uma coisa da outra é tênue.


Primeiramente que uma mulher lesbica masculinizada é apenas uma fulana que não se submete e não identifica com aquilo que a sociedade espera de uma mulher,não consegue se adaptar a aquilo que a sociedade patriarcal designou como feminino e por isso trazem alguns "símbolos de masculinidade" para suas vidas e personalidades, NO ENTANTO, essas mulheres NAO sofrem de disforia de gênero,elas não sofrem por ter uma vagina e útero,elas não DETESTAM ter ovários,elas não se entristecem em menstruar, elas não sofrem em ter um nome feminino e serem chamadas por ela,ELAS JAMAIS desejariam ter barba na cara,cintura de homem,porte físico de homem,voz de padrão masculino,cabelo no peito,nome do tipo Roberto/José,rosto masculino ou olhar para a própria genitália e enxergar lá penis e testículos,AO CONTRARIO dos homens trans,pra quem tudo isso é muito significativo, e SOFREM em ter um corpo designado como feminino e ODEIAM com todas as forças terem nascido no sexo feminino,sim,isso acontece e se chama transexualidade.
A própria Cássia Eller,por muitos considerada masculina,e sem muito jeito pra ser "feminina" conforme os padrões da sociedade, se dizia feminina,ou seja,jamais que ela seria um homem trans,pois ela não tinha problema em ser uma mulher,em ser chamada de Cassia e ser reconhecida como tal, ao contrario do que aconteceria se ela tivesse sido um homem trans,portanto é de muito mal tom confundir uma coisa com outra.

Maria Caladora disse...

Outro detalhe crucial para desmistificar o mito de que lésbicas masculinas e homens trans podem ser colocados no mesmo balaio,é que ao contrário de mulheres lésbicas, nem todos os homens trans tem interesse em manter relações afetivas ou sexuais com mulheres exclusivamente.
Sim,muitos homens trans são bissexuais,outros assexuais,outros de fato só querem romance ou sexo se for com mulheres e já vi um inclusive que se dizia gay;Sim, o coitado vivia tendo que justificar porque namorava com homens se também tinha se transformado em homem,ja que seria mais fácil ter continuado como mulher para obter a atração dos homens e sofrer menos preconceito. No entanto ele foi enfático em dizer que nunca se identificou como mulher,nunca gostou de ter aparência e corpo feminino,e no entanto nunca se apaixonou por mulheres,nunca quis nada com nenhuma delas e sempre foi muito sincero em relação aos seus sentimentos pelos homens e em todos os seus relacionamentos com homens.


Muitas radfems posicionam-se claramente contra as pessoas trans e seus direitos,dizendo que gênero não existe,mas é de se espantar que com esse pensamento elas tenham a coragem de se considerar feministas,pois como ser feminista sem antes reconhecer que existem papéis de gênero moldando nossas personalidades e nosso modo de se relacionar com o mundo e sem admitir que existe um GENERO que oprime o outro?
É também de se espantar que as que mais dizem não acreditar que gênero existe e que transexuais são mulheres são as primeiríssimas a terem uma ânsia de classificar as trans em alguma categoria,em algum rótulo e também as primeiras a se sentirem no direito de inquerir as pessoas trans sobre o gênero e corpo delas.

Continuo vendo muitas feministas com o determinismo biológico e genético na ponta dos dedos para ditar o que é ou nao uma mulher,acho isso tão contraproducente,pois desde quando é possível dissociar a figura da mulher como conhecemos dos seus marcadores sociais,históricos e culturais para considerarmos apenas a biologia?
Ainda mais considerando que nossa vida hoje é basicamente 80% artificialidade?

Além do que,com a biologia não se briga, biologia não oferece espaço para contestações,por exemplo, não posso lutar contra o fato de que preciso do oxigênio em meus pulmões para estar viva,os seres humanos que viviam nesse planeta há 50mil anos atrás também precisavam de oxigênio em seus pulmões tanto quanto ps de hoje em dia,e antes mesmo dos nossos ancestrais existirem,todos os demais mamíferos precisavam de oxigênio em suas correntes sanguíneas para existirem e isso não está aberto para contestação,pois é absoluto e ao contrário da sociedade não muda nem com o passar de centenas de milênios.

Maria Caladora disse...


Agora,se o patriarcado merece ser explicado através da biologia e se a biologia somente é o que realmente pode determinar a vida das mulheres,e quem é mulher,então a brecha para a justificava de todas as opressões esta aberta;por exemplo:

Se só biologia conta,então poderíamos dizer que lésbicas e mulheres bissexuais não existem e sim mulheres hetero em negação?
Pois somente de uma relação
penis-vagina pode haver possibilidade de reprodução,e a finalidade primordial da sexualidade e de nossos impulsos sexuais é na verdade a reprodução?

Se somente biologia vale,poderia também dizer que homens homossexuais,bissexuais,dissidentes da heteronormatividade absoluta também não existem e nem deveriam existir pois um homem com outro homem não irá se reproduzir?

Se determinismo biológico é o que realmente conta,então poderíamos dizer que mulheres que sofrem violência doméstica,tem mais é que sofrerem caladas e aceitarem as agressões,pois na biologia o macho bate porque simplesmente pode e é normal agressões ocorrerem quando animais ficam agitados e irritados e o que vale é a lei do mais forte? Ou seja,quem é mais fraco que se cuide?

Poderíamos também dizer que não existe estupro,porque biologicamente o macho faz valer a sua vontade e impulsos e cabe a fêmea se defender e evitar sozinha que ele consiga consumar o estupro?


Poderíamos afirmar que estudos que indicam que homens são mais inteligentes que mulheres porquê obtiveram melhor resultado em média numa certa atividade, estarão corretos se essa for a conclusão de um bando de biólogos?

Poderíamos afirmar que assédio sexual não existe e que mulheres não podem reclamar de terem seus corpos tocados contra a vontade por homens,se biólogos nos garantirem que isso é mera biologia e 'instintos' biológicos que os homens não conseguem conter?

Pode-se afirmar que se biólogos conduzirem um teste simples e determinarem que brancos são mais inteligentes que negros,por uma simples questão de média de q.i's,esse estudo será verdadeiro e não poderá ser jamais chamado de racista e discriminatório por que a única coisa que nos interessa é a biologia?

Quando tenta-se justificar a vida através da biologia e simplificar toda a existência humana através de um fator exclusivamente biológico,então não podemos reclamar do que parece injusto não é mesmo?

Pois o determinismo biológico que justifica que transexuais não são mulheres e sim impostoras é o mesmo que abre brecha pra todos esses discursos 'naturalizadores de opressões' e não apenas para aqueles que nos convém,na hora que nos convém.

Ressaltando que justiça,ética,direito,responsabilidade e civilidade Não São conceitos biológicos,e sim conceitos derivados da racionalidade humana.

Maria Caladora disse...


Se tudo que existe,pra ser real,precisa de um caráter positivista e estritamente biológico para existir,então eu poderia afirmar que a língua portuguesa é uma grande mentira e aos invés de estarmos nos comunicando através dela por aqui estamos todxs delirando e fantasiando aqui?
Sim,pois a língua portuguesa não tem nada de fenômeno biológico,ao contrario do oxigênio sempre tão indispensável a existência humana, ela há mil anos atrás sequer existia,aliás bastaria eu ter nascido e me criado na Noruega para não ter nenhuma noção de Português,ou seja,falar português não é um fenômeno genético,não há nada nos genes humanos que dê a uma pessoa a capacidade de falar português, poderia eu a partir daí concluir que a língua portuguesa não passa de um mero um engodo e que estamos então fantasiando coletivamente sua existência já que ela não é produto da biogenética?
Pois é bem isso que os conservadores misóginos e as radfens estão dizendo a respeito dos gêneros dos transgêneros.



Quanto a pessoa que perguntou se Thammy Miranda tem os mesmos privilégios de um homem cis,deeerrrr, é MEIO OBVIO que não né?
É justamente aí que entra a questão do privilégio cisgenero, pois Thammy não é um homem cis e sim um homem trans,sujeito a transfobia,coisa que um rapaz cis não experimentará,agora se Thammy não leva nenhuma vantagem por ter assumido sua identidade masculina,já penso bem diferente.

Será que a partir do momento em que as pessoas não sabem que aquele é um homem transgênero,e acham que é um homem barbado como outro qualquer,ele fica sujeito a levar as famosas cantadas de pedreiro igual qualquer mulher cis?
Será que com sua aparência masculina ele fica tão sujeito a ter suas partes íntimas apalpadas por um desconhecido quanto uma mulher cis?
Será que se ele for morar em um país onde ninguém saiba que ele nasceu no sexo feminino ele estará tão sujeito a ser seguido por um homem desconhecido pelas ruas tanto quanto uma mulher cis?

Será que quando uma mulher trans é passavel e as pessoas não sabem que estão lidando com uma transgênero,ela também não está sujeita a um assédio o qual antes ela não estava?
Também não sei que suposta escalada das mulheres trans aos privilégios cis é essa e onde é que ela ocorre,pois por aqui a galera não quer deixa-las nem usar o banheiro em paz,quanto menos respeitar suas identidades.

Isso pra não mencionar que mais de 95% das transgêneros por aí ou se prostituem ou já tiveram que se prostituir em alguma etapa da vida,enquanto entre mulheres cis esse percentual não chega nem a 1% da população.

