segunda-feira, 22 de maio de 2017

FEMINISTA RADICAL REJEITA O RÓTULO DE TRANSFÓBICA

Uma moça que mora na Europa e que se identifica como feminista radical me enviou, após ler este post, o texto que publicarei abaixo, depois de alguns esclarecimentos meus.
De minha parte, repito o que já disse várias vezes: prefiro me declarar apenas feminista, sem pertencer a qualquer corrente. A maior parte das pessoas nem conhece as vertentes (feminista liberal, feminista radical, feminista marxista, feminista interseccional, feminista negra, transfeminista, etc) e, pra quem não gosta de feminismo, toda feminista é radical. Eu sou vista como feminista radical tanto pelos sujeitos que me ameaçam de morte quanto pelos que passam o dia me zoando nas redes sociais. 
Creio que feministas não podem se dar ao luxo de serem preconceituosas. E vejo várias feministas assumidamente radicais adotando um discurso transfóbico (como pode ser visto facilmente nas caixas de comentários deste e de tantos outros blogs), negando-se a tratar uma mulher trans pelo nome que ela escolheu, por exemplo, recusando que ela se identifique como mulher. Tratam melhor os homens trans apenas porque não os veem como homens. 
Por outro lado, discordo da tentativa de algumas transativistas de tentar coibir certas pautas só porque não as contemplam, como falar sobre menstruação, por exemplo. 
Trouxemos para o Brasil uma briga absurda entre transativistas e feministas radicais, uma briga que começou (e continua) nos EUA e que não deveria ter vez aqui. Enquanto brigamos entre nós por besteiras, nossos inimigos se unem para atacar a todas nós, sem diferença. Pensava que essa briga havia enfraquecido nos últimos tempos (ainda bem!), mas, pelo jeito, me enganei. 
Não concordo com muito do que M. escreveu, mas publico aqui sua opinião. 

