sexta-feira, 13 de outubro de 2017

OS ESTUPROS E ASSÉDIOS PRODUZIDOS POR HARVEY WEINSTEIN

O mundo de Harvey Weinstein ruiu na penúltima quinta, quando o jornal New York Times publicou um artigo em que narrava décadas de assédio sexual do famoso produtor. 
Harvey Weinstein e realizadores
recebem Oscar por Shakespeare
Apaixonado
, em 1999
Como aponta Ronan Farrow (filho de Woody Allen e Mia Farrow) em seu artigo demolidor na revista New Yorker (segundo ele, três atrizes o acusam abertamente de estupro), os filmes produzidos por Weinstein (entre eles Pulp FictionA Vida é Bela, Shakespeare Apaixonado, O Discurso do Rei, Chicago, O Lado Bom da Vida), primeiro na Miramax e depois na Weinstein Company, conseguiram mais de trezentas indicações ao Oscar, e, na cerimônia do prêmio principal da Academia, o produtor era sempre citado nos discursos de agradecimento -- só perdia pra Spielberg e pra Deus. Ele era (é?) um dos homens mais poderosos de Hollywood.
Com Hillary Clinton em 2012
Aos 65 anos, sua persona pública era a de um cara que apoiava a luta das mulheres (por exemplo, sua empresa distribuiu The Hunting Ground, documentário sobre assédio sexual nas universidades, e ele doou para que fosse concedida uma bolsa na Rutgers no nome do ícone Gloria Steinem). Era um humanitário. Apoiava o Partido Democrata. 
Um dos hotéis em Beverly Hills
em que Weinstein "recebia" as
atrizes
Seu modo operante mais básico (além das acusações de estupro) era convidar atrizes, assistentes e funcionárias para uma reunião de negócios no seu quarto de hotel, e lá insistir para que elas o vissem tomando banho (às vezes ele aparecia nu na frente delas, às vezes, só de roupão) ou aceitassem uma massagem dele ou o massageassem. Para algumas atrizes ele contava sobre as estrelas com quem tinha dormido. Para outras ele garantia que tinha um acordo especial com a esposa. 
Viola Davis: "Para os predadores... Weinstein, o desconhecido, o parente, o namorado... Eu digo a vocês, 'Vocês podem escolher seu pecado mas vocês não podem escolher as consequências"
Durante anos, pelo menos oito mulheres fizeram "acordos confidenciais" com Weinstein (ou seja, para barrar processos, ele pagou altas quantias a elas). 
Todas as pessoas que Farrow entrevistou disseram ter medo da retaliação de Weinstein, já que ele teria poder pra destruir suas vidas. Atrizes como Mira Sorvino e Rosanna Arquette afirmaram que, depois de rejeitarem as propostas do produtor, suas carreiras despencaram, pois ele passou a fazer campanha contra a contratação delas. 
Recentemente, só nos EUA, homens poderosos como Donald Trump, o apresentador reaça Bill O'Reilly, o presidente da Fox News Roger Ailes, e o astro Bill Cosby (foi preciso que um comediante homem fizesse piada sobre os assédios de Cosby para que eles viessem à tona), foram acusados de "má conduta sexual". 
Com Gwyneth Paltrow em 2002
As primeiras tentativas de Weinstein em contornar as acusações falharam. Ele contratou uma advogada feminista, Lisa Bloom (que pediu demissão assim que novos casos de abuso foram surgindo). Pediu desculpas às vítimas, reconheceu que tinha um problema, disse que estava fazendo terapia, e que tiraria um tempo do trabalho. Não funcionou: pouco depois, foi despedido da sua própria empresa (outros quatro executivos do conselho da empresa -- que só tem homens -- se demitiram). 

