segunda-feira, 8 de maio de 2017

GUEST POST: CAROLINA DE JESUS NÃO É (só) LITERATURA

Em abril, um respeitado professor de literatura, palestrando na Academia Carioca de Letras, disse que o que Carolina Maria de Jesus (1914-1977) fez não era literatura
O espanto é que a palestra era em homenagem desta grande escritora. Ex-catadora de papel, filha de pais analfabetos, negra, moradora de favela, em 1960 Carolina publicou Quarto de Despejo, um clássico da nossa literatura (e leitura obrigatória para o vestibular da Unicamp, por exemplo), traduzido para treze idiomas, recordista de vendas. 
Outro espanto é que um intelectual e pesquisador esteja tão atrasado nessa discussão do que é ou não literatura. Já faz algumas décadas que a literatura de testemunho (testimonio) é considerada literatura, ué. 
Clarice Lispector e Carolina de Jesus
Se Carolina de Jesus não é literatura, Anne Frank, Primo Levi, Rigoberta Menchú e tantos outros também não seriam. Vale lembrar que o que mulheres escreveram durante séculos não era visto como literatura (e, por isso, não era publicado, e, por isso, tantas escreveram com pseudônimo masculino). E, num país majoritariamente negro como o Brasil, em que tão poucos negros e negras são publicados, desqualificar a obra de uma autora negra como "não literatura" beira o racismo. 
A atriz, jornalista e poeta Elisa Lucinda, que estava presente no evento, respondeu com brilhantismo e muita autoridade ao professor. 
Publico hoje este texto de Candida Maria Ferreira da Silva, colaboradora frequente aqui do blog. Candida é assistente Social, escritora, poetisa, cronista, militante pelos direitos das mulheres e dos negros (seu email é candida215@hotmail.com).

As notícias passam rápido nesses tempos de redes sociais. Mas, por esses dias o Twitter viralizou a notícia de um determinado professor que disse “Carolina de Jesus, não é literatura!” 
Professor, o senhor está absolutamente certo: Carolina de Jesus não é literatura -- ela é muito mais do que isso!
Carolina Maria de Jesus (Sacramento, MG, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977) foi obrigada pela mãe que trabalhava para uma família rica a estudar, mas só estudou até o segundo ano. Mesmo assim, desenvolveu o hábito pela leitura e escrita.
“ -- Nunca vi uma preta gostar tanto de livros como você.
Todos têm um ideal. O meu é gostar de ler.”
Seu primeiro livro, Quarto de Despejo, é um diário de seu cotidiano como mãe de três filhos, catadora de lixo e moradora de favela. É o relato vivo da pobreza, da solidão da mulher negra, do descaso dos políticos, da fome, da luta pela sobrevivência, dos conflitos entre os vizinhos, da violência contra a mulher, da marginalização, do racismo, do preconceito de classe, da ineficácia dos serviços sociais, da ação “conformativa” e alienadora da religião.
Não, não é (só) literatura. É sociologia, é antropologia, é o primeiro grito da voz dos negros, da mulher negra, é política, é um retrato do Brasil. Antes que se fizesse qualquer estudo na academia com os mestres e doutores, uma favelada, que só tinha a segunda série, mas um ideal (ler e escrever), escreveu sobre tudo isso. Carolina de Jesus é mais que literatura. Muito mais! Com a palavra Carolina Maria de Jesus, professora de vida!
“Não sei dormir sem ler. Gosto de manusear um livro. 
O livro é a melhor invenção do homem."
JESUS. Carolina Maria. Quarto de Despejo.
Sobre a condição da solidão da mulher negra:
“Refleti: preciso ser tolerante com os meus filhos. Eles não têm ninguém no mundo a não ser eu. Como é pungente a condição de mulher sozinha sem um homem no lar."
Sobre os políticos:
"Quando um político diz nos seus discursos que está ao lado do povo, que visa incluir-se na política para melhorar as nossas condições de vida pedindo o nosso voto prometendo congelar os preços, já está ciente que abordando este grave problema ele vence nas urnas Depois divorcia-se do povo. Olha o povo com os olhos semi-serrados. Com um orgulho que fere a nossa sensibilidade".
Sobre a condição de ser pobre:  
“Saí indisposta, com vontade de deitar. Mas, pobre não repousa. Não tem privilégio de gozar descanso”.
Sobre Carlos Lacerda (melhor descrição que já li):
“Quando uma senhora perguntou-me o que eu acho de Carlos Lacerda, respondi conscientemente:
'Muito inteligente. Mas, não tem iducação. Que gosta de intriga. Um agitador."
Sobre política: 
“O que eu aviso aos pretendentes da política, é que o povo não tolera fome. É preciso conhecer a fome para saber descrevê-la".
Sobre os serviços sociais: 
“Para não ver meus filhos passar fome fui pedir auxilio ao propalado Serviço Social. Foi lá que eu vi as lagrimas delisar dos olhos dos pobres. Como é pungente ver os dramas que ali se desenrola. A ironia com que são tratados os pobres. A única coisa que eles querem saber é o nome e o endereço dos pobres”.
Sobre sua percepção da cidade e do lugar dos pobres:
“Eu classifico São Paulo assim. O Palácio é a sala de visitas. A Prefeitura a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela o quintal onde jogam os lixos.”
Mais sobre política:
“O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar nos pobres e nas crianças.”
Sobre o poder do povo:
“Se a maioria se revoltar-se o que pode fazer a minoria? Eu estou ao lado do pobre que é o braço. Braço desnutrido. Precisamos livrar o país dos políticos açambarcadores.”
Sobre a fome: 
“Como é horrível ver um filho comer e perguntar 'Tem mais?' Essa palavra 'Tem mais' fica oscilando no cérebro de uma mãe que olha as panelas e não tem mais”.
Sobre racismo:
“Eu escrevia peças. Apresentava aos diretores de circo.  E eles respondiam-me 'É pena você ser preta'. 
Sobre alienação religiosa:
“Penso: Se Frei Luiz fosse casado e tivesse filhos e ganhasse o salário mínimo, aí eu queria ver se o Frei Luiz era humilde. Diz que Deus dá valor só aos que sofrem com resignação. Se Frei visse seus filhos comendo gênero deteriorados, comido pelos corvos e ratos, havia de revoltar-se, porque a revolta surge das agruras.”
Sobre ser favelado:
“E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo. (...) Sou rebotalho. Estou no quarto de despejo e o que está no quarto de despejo queima-se ou joga no lixo”.