Ou seja,não sei que mundo é este onde as mulheres trans são tratadas maravilhosamente bem e estão cheias de vantagens sobre os homens trans só porquê nasceram no sexo masculino,porque a realidade que vejo é os dois lados sofrendo muito apagamento e transfobia.

Maria Caladora disse...

Sobre a autora do texto,me parece confusa em alguns trechos,pois por exemplo parece querer insinuar que o que a faz mulher é ter medo de homem,mas acho isso engraçado,pois por exemplo se uma feminista praticar auto-defesa,andar com facas e não sentir intimidada por homens ao andar por aí,ela deixa de ser mulher?
Se um homem gay afeminado sente medo de sofrer violência homofóbica de um troglodita comum por aí ao andar na rua ou ao se deparar com um grupo de homens,ele passa a ser mulher por isso?
Logo o medo de homens não me parece suficiente pra determinar quem é ou deixa de ser mulher.


A autora também é categórica em afirmar que é mulher pois já nasceu mulher, e isso me causou um verdadeiro espanto,pois até onde eu saiba todas as pessoas nascem recém-nascidas,com mais ou menos 3kg,mal conseguindo abrir os olhos e mal tendo consciência do próprio corpo e de que vivemos num lugar do universo chamado planeta terra,que eu saiba a partir daí passam-se no mínimo uns vinte anos até que aquela criatura que acabou de nascer possa ser considerada uma mulher,ou será que alguém já nasce pulando a infância e adolescência?

Que somos mulheres,que somos do Brasil,que falamos português,o que é um cachorro,o que é um gato,o que é um chinês,o que é um russo,o que é um homem e o que é uma mulher,são coisas que tomamos consciência ao longo da vida,quando nascemos não sabemos nada disso,aliás não sabemos absolutamente nada além de chorar e respirar.


Ela também faz questão de reforçar o gênero como uma ideia exclusivamente biológica,mas ao mesmo tempo não percebe que frisa que suas roupas são quase todas compradas em seção masculina.
Ou seja se existe uma seção masculina, é porque existe uma seção feminina;e se roupas e acessórios estão sendo dividos e rotulados em ótica de masculino e feminino,ao invés de serem todas unissex e se tal qual roupas,comportamentos,gestos,emoções e até mesmo atitudes e objetos estão sendo rotulados em masculino e feminino,é óbvio que gênero não pode ser um conceito exclusivamente biológico livre da fantasia humana.

Algo me diz que a autora também não se chama Ricardo,José,Marcelo,Vitor,algum desses nomes os quais ela provavelmente teria recebido caso tivesse nascido no sexo masculino,mas não tendo nascido,com certeza não recebeu,então como poderia ser gênero um fenômeno exclusivamente ditado pela biologia e nada mais se as pessoas em todos os cantos do planeta morrem de medo de dar exatamente os mesmos nomes as crianças do sexo masculino e feminino?
Porque a recusa,por exemplo,em chama-la de Ricardo,se do ponto de vista exclusivamente biológico o nome dela é homo sapiens sapiens,igual o da Lola e de todo mundo por aqui nessa caixa de comentários?
Por que possuir um documento dizendo que ela não se chama exclusivamente homo sapiens sapiens?

Maria Caladora disse...

Só pra constar,pessoas cisgeneros podem especular e divagar a vontade a respeito de pessoas transgêneros,mas jamais poderão ter a última palavra ou ditar quem uma pessoa trans é ou não é,pois essa narrativa só cabe a própria pessoa.


"Work with transsexuals, and studies of formation of gender identity in children provide basic information which challenges the notion that there are two discrete biological sexes. That information threatens to transform the traditional biology of sex difference into the radical biology of sex similarity… Every transsexual is entitled to a sex-change operation, and it should be provided by the community as one of its functions.
– Andrea Dworkin "

http://www.transadvocate.com/wp-content/uploads/2013/09/transphobia_mistake.jpg

lola aronovich disse...

Muito bons seus comentários, Maria Caladora. Se me permite, vou juntá-los e fazer um post com eles. E, por favor, apareça sempre pra responder os muitos comentários transfóbicos deixados aqui (provavelmente por alguns poucos trolls -- tenho esperança na humanidade).

Maria Caladora disse...

Poxa Lola que honra!
Estava até em dúvida se alguém entenderia o meu ponto de vista de tão longo que ficou,rsrsrs, as vezes da cansaço de lutar contra a transfobia (e tudo mais de ruim) mas as vezes não dá pra deixar passar em branco.
Se quiser reproduzir meus comentários eu ficaria muito feliz,já que adoro o blog e aprendi muito com ele e com vc.

Anônimo disse...

Quanta desonestidade intelectual da sua parte, "maria caladora", escreveu vários textões assim pq? acha q ganha na verborragia? em encher linguiça? é assim q vc acredita q faz o transativismo parecer coerente?

Mais uma vez, pq vc atirou pra todos os lados e não acertou o alvo, até pq não dá, por mais malabarismos q transativistas façam:

Ser mulher (ou [h]omen) não é uma coisa subjetiva, não foram vcs, pessoas trans, q inventaram a "mulher", ser mulher é uma coisa muito objetiva, assim como ser negro, como ser nipônico, como ter olho azul, como ser gay, como ser ruivo, etc.

Ser mulher é nascer do sexo feminino, ter os cromossomas XX, ter vagina, útero, seios capazes de produzir leite e tudo mais o q pertencer à fisiologia e anatomia de uma fêmea, mulher = fêmea humana (vale para [h]omens tb), só existem dois sexos/gêneros humanos: mulher e omen. Isso sempre foi assim, deixe eu ver, desde a origem da humanidade muito provavelmente, e vai continuar, deixe eu ver, até a extinção dela muito provavelmente tb

A sua tentativa de contornar ou negar a biologia é patético, vc quer dizer q a biologia não tem mais autoridade pra definir o q é maxo ou fêmea? o q é omen ou mulher? Mas hora, vcs mesmos usam a biologia pra explicar mudanças nos cérebros de pessoas trans pra justificar a transexualidade, mas definir o q é fêmea/mulher a biologia não pode, e ainda faz comparações no mínimo esdrúxulas com orientação sexual e raça, como se a biologia explicar pq pessoas são mulheres equivale a pseudo-ciências do tipo: racismo científico, quanta diarreia mental, valha-me

Há razões (biológicas) pelo qual pessoas nascem não-heterossexuais, especialmente as homo e bissexuais, e há vantagens nisso tb. Ser homossexual é uma coisa muito bem definida, ao contrário da transexualidade, q a cada ano ganha uma roupagem diferente, por isso q eu digo q o transativismo às vezes é um estorvo pra causa Gay e Lésbica, transativistas gostam de relativizar conceitos muito bem claros até à medula, ao ponto de ser impossível traçar qualquer razoabilidade, pq é pura masturbação mental

O fato da biologia definir muito bem o q é um maxo e uma fêmea, não significa q biologia corrobora pseudo-ciências como vc quer fazer parecer

Sexo/gênero é uma coisa concreta, assim como raça, cor de cabelo e etc. não há nada q transativistas possam fazer pra mudar, mas uma coisa q vc falou é certo, pessoas trans sofrem de disforia de gênero, eu não duvido do sofrimento q vc relatou da qual pessoas trans passam, é devido justamente à este transtorno psiquiátrico, ainda sim, isso não faz com que o sexo feminino passe a ser algo subjetivo, só por causa de problemas mentais

E lola, é lógico q vc vai replicar o comentário de uma ativista trans, nada mais esperado, feminismo radical aqui não tem vez, nem nos comentários, é provável até q vc apague este meu, pq absolutamente nada pode confrontar a ideologia transgênero no seu espaço. Depois reclama pq não tem apoio das feministas radicais, vc não oferece uma linha sequer do seu blog à nós e acha q temos a obrigação de estender a mão sempre q vc entra em apuros, tudo bem, a feminista malvada aqui te ajuda, uma pena q não seja recíproco

Anônimo disse...

'Mulher' não é um figurino disponível numa loja de fantasias para qualquer pessoa q queira a use

eu sou MULHER desde q fui concebida, desde q nasci, nunca me "identifiquei" como mulher, pq eu sempre fui uma mulher, desde a concepção, o meu organismo inteiro é feminino, e me sinto completamente ofendida quando alguém aponta o dedo na minha cara dizendo q é errado eu me "identificar" como mulher dessa forma, ou q isso não define o fato de eu ser uma mulher

é como eu dizer pra uma pessoa negra q ela não é negra só pq a pele dela é escura (e por conta de outros fatores biológicos), ou dizer q o fato dela se reconhecer negra por causa desses aspectos é "errado", pq pode ofender outras pessoas q tem a pele clara e se "identificam" como negras. Mas parece q quando o assunto é gênero, essa espécie de relativização é 100% aceita

Pessoas trans não aceitam o corpo em q nasceram, até aí, nenhuma novidade, muita gente tb é infeliz com o próprio corpo; vcs não se "identificam como mulher", vcs não se identificam é com a fisiologia-anatomia do organismo da qual nasceram, e querem emular o da mulher, não sei por qual razão, e ainda emulam os aspectos mais estereotipados possíveis. Realmente, vcs acham q ser mulher é uma roupa, uma fantasia, um figurino, e ainda não sabem pq são tão combatidos por rads e câncervadores

Anônimo disse...