O que observo é o seguinte: pessoas trans atacam muito mais mulheres críticas do conceito de gênero do que homens críticos do conceito de gênero.
Pessoas trans, nas raríssimas vezes que atacam homens críticos do conceito de gênero, não são tão agressivas em comparação com os ataques que lançam contra as mulheres críticas do conceito de gênero.
Qualquer mulher crítica à identidade de gênero é logo chamada de escória. Quem gosta de insultar-nos só por termos uma visão diferente? Homens.
Passando, agora, à crítica de gênero: as mulheres trans dizem que os críticos de gênero são transfóbicos porque são unicamente críticos de gênero para atacá-las. Acredito que muitas pessoas sem vida sejam assim, mas eu sou crítica do gênero porque sou contra a visão social conservadora de que cada sexo deve integrar-se num determinado tipo de comportamento. Simplesmente, enquanto trans defendem a criação de mais caixas (binário, não-binário, demiboy, demigirl, gênero fluido), eu defendo que não devem existir caixas, que cada um é como desejar, independentemente do sexo com o qual nasceu, e pronto. 
Defendo que uma criança não tem essa doença do século XXI inventada e chamada distúrbio de identidade de gênero; defendo que essa criança é normal, saudável e que não precisa de tratamento hormonal nenhum. Só precisa ser protegida pelo preconceito e que os pais digam que ela é como é e isso não implica que tenha de mudar de sexo. Tão simples quanto isso. Penso que esse ponto de vista seja bem mais libertador do que reduzir o indivíduo ao seu sexo ou criar mais e mais caixas.
Também quero afirmar que não sou contra a transsexualidade em si; apesar de discordar da criação de mil caixas, compreendo que muitas pessoas tenham decidido mudar de sexo por serem alvos de preconceitos vazios que insistem em ligar sexo a comportamento. Não sou contra alguém ser transsexual, apesar de, para mim, não existir gênero (como referi acima, vejo o gênero como uma imposição social, e o fato de muitas pessoas mudarem de sexo para se sentirem confortáveis mostra isso); sou, sim, contra as proporções que o transativismo está tomando, atacando mulheres e sobrepondo os seus assuntos aos outros problemas pelos quais as mulheres passam. 
O transativismo banalizou tanto a transfobia que tornou-se impossível discutir seja o que for sem ficarmos com medo de sermos chamadas de transfóbicas. Sou contra o que o transativismo afirma sobre o que é ser mulher, de que mulher é um estado de espírito: digam isso a quem nasce com vagina e que, por isso, sofre de mutilação genital, tráfico humano para prostituição e pornografia, crimes de honra, casamento forçado. Dizer que mulher é um estado de espírito, quando os maiores crimes contra nós acontecem por causa do nosso corpo, é uma falta de respeito tão atroz que transcende todos os círculos racionais da humanidade. 
Na China olham para uma bebê acabada de nascer e dizem "Oh, a alma desta criaturinha é feminina, por isso vamos deixá-la num orfanato para que depois morra de inanição". Essa bebê vai ser lançada para o orfanato e deixada para morrer por causa do seu corpo. Por ter vagina. O nosso corpo é instrumento político para que continuemos a ser exploradas, silenciadas, assassinadas. Considerações metafísicas só existem mesmo no transativismo, porque na prática elas não acontecem.
Sou contra gastar metade do nosso rico tempo para discutir se mulheres trans são realmente mulheres, discussão essa que começa sempre por causa delas, quando devíamos estar discutindo, por exemplo, a ignomínia dos Boko Haram, que raptam centenas de meninas, violam-nas, matam-nas e usam-nas como bombas humanas. Tudo isso deixou de ser irrelevante atualmente: é só entrar num grupo ou num fórum feminista, pesquisar e contar o número de discussões sobre pessoas trans e o número de discussões sobre estupros, violência doméstica, não sei quê. As primeiras abafam as restantes em número tranquilamente, porque ai de nós se nos enganarmos e chamarmos uma mulher trans pelo seu antigo nome e não pelo seu novo nome (mesmo que o engano seja genuíno e não intencionalmente maldoso). 
O fato dos pró-transativistas serem favoráveis à prostituição também devia ser um alerta; em vez disso, é visto como empoderamento e libertação, quando 80% das mulheres que se prostituem não querem mais se prostituir. Enaltecer uma minoria (mulheres trans e poucas mulheres nascidas com vagina) em detrimento de 80% das mulheres que se sentem oprimidas e violentadas pela prostituição (sendo a maioria mulheres negras, que são só as mulheres com menos direitos dentro do próprio universo das mulheres) é uma afronta hedionda.
Aviso: mulheres não precisam ser
educadas com alguém as faz
desconfortáveis
Sou uma mulher que odeia intolerâncias e discriminações. Assim como odeio que discriminem alguém, odeio que esse alguém discrimine mulheres. O transativismo atual discrimina mulheres que rejeitam o conceito de gênero e não sou obrigada a aceitar esse transativismo dentro do feminismo: por que tenho que aceitar pessoas que nos intimidam como fazem os homens, ao mesmo tempo que identificam-se como mulheres? Por que tenho que abraçar alguém que me dá uma facada só porque tenho uma opinião diferente? Para isso volto para o meu antigo relacionamento abusivo, é a mesma coisa.
Pichação transfóbica em banheiro
de universidade
Assim como não sou obrigada a concordar com a identidade de gênero, não sou obrigada a aturar ameaças de morte porque não concordo com identidade de gênero. As mulheres trans responsabilizam as feministas radicais pelos seus suicídios: até hoje nunca vi uma feminista radical provocar terror psicológico numa trans para que essas acusações sejam legítimas. Isso me faz lembrar do meu ex-namorado que arrombou a janela da minha casa e quis fazer as pazes comigo à força (em outras palavras, tentou me estuprar) e quando consegui afastar-me definitivamente dele ameaçou suicidar-se e queixava-se que eu o tinha destruído por eu não querer ficar mais com ele. Semelhanças entre o que mulheres trans dizem sobre feministas radicais e a manipulação psicológica dos homens em relacionamentos abusivos é mera coincidência.
Pessoas que matam trans por serem trans me dão tanto asco como pessoas que matam mulheres por serem mulheres; por isso é complicado ficar calada quando me chamam de transfóbica só porque rejeito coisas como o gênero. Alguém trans é um ser humano, tal e qual como eu, reconheço-lhe direitos e não aceitarei que alguém lhe retire esses direitos -- mas, ao mesmo tempo, não vou aceitar que uma pessoa trans me chame de puta só porque não estou de acordo com aquilo que ela defende. Repito, quem faz isso (insultar, humilhar, bater, quando uma mulher não concorda com alguma coisa) são os homens. Tenho dito.
Por último, assim como não sou obrigada a aceitar o supracitado, muito menos sou obrigada a aceitar ativistas trans que orgulham-se em ter die cis scum (morra escória cis) no braço, enquanto posam para uma fotografia com taco de basebol na mão como símbolo bem expressivo de que as palavras escritas não são meras palavras. Lamento muito pela minoria trans que é inofensiva e até se envergonha destas atitudes, mas como a maioria já comprovou ser perigosa, cujo objetivo último é calar as mulheres dentro do próprio feminismo, não encontro compatibilidade para convivermos todos em harmonia e, obviamente, vou defender as minhas irmãs e não quem exige direitos enquanto violenta e abafa os direitos dos outros -- neste caso, os nossos.
Posto isto, só me resta desejar todas as felicidades do mundo para a Lola, até porque é uma das pessoas que mais merece, por dar a cara e a coragem na luta pelos direitos das mulheres.

