quarta-feira, 25 de outubro de 2017

BULLYING: NÃO É PIADA E NEM FORMA CARÁTER

Muito tem se falado de bullying devido ao massacre ocorrido semana passada numa escola particular em Goiânia, em que um aluno de 14 anos abriu fogo numa sala, matando dois colegas e ferindo quatro.
O menino pegou a arma do pai, que, assim como a mãe, é oficial da polícia militar. O pai disse, em depoimento, que nunca havia ensinado o filho a atirar e que não sabia que ele sofria bullying. A coordenadora da escola, Simone Maulaz Elteto -- uma heroína que convenceu o atirador a entregar a arma, evitando assim uma tragédia com maior número de mortos -- contou que não sabia do bullying. Mas outros alunos comprovam que o menino era chamado de "fedorento". 
De toda forma, o bullying é uma praga social que afeta inúmeras crianças e adolescentes e que, infelizmente, muitas vezes não é combatido. Conservadores (aqueles mesmos que defendem a liberação de armas) tratam o bullying como piada (vide o filme do Gentili) ou como um rito de passagem, algo importante para "formar caráter". 
É completamente absurdo pensar que um ritual que tem o potencial de arruinar a infância e adolescência de tanta gente pode ser benéfico. Eu nunca sofri bullying, mas quem sofreu sabe que não há nada de graça ou de aprendizado nisso.
Reproduzo o texto que Lucila Saidenberg publicou na sua página no FB.

Foi no final do primário que o bullying começou. 
Lá pela sétima, oitava série. Escola Milton de Tolosa, em Campinas. De repente, sem motivo aparente, eu passei a ser um alvo. Uma criança aleatória chegava e dizia: "Oi, você passa alguma coisa no cabelo? Que tal um pente?" E mais outras pequenas chacotas baseadas em aparência física. Eu era magra, cabelo comprido, estudiosa. Ignorei.
Mas a partir daí só aumentou. Passei a "bruxa" e a "louca". Nada do que eu dizia ou fazia era aceitável, tudo era motivo para riso.
Eu sabia que mudaria de escola em pouco tempo, e continuei ignorando, achando que no segundo grau isso ia parar. Ledo engano.
Continuou, piorou. Escola Vitor Meirelles, Campinas. Eu era a "mulher maluca", por ser estudiosa e ter minhas próprias opiniões. A "feminista" (antes até de saber que essa palavra existia) por não "arrastar asa" para os meninos, como as outras garotas. 
Onde quer que eu fosse, nos corredores ou no pátio, era abordada e assediada. Piadas maldosas, risos de escárnio. Minha aparência sempre tinha algo errado. Minhas roupas eram sempre motivo de riso, por mais normais que fossem. Passei a evitar acessórios, usava o uniforme escolar da maneira mais simples possível. Não adiantava.
Se eu falava alguma coisa, qualquer palavra que soasse diferente era motivo de riso. Me ouviam para distorcer o que eu dizia. Se eu classificava algo de "excepcional", ouvia de volta que havia falado "retardado". Parei de usar figuras de linguagem e metáforas. 
Estudava mentalmente todos os sentidos possíveis de cada palavra que eu ia falar. E nem assim adiantava. Passei a lanchar na porta da biblioteca, e a passar o recreio inteiro lá dentro lendo alguma coisa. Qualquer coisa. Desaparecia. Só assim me deixavam em paz. Eram tão limitados que nem se lembravam de que eu existia, se eu não estivesse à vista. Pensei que havia encontrado uma solução. O que eu não sabia era que estavam planejando algo pior.
Um dia ouvi de um menino no pátio um xingamento diferente. Ele apontou um dedo para o meu nariz e disse, em tom de acusação: "Judia!"
Eu sabia que um já falecido avô meu era judeu, eu tinha noções de religião e cultura judaicas, mas fora o sobrenome, eu não falava sobre isso na escola. 
"É verdade que os judeus enterram seus mortos debaixo do piso da cozinha?" Ele perguntava em tom de acusação. "Que usam o sangue de crianças cristãs em seus rituais?" Se eu tentasse esclarecer qualquer coisa, ouvia de novo, como se estivesse sendo acusada de um crime: "Judia!"
Só fiquei sabendo depois que ele era um desses nazistóides tupiniquins, essa gentinha complexada, que tem racismo de si mesma e que se acha muito "poderosa" ao assumir posturas fascistas. Provavelmente fazia parte de algum grupelho, e queria se afirmar. Achou a mim para perseguir.
Tentei negar, tentei explicar que só é judeu quem é filho de mãe judia. Não adiantou. Ele estava citando as leis nazistas de Nurenberg, que eu também desconhecia, que faziam de qualquer pessoa com pelo menos um avô judeu um candidato às câmaras de gás.
Me mandou "provar" que não era judia. "Como?" Eu perguntei. Ele me olhou bem nos olhos e me disse: "você sabe".
Naquele momento eu entendi que, para "provar" alguma coisa, eu teria de me transformar em alguém até mais antissemita do que ele. Negar meu pai, odiar meu avô, me transformar em um monstro. Era mais uma tentativa de me controlar, de conseguir me submeter à visãozinha de mundo tacanha dos meus agressores.
Nada do que eu tentasse "provar" seria o suficiente. Se eu sucumbisse, seria controlada, humilhada, inventariam mil coisas para eu fazer contra a vontade como "teste". Eu viraria o capacho da escola.
Mas eu sabia que a minha permanência naquela segunda escola também era temporária. Logo eu estaria fora de lá, também. Virei as costas para o nazistinha, deixei ele falando sozinho e foquei nos estudos, coisa que sempre foi o meu objetivo. Era para estudar que eu ia à escola. Nada mais.
O que eu realmente não esperava foi ouvir o "mulher maluca" dos brasileiros na terceira escola, Ayanot, supostamente frequentada por gente "mais bem educada", onde terminei o segundo grau já em Israel. Mas até lá eu já estava calejada e, após o choque inicial, mandei todos mentalmente à M*.
Aos meus perseguidores, eu só tenho uma coisa a dizer: malditos sejam, todos.
A quem sofre de bullying: eu rezo por vocês. Sejam fortes e nunca se calem. Busquem ajuda, falem com pais e professores, vão à polícia, reclamem por escrito na secretaria de educação de suas cidades. Vão à OAB e procurem assistência jurídica. Façam um escândalo! Não é porque vocês são crianças, que vocês não têm direitos. 
Aos professores e diretores de escolas: não esperem o bullying começar, nem tentem olhar para o outro lado. É preciso evitar que ele comece, antes de mais nada. Existem métodos pedagógicos para isso.
Isso tem que acabar.