"eu sou MULHER desde q fui concebida, desde q nasci, nunca me "identifiquei" como mulher, pq eu sempre fui uma mulher, desde a concepção, o meu organismo inteiro é feminino"

mas eu não posso me considerar uma mulher devido à esses fatores, pq pode ~ofender~ alguns (h)omens q querem emular o corpo feminino, alguns até dizem q esses fatos não são o suficiente para se definir o q seja uma 'mulher'

Mas vai eu dizer pr'um bantu q ele não é negro, pq pele escura, fenótipos afros + descendência africana "não são fatores suficientes" para se definir o q é ser 'negro'; ou que se um negro se considera negro por causa desses fatores, ele estará "excluindo" outras pessoas q não possuem nenhuma dessas características, mas q se consideram "negros" mesmo assim

Perceberam o tamanho da incoerência e do derrame intelectual defendidos por ativistas trans?

Pra sexo/gênero, essa relativização e coitadismo é válido, mas só na cabeça de transativistas mesmo

Parafraseando o comment acima: "Realmente, vcs acham q ser mulher é uma roupa, uma fantasia, um figurino, e ainda não sabem pq a ideologia transgênero é tão combatidos por rads e CÃNCERvadores"

Anônimo disse...

"Não é pq vc tem uma vagina q vc é mulher; mulher sou eu, q tenho p*nto, barba e uso saia, eu me olho no espelho todos os dias e digo pra mim mesmo q eu sou uma mulher até eu me convencer disso, é isso q define o q é ser uma mulher, sua rad louca"
____

"Não é pq vc tem pele escura q vc é negro; negro sou eu, q sou albino, norueguês e uso dreads, eu me olho no espelho todos os dias e digo pra mim mesmo q eu sou um negro até eu acreditar nisso, é isso q define o q é ser um negro, seu rastafari louco"

Unknown disse...

Se a trans em questão se vê mulher, para se dizer humana, tu recusa a humanidade dela ao dizer que ela não é mulher. Me diga, com base no que é debatido aqui, há projeção positiva em ser homem? O que aquele trol que adoro por tantos perfis radicais diz a respeito das pessoas do sexo masculino? Tem humanidade, enquanto valor de dignidade, reconhecido ali? Seu argumento sobre o natural/antinatural não me convence. É antinatural mudar o corpo? Como espécie, o que distingue a humanidade é a sua imensa capacidade de intervenção no mundo. Como pode ser antinatural nos mudar, se essa característica é uma das que nos distingue como espécie? Tô de retórica para mostrar que objetivo e subjetivo dependem dos consensos que formamos.

Unknown disse...

Realmente, você tem razão. A mim, só me incomodou o mulher adulterada do final. Como experiência individual, o texto é certeiro e merece visibilidade e respeito.

Unknown disse...

Uau! Excelente comentário, tô pensando...

Anônimo disse...

"Se a trans em questão se vê mulher"

"Se ver" mulher? quem inventou isso? Essa coisa de "se ver" mulher não existe, e ng precisa "se ver" pra "se dizer" humano

pessoas trans são humanos de qualquer forma, isso ng discute, não é o fato daquilo q eles "veem" ser questionado q isso retira a humanidade deles

menos, bem menos

Anônimo disse...

(Viviane)
Ah, pode parar, anon 13h32! Todos os leitores daqui sabem a posição da Lola sobre esse tema, e ela nunca desrespeitou ninguém, tanto que houve uma época em que algumas rads QUE ASSINAVAM O NOME comentavam aqui. Para "estender a mão", como você diz, não precisa concordar com as ideias, apenas ter caráter. A Lola tem, e você?

Anônimo disse...

Uma mulher no exercício pleno dos seus direitos decide não performar a feminilidade estética convencional, fala de sua própria experiência e isso é transfobia COMO?

Sem textão, resposta objetiva, máximo 3 linhas. No aguardo.

Anônimo disse...

É muito emblemático uma pessoa do sexo masculino se designar "caladora" e falar em transfobia em um texto que relata a individualidade de uma mulher que não se adequa aos padrões exteriores de gênero.

Maria Caladora disse...

Rsrsrs,pobre Radfem eu não escrevi vários textões,vc por acaso leu?
Escrevi um único comentário de vários parágrafos que precisou ser quebrado em diversas partes porque o próprio blogspot limita os caracteres disponíveis por postagem.
Se o comentário ficou longo demais,é porque além de comentar o texto,tive que comentar as diversas bobagens transfóbicas deixadas ao longo da página de comentários muito mais transfóbicas (como sempre) do que o texto em si.
Desonestidade intelectual pra mim é dizer-se feminista e ao mesmo tempo querer explicar as opressões
Sócio-políticas e culturais sofridas pelas mulheres exclusivamente através de biologia, principalmente considerando que biologia,como disse anteriormente, Não pode ser vencida, não posso lutar contra o fato de que seres humanos precisam e sempre precisaram de sangue fluindo nas veias e artérias pra estarem vivos e com as células boas não deterioradas para estarem com o corpo em ordem,funcionando corretamente, isso ao contrário de hábitos e costumes,tradições,não está sujeito a mudança,já era assim há trinta mil anos atrás e continuará a ser igualzinho daqui há vinte mil anos,pois isso sim é biologia pura e inquestionável;assim como há 120mil anos atrás não existia o patriarcado e nem as crendices sobre como mulheres são supostamente delicadas e inferiores, mas os mamíferos já tinham todos a necessidade biológica de ter bastante sangue correndo por dentro de seus corpos para se manterem vivos,pois isso sim é biologia pura e ao contrário do patriarcado não está sujeito a transformação.

E não,não se iluda,você certamente não nasceu mulher,assim como não nasceu sabendo ler o blog da Lola,ou falar português, simplesmente porque você NAO nasceu com vinte e dois anos de idade,pronta e acabada,já falei antes,vou repetir, você nasceu recém-nascida,sem nem saber que tinha um nome,sem saber quem eram seus próprios pais,sem saber em que mundo você estava,sem saber que homens e mulheres são tratados tão diferentemente,sem saber que o patriarcado existe e sem ter uma personalidade já absoluta e incontestável,assim como qualquer transexual,assim como a Lola,assim como eu,assim como a Dilma Roussef e todo mundo no planeta;até chegar o ponto em que você ja tinha assimilado o que era uma mulher,o que era um homem,que são diferentes e tratados de maneira diferente,até você entender que você é exclusivamente você mesma e não tua vizinha foram necessários anos e várias etapas de desenvolvimento cerebral.

Também não se engane,o fato de você ser geneticamente fêmea não exclui os marcadores sociais e culturais do que é ser mulher,a compreensão do que representa ser mulher não é fixa e imutável,você realmente acredita que as mulheres que viviam na Europa há mil anos atrás era iguaizinhas as que vivem lá hoje em dia e realmente se preocupavam em usar maquiagem, em encontrar "o homem certo",sendo que o conceito de romance e casamento por amor sequer existia e que elas realmente se preocupavam em estar 'na moda',sendo que a indústria da moda,assim como a produção em massa ainda estavam bem longe de existir?

Maria Caladora disse...

Com certeza existe um conceito muito além do biológico do entendimento de ser mulher,prova disso,é que você com certeza tendo nascido no sexo feminino não se chama Marcos,nem João,nem Paulo,assim como um bebezinho nascido no sexo masculino não será chamado de Cecilia ou de Marina,porque afinal existem características socioculturais de gênero,inventadas sim pelo patriarcado,mas que continuarão a ser reais enquanto o patriarcado continuar a existir,prova disso é que a própria autora do texto ressalta que suas roupas são compradas usualmente em seção MASCULINA, que certamente não está lá e nem recebeu esse nome a toa,ou seja, mulher,em nosso tempo,em 2017,como conceito exclusivamente biológico,é uma ideia impraticável,não dá pra dissociar a ideia de mulher de seus aspectos culturais,históricos e políticos,pelo menos não enquanto o patriarcado não ruir de vez,aliás em nossa vida atual, poucas coisas são puramente biológicas,tomar banho usando água encanada e usar sabonete todos os dias,de natural,não tem nada,visto que água encanada correndo pelas cidades foi inventada a partir da inteligência e criatividade humana,e não exclusivamente através da biologia,tampouco existe sabonete que brote em árvores.

Agora,nem eu,nem ninguém,estamos dizendo que as transexuais mtf tem útero,ou que nasceram com dois ovários prontos a funcionarem assim que elas entrassem na adolescência,mas isso não pode determinar quem elas realmente são,pois como expliquei anteriormente determinismo biológico e feminismo não combinam, além do que existem diversas influências sociais,culturais e históricas sobre o que é ser uma mulher e é IMPOSSÍVEL dissocia-las do conceito que entendemos de mulher hoje em dia,para levar em consideração apenas a questão genética,isso foge da realidade,pois a sociedade com seus estereótipos de gênero dita a maneira que construimos nossa personalidade e como nos relacionamos com o mundo,se não ditasse,homens não oprimiriam mulheres,eles oprimem com base em suas visões e crenças.
Longe de mim defender papéis de gênero ou acha-los necessários,mas eles estão aí ditando como o mundo é percebido pelas pessoas e como interagimos com esse mundo,esses papéis não são absorvidos exclusivamente pelas transexuais na construção de suas vidas,mas por TODAS as pessoas sem excessão,desde a mais machista até a mais desconstruída,ainda que para a desconstruída esses 'limites' entre o "feminino e masculino" tenham menos peso.