238 comentários:

«Mais antigas   ‹Antigas   201 – 238 de 238
Anônimo disse...

Amor, claro que eu não usaria um banheiro público masculino, por toda a lógica segregacionista q já está aí. Mas uso banheiros família e os raros banheiros mistos da minha cidade sem nem piscar.

Anônimo disse...

Esporte = performance.
Vestiário, banheiro, algumas escolas = socialização.

Anônimo disse...

22:57

Claro, pq é muito comum a gente ver lésbicas estuprando mulheres, principalmente em banheiros.

Anônimo disse...

23:42 deixa de ser babaca

separar banheiros e outros ambientes q lidam com nudez é um segregação necessária, não reforça e nem não-reforça estereótipo de gênero nenhum

se vc faz questão de ter um banheiro tão frequentado por qualquer pessoa, monta um e convida a sua turma, inútil

Anônimo disse...

Que idiota e desonesta essa pessoa, confundindo de propósito feminismo radical com o pós-modernismo, pós-estruturalismo, teoria queer e a teoria construcionista social, que falam que TUDO É SOCIAL E NADA É BIOLÓGICO, só para desacreditar e descartar o feminismo, como se o feminismo negasse a biologia. Quando na verdade são essas merdas de transativismo e transgenerismo que se aproveitam do relativismo e irracionalismo promovidos pelo pós-modernismo, que, aliás, faz parte do backlash CONTRA o feminismo radical iniciado nos anos 80.

Anônimo disse...

23:45 q bom querida, faça bom proveito

Anônimo disse...

Eu me pergunto em que achar e divulgar que a maioria das trans quer proibir discussão sobre aborto e menstruação e achar e divulgar que a maioria das feministas odeia homens têm de diferente.

Anônimo disse...

23:48 só o seu c& pensa assim, né?

Anônimo disse...

Só não usaria banheiro masculino pela "lógica segregacionista que está aí", sei... tem gente que pensa que as outras pessoas são tão idiotas quanto elas fingem ser.

Anônimo disse...

Por que esse povo não vai ser cínico assim no inferno?

Anônimo disse...

23:54

Oi?

Vá ler o comentário das dez e pouco pra entender minha resposta.

Anônimo disse...

Ué, então se explique melhor. Existem vários pontos do feminismo radical que acho fantásticos, mas isso de que é tudinho socialização não me desce - e a maioria dos comentários das radfem bate nessa tecla. "Aiiiin, vai estudar". Com prazer, me indique artigos sobre esses assuntos pra podermos conversar melhor.

Anônimo disse...

É necessário por quê?

Anônimo disse...

pq, no geral, mulher nenhuma tem coragem de se trocar na frente de algum homem desconhecido

vc conhece uma palavra chamada pudor? vc sabe o q é constrangimento

se não sabe, fala pra sua mãe urinar no mictório com ajuda de um funil

Anônimo disse...

Ah, a psicologia de grupo e as respostas "lacradoras" sem conteúdo nenhum <3

Anônimo disse...