51 comentários:

Anônimo disse...

Quem é a favor do politicamente correto, é a favor da censura.

Então vcs não tem nenhuma moral nenhuma de falar em liberdade de expressão nos casos do Santander e do MAM.
Passar bem.

Kasturba disse...

Cresci vendo minha irmã sofrer bullying pq tinha o cabelo crespo (era chamada de cabelo de bombril). E vejo como até hoje em dia, já adulta, isso mexe com a auto estima dela.

Meu ex marido era do tipo "machista moderno": Gostava que eu trabalhasse e ganhasse dinheiro, pregava uma relativa "igualdade de sexos" (embora se recusasse a me ajudar a cuidar da casa) mas era contra qualquer ideia progressista, e dizia que toda e qualquer ideia diferente das ideias conservadoras eram uma tentativa de "acabar com a família" para tornar o Brasil comunista...
E nesse meio todo, entra a questão do bullying. Conversamos algumas vezes sobre o assunto, e ele não sabia me explicar o motivo, mas era contra que houvesse politicas no sentido de educar as crianças para respeitar os coleguinhas e pararem de fazer bullying. Ele sempre batia na tecla que "me chamavam de quatro olhos no colégio, e eu sobrevivi. Então bullying é mimimi".

Sabe, eu consigo entender (embora não concorde de forma alguma) alguns argumentos reaças ao estilo não deixar menino brincar de boneca, ou menina não jogar futebol. Entendo que isso mudaria o mundo ao qual eles estão acostumados (com os papéis de gênero bem definidos), e mudança sempre assusta. Eles tem medo de não saber como se comportar em um mundo em que mulheres tenham voz e não precisem deles nem pra abrir o vidro do palmito, pra sentir prazer ou pagar as contas. Entendo que eles teriam que mudar sua maneira de se portar, para que não fossem cistos como dinossauros grosseiros, e jogados pra escanteio. Mas a questão do bullying, eu simplesmente não vejo porque eles querem tanto que isso se perpetue. Se as crianças pararem de se maltratar, o que isso mudaria no mundo que eles tanto querem preservar?? O fim do bullying não fere o machismo (meninos também sofrem bullying tanto quanto meninas) e a "superioridade masculina" que eles tanto pregam... Por que ensinar crianças a respeitar o coleguinha incomoda esses malditos??

Anônimo disse...

Estão e pondo a culpa na vitima, todo mundo sabe que adolescentes se zoam uns aos outros, um monte de gente já passou por isto e não saiu dando tiros na hora do recreio, o moleque e psicopata.

Anônimo disse...

se a pessoa do relato passou por várias escolas e continuou reclamando, sinal que o problema era ela e não o resto do mundo.

Rafael Cherem disse...

Vão à OAB e procurem assistência jurídica

Cai nessa não.

Rafael Cherem disse...



Olha o bulling é um problema real, mas eu aposto um disco de vinil do Ovelha que esse psicopata não sofria disso, além de não sofrer,as ideias que estavam na cabeça dele eram outras e sabemos de onde viam.

Em tempo, repararam que a turminha da redução da maioridade penal ficou quietinha? Repararam que a desculpa do bullyng não vai a público quando acontece com meninos pretos e pobres?

titia disse...

Mais uma vítima de bullying aqui. Já detalhei em outros posts como eu era agredida, então não vou retomar o assunto, apenas reafirmar que sofrer bullying não me ajudou em porra nenhuma, não serviu pra nada além de me causar fobia social, 6 graus de miopia em cada olho, problemas de relacionamento e auto estima abaixo da unha do dedão do pé.

E além dessa merda toda ainda tive que ouvir até de psicólogo que eu devia ter peninha dos meus bullies, porque eles provavelmente tinham problemas na própria família e descontavam em mim. Quer apostar quanto que eu ouvi isso porque era mulher e, como todo mundo sabe, mulher tem a obrigação de ser saco de pancada pra "ajudar" os pobres coitadinhos que sofrem e descontam em quem não tem nada a ver com eles e seus problemas? Pois foda-se quem me disse que era pra ter pena dos bullies, fodam-se eles e seus problemas, fodam-se todos os que fazem bullying, fodam-se todos os que passam mão na cabeça deles e fodam-se todos que glorificam essa bosta. Meu caráter foi formado APESAR do bullying - e antes que os mascus venham dizer que eu sou problemática, quem está defendendo a legalização da pedofilia aqui são vocês, não eu, restos de aborto malfeito catado do lixo. Vão se matar que o mundo ganha mais.