58 comentários:

Anônimo disse...

isso deu uma treta monstra entre a suas amigas, lola

Anônimo disse...

Olha Lola, não adianta publicar textos tão interessantes se isso aqui vira um antro de trolls.

Rafael Cherem disse...

Maravilhosa, eu não conhecia nada dela, que tal uma série de post sobre outras escritoras?

Anônimo disse...

Mulher não tem vez na nossa literatura canônica. E as academias continuam reproduzindo isso. Que venham muito mais Carolinas na escrita!!!

titia disse...

Desqualificar a obra de uma autora negra como "não literatura" não beira não, é o mais asqueroso, desprezível e explícito racismo. Só fico pensando o que raios esse tipo de gente tem na cabeça e pra quê existem...

Deborah Maugeri disse...

Meus olhos se encheram de lágrimas com esses pequenos trechos. Isso é uma obra prima, um retrato da sociedade. É a realidade que não vemos enquanto curtimos nossa bolha.

Lucas Antonio disse...

Oi Lola, texto muito interessante, obrigado por publicá-lo. Li "Quarto de despejo"há alguns anos, e lembro que, na época, a obra me impressionou bastante. Eu estava pesquisando sobre autoras brasileiras, e fiquei abismado ao constatar que, no Brasil, temos muitas autoras realmente talentosas, que são esquecidas até mesmo pelos fãs de livros. Um exemplo é Carolina, e outro, Maria José Dupré. Aliás, no caso de Maria José Dupré, é interessante notar que suas protagonistas são sempre mulheres, sempre fortes, e sempre procuram algum grau de independência. Não podemos dizer que as obras eram abertamente feministas, mas, dado a época em que foram escritas, nota-se grande participação das mulheres. Voltando a falar sobre Carolina, que história! O livro "Quarto de despejo", pelo que me lembro, é extremamente duro. Duro, cru, pesado. Mas realista, desassombrado, e capaz de despertar consciência social ainda hoje, em muitos leitores. Sim, porque a realidade vivida por Carolina nos anos cinquenta ainda está presente, por aí, em todos os cantos...
Boa tarde! www.lucasantoniocwb.blogspot.com

Anônimo disse...