Noofa, falou da mãe, quanta assertividade!
Enfim, piadinhas à parte, além do questionamento de o porquê somos criados pra vermos a nudez como algo assim tão terrível, degradante e vergonhoso, no caso dos banheiros mistos, isso ainda não seria problema. Não existe mictório, só cabines. Todo mundo faz o que precisa fazer atrás da porta e quem ficar com vergonha de trocar de roupa também pode trocar tranquilo. Aliás, vejo bastante mulheres que têm vergonha de trocar de roupa na frente de outras mulheres também, em vestiários femininos.

Anônimo disse...

A treta começa pelo erro que há em cada extremos rad e trans. Ser mulher é uma soma do sexo com o gênero.

Recentemente li um livro que chama 'meninos à deriva, meninas no limite'. Traz muitos dados sobre as diferenças de comportamento/biologia de cada sexo e aponta algumas soluções pra 'igualar os resultados' a partir do reconhecimento das diferenças.

Um exemplo era: há inúmeros estudos que mostram que homens (desde bebes) se interessam mais pelo movimento e mulheres se interessam mais pelas cores (também desde bebe). Aí uma professora da área de física, num colégio com turmas separadas por sexo, começou a dar a matéria para as meninas apresentando primeiro a parte de ótica, que trata da luz, cores, ondas e tal. Resultado: o desempenho das meninas aumentou muito, ao longo de todo o curso. Atualmente os colégios apresentam a parte de cinemática primeiro, simplesmente porque o curso é pensado a partir da ótica masculina. O social reforça o biológico. Nos colégios citados no livro, muito mais meninas acabam seguindo carreira nas área de engenharia e informática.

Anônimo disse...

Anon 23h42
A maioria dos homens são naturalmente mais fortes que a maioria das mulheres, é por isso que certas coisas devem ser separadas pelo sexo biológico. Uma mulher tem que treinar muito pra conseguir bater em um homem por exemplo, se o homem que ela precisar bater treinar também, ela perde.
Patrick Hagen é um ótimo exemplo do que pode acontecer em banheiros femininos, com 1,90 de altura e mais de 120 kg, botou uma saia porque se sentia mulher. Aí uma mulher questionou a presença dele em um banheiro feminino e ele bateu nela, até arrancar 5 dentes da mulher.

Anônimo disse...

23:42

separar banheiros protege as mulheres de estupro.

qto a esportes: há diferenças biológicas q afetam desempenho. procure se informar.

Anônimo disse...

Se um ET chegasse hoje na terra e fizesse uma pesquisa na internet, iria pensar que a principal luta do feminismo é evitar que trans possam ser reconhecidas como mulheres, com direito a nome social, mudança de documentos etc e manter os banheiros masculino e feminino separados.

Anônimo disse...

Protege como? A placa cria um campo de força que impede a entrada de homens? Sim, eu concordo com a questão dos esportes, gente. Não com a lógica de que a separação dos banheiros protege mais ou menos as mulheres.

Anônimo disse...

Você pode repassar a notícia? Procurei o nome com algumas combinações no google e não achei nada a respeito. De qqr forma, mulher nenhuma estaria segura perto de um descontrolado desse - em ambiente algum.

Anônimo disse...

Resumo:

- Sim, existem diferenças entre homens e mulheres, diferenças estas que se refletem nos corpos e no comportamento. Tais diferenças são advindas tanto do meio quanto do fator biológico/genético. Isso não faz homens ou mulheres superiores em relação ao outro.

- As diferenças que obviamente existem não devem servir de justificativa para subjugar a mulher, como tem sido feito ao longo da história. As diferenças não interferem na nossa capacidade, de modo que devemos ter os mesmos direitos e deveres na sociedade.

- Nada disso é justificativa para manter os estereótipos de gênero como se obrigatório fossem. Todos temos o direito d gostar de bolas ou bonecas, independente do nosso sexo biológico e não há qualquer problema nisso.

- Sentir-se inadequado ao sexo biológico me parece muito mais culpa da imposição desses estereótipos que nos são impostos desde muito cedo (e que o feminismo sempre combateu, embora eu creia que negar as diferenças entre os sexos seja burrice) do que de um problema no cérebro da pessoa.