Quanto à questão da psicopatia, já foi provado que um único fator não é totalmente determinante para causar o distúrbio de personalidade antissocial (psicopatia/sociopatia); é preciso haver uma junção de componentes. O transtorno de personalidade antissocial está associado à mistura de três principais fatores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas sócio psicológicos na infância (ex, abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos, etc.). Todo indivíduo antissocial possui, no mínimo, um desses componentes no histórico de sua vida.

Ou seja, se não houvesse bullying o atirador provavelmente não chegaria a cometer o crime. A maior parte dos psicopatas desse mundo morre sem matar ninguém e, se for mesmo psicopata, esse moleque podia simplesmente ter sido mais um desses. Mas os imbecis incapazes de lidar com os próprios problemas tinham que fazer bullying e os projetos de Danilo Gentalha tinham que passar a mão na cabeça dos bostinhas (o fato de que foram vítimas não muda o fato de que eram uns bostas), olha aí no que foi que deu.

Kasturba disse...

Cada pessoa é afetada e reage de forma diferente a cada situação.
Muita gente já passou por isso (sofrer bullying) e saiu ileso.
Mas muita gente também já passou por bullying e teve seu rendimento escolar prejudicado. Muita gente já abandonou a escola por causa disso. Muita gente já fez coisas que não gostaria de ter feito pra se adequar ao grupo. Muita gente já cometeu suicídio.
Se o problema existe e fere tantas crianças, por que não tentaríamos resolvê-lo? Qual é o grande problema em ensinar pra crianças e adolescentes que não é legal desrespeitar uns aos outros? Qual seria a consequência ruim nisso?

Em tempo: Ninguém está dizendo que o garoto que cometeu o ato não tem culpa e é um coitadinho. Mas se não existisse a motivação, provavelmente ele não teria cometido esse ato. Ele estaria tranquilo com sua família, assim como os outros dois garotos mortos. Quem saiu ganhando com a situação atual? Pra quê mantermos a situação assim, dando oportunidade para que outros episódios tristes como esse aconteçam?

Anônimo disse...

Quem inventou o politicamente correto foi a direita que nao aceita que nao pode mais rebaixar minorias com suas piadas machistas racistas e homofobicas.

b) Os conservadores que deram este espetaculo de censura no museu nao frequentam exposiçoes nao conhecem esculturas nem obras de arte sao ignorantes tanto que se deixam dominar por moleques que nunca trabalharam

Anônimo disse...

a) Lola gostaria de sugerir um post sobre a nova novela das nove da globo Outro lado do paraiso ontem mostrou um estupro na noite de nupcias uma cena forte a novela vai mostrar uma relaçao abusiva

b) Lola sabe o que me surpreende neste caso eu nao estou vendo os conservadores falar em baixar a idade penal sera que e porque o garoto e branco e filho de policiais?

c) Bulling e algo serio e deve ser combatido e aos babacas que ficam falando que passaram por isso e nao morreram lembro que nos anos 80 e 90 nao havia redes sociais e atualmente a perseguiçao continua na rede e faz com que a pessoa se sinta mal o tempo todo

Anônimo disse...

Pergnta: pq os atiradores juvenis são sempre meninos? Pq não vemos casos de meninas abrindo fogo?

Gabriela G. disse...

Também não acho que o principal desencadeador deste caso tenha sido o bullying.
Da mesma forma, achei sintomático o silêncio dos defensores da redução da maioridade penal.

Vendo de fora, mas com o olhar de professora, apostaria que os pais policiais não impuseram limites na criação de seu filho.

Anônimo disse...

O que fazer quando tem um nazista na sua sala? Tem um babaca que só porque é loiro e tem um sobrenome alemão se acha uma divindade, fica falando besteiras racistas pseudo científicas como "o negro tem o qi médio de um retardado", falando que as regiões que mais receberão alemães foram as que mais se desenvolveram melhor, dizendo que a culpa da pobreza no Brasil é porque a maior parte da população não é branca, num seminário da disciplina de história, ele fez uma apresentação falando só sobre os "crimes de guerra dos aliados" e ficou glorificando um tal de Egon Albrecht, um curitibano que abandonou a família pra lutar por esta babaquice e foi morto em combate.

Anônimo disse...

Rafael, vc está enganado. Continuo defendendo a redução da maioridade penal SIM, inclusive para 12 anos e não 16. Esse mini psicopata deveria responder plenamente por suas ações, não impora se era bullying e qualquer outra desculpa. Da mexma forma acho que um afrosescendente vítima da sociedade de 12 anos que pratica roubo a mão armada na semáforo, latrocínio, tráfico de drogas e etc deve TAMBÉM responder até a última gota por seus atos. NÃO HÁ DESCULPAS PARA SE TORNAR BANDIDO! Eu sou prova viva disso!

Anônimo disse...

Independente de esquerda/direita, feminismo/machismo etc... Eu enxergo esses casos de atiradores escolares como a ponta de um gigantesco iceberg. Nossa sociedade é doente e violenta, quando um jovem faz um ato extremo como este está materializando um ato que milhares, talvez milhões de jovens pelo mundo fariam se tivessem oportunidade.

Gabriela G. disse...

Bullying e agressividade no ambiente escolar precisam ser combatidos com ajuda dos pais. No entanto, a maior parte dos pais é extremamente ausente, enxerga a escola como depósitos/"creches", onde podem largar seus filhos para poder ir trabalhar (às vezes em jornadas exaustivas, é verdade). E, com essa postura, acabam delegando funções que não nos cabem (sou professora).


Já presenciei muitos casos de bullying entre alunos. Essa semana, por exemplo, tivemos um caso de racismo na sala de aula do 7° ano. Um aluno zombou do cabelo de uma aluna negra e gritou várias ofensas racistas para uma sala majoritariamente negra. Parei a aula imediatamente, repreendi o estudante e no restante da aula discuti o tema do racismo. Mas os alunos se mantiveram apáticos à discussão... Esses assuntos não são trabalhados em seus dia-a-dias e tem gente ainda que acha que é doutrinação.