Michael Keaton: "H. Weinstein... eca! Nojento e assustador. Assim como o 'líder do mundo livre', aliás"
Com a ex-esposa Georgina Chapman
Além de perder o emprego, perdeu a esposa. Georgina Chapman terminou o casamento de dez anos e declarou: "Meu coração está partido por todas as mulheres que sofreram uma dor gigantesca por causa desses atos imperdoáveis". 
A atriz Ashley Judd foi uma das vítimas (outra foi Rose McGowan. O Twitter suspendeu sua conta por ela falar contra Weinstein). 
Weinstein com Rose McGowan
Era 1997, e Judd havia filmado Beijos que Matam até altas horas. Estava exausta, mas quando Weinstein a chamou para tomar café da manhã, ela achou que era importante, relacionado a trabalho. Ficou surpresa quando viu que o café seria na suíte dele, não no restaurante do hotel. Ela lembra que pediu cereal, na esperança que chegasse rápido e ela pudesse ir embora logo. 
Ashley Judd com Weinstein e
Vince Vaughn no Oscar de 1997
Weinstein começou com as "propostas". Ele podia fazer massagem nela? Ela recusou. Talvez uma massagem nos ombros? Ela recusou também. Ele pediu para que ela escolhesse as roupas dele para o dia, e perguntou se ela podia vê-lo tomar banho. "Eu disse não de muitas maneiras, muitas vezes, e ele sempre fazia um novo pedido". Para conseguir sair do quarto, ela finalmente falou que, se ele quisesse tocá-la, ela antes teria que ganhar um Oscar por um de seus filmes. Ela contou isso pra sua mãe na mesma época e também em entrevistas, sem nomear o assediador. 
Kevin Smith: "Ele financiou os primeiros 14 anos da minha carreira, e agora sei que, enquanto eu estava lucrando, outras passavam por sofrimentos horríveis. Isso me envergonha"
Eu vi reaças atacando Ashley Judd (porque ela é assumidamente feminista). Ou a chamam de mentirosa, ou a acusam de se oferecer. É impressionante. É um desconhecimento flagrante de como o poder funciona e de como as mulheres são doutrinadas para serem sempre educadas. E é muita hipocrisia também: aposto como esses que criticam Judd aceitam tudo que seus "chefinhos" falam. 
Já existe todo o preconceito antigo que atrizes são "mulheres da vida", que não são corretas. O "teste do sofá" é uma velha instituição do cinema. A misoginia cotidiana faz com que as mulheres que são forçadas a passar por esse "teste" se quiserem ter uma carreira sejam vistas como culpadas, prostitutas, sem caráter. Os chefões que impõem isso às suas subordinadas estão apenas curtindo a vida, aproveitando a "influência" que têm. Já vi gente dizendo que os chefões é que são as vítimas, pois as atrizes abusadas é que estariam tirando proveito deles, tadinhos.
Meryl Streep condenou Weinstein
mas disse "Nem todos sabiam"
Depois da corajosa Judd, Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Heather Graham vieram a público acusar Weinstein. Até ontem, 32 atrizes e mulheres da indústria do cinema já tinham acusado Weinstein, num caso que diz muito sobre o desequilíbrio de poder em Hollywood e o silêncio imposto às mulheres.
Russell Crowe
Faz décadas que os rumores sobre o comportamento sexual predatório de Weinstein eram discutidos (seu temperamento explosivo e seu jeito bullying de ser são conhecidos). Em 2004, treze anos atrás, o jornal NYT ia publicar uma reportagem sobre os assédios sexuais do produtor, mas atores como Russell Crowe e Matt Damon ligaram para a jornalista pedindo para parar com as investigações. 
"Não tenho medo de você",
diz Ambra Gutierrez
A modelo italiana Ambra Battilana Gutierrez é uma das poucas que está processando Weinstein. Em 2015, ela contou a autoridades de Nova York que Weinstein havia agarrado seus seios e posto a mão por baixo de sua saia quando ela esteve no seu escritório em Tribeca. No encontro seguinte, a polícia lhe deu um grampo para gravar a conversa. Você pode ouvir a gravação aqui. É perturbadora. Ouça o número de vezes que Gutierrez recusa. Mesmo com a gravação (em que Weinstein admite ter tocado os seios da modelo), a promotoria de NY optou por não prestar queixa contra o produtor. 
Com Asia Argento em 2004
A atriz italiana Asia Argento contou a Farrow que ela tinha 21 anos quando Weinstein a convidou para uma festa que nunca aconteceu. Lá, no quarto de hotel, ele fez sexo oral nela, apesar d'ela repetidamente recusar. Como ela não lutou fisicamente, enfrentou anos de culpa. Ainda assim, ele continuou a contatá-la e ela se tornou sua amante durante vários anos. "Depois do estupro, ele ganhou", disse ela. 
Em 2000 ela escreveu e dirigiu o filme Scarlet Diva, em que ela faz uma personagem a quem é oferecida uma massagem num quarto de hotel mas consegue escapar de um estupro. Muitas mulheres reconheceram o "padrão Weinstein" e foram falar com Argento. 
Ainda planejo publicar algum outro post sobre Weinstein e o que ele representa, porque o caso tem força para começar a mudar essa rotina de assédios.
E não sei se soa tão familiar pra você quanto soa pra mim: um sujeito respeitado, bastante poderoso, com reputação de feminista, assediava mulheres durante anos, contava pra elas sobre as feministas que tinha levado pra cama, narrava suas conquistas, alegava ter um relacionamento aberto com a namorada. Eu publiquei o relato de uma das moças que foi vítima dele. Várias mulheres, inclusive feministas, ficaram do lado dele. Nada aconteceu com ele. Hoje o cara está me processando, pedindo 300 mil reais de indenização.
Não são casos isolados. Fazem parte de um sistema de opressão.
Gwyneth Paltrow: "Essa forma de tratar as mulheres acaba agora"