- trabalhar esse sentimento de inadequação antes de submeter alguém a algo radical, irreversível e nocivo à saúde, me parece a atitude mais sensata. Talvez deixar claro que é ok gostar de coisas normalmente afeitas ao sexo oposto seja o caminho.

- Claro que muitas vezes isso passa por sentimentos muito mais profundos (a novela tem mostrado isso: a personagem soca os seios porque os odeia), mas taxar de tranfóbico quem questiona o ódio ao próprio corpo (talvez isso seja, de fato, um problema psicológico de auto estima e não há problema algum nisso, não é vergonha alguma!), inviabiliza qualquer discussão. Talvez naõ seja um problema psicológico, mas o que custa tentar isso antes de se mutilar e envenenar?

- Independente de ser ou não um transtorno, todas as pessoas merecem respeito e empatia. Isso não deve significar falta de debate, proibiçao de temas, e acusações infundadas.


Alícia

Anônimo disse...

Beijo na sua boca, Alícia, sua linda!
- comentarista "transativista" dos banheiros públicos e que concorda que entupir criança de hormônio é treta

Anônimo disse...

"O social reforça o biológico."

e também condiciona o biológico, pode deturpar o que é biológico e distorcer, limitar, preparar, induzir aos resultados esperados, não se pode negar ou menosprezar a biologia (a verdadeira biologia, não pseudo-cientificismos criados para reforçar o que for mais conveniente a serviço dos sistemas de dominação masculina e racista, por exemplo), mas subestimar a influência dos condicionamentos sociais sobre seres humanos também é burrice.

Anônimo disse...

O ser humano é biopsicossocial, ou seja é um todo integrado e indivisível formado por fatores biológicos, psicológicos e sociais, não é possível separar completamente esses aspectos fundamentais dos seres humanos ou levar em consideração apenas um dos fatores e desconsiderar um ou mais de um deles.

Anônimo disse...

Somos seres formados por um todo completo, uma integração holística de corpo, físico, biológico, psiquismo e meio social e cultural. Tudo influencia no comportamento humano: genética, biologia, ambiente, sociedade e cultura.

Anônimo disse...

Os governos, que consistem em muito poucas mulheres, apressaram-se a identificar como mulheres os homens que acham que o são e mandam que se castrem para prová-lo, porque vêem as mulheres não como outro sexo, mas como um não-sexo. Ninguém que se submeteu à intervenção cirúrgica visando a transformação sexual jamais pediu um transplante de útero/ovários; se esses transplantes fossem obrigatórios para as pretensas mulheres, elas desapareceriam da noite para o dia. A insistência em que as mulheres feitas pelo homem sejam aceitas como mulheres é a expressão institucional da convicção errônea de que as mulheres são homens defeituosos. A verdade biológica é o oposto; todos os biólogos sabem que os homens é que são mulheres defeituosas. Embora os órgãos externos sejam a expressão do defeito cromossômico, a remoção deles não alterará o fato cromossômico, da mesma forma que a remoção de rabos de filhotes de cachorro não produzirá uma raça sem rabo.

— Germaine Greer, A Mulher Inteira, 1999.

Aline Maria disse...

Eu respeito as trans mas usar banheiro de mulher é ridículo! Nenhuma mulher tem que ser obrigada a aceitar e ter que se sentir bem em dividir banheiro com homem. Eu entendo que transexuais sofram muito preconceito e quero sim que tenham seus direitos respeitados, mas nessa questão sobre transexuais usar banheiro feminino eu sou totalmente contra, e a segurança das mulheres? Qualquer homem que se vestir de mulher agora vai poder entrar a vontade em banheiro feminino? Porque não um banheiro unissex? Agora só faltava essa, se não gostar é transfóbica....

Aline Maria disse...

Isso vai abrir precedentes para homens tarados se fingirem de trans, e entrar no nosso banheiro quando bem quiserem para fazer-nos o que quiserem...

Anônimo disse...

se o argumento do cérebro vale, então todo argumento que sustenta a biologia como critério de separação de gênero também vale

transativismo é a coisa mais conservadora que apareceu nos últimos tempos, francamente

gosta de azul, gosta de carrinho, então você é hominho, toma aqui seu hormônio e vamos juntando dinheiro pra pagar a sua operação

meninas usam vestido, meninos usam calça
meninas brincam de boneca, meninos brincam de carrinho

e o feminismo vai e abraça isso aí

23 de maio de 2017 14:21




Esse comentário resumiu todos meus sentimentos em relação ao que se chama de feminismo hoje em dia. Não dá pra defender.