Sempre que algo do tipo acontece, faço uma ocorrência e informo à diretoria. Percebo, infelizmente, que os professores estão de mãos atadas. Fazemos a ocorrência, chamamos os responsáveis, eles quase nunca aparecem. Quando aparecem, recriminam a escola, o professor. É um jogo de batata quente, em que todos perdem.

Infelizmente na escola pública não temos o apoio de psicólogos e o conselho tutelar só pode ser chamado em último caso (ou depois que tentamos contatar os pais cinco vezes). Parece-me que esse é um problema de difícil solução, precisa mudar a mentalidade de toda uma sociedade.

Flavia disse...

Sofri bullying na infância e na adolescência porque sempre fui considerada muito feia. Cheguei à idade adulta me sentindo a mais horrorosa das mulheres (internalizei os xingamentos que me eram dirigidos) e tendo sérias dificuldades de me relacionar com os homens. A questão é que todo o dano psicológico que o bullying me causou não fez mal a mais ninguém, a não ser a mim mesma. As pessoas reagem de maneira diferente quando são vítimas de maus tratos.

Viviane disse...

Dá até para subir uma hashtag no Twitter, de tantas histórias para contar...
Então lá vai a minha: mais ou menos como a autora do relato, eu cheguei ao ponto em que percebi que seria humilhada até por respirar. Felizmente, a mudança de escola no Ensino Médio acabou com o problema. Mas as sequelas ficam: autoestima no pé, não conseguir confiar em ninguém. Ainda tinha um agravante: uma das bullies no Ensino Fundamental era filha da coordenadora da escola, que fez de tudo para proteger a filha... me pondo a culpa de tudo, é claro.
Por isso, peço encarecidamente aos professores: não finjam que não viram, não culpem a vítima, pensem que ali está uma CRIANÇA, que não merece sofrer. E não, o sofrimento de vocês (salário baixo, três empregos, desvalorização de carreira), não chega aos pés do sofrimento de uma criança. Vocês, professores, são adultos e têm como se defender. Uma criança não tem.

Anônimo disse...

Titia, se não for muito difícil e doloroso pra você, gostaria de saber sobre o bullying que você sofreu.

Anônimo disse...

Escola = campo de concentração

Anônimo disse...

Eu n sinto a menor pena quando isso acontece, receberam o q plantaram. Essa gente acha q pode humilhar os outros direto e q nada vai acontecer. A maioria n consegue fazer nada (como eu) mas tem gente q vai surtar e devolver as agressões.
Sei q é crime matar, mas me dá asco ver q o povo se revolta com isso, mas n vê nada de errado em violência psicológica. Só o atirador sai como monstro e os outros como anjinhos.

Me humilhavam direto por ser gorda e timida. Riam porque eu tinha espinhas, riam do meu cabelo pq n era hidratado, se referiam a mim como "gorda", nem nome eu tinha mais. Faltava direto pra n ter q aguentar esses lixos, quase reprovei o último ano. Eu ganhei autoestima 0, nunca namorei com 31 anos. Se um cara mostra interesse, no maximo penso que esta curtindo com a minha cara, n consigo fazer amigos e tb n tenho vontade, n consigo confiar em ninguém. Bullying é muito bom...

Só desejo q todos os bullies se fodam, tb me revolta quando vejo gente defendendo essa corja, dizendo q eles tem problemas. Q se foda, eu tb tinha e nem por isso persegui ninguém.

Anônimo disse...

"Pergnta: pq os atiradores juvenis são sempre meninos? Pq não vemos casos de meninas abrindo fogo?"


Resposta:

O macho vive corroído pela tensão, pela frustração de não ser uma fêmea, de não ser capaz de alcançar qualquer tipo de satisfação ou prazer; vive corroído pelo ódio: não o ódio racional dirigido contra quem te insulta ou quem abusa de ti, mas o ódio irracional, indiscriminado… ódio, no fundo, contra seu próprio ser desprezível.

A violência gratuita, além de “provar” que ele é um “Homem”, lhe serve como válvula de escape para seu ódio e, inclusive – como o macho só é capaz de respostas sexuais e necessita de estímulos muito fortes para excitar seu ser meio morto –, lhe proporciona um pouco de excitação sexual.

Também:

O método mais corrente utilizado pelo macho para compensar o fato de não ser fêmea (sacar para fora sua Grande Pistola) é obviamente ineficaz: só pode sacá-la um número limitado de vezes; então ele o faz a uma escala massiva, para demonstrar ao mundo inteiro que é um “Homem”. Devido a sua incapacidade de sentir compaixão ou ter empatia ou identificar-se com os outros, sua necessidade de provar sua virilidade vale causar uma imensa quantidade de mutilação e sofrimento e destruir um incontável número de vidas, inclusive a sua própria. Como a vida dele é sem valor, prefere morrer iluminado por um resplendor de glória que arrastar-se severamente por mais cinquenta anos.


P.S: Não são apenas os atiradores em massa juvenis que são do sexo masculino, os adultos também.

Anônimo disse...

Pelo menos vc faz sua parte.imagina professores que observam isto na aula e faz a egípcia.

Catarina,a gramde

Anônimo disse...

Bravo!

Catarina, a grande

Adriana Simões disse...