Homem como sempre menosprezando, desprezando, desconsiderando, desvalorizando, deslegitimando, difamando, roubando, apagando, negando, descartando a escrita das mulheres, o trabalho das mulheres.

Jan Ribeiro disse...

O quarto de despejo emociona profundamente. Nunca tinha ouvido falar dela até receber a news letter de Alex Castro sobre as aulas de literatura brasileira que ele ministrava nos EUA e do quanto o que ela escreveu incomodava as pessoas lá. Não é uma leitura fácil por que dói muito saber como algumas pessoas levam a vida ainda hoje...

Anônimo disse...

Eu li quarto de despejo quando tinha 15 anos, foi em 1988, pois minha mãe tinha o livro em casa e não me deixou ler antes, pois não entenderia ou devido algumas situações nas favelas como agressões, brigas, ofensas ou mesmo a condição miserável de algumas pessoas, inclusive a autora, lembro de uma parte do livro que o filho relembrou a mãe (Carolina, a autora) que não pegaria mais comida do lixo, porém mesmo com os restos das feiras livres, dinheiro arrecadado com a venda de ferro, papelão eram insuficientes para pagar o barraco, comprar comida e muitas vezes alguns moradores vizinhos a ofendiam
como "negra fedida", pois a mesma nem sempre tinha dinheiro suficiente para comprar ou fabricar sabão para lavar as roupas. Era uma batalha diária pela sobrevivência, acordava todos os dias às cinco horas da manhã e dormia muito tarde, pensam que aconteceu recentemente, mas o diário/livro de Maria Carolina de Jesus "Quarto de despejo" começou a ser escrito em 1955. Lembro de pesquisar algo mais a respeito e Carolina, lamentavelmente foi enganada, roubada pelos editores de seus livros, infelizmente ser escritor neste país de mercenários é isso, publica quem faz algo para agradar a massa ou então um público seleto, enquanto quem tem o dom da escrita é roubado, enganado por editores que visam apenas lucros e levam os louros da vitória em cima do talento alheio.

lola aronovich disse...

ATENÇÃO: Desculpem usar este espaço, mas não quero fazer um post só pra isso. Várias páginas reaças estão divulgando um vídeo asqueroso em que um mascu fala que mães solteiras deveriam ser estupradas de mortas. Eles divulgam por um detalhe apenas: é que o cara que faz o vídeo colocou uma estrela do PT atrás dele (obviamente, não tem nada a ver com o PT -- mascus são todos de extrema direita).
O vídeo asqueroso já tem um ano, e eu já falei dele aqui em maio de 2016, quando o vídeo de outro mascu, Mallone de Morais, viralizou. Felizmente, Mallone foi preso por pedofilia e pornografia infantil há alguns dias. Espero que continue preso por muito tempo!
O vídeo sobre mães solteiras é de Arthur Lopes Santana Lima, de 19 anos, residente em Aracaju, Sergipe. Arthur já fez vários vídeos a mando do líder da quadrilha misógina. Já fez vídeo dizendo até que eu abusei sexualmente dele no banheiro de um congresso escolar em Aracaju (onde nunca estive). Eles fazem essas coisas para tentar ser aceitos na quadrilha. Como Arthur é nordestino e "pardo", não é exatamente bem vindo num grupo neonazista. Tanto que seu apelido é "Pardo Lopes". Eu fiz um BO contra Arthur no ano passado após ele me ameaçar de morte. Ele colocou fotos suas com uma arma e imagens das passagens que ele supostamente havia comprado para Fortaleza para vir me matar. No link tem os prints.
Arthur, Mallone e tantos outros fazem parte da quadrilha do Dogolachan. Estão sendo investigados. Acredito que todos serão presos (pelo menos espero MUITO que sejam), mas essas coisas demoram, infelizmente. Acredito que serão condenados por ameaças terroristas e formação de quadrilha, entre vários outros crimes que o líder do grupo misógino vem cometendo desde 2013, quando saiu da cadeia.
O outro mascu que também foi preso com seu comparsa em 2012 continua me difamando. O cara é tão psicopata e doente que diz que eu tenho um pacto com o líder da quadrilha para ele me atacar (em troca de quê? Fama, diz ele). Esse sujeito abertamente racista e misógino (é só ver os vídeos dele, em que ele diz que o patriarcado é bom porque controla as mulheres, que são naturalmente maléficas, e diz também que a mistura das raças visa acabar com o homem branco) está me processando, e eu entrei com reconvenção. Em julho é a nossa audiência, que eu farei via vídeoconferência.
Por favor, não divulguem o vídeo de ódio do mascu, só denunciem. Divulgação é tudo que eles mais querem.
Que sejam todos presos!