Anônimo disse...

Por parte das feministas radicais, só li comentários transfóbicos. Nenhuma procurou colocar seu ponto de vista respeitosamente. Basicamente fizeram generalizações absurdas e não levaram em conta diversos fatores (nem vou citar para não virar textão). E, bem, esse "ódio/repulsa" pelo(a) trans é transfobia. Uma dica para não serem transfóbicas (se não quiserem ter esse rótulo): lutem contra os estereótipos de gênero (também sou contra), mas com respeito (não é algo impossível), sem oprimir uma minoria que já é oprimida pela sociedade, queridas radfems... Acho difícil combater o machismo com mais opressão - é algo sem nexo, sem lógica, sem fundamento. Desculpe, mas empatia, é o que está faltando no mundo... E é a solução para seus males. Pensem nisso.

~Rafa

Anônimo disse...

Rafa

Pra vcs qualquer coisa dita contra trans já é ódio,simplesmente devemos aceitar todas as imposições deles e calar a boca.

lola aronovich disse...

Rafa, obrigada pelo seu comentário. Sim, grande parte dos comentários aqui nesse post (e em vários outros sobre pessoas trans) é completamente transfóbica. Uma vergonha. Eu realmente tenho alguma esperança que pelo menos parte desses comentários transfóbicos não sejam de feministas, mas de mascutrolls tentando se passar por radfems pra manchar o feminismo. É muito triste. Substituam as palavras "trans" ou "transativista" por qualquer outro grupo historicamente atacado (mulheres, negros, homossexuais etc) e vejam se o comentário não é misógino, racista, homofóbico. Mas como essa gente acha que transfobia não existe (ou que só é transfobia quando se mata uma pessoa trans), fica nesse discurso ridículo de "Ain, tudo que se fala contra trans é transfobia". Leiam o que vcs escrevem, pô!
Essa insistência de que mulher trans não deve poder usar banheiro feminino porque muitos homens cis vão se disfarçar de mulher pra entrar no banheiro e estuprar mulheres (ou, como vi nos comentários aqui, muitas mulheres trans estuprarão mulheres cis, já que é o pênis, segundo esses comentaristas, que comanda um estupro) é uma estupidez sem tamanho. Sabem, homens que entram em banheiro feminino para estuprar ou filmar já existem, e não são as mulheres trans. São homens cis! Eles JÁ ESTÃO COMETENDO UM CRIME! Eles não precisam se disfarçar para cometer o crime.
Sinceramente, são caixas de comentários assim, cheias de trolls, que me fazem pensar seriamente em ter um blog sem comentários.
Felizmente recebi um email excelente que publicarei semana que vem.

Anônimo disse...

Não entendo.
Diferença de gênero não existe, mas homens são mais propensos a violência?

Anônimo disse...

Concordo muito com a opinião de M, principalmente com relação às crianças, que precisam apenas ser aceitas como são e valorizar o seu corpo como é.

Anônimo disse...

Propensos a violência por causa da biologia e dos hormônios. Já foram feitas pesquisas, 90% dos bandidos e assassinos e 99% dos estupros são feito por homens. Em todos os países do mundo os homens cometem maior criminalidade, em conjunto com a impulsividade e faltade racionalidade.

Anônimo disse...

Parece que sempre que as mulheres se tornam mais distantes dos homens o fenômeno do transexualismo surge. Igual as cobras que, quando há uma competição entre machos, uns fingem serem fêmeas para chegarem sem problemas nas verdadeiras fêmeas. Todas as sociedades patriarcais que proponham o isolamento da mulher tinha esse fenômeno: homens que tentam imitar características sexuias e fenotipos femininos. Na Grécia, idade moderna e extremo oriente a catarse acontecia no teatro e em toda a história ocorreu de modo sigiloso pela prostituição. Agora com o feminismo e um distanciamento de relacionamentos, os homens tentam se mostrar "inclusos sentimentalmente" como caricatura para conseguir alguma mulher verdadeira.

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