Eu sofri bullying ,naquela época não se usava essa palavra.Não era tão difícil de lidar como hoje.
Discutíamos na mesma hora, trocávamos ofensas e depois, saíamos no braço.Resolvíamos tudo depois da briga.Uma saía com menos cabelo, a outra com o rosto vermelho ou dores no abdome por causa das pancadas.Mas do dia seguinte pedíamos desculpas e nos tonava grandes amigas.
A pergunta que eu faço é:Porque a criançada de antes conseguia resolver seus problemas sem grandes danos, e a de hoje não? Estamos regredindo?

Anônimo disse...

Qual esse vinil do Ovelha?

Anônimo disse...

Um garoto que é fã do Hitler, recita livro satanista em sala de aula e planeja meses o assassinato dos colegas, sinceramente esse aí não precisava de bullying não, só de uma oportunidade. Lamento que continuou vivo, o mundo poderia ficar sem essa fedentina.

Rafael Cherem disse...

Vc é um dos poucos.

Anônimo disse...

Bullying é uma praga. Pior que ainda existem muitos indivíduos que acham que ele é bom. Bando de canalhas os que acham que é bom e combatem quem luta contra isso. Só é mais um exemplo do grandioso desserviço que Gentili, como personalidade pública, presta ao país. E sobre redução da maioridade penal: quem defende ou ignora a situação do sistema carcerário ou é definitivamente muito vingativo com adolescentes. Temos a 3 maior população carcerária do globo, sendo que os presídios são superlotados e são controlados por facções. Se querem tratar da segurança pública, precisam parar de defender que coloquem mais gente na prisão pois isso apenas piorará a situação. Titia, me solidarizo com tua dor, também sofri bullying e sei como doi. Espero que fiques melhor. Abraços querida Lola e titia.

Anônimo disse...

(Lola, to pensando em como responder a Adriana sem fazer bullying)

titia disse...

15:12 imagino que porque comportamento violento é reprimido a todo custo nas meninas e super estimulado nos meninos. Desde pequenas somos reprimidas até se falamos alto demais, sempre que demonstramos algum tipo de agressividade somos rigorosamente punidas e nos proíbem de ver filmes e praticar esportes considerados violentos. por exemplo, quando o filme Blade - O Caçador de Vampiros (sempre amei filmes de monstros, me julguem) estreou eu tinha 11 anos e meio, mas minha mãe me obrigou a esperar até fazer 12 (que era a classificação etária) pra me deixar assistir. Ainda fez questão de assistir comigo e ficava passando as cenas mais violentas, jogando um papinho piegas sobre "más influências" e "não esquecer as coisas boas" pro meu lado, tive que enrolar a criatura com um papo que me deu enjoo pra poder assistir. Meu irmão ela deixou assistir o mesmo filme sozinho quando tinha 9 anos. Sintomático, não?

15:21 talvez lembrar a ele que é crime, e que os pais dele podem ser processados se ele continuar cagando pela boca na frente de testemunhas? É o que eu faria. Ou talvez contar que Hitler o mandaria pra câmara de gás junto com todo mundo que ele odeia, porque o merdinha se gaba do cabelinho loiro e do sobrenome alemão mas tenho certeza de que tem alguém moreno ou negro na família porque isso aqui é o Brasil. Todo mundo que não veio do exterior é misturado. TODO mundo. E quem desgraçou esse país não foram os negros, foram os portugueses: corrupção, puxa-saquismo, machismo, racismo, exploração de pessoas e recursos ao limite, escravidão, tudo isso veio dos portugueses. Se ele abrisse um livro de História de vez em quando saberia perfeitamente disso. Eu sei, e olha que eu saí do Ensino Médio há 11 anos.

Unknown disse...

Veja, você e suas amigas conseguiam lidar com isso e resolver da melhor forma possível. Isso nao significa que todos tenham a mesma maturidade para lidar com isso até porque há diferentes formas de bullying. Hoje em dia está bem pior devido as redes sociais. Então mesmo fora da escola a criança ou adolescente continua sendo alvo de ofensas. Algumas para agredir fazem.páginas no face ofendendo a pessoa. Então se foi fácil para você resolver parabéns. Não significa que seja assim para todo mundo.

titia disse...

Tudo bem, 20:59, eu não ia falar pra não floodar o blog. Começou quando mudei de escola. Eu tinha uns 11 anos e ainda era meio infantil, gostava de brincar e desenhar enquanto o resto da turma era metido a adolescente, só queriam saber de fofoca, trocar bilhetinho, falar em namoros, quem era mais bonito, beijar. A princípio apenas me excluíam, meninas e meninos já tinham formado panelinhas e fiquei de fora; não conversavam comigo, não me aceitavam pros trabalhos e atividades em grupo, me ignoravam quando eu tentava puxar assunto. Doeu, sempre tive muitos amiguinhos na minha antiga escola, mas depois de um tempo me conformei.

Quando entrei na terceira série, os meninos começaram a ser mais ativos (as meninas continuavam me ignorando): como eu era quieta e comportada, nunca levava bronca por conversa paralela e sempre fazia os deveres, eles pegavam meu material e minhas coisas, jogavam meus gibis pela janela, um chegou até a quebrar um diadema. Como eu nunca fui vaidosa e não usava batom nem perfume, me chamavam de feia, piolhenta, fedorenta, fizeram até uma musica que cantavam alto pra me chamar de fedida e piolhenta na frente da turma. No primeiro amigo secreto de que participei, o moleque feio e gordo que tinha me tirado disse um "É feia" e todo mundo disse meu nome. Na época, eu ri sem graça e aceitei; hoje teria mandado ele se olhar no espelho e jogado o presente na cara dele. Quando reclamei com a professora desse tratamento (o que não adiantou porra nenhuma, aliás), passaram a me chamar de fresca. Tinha um idiota que literalmente me seguia durante o recreio pra me dizer que eu era fresca, então como sempre amei ler fui me refugiar na biblioteca.
Passaram a me chamar de antissocial, e meu pai reclamou q eu não tinha amigos, não ficava com ninguém no recreio, só queria ir pra biblioteca e não me relacionava com as pessoas. Pena que eu era tão mole e fiquei calada; meu arrependimento é não ter gritado na cara dele, pra quê? O pessoal da escola me odeia e não quer nada comigo.