Anônimo disse...

17:33 lola, vc não acha mais fácil e mais rápido matar silenciosamente esses merdas?

Anônimo disse...

Com certeza, seria mais eficiente também.

Anônimo disse...

Os mascus costumam ser racistas e odeiam o pt. Vários deles detestam nordestinos também.

Anônimo disse...

Solidão da mulher negra? Tinha vários filhos como? Uma hora dizem q n precisam de homem pra nada, depois choramingam solidão. ..

Anônimo disse...

Tudo pros mascus é falta de macho, falta de pica...

Pica pros mascus, macho pros mascus, porque macho e pica resolve tudo!

http://i.imgur.com/Pb3FG6m.jpg

Anônimo disse...

Arthur Lopes queria namorar as tops loiras bombadas de cu rosa de Aracaju, mas nenhuma delas queriam ele e preferiam os playboys alfas bombados da cidade. Só as que o Arthur considerava inferiores, feias e sem graça é que queriam ele. Por isso essa revolta toda. Para o Arthur se a mulher não for top, não deve ser considerada mulher. O neonazista que defende a raça ariana não quer saber de mulheres inferiores nem para sexo casual ou marmita.
O Arthur é um neonazista pardo e nordestino e revoltado porque as mulheres estilo panicat e lindas da raça ariana de Aracaju não querem nada com ele.

Anônimo disse...

18:57 então morte lenta ao artur, e não só à ele, como tb à todos os mascus q acreditam nessa bosta

o masculixismo é uma ideologia de fracassados, extremamente nociva e q causa sérios danos na mente de qualquer indivíduo

nem o vírus ebola é tão danoso quanto o masculinismo

morte lenta e silenciosa aos mascus

Anônimo disse...

"Solidão da mulher negra? Tinha vários filhos como? Uma hora dizem q n precisam de homem pra nada, depois choramingam solidão" - 2

de acordo

o pior mimimi do movimento negro, daqueles q querem voltar com a lei q proibe a miscegenação

quem diria q eles teriam algo em comum com a KKK

Anônimo disse...

"Felizmente, Mallone foi preso por pedofilia e pornografia infantil há alguns dias. Espero que continue preso por muito tempo!"

Sério???? Tem mais notícia disso, Lola? Até que enfim uma notícia boa nesse mundo.

Cansei de falar aqui mesmo nos comentários que todo mundo ali é envolvido com produção e distribuição de pornografia infantil, tem gente ali vendendo foto da própria filha, a polícia deveria investigar todos, não vai falhar unzinho e ainda salva umas crianças.

Anônimo disse...

ERRADO

mulher nenhuma dá bola pra mascu

só as prostitutas da qual mesmo pagando eles precisam implorar por uma noite, ou aquelas q tem muita, mas MUUUITA pena, ou ainda, aquelas q apenas querem humilhar esses vermes

e mascu tem ódio de qualquer mulher, até da mãe; e mesmo aquelas por quem q eles "babam" eles odeiam tb (na vdd, é difícil um homem no geral, mascu ou não, gostar de mulher de fato, e não de uma boneca inflável de carne e osso)

Anônimo disse...

Solidão da mulher negra é sobre o isolamento social que mulheres negras enfrentam por causa do racismo e do machismo, mascus burros do caralho.

Pra vocês mascus tudo se resume a macho e pica mesmo, né? Na cabeça de vocês só existe macho e pica, hein? Só pensam em macho e em pica. Quanta obsessão e frustração, vão se resolver logo, rapazes. Melhorem!

Anônimo disse...