Maria Caladora disse...

Ademais,acho importante que se considere que quando você passa por uma travesti e diz "Olá,boa tarde" a biologia é importante,pois sem ela,a travesti em questão não teria um ouvido pra captar a mensagem,não teria um cérebro pra decodificar o que foi dito e muito menos teria voz e boca para te responder; no entanto,ao mandar uma mensagem para uma travesti,você não está falando com um mero pedaço de carne,nem com um simples amontoado de genes,você está falando diretamente com a CONSCIÊNCIA dela,que é o que faz entender quem ela é e como funciona esse mundo,tanto que para a comunicação obter sucesso você precisa falar em alguma língua que ela entenda,caso contrário a troca de ideias não irá pra frente,por isso mesmo acredito que uma transgênero possa sim ser e se ver como mulher,porque ninguém precisa exclusivamente de seu útero ou bolsa escrotal para saber quem é neste mundo,tampouco as pessoas usam suas tubas uterinas ou epidídimo para pensarem e saberem das coisas,no entanto todos fazem uso de uma coisa chamada CÉREBRO,cisgenero ou não,pobre ou rico,gay ou hetero,homem ou mulher, é no Cérebro que fica armazenada toda informação que uma pessoa adquire,todos os valores, todo conhecimento aprendido e também toda personalidade dela está lá,e não no fígado ou no pâncreas,ou qualquer outro órgão;um homem sem um cérebro na cabeça seria apenas uma carcaça humana masculina,incapaz até mesmo de mover um dedinho ou de sequer fazer algum barulho,não teria consciência,nem qualquer senso de personalidade,aprendemos as coisas e sabemos quem somos,porque temos um cérebro capaz disso e não porque temos pulmões ou útero.

Sexo cerebral? Desculpe-me,mas como intersec não acredito nisso, mais uma razão pra acreditar nas transexuais e nos papéis de gênero influenciando a construção de nossas personalidades,afinal, por que uma pessoa com uma anatomia perfeitamente feminina nasceria justamente com um "cérebro masculino" se todo o resto é feminino e vice-versa? Pra mim não faz sentido,muito mais sentido faz acreditar que o sexo tem muitos marcadores que estão bem além da biologia, e que não se resume em uma experiência biogenética,e que estereótipos de gênero existem e acabam sendo assimilados de maneira compulsória e inconsciente e fazendo peso sobre nossa personalidade,sendo as pessoas transexuais justamente a resposta mais extrema a esses estereótipos,pois recusando-se a enquadrarem-se nessas expectativas depositadas sobre as costas delas desde seus nascimentos,esses pessoas tomaram a liberdade de decepcionar a sociedade e construirem suas personalidades de acordo com aqueles estereótipos lhe convém,e não de acordo com aqueles que lhes são ditados e repassados,fosse tudo uma mera questão de biologia como vocês radfem costumam afirmar,transgêneros nem existiriam em primeiro lugar,seria todo mundo cis.

Além do que todo o feminismo estaria fadado ao fracasso,pois toda a opressão do homem e todos os absurdos que ocorrem por aí,como a CULTURA do estupro seriam justificados com base em determinismo biológico,como vocês e os psicólogos evolucionistas,com os quais vocês se afinam,adoram fazer, como eu me RECUSO a acreditar que toda a criança do sexo masculino nasça fadada a assediar sexualmente mulheres e a não ter um pingo de respeito pelo corpo feminino,eu rejeito as explicações que vocês radfems dão para a vida.

Maria Caladora disse...

Também rejeito um segmento do feminismo que parece mais uma caricatura e busca justificar toda a opressão sofrida pela mulher no patriarcado com argumentos simplistas do tipo: "Homens oprimem as mulheres porque produzem mais testosterona"
Nesse caso bastaria inibir a produção de testosterona em homens e estimular a produção dela em mulheres que a opressão se reverteria?
Hummmm,eu duvido muito.
Tampouco,poderia eu levar a sério um grupo de feministas que diz que homens tem que ser reduzidos a 10% da população e irem morar em campos de concentração,kkkkkkkkkkkk,me diga,essa ramificação do radfem ainda existe?


Só pra constar,há dez anos atrás eu pensava exatamente como você, que transexuais jamais mereceriam ser chamadas de mulher,e que era absolutamente incomparável com uma mulher genética,pois não tinham ovários,nem tinham nascido no sedo feminino.
Há cerca de sete anos atrás isso mudou,quando eu me toquei que nem quem nasce no sexo feminino,já nasce mulher,visto que mulher é uma humana já adulta,e até chegar lá leva tempo,bem mais tempo que poderia levar pra uma pessoa disfórica de gênero concluir que nasceu no sexo inadequado pra ela,foi ai também que conclui que antes eu era tola,pois estava ignorando solenemente que a vida tem muitas variáveis além da biologia, que nem mesmo a vida de um cão em nossa sociedade,um animal irracional, é uma jornada puramente biológica.

Foi ai nesse ponto,que me toquei que esse meu discurso de como transexual não é mulher,era patético,porque mesmo SEM PERCEBER,eu estava,justamente como o patriarcado espera,tentando reduzir a grandeza da mulher a seu útero,sem ter a intenção eu estava,conforme a sociedade dita, reforçando a ideia de que mulher só é aquela que pode ser mãe,aquela que nasceu para engravidar;eu estava reforçando a ideia de MULHER enquanto Mãe,enquanto figura maternal,hoje eu enxergo o problema dessa ótica,que parece muito natural,que parece simplesmente questão de biologia e passa despercebida quando a gente não questiona.
Mesma coisa,só que muito mais preconceituosamente,fazem os machões de plantão que dizem que um homem trans não pode jamais ser homem,porque supostamente não pode penetrar ninguém,ou 'comer' alguém como eles dizem;eles estão através do machismo patriarcal reforçando a ideia de que um homem é o seu penis e nada mais,estão enfatizando com suas obsessões falocentricas que ser homem é penetrar alguém,e que sem esse "poder" um homem não seria ninguém e não teria valor,visão altamente machista a qual eu discordo,porém,amplamente difundida por aí.

Maria Caladora disse...



E sim,você está certa,raça é também,tal como sexo,um conceito em partes sociocultural e político,quem afirma isso nem é alguma corrente feminista,mas sim uma corrente cientifica,que justifica que em partes raça não passa de uma fantasia humana alimentada pelo racismo,já que no fundo só existe uma única raça comum : A humana. Não só isso,como eles garantem que cada pessoa tem o seu próprio tom de pele,não existindo duas peles exatamente idênticas,e também garantem que as vezes uma pessoa com grande influência negra no seu dna,por exemplo,23% negra em seu genoma,pode ter traços mais caucasoides,e olhos e pele bem mais clara do que uma pessoa que seja 98% branca e apenas 2% negra,nem por isso essa pessoa seria encarada como a mais clara ou como a branca de fato entre as duas,um exemplo claro, é que Wentworth Miller e Jennifer Beals se consideram negros,mesmo tendo a cútis indiscutivelmente mais clara que Jessica Alba,considerada pela maioria das pessoas como branca;ou seja,até o conceito de raça sofre grande influência social e histórica no nosso mundo. Nada também impede alguém como a Beyonce,compreendida como negra por todos, de ter um genoma 50% europeu,nem por isso, alguém estaria em seu direito se chegasse e dissesse pra ela que ela não é negra,ou que é uma falsa negra,isso seria uma atitude babaca e sem muita justificativa.

E se você é contra dizer para uma pessoa considerada negra,que ela não é negra,por que diabos é tão a favor de ditar para os transexuais quem eles podem ser ou não nesse mundo?


Hahaha,você é Napoleão Bonaparte? Boa sorte em comparar TODAS as mulheres (grupo) a um ser humano (indivíduo) que já morreu há mais de duzentos anos; te desejo mais sorte ainda em reunir evidências para comprovar a sua identidade de Napoleão, já que as transexuais não falham em juntar evidências que indiquem que elas são mulheres, tanto que a própria justiça brasileira acaba reconhecendo-as como tal após a transgenitalização,com direito inclusive,a alteração da certidão de nascimento.

Maria Caladora disse...

E que história mais sem pé nem cabeça é essa de que a lesbiandade está na genética?
Se é assim,por que algumas de vocês radfems vivem dizendo para as mulheres heterossexuais que elas devem esquecer os homens e buscarem se relacionar com outras mulheres, porque existe vertente radfem que grita que heterossexualidade não passa de simples constructo social e que basta se livrar das expectativas sociais e das amarras do patriacardo para que todas enxerguem o quanto as mulheres são atraentes e os homens não? Para que todas passem a querer uma esposa,uma companheira e jamais um namorado?
Ou determinismo genético só é usado por vocês quando lhes é conveniente?