Quando eu entrei no ensino médio, com 14 ou 15 anos, continuava não sendo vaidosa e não tinha nenhum interesse em namoro, muito menos com aquele bando de babacas. Começaram então a me chamar de sapatão (naquela época eu ainda era machista, hoje eu riria na cara deles e diria "quem dera, minha vida sexual seria 99% melhor") e me assediar sexualmente. Me mandavam bilhetes obscenos e que diziam que eu fedia a bosta, esfregavam o pau na minha mesa, viviam querendo falar dos meus peitos e da minha buceta, me mostrando pornografia na SALA DE AULA - veja-se aí o preparo dos srs. professores que dizem que nós devemos procurar quando sofremos bullying. Um chegou mesmo a tentar esfregar o pau na minha cara, e quando eu retaliei dizendo que ele era gay (desculpa, eu ainda era machista) reagiu como se eu tivesse ido na casa dele e matado a mãe dele.

Quando eu estava no final do EM uma colega me ensinou que eu tinha que reagir, que era o único jeito de me deixarem em paz. Fiz isso, xinguei, rebati todas as ofensas, o tarado chamei de gay (desculpa novamente) na frente da sala toda, cheguei a dar na cara de um que me chamou de puta. Aí foi que pararam. Passei a vida inteira ouvindo que eu devia ignorar, relevar, mudar meu jeito de ser, enfim, que eu devia aceitar o bullying de um jeito ou de outro. E isso eu ouvi de adultos, pais, professores, coordenadores, até de psicólogo ouvi isso. Então, é, as crianças não podem contar com os adultos ao redor; estão sozinhas numa selva. É triste, mas é a verdade.

titia disse...

Obrigada, 07:26. Também me solidarizo com a sua dor, só quem já passou por isso sabe o quanto é difícil, o quanto empurra a gente pra beira do abismo e, se não caímos lá embaixo de um jeito ou de outro, quantas cicatrizes e sequelas a gente tem que carregar vida afora. Como é olhar ao redor procurando uma luz, uma única pessoa que nos apoie e perceber que está sozinho. Que é só você contra todo o mundo. É um dos motivos pelos quais eu não tenho nenhuma tolerância com quem faz ou tenta fazer bullying, ou com quem tenta desculpar. E pelo qual eu tenho muita vontade de pegar uma metralhadora e ir atrás do Bostili. Mas, como manda-lo de volta pra casa numa caixinha de fósforos comprometeria muito minha qualidade de vida no futuro, me contento em garantir que nem mesmo um centavo do meu bolso chegue às mãos daquele canalha.

Kasturba disse...

Adriana, primeiramente, acredito que o que você viveu não se classifica como "bullying" você e suas amigas tinham desentendimentos normais de crianças, brigavam, uma xingava a outra, e depois estavam bem. Bullying é perseguição de uma criança, normalmente por um grupo, de forma que essa criança seja completamente excluída do grupo, não tenha amigos, e tudo o que a preso faz é ridicularizado.

De qualquer forma, nem todo mundo reage da mesma forma à mesma ocorrência . Não é questão de "antes as crianças se resolviam e hoje não". Antes também tinha criança que inventava desculpas e doenças pra não precisar ir pra escola e ter um dia de paz. Também tinha criança largando a escola por não aguentar ser torturada psicologicamente. E também tinha criança internalizando isso tudo, e se tornando adulto com transtornos psicológicos (ou você acha que nossa geração de adultos é a mais ajustada psicologicamente? O quanto disso não é devido à infância negligenciada que tivemos?)
Da mesma forma, existem crianças ainda hoje que conseguem conviver com o bullying relativamente bem. Mas outras não. E se é algo que na melhor das hipóteses não traz nenhum benefício, e na pior das hipóteses pode incentivar uma tragédia, qual seria um motivo racional (só precisa dizer um) pra não educarmos nossas crianças e tentarmos acabar com esse problema?

Anônimo disse...

Se eu apanhasse na escola, apanhava em casa também, então quando quiseram fazer bullying comigo eu saí distribuindo porrada kkkkkkkkkkkkkkkkkk na verdade só bati em 3, dois meninos e uma menina que resolveram pegar no pé da aluna nova no colégio (eu). A menina virou minha cunhada (casou com meu irmão), um dos meninos é meu sócio e o terceiro, a gente chegou a namorar no último ano do ensino médio, ainda somos amigos e ainda nos falamos via Whatsapp etc. Era diferente mesmo, a gente era mais ensinado a se virar, os pais aliviavam menos a nossa barra. Hoje em dia é todo mundo pelos pandas, pela Amazônia, pelos pronomes corretos, criança de 7 anos já tá no Rivotril, com 3 anos você já pode decidir seu gênero mas na primeira tem garoto metendo a mão na cara de professora, estuprando colega no pátio, tirando arma em sala de aula ou tacando fogo em colégio, como aconteceu no Acre esses dias. Tanta proteção e o povo tá ficando sem controle.

Anônimo disse...