Mascus, como podem ser tão dementes e viverem?

Darwin se revira no túmulo.

Anônimo disse...

"raça ariana de Aracaju"

só maconha estragada explica isso

Anônimo disse...

parem de esmurrar e pisotear os mascus, por favor, eu imploro

brincadeirinha, não parem não kkkkkk esmaguem os desgraçados hahahahaha

Anônimo disse...

Tem mascus que acreditam que podem ser da raça ariana mesmo sendo de algum lugar do interior do Nordeste e quando são reprovados em forums de nazistas ficam revoltados.

Anônimo disse...

Pica pros mascus porque pica resolve tudo


Piiiicccaaaaaaa pros masccccuuuuuus!!!!


http://i.imgur.com/Pb3FG6m.jpg

Anônimo disse...

E a palmitagem, revoltadas q homens negros preferem as brancas ao invés delas e a eles devem ficar só com negras mas claro q isso n vale para as mesmas, pq várias delas palmitam bastante

Anônimo disse...

Sobre a rolafilia da galera, só digo que "a boca fala do que está cheio o coração".

Recalque sexual é isso aí, começa a ver pica em tudo. Pica no toddynho, pica no mingau, pica no The Sims.

Esses garotinhos devem saber que são um porre, que ninguém em sã consciência dá nem bom dia pra eles, que dirá então AQUILO MARAVILHOSO?

Com tanta série boa pra ver no Netflix, quem vai gastar o Monange com uns caras assim?

E fora que nada disso é desculpa pra ficarem fazendo merda na internet.

Tanta laje pra bater, tanta guerra pra morrer, nãããããão, vão encher o saco da Lola.

Vamos fingir que não notamos as prioridades dos batutinhas marotos.

Candida Silva disse...

Gostando dos comentários e dos destaques sobre quem já leu. Há muito que destacar sobre esse diário. A recomendação é que leiam. É uma obra prima!

Anônimo disse...

pensei q vc tinha dito q as mulheres negras não pegam ninguém, então como elas "palmitam bastante"?

racionalidade e lógica realmente não são seu forte mesmo...

vc nem deve saber o que essas palavras significam

mascus precisam ser estudados urgentemente

é muito incrível que eles possam

sobreviver sem terem cérebro

e um sistema nervoso.

Anônimo disse...

# MASCUS PARA COBAIAS DE ESTUDOS CIENTÍFICOS JÁ!


Apoiem também essa campanha, gente :)

Anônimo disse...

Eu tenho um tom de pele considerado claro para ser considerada negra, mas de acordo com a militância eu devo me considerar negra. Inclusive meu pai é branco e meu irmão saiu branco tbm. Prefiro homens brancos ou mestiços do que homens negros e sou muito criticada pela militância por isso, por isso não quero saber de militância, mas vejo muitas gordas que não gostam de homens gordos e só querem homens sarados e nunca recebem críticas por isso, ao contrário, se um homem sarado a rejeitar ela alega ''gordofobia'', mas se um homem branco me rejeitar alegam que eu simplesmente deveria apenas procurar homens da minha ''raça''. Sendo que eu não tenho raça definida, mas a militância quer que eu me assuma de raça pura negra africana, sendo que eu não sou de nenhuma ''raça pura''.

Anônimo disse...

Não é que as mulheres negras nunca ''pegam ninguém'', quem reclama disso que não ''pega ninguém'' é a turma da militância. Não todas as mulheres negras.

Anônimo disse...

A solidão da mulher gorda ou negra funciona assim: você pega pra comer mas não apresenta pra família nem anda de mão dada no shopping. É isso.

Anônimo disse...

Eu sei bem quem vive reclamando de nunca pegarem ninguém, e não são as mulheres negras em geral e nem a turma do movimento negro...

Vocês também sabe muito bem quem são...

Dica: começa com mas e termina com cus.

Anônimo disse...

# MASCUS PARA COBAIAS DE ESTUDOS CIENTÍFICOS JÁ!

Vamos apoiar essa campanha, gente, sério.

Precisamos dar alguma utilidade pros mascus o mais rápido possível.

Vamos ajudar, pessoal. Busquemos o bem comum, o melhor para todo mundo :)

Anônimo disse...