Outro detalhe,você está bem enganada,os deterministas biológicos nunca se preocuparam em justificar a homossexualidade através da biologia,pelo contrário,sempre usaram o determinismo biológico para questionar as homossexualidades, para trata-las como inadequadas,para se vangloriarem de serem heteros (sendo que o conceito de heterossexualidade sequer existia há trezentos anos atrás) para insinuarem sobre como a heterossexualidade é mais "adequada",sobre como ela é supostamente mais "natural";Não obstante um dos argumentos favoritos dos homofobicos de plantão para tentar impedir o casamento homossexual é de que não faz nenhum sentido duas mulheres se relacionarem,já que uma mulher nunca vai engravidar e gerar uma vida transando com outra mulher ao invés de transar com homem.
Lembrado que a finalidade mais essencial da sexualidade é a reprodução,impulsos sexuais existem com objetivo de garantir a propagação da espécie,não a toa sentimos tesão,principalmente nos genitais e não a toa somos SEXUADOS e sexualmente dismórficos e temos o ímpeto de fazer sexo.

Agora,não sou eu,nem as feministas de terceira onda,nem as de pos-3a onda,nem os defensores dos direitos Lgbt,nem os transativistas que queremos resumir toda a complexidade e infinidade da sexualidade humana ao seu caráter reprodutório,não somos nós que gostaríamos de explicar toda a dinâmica das interações humanas através da biologia,pois acreditamos que quando nós falamos de SOCIEDADE E COMPORTAMENTO (E é sobre isso que o feminismo fala principalmente) Não devemos tentar explicar as coisas,os acontecimentos do mundo sob a luz da biologia simplista,pois a sociedade e como ela molda nossos comportamentos e percepções,está muito além da biologia e da genética.

Maria Caladora disse...

Quem adora lançar mão da biologia para explicar o mundo e todos os aspectos da vida,além de vocês,são os coleguinhas machistas e misóginos de plantão que adorariam poder dizer que passaram a mão na bunda de Beltrana,não porque assim quiseram,mas porque sofreram um mero impulso biológico,porque foram vítimas dos instintos e a culpa disso é toda da Beltrana, fêmea sedutora,que resolveu desfilar sua biogenética feminina na frente do pobre macho enfeitiçado pronto para fazer a biologia dele e que assim não pode se controlar.
Os machistas amam de paixão um mundo onde se diga : "É a biologia,o que se pode fazer?"


Como já disse, estou acostumada a ver homens e mulheres trans vociferando contra a lesbofobia,se incomodando com isso e torcendo para que todos os homofóbicos desapareçam o mais rápido o possível do mapa,para que assim,lésbicas e demais LGBT possam viver em paz; mas não vejo o mesmo cuidado por parte de muitas butch lésbicas radfem,pelo contrário,já as vi humilharem um rapaz transexual, e já vi elas rindo que a expectativa de vida de uma transgênero no Brasil é de 35 anos de idade;por sorte não são todas as butch,nem todas as radfem, e mesmo as que são não chegam a representar nem 15% das lésbicas,que costumam se indignar bastante com falas e crenças transfóbicas,e que consideram as pessoas trans companheirxs de luta contra a heteronormatividade cisgenerista e homofóbica patriarcal.


"So now I want to be unequivocal in my words: I believe that transgender people, including those who have transitioned, are living out real, authentic lives. Those lives should be celebrated, not questioned. Their health care decisions should be theirs and theirs alone to make. And what I wrote decades ago does not reflect what we know today as we move away from only the binary boxes of “masculine” or “feminine” and begin to live along the full human continuum of identity and expression"

Gloria Steinem

Maria Caladora disse...

Anônimo 22:54

Está aguardando uma resposta?
Pois vai continuar no aguardo então,

Primeiro que você não manda em nada,
Segundo que eu não sou obrigada a nada,
Terceiro que não sou obrigada a ficar me repetindo com toda a paciência como se fosse sua professora pra te ensinar o beabá das coisas,principalmente quando o que você me pergunta já está respondido no comentário anterior,basta ignorar a preguiça e LER.

Continue esperando,porém sentada.

Anônimo disse...

maria "caladora", falou e falou e não disse nada

Anônimo disse...

"os deterministas biológicos nunca se preocuparam em justificar a homossexualidade através da biologia"

os ~deterministas biológicos~ eu não sei, não conheço nenhum, mas os cientistas sim, há várias pesquisas e afirmações nesse sentido, vc é muito desinformada

homossexuais não são inférteis, e o sexo vaginal não é o único q existe, heterossexualismo e o sexo não se resume a botar o pipi na perereca, o q dirá outras orientações sexuais. Se informe melhor queridinha, tá precisando

"a finalidade mais essencial da sexualidade é a reprodução"

vc afirma isso, pq vc acredita nisso? eu não acredito, mas se vc sim, então qual a lógica de defender o derrame intelectual dos queers? é algum tipo de dissonância cognitiva? Lembrando q... homossexuais e bissexuais não estão de fora dessa lógica reprodutiva, se fosse mais informada saberia disso tb

Maria Caladora disse...

Hahahha anon. Vc pelo menos é a pessoa que me respondeu? Se não for,não tem porque ficar lendo uma resposta direta dada a uma radtroll.

Se você acha que não falei nada,então não tem problema, vamos pegar o lápis de cor,o livro de colorir e fazer uma atividade mais apropriada a sua idade,pois o patriarcado eu me disponho a discutir só com quem se dispõe a ouvir e enxergar que ele está aí,moldando quem nós somos.

Anônimo disse...

não filhinha, não existe "raça humana"

tudo bem q "raça" é um termo antropológico, mas "raça humana" não existe, os seres humanos são uma ESPÉCIE, agora: negro, branco, pardo, árabe, judeu, etc., isso são "raças" e "etnias" humanas

assim como bulldog, rotweiller, pitbull, etc. são "raças" caninas

por mais q esse conceito do q é ser negro não seja unanimidade, ainda sim se baseia em fatores genéticos e biológicos, levam em conta descendência, fenótipos, cor de pele, etc, tem muita bagunça sim, mas nenhum ativista negro defende q um albino da lapônia se considere negro pq se "identifica" dessa forma

ao contrário dos transtivistas, q basta um (h)omen barbado se considerar mulher, q pronto, isso basta, não é bem assim não queridinha

Anônimo disse...

se a humanidade corroborada pela ciência entende que mulher é alguém que tenha nascido do sexo feminino, logo, dizer q nasceu mulher é correto, pq as pessoas ou nascem do sexo feminino ou masculino

o fato da palavra "mulher" se referir à uma fêmea humana adulta, é apenas uma semântica do léxico, um significado secundário da palavra "mulher"

mas ortodoxamente, "mulher" continua significando uma pessoa que tenha nascido do sexo feminino, não importa a idade

agora, se existem (h)omens q gostam de imitar o visual e o comportamento feminino, o problema é deles, pra ser reconhecido como "mulher" o buraco tb é mais embaixo

Anônimo disse...

"já que as transexuais não falham em juntar evidências que indiquem que elas são mulheres"

com certeza, usar roupa feminina, peruca e imitar o mais estereotipado comportamento feminino de tv é uma evidência cabal, rsrs

Anônimo disse...

*defendendo

Anônimo disse...

transativistas defendem q crianças de 4 anos já possam tomar hormônios sexuais e fazer operação, quem leva eles a sério?

Maria caladora disse...

Ai jesus,tem que ter uma santa paciência não?

Do que adianta ter cientistas que muito RECENTEMENTE surgiram com TESES de que a homossexualidade é biológica,se durante muitas DÉCADAS o discurso da ciência foi de que a homossexualidade era uma 'doença' por ser 'anti-natural'?
Do que adianta eles existirem se esses são os MESMOS que acreditam em sexo cerebral (masculino/feminino) e que justificam que a esmagadora maioria dos homens sente atração por mulheres porquê tem um cérebro masculino na cabeça e que a esmagadora maioria das mulheres sente atração por homens pois tem um cérebro 'feminino' na cabeça;aliás são esses mesmos cientistas os que vão afirmar que 90% da população é HETERO porque é isso que faz sentido biologicamente.

Agora,você particularmente acredita,que 90% dos humanos são heterossexuais?

Pois eu não acredito,primeiro porque,até trezentos anos atrás,essa palavra,heterossexual,nem existia,assim como não existia essa maneira ocidentalizada que temos no presente de enxergar a sexualidade humana divida em hetero/bi/homossexual,segundo,se assim fosse,como explicar todo o homoerotismo da Grécia antiga e do império romano?

Outro detalhe,querer explicar a homossexualidade através de um viés determinista biológico abre precedentes para que algum idiota queira explicar a homofobia também através da biologia,não só ela,como o racismo,a misoginia e tudo mais de ruim.


E quem inventou que heterossexualidade tem alguma conexão com a reprodutividade?

A natureza! Afinal bissexuais só correm o risco de gravidez quando estão exercendo sexualmente o lado hetero de suas personalidades,não adianta citar reprodução assistida e fertilização in vitro,porque essas são criações advindas da inteligência humana e não da biologia,que existem há no máximo quarenta anos,ao contrário da humanidade,que tem dúzias e mais dúzias de milhares de anos,e ainda sim,para uma reprodução assistida,você precisa de um espermatozoide e um ovócito;ou seja, uma célula masculina e outra feminina,e a máxima de que somente uma transa entre pessoas de sexo oposto pode gerar uma gravidez continua viva;afinal se uma fêmea genética engravidasse a outra fêmea genética,jamais haveria razão da natureza desperdiçar recurso genético e tempo em criar dois sexos.