Sodri bullying durante os 3 anos do E.M, foi a pior fase da minha vida. Ir pra escola era uma tortura. Tentava ignorar, não adiantava. Tentava revidar, não adiantava. Tentava conversar com os professores, não adiantava. Me sentia sozinha e desamparada. Não podia contar com ninguém. Até que um dia cansada disso tudo fui sozinha ao conselho tutelar da minha cidade. Era uma cidade pequena e não tive dificuldades de ir até lá.Conversei e ela entrou em contato com a escola. Só assim a diretora deu alguma atenção pro meu caso. Mas a diretora gostava do garoto que praticava bullying comigo e disse que talvez ele gostasse de mim e que queria chamar minha atenção. Que isdo era normal. Fora a mãe dele que passou a mão na cabeça dele. Então a diretora pediu pra que ambos pedissem desculpas um pro outro. Me senti humilhada por ter que pedir desculpas sendo que nunca fiz NADA! Mas tive que pedir para "selar" aquele episódio. Um episódio que durou três anos. Apesar de ter acabado, tem coisas que carrego comigo até hoje: Me sinto insegura, sempre procuro defeitos em mim e tenho dificuldades pra me relacionar com homens. Enfim, bullying não forma o caráter de ninguém. Só atrapalha a vida da pessoa que sofreu com isso. Falar que isso forma caráter só estimula que mais jovens pratiquem esse ato e mais casos como esses aconteçam. Esses que apoiam só irão mudar de ideia quando os filhos deles forem as vítimas. Ai vão ver de perto como isso é doloroso. Como isso não mexe só com a criança, mas com eles também. Como um lugad que deveria trazer alegria, pode causar tanta tristeza e eles não poderem fazer nada, porque outras pessoas irão passar a mão na cabeça dos agressores dos seus filhos e dizer que "isso é normal" , "ajuda a formar o caráter"

Anônimo disse...

"Um garoto que é fã do Hitler, recita livro satanista em sala de aula e planeja meses o assassinato dos colegas, sinceramente esse aí não precisava de bullying não, só de uma oportunidade."

fataço, bicho já era desequilibrado mas certamente os pais trabalhavam demais para notar os problemas dentro de casa, o que é comum hoje em dia, então coloca o garoto no futebol, no inglês, no tênis, no Kumon, tudo pra deixar a criança ocupada e neurotizada, dá um videogame pra ele com os jogos mais violentos do mundo, celular, tablet, acesso irrestrito à internet, tudo sem nenhuma supervisão, aí quando dá merda.... noooooooooooooooooossa no que foi que eu errei?

Anônimo disse...

@ 08:48, discordo que TODO mundo é misturado. Existe uma minoria nas terras indigenas e existem certas colonias e cidades do interior que a população é bem hegemonica, mas concordo que nazismo é babaquice, principalmente num país de maioria mestiça e onde os brancos são na maioria mediterrâneo ou eslavos e mesmo dentre os descendentes de alemães, a maioria é pomerano(que tem sangue eslavo)

Jessica H disse...

O bullying existe pq as escolas não são rígidas com os alunos. Os professores mal podem chamar atenção dos alunos, e se chamam, correm o risco de apanhar. Os diretores não querem que os professores mandem alunos para a diretoria.
Adolescentes são selvagens e cruéis mas todo mundo finge que não. Escolas deviam ter seguranças e os professores deviam ter mais poder.

Anônimo disse...

Pensei que eu fosse a única a fazer esse paralelo...
Terminei a escola há 11 anos, mas essa comparação era exatamente como me sentia.
E até fazia um paralelo mental entre a postura dos bullies (eu também fui vítima, mais de uma vez, e em diferentes escolas) e a dos nazistas, e passei a me identificar com os judeus (depois descobri que boa parte da minha família descende remotamente de judeus, mas sem nenhum vínculo com a religião). Era vista como diferente e esquisita, então me isolava e vivia na defensiva. Cheguei a apelidar secretamente a minha escola de "Auschwitz", quase ninguém sabia, mas os poucos que sabiam achavam que era loucura minha. É reconfortante saber que eu não estava louca de verdade, naquala época!!!

Anônimo disse...

Eu só escapei da falta de auto-confiança com o sexo oposto pq na infância estava direcionada a ser confiante,um tanto atirada...meu primeiro namorado foi meu coleguinha de classe.

Imagina vocês que descobrem essas coisas na adolescência e já tá com a confiança la embaixo.
Difícil!


Catarina

Miss Nothing disse...

Até hoje não entendo porque as pessoas implicam gratuitamente com as outras, colocam apelidos ou qualquer tipo de coisa do tipo.
Deve ser carência excessiva de gente desesperada por atenção e com ausência de educação, só pode...

O melhor é ignorar e não alimentar o ego dessa galera, além de investir em si mesmo e progredir.

Quem perde tempo demais implicando com os outros ou tentando se meter na vida deles acaba ficando para trás, limitado e ignorante.

Anônimo disse...

Bullying eh horrível sim. Eu nunca sofri nada do que foi descrito aqui mas imagino que se tivesse passado por isso , me traria consequências psicológicas.
Sei pq quando alguém falava algo do meu corpo isso me incomoda. Procuro defeitos em mim e morro de medo de as pessoas notarem tbm. Pura insegurança. E isso hj, que sou adulta. Imagina se fosse no ensino médio e todos do meu convívio fossem cruéis comigo. Então me solidarizo com todos.

Mas nada justifica a atitude do garoto. Ainda que ele sofresse bullying. Ele foi um idiota e merece ser punido. Infelizmente ainda não houve a redução da maioridade penal.

Alicia

Anônimo disse...

"Anônimo titia disse...
15:12 imagino que porque comportamento violento é reprimido a todo custo nas meninas e super estimulado nos meninos. Desde pequenas somos reprimidas até se falamos alto demais, [...]. Sintomático, não?"

Obrigada pela resposta. Procuro por mais.
Por que ninguém fala sobre os atiradores serem homens/meninos e (quase? tem alguma?) nunca mulher/menina apesar de ser um dado que salta a vista???