20:46

Pois é gênio, n tem lógica mesmo, mas isso é o q elas falam, n eu. Inclusive vi um vídeo de uma justiceira dessas, casada com um estrangeiro branco. Hipocrisia é pouco.

Anônimo disse...

ué, então pq um bando de mulher negra problematizam a "palmitagem"? vão fingir q isso não acontece?

sim, o movimento negro quer proibir a miscigenação

isso me lembra muito a KKK

q coisa não

não são só os mascus q são burros, a militância negra também, e muito

Anônimo disse...

Eu sei bem quem vive reclamando de nunca pegarem ninguém, e não são as mulheres negras em geral e nem a turma do movimento negro...

Vocês também sabem muito bem quem são...

Dica: começa com mas e termina com cus.

Anônimo disse...

Lola obrigada por falar desta maravilhosa autora.

Machistas nossa vida não é em torno de um saco.

Anônimo disse...

Vocês toda hora inventam uma desculpa furada diferente pras suas imbecilidades e teorias ridículas, mascus fudidos.

Não era nem pra vocês estarem aqui, seus pedaços de bosta.

Cara Valentina disse...

Não vejo motivo para desqualificar os diários de Carolina de Jesus como literatura. Sua escrita imperfeita é até mais interessante do que a pompa indecifrável de uma Márcia Tibiri.

Por outro lado, vejo um valor exacerbado dado a ela por gente que mal leu Machado de Assis ainda, ou mesmo Clarice Lispector. O desequilíbrio está aí: a obra dela está sendo muito divulgada de um ano pra cá por ativistas políticos de esquerda, por oportunismo, e não por uma suposta contribuição da pobre senhora para a Língua e para o patrimônio cultural civilizatório (que transgride e sobrevive aos tumultos políticos de qualquer época).

Mas qual é a surpresa? Desde Frankfurt, mulher, negro e gay são joguetes dos revolucionários após a decepção com os operários.

Como não conseguiram emplacar a mentira de que Jane Austen era "feminista", e como Clarice é, sei lá, "branca e burguesa", bora buscar outra marionete.

Cara Valentina disse...

"A solidão da mulher gorda ou negra funciona assim: você pega pra comer mas não apresenta pra família nem anda de mão dada no shopping. É isso."

Hahahaha, a primeira vez que fiquei com uma mulher negra foi em um shopping...

Anônimo disse...

Lola, sinceramente não entendo pq vc aceita no seu blog esses comentários desprezíveis de mascutrolls anônimos e desse mascu mal disfarçado "Cara Valentina" q é o mesmo loup ~ garou e deve ser algum mascu mais antigo desses q vivem pra te perseguir e irritar, mas com outro pseudônimo. Eles não acrescentam nada de positivo ou relevante, são uma total perda de tempo.

Anônimo disse...

23:12

Incrível sua argumentação, é mais fácil falar que é mascu, do que aceitar que nem todos concordam contigo.

Anônimo disse...

Sul e Sudeste a Europa do Brasil ;superior ,"onde tem mais gente branca("pura,superior") os mais"civilizados".nordeste e demais regiões do Brasil África; inferior,com maioria negra ou no maximo pardas("sem valor,inferior") "brutos".1.Não falem do que não conhecem idiotas
,O Brasil começou no nordeste com portugueses e espanhóis tambem,negros e índios assim como a porcaria dos de baixo do pais.

Cara Valentina disse...

@Anônimo que não aceita anônimos das 23:13

Sim, eu sou o Loup~garou, eu mesmo falei isso em outra caixa, Sherlock. Mudei de nick simplesmente porque meu Blogger minhas regras.

A Lola deveria mesmo permitir os "mascutrolls", porque o espírito didático do feminismo burguês busca justamente "educar" tão toscos ignorantes como eu. Se nos isolassem ficaríamos fora da sua pedagogia e o patriarchy nunca ia acabar.

Outro dia, vi um pedreirão daqueles que canta mulher na rua estava sentado lendo esse blog enquanto comia sua marmita. Uma lágrima de contrição e reflexão ensaiava em seu olho direito. Você quer impedir tão nobre missão?

Anônimo disse...

Patéticos...

titia disse...