Maria Caladora disse...


É por isso mesmo que o terrível determinismo biológico não só pode,como FOI de fato usado para questionar a existência dos homossexuais e impor uma visão heterossexista e homofóbica de mundo.
Por isso que eu e muitas outras feministas fugimos de determinismos biológicos, pois eles são não apenas simplistas como são convenientes ao patriarcado.


E não é preciso ser nenhuma parente de Albert Einstein pra saber que a função primária e primordial dos humanos serem sexuados é a reprodução,é justamente pra isso (dentre outras coisas) que útero e testículos estão lá, é justamente porque o ser humano só se reproduz em par,ou seja somente o esforço de duas pessoas(de sexos opostos diga-se de passagem) pode gerar uma nova pessoa,que as pessoas tem seus impulsos sexuais e vontade de transar,para que numa dessas 'vontades' seja garantida a reprodução e a continuidade da espécie, pelo menos BIOLOGICAMENTE falando e adotando Biologia como o único critério.

Enxergou agora criatura,como o determinismo biológico que fulmina e cala transexuais é exatamente o mesmo que pode ser usado para calar e fulminar todos os homossexuais?


Ironicamente já tive que dar chilique e discursar contra determinismo biológico em 2011,numa comunidade do orkut, para me opor a um troll besta e homofóbico;o que nunca poderia me passar pela cabeça então era que um dia eu teria que explicar a outra feminista o porquê eu DETESTO argumentos que são nada mais nada menos que determinismo biológico puro;achava que toda feminista o odiava também.

Maria Caladora disse...

O que o movimento queer tem a dizer sobre minhas palavras?
Eu hein,sei lá,nunca estudei o movimento queer, tampouco estou em algum espaço queer,estou em um blog FEMINISTA enquanto pessoa que se considera feminista e como tal reconheço o discursinho :
'Você não pode ser mulher porque não tem ovários' sendo extremamente problemático e simplista,não só isso,como simbolicamente machista.


Agora,eu não sei se você é uma mulher lésbica,mas se for,me espanto de ver tanta antipatia ao movimento queer,visto que até o ponto onde eu saiba,esse é um dos movimentos mais odiados pelos conservadores e mais desafiadores das noções patriarcais e contestadores da heteronormatividade absoluta;pode crer que entre os tais ativistas queer e os conservadores cristãos que vibram quando você diz que um homem transexual não é homem, não são os conservadores que vão querer garantir o seu bem estar e nem te defender se você precisar, muito pelo contrário.

Algo me diz que se eu tiver que escolher talvez eu obtenha pensamentos mais produtivos se eu ouvir os queers falarem,do que um bando de conservadores cristãos.
Aliás,acabei de me lembrar que existem transexuais que não gostam do movimento queer,acho que essas talvez estejam com as mesmas dificuldades das companheiras radfem.

Anônimo disse...

mas homossexualidade é biológica, vc acha q ela é o q? uma escolha

o q tem a ver ser recente? muita coisa descoberta na ciência e na biologia tb é recente, e daí?

considerava doença baseado em preconceito, e em questões mentais, não nas relações sexuais necessariamente, como vc é burrinha

não é só o cérebro q determina a orientação sexual de alguém, ninguém disso isso, mais uma vez, como vc é burrinha

e claro q 90% da população ser étero (eu acho q é menos) é justificável biologicamente, ng nega isso e nem há problema nisso

mais uma vez vc demonstra medo da biologia, pra vc a ciência não pode explicar nada pq ela abre "precedente" pra tudo, pra racismo, pra machismo, pra homofobia, ah vá te catar

a palavra sexo tb não existia, nem por isso o sexo como a gente entende passou a existir no momento q a palavra surgiu, c$ralho, quanta burrice. vc acha q não existia ng hétero ou gay na antiguidade só pq a palavra "gay" não existia? essa foi demais

"como explicar todo o homoerotismo da Grécia antiga e do império romano?"

q elas era gays ou bissexuais sua desgraçada

vc tá de novo confundindo heterossexualismo com sexo vaginal, nem todos os éteros fazem sexo vaginal, ou usam camisinha, eles deixaram de ser éteros por causa disso? o heterossexualismo passou a ser uma coisa "anti-natural"

"você precisa de um espermatozoide e um ovócito"

por pouco tempo

"se uma fêmea genética engravidasse a outra fêmea genética"

isso será possível em breve também

sexo vaginal não tem a ver com heterossexualismo, sua nojenta, até um gay é capaz de colocar um pênis dentro de uma vagina e ejacular lá dentro, sexualidade não se resume à isso, sua burra

e não dá pra te entender, vc reclama de determinismo biológico, então vc pq usa esses tipos de argumento? onde vc quer chegar com isso?

minha nossa, vc é muito burra, e nem vale a pena argumentar com vc, não existe isso de função primária, isso é pseudo-ciência, qual é a função primária da mão? qual a função primária dos mamilos nos (h)omens?

sai pra lá com derrame pseudo-científico e teoria queer

Anônimo disse...

"a função primária e primordial dos humanos serem sexuados é a reprodução"

quem está falando isso é vc, é claro q faz parte de uma das funções, mas não é a única e nem a "primária", "primordial" ou "principal"

Se fosse, a reprodução por parte de todos os animais ~sexuados~ teria q ser uma coisa automática ou indispensável pra vida do indivíduo, o q não é, a reprodução dos humanos é voluntária, muita gente prefere nem procriar, mesmo fazendo sexo, essa pessoa não está "atentando contra a natureza" por causa disso, pq se reproduzir é apenas uma habilidade do útero, assim como cuspir é uma habilidade da boca, não indica obrigatoriedade, automaticidade e nem necessidade

Até pq, qual q seria a "função primordial" dos mamilos masculinos? Se eles são inúteis, pq ainda existem? Pq essa coisa de "primordialidade" biológica não existe e seleção natural não é preto no branco, não é uma coisa matemática, vc demonstra entender muito pouco de biologia, chega a dar vergonha

Até pq o desejo vem antes da vontade de ter filho, isso quando a vontade de ter filho é inexistente, já q humanos fazem muito mais sexo fora do período fértil da mulher

A homossexualidade, mais especificamente, o sexo q envolve genitais iguais, tb tem uma utilidade dentro da lógica reprodutiva, a ciência já atestou isso:

A primeira é de equilibrar a quantidade de pessoas q nascem, pra q não haja uma superpopulação

A segunda é criar um mecanismo de substituição tolerável, pra q na ausência do sexo oposto, os eterossexuais possam "aliviar" a vontade na pessoa gay madura, sem q ela precise descontar em crianças, animais ou se sufocar de desejo sexual

E a terceira é justamente pra possibilitar o nascimento, já q uma maior quantidade de esperma, aumenta as chances de gravidez, (h)omens gays dividem entre si muita quantidade de esperma, o suficiente pra acelerar o processo de fecundação em uma mulher

Por isso, se informe antes, e pare de ser burra, heterossexualismo não é sexo vaginal, assim como heterossexualidade não é sexo anal, é por isso q a biologia não fulmina, não fulminou e nem nunca fulminará nenhuma orientação sexual, pelo contrário, elas são muito bem explicadas

A "razão" da homossexualidade ter sido patologizada foi baseada em conceitos erráticos da PSICOLOGIA, não tinha nada a ver com "funções primordiais" biológicas, se informa, sua anta

Agora teoria queer não é explicada mesmo, nem em ciências sociais, é puro derrame intelectual

Anônimo disse...

Igual quando patologizavam as pessoas canhotas, não há nada na biologia ou na psicologia q justifique q ser canhoto é uma doença

o q dirá a respeito da homossexualidade, bi ou assexualidade

Maria Caladora disse...

Exato!
As pessoas nascem com um sexo no meio das pernas,seja ele feminino ou masculino,e não sabendo quem diabos elas são,ou sabendo o que é um homem ou uma mulher, essa distinção é aprendida ao longo da vida,assim como o que é "feminino" ou "masculino",ninguém pode nascer homem,porque homem é um adulto humano de sexo masculino e até chegar nessa fase ele vai precisar de no mínimo uns vinte/vinte dois anos,você por acaso conhece alguém de vinte anos que caiba dentro de um útero,ou que já tenha nascido nessa idade? Eu não!
Só conheço gente que nasceu
recém-nascido e sem nem saber o que estava fazendo no mundo,independentemente do que estava lá no meio da perna deles.


E sim,além dessas evidências elas se dispõem também a ter toda a vida investigada desde o nascimento por psiquiatras,todo aspecto de suas existências questionados,a responder s mil testes,a serem avaliadas constantemente e inclusive fazerem a adaptação já vivendo como pessoas de sexo oposto de seu nascimento antes de serem autorizadas para a cirurgia,e sim,elas são reconhecidas pela justiça como mulheres,justamente porque o entendimento do que o que é ser uma mulher,ou ser uma PESSOA,ao invés de ser um mero mamífero tipificado como homo sapiens sapiens está muito além da biologia pura e simples,a vida humana ainda que indissolúvel da biologia,não é baseada exclusivamente na biologia,pessoas tem direitos,direitos esses que são garantidos pela humanidade e não pela biologia;inclusive o direito de ser mulher.