Anônimo disse...

"Eles tem medo de não saber como se comportar em um mundo em que mulheres tenham voz e não precisem deles nem pra abrir o vidro do palmito, pra sentir prazer ou pagar as contas."

As mulheres não precisam verdadeiramente dos homens para nada, a dependência psicológica-emocional é instilada desde o berço nas meninas.

"Entendo que eles teriam que mudar sua maneira de se portar, para que não fossem cistos como dinossauros grosseiros, e jogados pra escanteio. Mas a questão do bullying, eu simplesmente não vejo porque eles querem tanto que isso se perpetue. Se as crianças pararem de se maltratar, o que isso mudaria no mundo que eles tanto querem preservar?? O fim do bullying não fere o machismo (meninos também sofrem bullying tanto quanto meninas) e a "superioridade masculina" que eles tanto pregam... Por que ensinar crianças a respeitar o coleguinha incomoda esses malditos??"

Você não poderia estar mais enganada. O machismo, no fim, se sustenta a base de intimidações, ameaças de violência, violências psicológicas, emocionais, físicas, sexuais. A própria "superioridade masculina" é toda construída em cima de violência masculina: violência contra mulheres e meninas e violência contra meninos também, para "endurecê-los"; para fazê-los respeitarem, temerem e obedecerem as regras da "supremacia masculina", para ensiná-los como serem violentos; demonstrando de forma tanto direta como indireta que as fêmeas são os alvos preferenciais da violência e que eles podem escolher machucar outros, principalmente meninas e mulheres, mas também meninos e homens "mais fracos", assim como animais não-humanos, se estiverem mais dispostos a infligir violência sobre outros do que sofrê-la sem descontar em "bodes expiatórios", em quem não tem nada a ver, quem não tem culpa nenhuma do que eles sofrem — o que parece menos cogitável ainda, para os covardes que preferem atacar quem está mais vulnerável do que contra-atacar em retribuição aqueles que de fato os agridem.

Anônimo disse...

"Um garoto que é fã do Hitler, recita livro satanista em sala de aula e planeja meses o assassinato dos colegas, sinceramente esse aí não precisava de bullying não, só de uma oportunidade."

Simpatizava com o Bolsonaro também.

Joana disse...

Pessoas diferentes reagem de formas diferentes diante de situações semelhantes. À época da escola, tentaram o bullying comigo. O motivo? Ser assumidamente lésbica desde os 13 anos. Mas entrava num ouvido e saía no outro, nunca dei moral para os bullies e a coisa morria por aí mesmo. Porém... Meu irmão, cego e com os olhos brancos, sofria horrivelmente com os bullies, que viviam afirmando que seus olhos brancos foram o resultado de um aborto mal sucedido. Chamavam-no resto de aborto e coisas bem piores. E eu sofria com aquilo, como sofria! Sofria muito mais do que se fosse comigo. Meu irmão era (é) lindo, inteligente, gentil e educado mas até os dias atuais não suporta ser visto sem as lentes que usa apenas por estética, para dar aos seus olhos uma cor que ele jamais verá. Meu irmão teve namoradas que até hoje ignoram a verdadeira cor de seus olhos. O bullying pode, sim, ser devastador e o adolescente de hoje, que vive a vida virtual tomando-a pela vida real, quando se vê em situação adversa, inconscientemente busca em sua memória alguma alternativa para lidar com o problema mas não encontra sequer parâmetro. Falta diálogo, falta olho no olho, falta viver de verdade. Em tempos de vida real o bullying já era terrível e hoje, em tempos de emocional raso, muito pior.

Rafael Cherem disse...

Sabia.

Adriana Simões disse...

Li aí em cima que não sofri bullying porque era ofensa de poucas. Estão enganados.Na escola sempre teve os grupos das meninas bonitas e dos meninos bonitos.Eu não pertencia a tal grupo.
Tinha poucas colegas e umas delas também sofria bullying e era assediada sempre, por ter um cheiro desagradável.
Eu também era chamada de nariz de chuchu, anã e Uga buga, por ter os cabelos muito cacheados e volumosos, além de ser chamada de magrela e feia. Até meu gosto musical era motivo de chacota, pois era fã do saudoso Raul Seixas,e gostava de usar bijou de hippies e brinco em uma só orelha.As pessoas riam de mim , me chamaram de uma orelha só e que eu era louca e ficavam repetindo o refrão "maluco beleza' o tempo todo.
Uma vez eu reagi e um moleque puxou meu cabelo.Na saída o peguei desprevenido e empurrei. Ele caiu no chão e eu chutei, dei mochiladas e foi na hora que a orientadora nos chamou. Pegamos 3 dias de suspensão e quando voltamos, envergonhados depois da bronca que levamos da orientadora, pedimos desculpas e fizemos as pazes. Mas o que eu quis dizer foi que a perseguição só continua enquanto os perseguidores se divertem. Quando não tem mais graça eles param.
As crianças que sofrem bullying tem que reagir, porque como eu disee quando perde a graça, não há mais motivo para perseguição.

Anônimo disse...



Adriana

Entendi seu ponto, mas o problema é q sempre colocam a responsabilidade na vítima por tudo. Veja o q vc disse, a vítima tem q reagir pro bullying acabar e n o bullie q deve tomar vergonha na cara e passar a respeitar os outros.
Tem q ensinar que eles n podem agredir e nem perseguir ninguém e n ensinar as vítimas a reagir ou n ligar pros abusos.
As pessoas adoram usar isso pra gordofobia por ex, se a pessoa é humilhada por ser gorda basta emagrecer, porque alguém deveria respeitar os gordos? Os gordos q emagrecam pra n serem alvos.