Ótimo que o pedófilo foi preso. Um estuprador de crianças a menos na rua é sempre bom, e a mascuzada histérica deve estar se borrando toda de medo. Logo, logo Marmelo volta pra cadeia e sua Turminha do Barulho vai junto pra fazer companhia. Estarei rindo tal qual um gênio do mal e escaldando meus pés em suas lágrimas. Ah, hahahahaha "rolafilia", agora o problema dos mascus tem nome científico. Vamos fazer que nem a 20:50 sugeriu e entregar os mascus pra pesquisas científicas, se forem curados da rolafilia talvez deixem de ser tão bostas.

Cara Valentina, eu sempre quis te contar isso mas você sumiu do mapa... sabia que a lenda do loup garou começou com uma mulher?

http://www.werewolves.com/the-gandillon-werewolves/

Anônimo disse...

Quanta burrice e desonestidade...

A questão não é não aceitar comentários anônimos, o q não dá pra aceitar é mascutrolls (anônimos ou não) estorvando espaços feministas. Esse blog parece um ímã gigante de mascus. Lola, querida, vc deve tá precisando muito de um bom banho de mar com sal grosso, mas começar a tomar medidas mais firmes e mais efetivas contra esses lixos radioativos tbm ajuda.

A. disse...

“Dizer que um homem é heterossexual implica somente que ele mantém relações sexuais exclusivamente com [ou submete sexualmente] o sexo oposto, ou seja, mulheres. Tudo ou quase tudo que é próprio do amor, a maioria dos homens hétero reservam exclusivamente para outros homens. As pessoas que eles admiram; respeitam; adoram e veneram; honram; quem eles imitam, idolatram e com quem criam vínculos mais profundos; a quem estão dispostos a ensinar e com quem estão dispostos a aprender; aqueles cujo respeito, admiração, reconhecimento, honra, reverência e amor eles desejam: estes são, em sua maioria esmagadora, outros homens. Em suas relações com mulheres, o que é visto como respeito é gentileza, generosidade ou paternalismo; o que é visto como honra é a colocação da mulher em uma redoma. Das mulheres eles querem devoção, servitude e sexo. A cultura heterossexual masculina é homoafetiva; ela cultiva o amor pelos homens.”

Marilyn Frye (1983)


Os homens realmente se amam. Os que não transam ainda só não fizeram porque têm muito medo de serem descobertos e perderem os privilégios de macho heterossexual. Mas a maioria faz escondido. Inclusive nossos pais, irmãos e namorados/maridos.


Quase 100% dos homens tem experiências homossexuais na juventude/adolescência.

É tudo enrustido. Eles vivem numa cultura fortemente falocentrada/falocêntrica e idólatra de falos, tudo que fazem é adorar falos e sujeitos falocentrados, como é que diante disso não realizam essa homossexualidade senão pela forte autorrepressão? Tudo enrustido.

Unknown disse...

Carolina de Jesus é ótima, e não há dúvidas de que ela é parte da história da literatura nacional. Mas já sabemos, não é mesmo? Negra, mulher, sem formação oficial e pobre? Até parece que o machismo de plantão da acadêmia iria aceitar tamanha representante de resistência ser apreciada.

Cara Valentina disse...

Muito interessante, titia! Obrigado pelo link.

Eu também comecei de uma mulher, haha...

Mas existem as lendas dos "Werwölfe" desde a Escandinávia antiga, não? E todo tipo de licantropo em praticamente todos os folclores.

titia disse...

Ah, existe, Cara Valentina, a lenda do licantropo é muito antiga e está presente em várias culturas ao redor do mundo. Mas a lenda do loup garou, o nick que você usava, começou com uma mulher. Seu nick não era "Werwölfe", era "loup garou", e eu sempre ria ao ver um mascu usando uma lenda que começou feminina para demonstrar masculinidade. Freud explica.

titia disse...

Primeiro, dissocia "loup garou" de feminilidade, segundo diz que não queria demonstrar masculinidade mesmo...

Freud explica. Definitivamente, Freud explica.

Anônimo disse...

Tão obcecado na vontade de ter uma vagina que fica maluco.

Anônimo disse...

Carolina de Jesus toca nosso coração com sua sabedoria e humildade, o Brasil não esta perdido minha gente temos perolas escondidas como essa senhora, se temos esta deve ter muito mais