Aliás,mulheres representam grupos de humanos que reconhecem-se como tal não exclusivamente pelo fato de terem vagina,mas também por toda uma série de coisas e experiências em comum,similares que as fazem reconhecerem umas as outras como tal,já que ninguém sai por aí pedindo pra ver o útero de ninguém.

Da mesma forma que se reconhecem como brasileiros,todos aqueles nascidos no Brasil,ou naturalizados brasileiros,ou que obtiveram cidadania brasileira,e não apenas aqueles que vem da cidade de Belo Horizonte,esses são brasileiros,mas não são o único tipo de brasileiro.

Maria Caladora disse...

E não sei que diabos de transativista é esse pronto a defender que uma criança já pode fazer alterações corporais severas logo na infância,os que eu conheço defendem apenas que garotos de quatro anos já podem usar vestidos,saias,serem chamados por nomes femininos; se você não acha absurdo que uma criança do sexo feminino ganhe vestidos,bonecas,sandalinhas femininas e seja chamada pelo seu nome de menina,qual o absurdo em uma criança no sexo masculino receber o mesmo tratamento?
Por acaso crianças com penis são menos humanas,devem ter menos direitos que aquelas que nasceram com vagina?
Tudo bem uma criança feminina gostar dessas coisas,mas por acaso uma do sexo masculino não pode?
Defendem também que pre-adolescentes podem iniciar,com dosagens leves,hormonoterapia aos doze anos,que será aumentada gradativamente conforme elas envelhecem.
Se você não acha absurdo que crianças dessa idade recebam insulina para tratar sua diabetes infantil,não ache absurdo que meninas dessa idade menstruem e que meninos dessa idade ejaculem,coisas que são efeitos do início da puberdade,então onde está absurdo em que se use hormonoterapia no tratamento de transexuais que estão entrando na puberdade e tem pavor de que seus corpos se feminizem ou masculinizem?
E por fim defendem que transexuais possam ser operadxs a partir dos dezoito anos,mesma idade em que se é velho o suficiente para dirigir um carro,ser preso e condenado como adulto e votar,onde está o terrível absurdo nisso?
Se uma pessoa passou a infância e adolescência toda convencida de que é deste sexo e não daquele,provavelmente não vai voltar atrás depois de velho.

E sim,existem negros albinos,basta jogar no google e ver por si mesma,além disso existem negros da Finlândia também,assim como brancos do Zimbábue.
E vou reafirmar o que disse,raça,só se for a humana, inclusive é uma corrente científica que defende isso e que os grupos de "raças" humanas não passam de ilusão, ou seja existem muitos componentes SOCIAIS e HISTÓRICOS nisso que você considera como um conceito absoluto biológico de raça,o mesmo eu poderia dizer a respeito dos sexos.

Por hoje,já chega de internet.

Anônimo disse...

Para de forçar c$ralho

Ser mulher é NASCER do sexo feminino, não importa a idade, não importa se o recém-nascido é incapaz de entender isso

Exemplo: todo mundo nasce com saliva na boca, o recém-nascido logicamente não vai entender o q é uma saliva, não é por causa disso q ele nasceu sem saliva; a existência da saliva na boca dele não depende da capacidade q ele tem de compreender q existe uma coisa chamada saliva, entendeu? A mesma coisa pro sexo

As pessoas nascem ou do sexo masculino ou do feminino, isso indica q elas são (h)omens ou mulheres, se a pessoa vai compreender isso anos depois, não importa, o sexo delas continua lá, desde o nascimento

E mais uma vez: "mulher = adulta", isso é apenas SEMÂNTICO, é um significado secundário da nossa língua. Incrível a sua capacidade de distorcer as coisas pra tentar fazê-las encaixar na sua lóJica

"elas se dispõem também a ter toda a vida investigada..."

É o mínimo q se espera de alguém q está disposto a ser reconhecido como do sexo oposto, É O MÍNIMO, ainda não faz dessa pessoa uma mulher propriamente dita, pq até eu posso ser investigada e responder a 1001 questões até convencer o psiquiatra de q eu sou um cachorro, mas é melhor do q aqueles q acreditam q basta uma "identificação individual", sabe-se lá o q significa isso, pra alterar o gênero da pessoa, o famoso "Carlota Miranda"

Comparar sexo com nacionalidade, kkkkkkkk, q coisa mais patética, e continue forçando

"mas também por toda uma série de coisas"

Mas é claro, tem a aparência anatômica tb, da qual (h)omens precisam fazer das tripas coração pra emular, se entupir de hormônios cancerígenos é uma delas, é o q contribui inclusive pra drástica redução da expectativa de vida de uma trans, essas drogas

"é esse a ponto a defender que uma criança já pode fazer alterações corporais severas logo na infância"

Sim, eles existem

"... não pode?"

MAS O Q??? Tá pondo palavras na minha boca? quando foi q eu me opus a meninos brincarem de boneca, e lá vem mais desonestidade intelectual, tá osso

"Se você não acha absurdo que crianças dessa idade recebam insulina para tratar sua diabetes infantil,não ache absurdo que meninas dessa idade menstruem e que meninos dessa idade ejaculem"

Pq são coisas indispensáveis pra saúde, os outros exemplos são coisas absolutamente naturais, não entendi a lógica da comparação, não tem nada a ver com entupir criança de 10 anos de hormônio sexual altamente nocivo e completamente desnecessário pra sua saúde física, sendo q uma criança ou até mesmo um adolescente é incapaz de ter tamanha responsabilidade, é por isso q é proibido fazer tatuagem ou cirurgia plástica pra quem é menor de idade, a não ser q seja extremamente necessário, o q não é o caso desse processo de transexualização

E mais uma vez, a humanidade não é uma raça, a humanidade é uma ESPÉCIE, branco e negro são raças e são etnias e quando eu falei "albino" me referi à uma figura de linguagem, o mesmo q chamar alguém de muito branco, um sueco por exemplo, a segunda parta da sua inferência não tem nada a ver com o q eu disse, eu afirmei q alguém só pode se considerar negro através de fatores biológicos/genéticos, o mesmo vale (ou pelo menos deveria valer) pra sexo/gênero

A 13:17 desbancou as suas falácias pseudocientíficas perfeitamente, não preciso acrescentar mais nada, essa maria "caladora" não entende nem de biologia, nem de antropologia, nem de nada, acha q ganha no grito, quem vai dizer q chega de internet por hoje SOU EU

Maria Caladora disse...

"ninguém disso isso"

Rsrsrrss,vários neurocientistas disseram isso.

"a palavra sexo tb não existia"

Acontece que heterossexualidade não é uma palavra que designa uma atitude,e sim um conceito,um conceito do PATRIARCADO fofura,não fosse,não teria porque vocês radfem ficarem berrando expressões como "heteronormatividade compulsória" "heteronormatividade absoluta" "cultura heterocentrada" porque aceitasse eu a mediocridade do seu argumento toda a sociedade heterocentrada que temos se tornaria perfeitamente natural e inquestionável,já que então toda heterossexualidade seria BIOLÓGICA E INCONTESTÁVEL.


Ou você contesta por aí os fatos da biologia? É daquelas que acha que a terra não gira em torno do sol e que você não precisa de neurônios ativos para formular pensamentos?

Deve ser,já que pessoa diz que vai mudar o mundo enquanto faz questão de simplificar tudo como biologia.

"eu acho q é menos"

Não interessa o que você acha,se 90% é bem o que a corrente determinista biológica dita,novamente,biologia não se contesta querida.

Alem do que,esteja você correta,o argumento das radfem de que basta as mulheres heteros pararem de dar atenção aos homens e se concentrarem em desenvolver relacionamentos com outras mulheres que a heterossexualidade delas tende a desaparecer,vai IMEDIATAMENTE por água abaixo.

Maria Caladora disse...

"mais uma vez vc demonstra medo da biologia"

Não pequeno demônio, demonstro apenas que DETERMINISMO BIOLÓGICO (incluindo o seu) NAO VALE NADA, e não serve a mim e nem a muitas outras feministas.
Caso valesse,bastaria um 'cientista' aparecer com uma teoria científica de que racismo não é algo cultural e seu social,aprendido,mas sim,algo inato e BIOLÓGICO que simplesmente todo racista estaria desculpado,não poderia ser culpabilizado por seu racismo e os discursos para desconstruir o racismo e tentar elimina-lo da sociedade estariam fadados ao fracasso,ou seja,o seu determinismo biológico poderia explicar o seu "cerebro lésbico" assim como poderia explicar o "cerebro homofóbico" dos heterossexuais e até mesmo o "cérebro feminino" das transexuais mtf,o mesmo o qual você odeia,onde está seu amor pela biologia agora?

"q elas era gays ou bissexuais sua desgraçada"

Ui,que nervosa,que ofensiva,como estou insultada kkkkkkkk,engraçado cérebro de cnidário, eles eram praticamente TODOS gays e bissexuais,o que de acordo com a sua inteligência magnânima é questão de genética e de repente,de um século pro outro eles deixaram de ser?
Justamente quando o cristianismo invadiu a Europa,ofuscando o paganismo, e se tornou a norma?
Hahahahhahaa,meio conveniente com o patriarcado essa tua biologia hein fia?

"sexo vaginal não tem a ver com heterossexualismo, sua nojenta"

Mas jura? Então me responde,um homem introduzindo seu PENIS numa VAGINA,do ponto de vista exclusivamente BIOLÓGICO (o qual você adora) é O QUE?

Uma relação homossexual?

Olha só radfems redefinindo os conceitos de homossexualidade rsrsrsrs.

Maria Caladora disse...


"um gay é capaz de colocar um pênis dentro de uma vagina e ejacular"

Não me interessa como você ou o patriarcado rotule a sexualidade dele,do ponto de vista biológico essa é uma relação sexual HETEROSSEXUAL como outra qualquer,não a toa alguns homens homossexuais dizem :
"Sou gay, mas ja tive relação/experiência HETERO"

A partir do momento em que um penis adentra seu canal vaginal,pouco importa como o seu cérebro te vê ou como sua consciência te entende,pouco importa se você e a mulher mais lésbica do mundo você está tendo uma relação HETEROSSEXUAL.

"isso será possível em breve também"

Pois é,partindo por essa lógica nada impedirá um homem trans de ter testiculos no futuro,ou uma transexual de ter ovários, afinal há cento e cinquenta anos atrás quem diria que seria possível construir uma vagina cirúrgica a partir de um penis?

E no entanto a cirurgia de redesignação sexual está aí há décadas....
Onde fica o seu determinismo biológico que jura que as transexuais não tem razão de ser agora?

Maria Caladora disse...

"não existe isso de função primária"

Ok,seus olhos estão no seu rosto apenas para enfeitar,seu fígado também está no seu sistema digestório apenas pra fazer volume e seus dentes também nasceram a toa e servem apenas para enfeitar a sua boca.

"onde vc quer chegar com isso?"

Justamente onde cheguei, no ponto onde eu fizesse você cair em várias contradições sem nem se dar conta,no ponto onde eu pusesse usar sua lógica genial pro-determinismo biológico contra você mesma,pra tentar mostrar a sua estupidez.

E só pra reforçar se existência lésbica pode ser explicada pela biologia,nada impede a existência das transexuais de ser explicada pela mesma.

Agora,quem ganha com isso não são as transativistas,nem as radfem e sim O PATRIARCADO.

"A "razão" da homossexualidade ter sido patologizada foi baseada em conceitos erráticos da PSICOLOGIA"

Hahaahaha,a psicologia é uma ciência recente de pouco mais de cento e trinta anos,derivada da filosofia,Não sabia que de repente ela poderia ser usada pra justificar homofobia e muito menos que o patriarcado se originou a partir dela ,eu te garanto que Há MUITO mais que cento e trinta anos atrás as relações homossexuais já estavam sendo problematizadas e demonizadas pelos deterministas biológicos,que garantiam que estas não tinham razão de ser Já que não geram quaisquer possibilidades de reprodução.

E não me venha com essa LADAINHA patética sobre como uma lésbica pode receber um penis,apenas para querer engravidar, porque biologicamente falando isso é uma relação sexual tão hetero quanto outra qualquer,a biologia do útero dela não quer saber qual o rótulo que a sociedade bota nela,muito menos pode se confundir a IDENTIDADE dela com sua atitude biológica (que no caso seria uma relação hetero)

Isso que dá querer enfiar a biologia em tudo,até onde ela não cabe.

Agora que conclui que deficiência cognitiva é o que leva alguém a se juntar a essa corja radfem,pura caricatura de feminismo, não perco mais meu tempo debatendo com radtrolls doidas, também o que se esperar de umas fulanas que vem aqui dizer que TODO sexo hetero é um estupro e que todo homem já nasce programado pra estuprar e ofender mulheres?

Só tolices!

Fórmula do Radfem= Muita teoria (mal interpretada) e pouco senso crítico.

Maria Caladora disse...

"orientação sexual é uma coisa, atos sexuais são outra"

Olha o grau de idiotice da coitada, Não consegue nem enxergar que eu penso o MESMO que ela de tão sequelada que já foi pelo radfem,mal consegue interpretar que ter relação sexual é uma atitude biológica,tal como comer e digerir,ao contrário de ORIENTAÇÃO SEXUAL, um conceito recente,e designador de IDENTIDADE e não de BIOLOGIA,que anatomicamente é a MESMA numa mulher hetero e numa mulher lésbica.


Ai,não tem nem como discutir com uma pobrezinha dessa.

Maria Caladora disse...

"ele teria q primeiro estar gostando, o q faria dele automaticamente um cara bi"



UAU! Além de manjar de biologia,a radfem tbm manja tudo a respeito de sexualidade humana,kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk,que fera!!!!

Pena que ela é incapaz de enxergar que esse argumento bota a teoria dela de "Heteronormatividade compulsória" por água abaixo,já que todo mundo agora gosta de sexo heterossexual,viu gente,basta fazer,radfens descomplicam a vida. Rsrsrs

Ai sério,não tem como debater com uma criança dessas,já postei tudo que tinhanpra postar nesse post.

Anônimo disse...

Ai sério, não tem como debater com uma criatura q se faz tanto de besta assim, a queerzuda, é inútil

Anônimo disse...

Orientação sexual é um conceito biológico e prático

Existem 4 orientações sexuais:

Assexualidade
Homossexualidade
Bissexualidade
E heterossexualidade

E elas não estão pautadas nas práticas afetivas ou sexuais. Não é o ato sexual q define a orientação sexual, é uma coisa q vem muito antes disso, é o SENTIMENTO

As pessoas são gays pq elas se SENTEM atraídas afetivo-sexualmente por pessoas do mesmo sexo, não importa se ela se aventurou em práticas sexuais q envolviam o sexo oposto, ela não deixou ser homossexual por causa disso, o mesmo vale para o heterossexualismo

O sexo vaginal não é "sexo hétero", caso contrário, o sexo vaginal se chamaria "sexo hétero", o sexo vaginal é uma prática sexual específica, assim como sexo oral, sexo anal, etc. Qualquer pessoa de qualquer sexualidade pode engrenar nesses tipos de práticas sexuais, isso não anulará a orientação sexual de ninguém

As pessoas só relacionam sexo vaginal à heterossexuais ou sexo anal à homossexuais por SENSO-COMUM

E aliás, não é exatamente a penetração vaginal q faz as pessoas determinarem q aquilo é um "sexo hétero", caso contrário, estupro (de homem pra mulher ou vice versa) teria q ser considerado "sexo hétero", ou pedofilia (de um homem pra mulher ou vice-versa) o mesmo

No senso comum, não basta apenas sexo vaginal, tem q ter entrosamento, as partes precisam gostar, precisa ter "amassos" e beijos entre mulher e homem, coisa q só heterossexuais são capazes de fazer

Assim como sexo gay é isso tudo, só q envolvendo pessoas do mesmo sexo

Lembrando q sexo "gay" ou "hétero" é apenas uma formulação semântica do senso comum

Menos desonestidade intelectual, viu dona transativista, não é com malabarismos q vc vai conseguir convencer alguém de q vc tem razão

Anônimo disse...

Texto da página Feminismo Radical Didático:

Os termos “TERF” e “TRANSFOBIA”, entre outros, são usados para desqualificar feministas que discordam do movimento antifeminista que é o transativismo.

Transativistas querem impor ao feminismo a ideia de que pessoas do sexo masculino podem ser mulheres desde que “sintam” assim. Eles reduzem o sexo feminino aos estereótipos de gênero.

Porém, rejeitamos o senso comum e misógino de que mulheres são biologicamente programadas para a “feminilidade” e é justamente por nos recusarmos a isso que eles nos chamam de “TERF”.

A teoria e prática feminista é centralizada nas experiências vividas pelo sexo feminino. Então, diante de nossa recusa em investir energias nos “problemas” masculinos somos chamadas de “transfóbicas”.

Quando lésbicas se recusam ao relacionamento com homens que se dizem mulheres elas são chamadas de “transfóbicas” e todas as outras mulheres que defendem o óbvio de dizer que lésbicas não gostam de p*** também são chamadas “transfóbicas”.

Todos esses termos demonstram a desesperada tentativa masculina em desqualificar mulheres que discordam das estratégias masculinistas, estratégias que visam a reforma do patriarcado.

É tão óbvio o fato de que mulheres não são “naturalmente femininas”.
Por que o transativismo se empenha para perpetuar essa ideia?!

Ao nascer, não existe muita diferença entre um bebê do sexo masculino e uma bebê do sexo feminino, mas “curiosamente” somente o bebê do sexo feminino tem suas orelhas furadas e segue sendo mutilado ao longo da vida.

A socialização é que define o lugar que o indivíduo tomará na sociedade... É absurdo que pessoas do sexo masculino estejam levantando a bandeira de que possuem uma alma feminina, um cérebro feminino quando sabemos que isso não existe.

Toda a luta feminista até os dias de hoje foi para derrubar a naturalização da violência masculina contra as mulheres, portanto, não faz absolutamente nenhum sentido a defesa em torno de um cérebro “naturalmente” feminino ou masculino.

Pessoas do sexo masculino NÃO são mulheres quando passam batom. Simplesmente porque batom não é “coisa de mulher”. :)

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