35 comentários:

Anônimo disse...

Querida Lola, que caso horrível! Espero que esse produtor seja reabilitado e que as vítimas fiquem melhores. Que raiva desse sistema opressor-torço para que o professor desista ou perca, por que é muito canalhice essa conduta. Força para você aí! Sinta-se abraçada e cuide-se ;)

Viviane disse...

Pois é, Lola, se for o caso que estou pensando, é revoltante! Ainda mais por saber que houve feministas que defenderam esse escroque. Infelizmente, eu também ficaria com medo de dar nome aos bois aqui, mas creio que a maioria dos leitores lembra do caso.
Difícil acreditar que consigamos uma mobilização, como essa nos EUA, se nem parte das feministas estão do nosso lado...

Anônimo disse...

Quando Corey Feldman(ator famoso dos anos 80) denunciou um esquema de pedofilia e estupro em Hollywood do qual ele, seu amigo Corey haim e outros foram vítimas ,ninguém ligou.e olhe que ele falou publicamente é fez até um livro.

Anônimo disse...

Passam pelo abuso pra conseguirem vantagens imediatas por conta da posição de poder do crápula, e depois de um médio ou longo prazo é que criam coragem pra denunciar, após já terem uma carreira consolidada. É justamente a inércia nesse momento da ação que dá brecha para advogados questionarem a credibilidade das denúncias, e não uma ''sociedade misógina opressora''. O que fica evidente pelos relatos é que algumas mulheres '' permitem ser assediadas'' com ''medo de retaliações de um magnata influente'', no objetivo de preservar sua carreira pública na indústria do entretenimento. Nesse sentido é válido questionar a postura dessas vítimas(felizmente não são todas), que silenciam em função de uma conveniência individual e acabam por contribuir por omissão para a perpetuação dessa cultura tóxica com as mulheres. É claro que não é fácil bater de frente com um indivíduo rico e poderoso, entretanto, cabe a mulher que está no momento do assédio ser firme e lutar contra contra a manutenção desse comportamento asqueroso, em vez de pensar unicamente no seu umbigo. Praticar o feminismo não é uma tarefa que se faz em uma zona de conforto.

Anônimo disse...

Qual o objetivo do teu comentário?
Os tempos são outros. Fique feliz que agora a denuncia está sendo ouvida.
Ou você acha que que a denuncia dele deveria ser levada em conta só porque ele é um homem?

Anônimo disse...

Concordo anon das 15:56. Mas estou feliz que mesmo tardiamente elas tenham feito a denuncia. Vejo que na sociedade americana é comum perseguir um objetivo a ferro e fogo. No caso das denunciantes, o sonho de ser atriz. E na perseguição desse objetivo elas passam por cima de tudo. Até mesmo engolem o assédio sexual caladas. Gosto dessa garra que elas tem. Mas não há dúvida de que a demora em denunciar só contribui para que sejam feitas novas vítimas. E o assediador se sente mais seguro para continuar o comportamento predatório.

Anônimo disse...

"Essa forma de tratar as mulheres acaba agora"

Quem dera!

Acaba nada...

Só vai acabar definitivamente quando as mulheres começarem a falar a linguagem que os homens entendem e que os fazem respeitar: violência.

Anônimo disse...

Eu concordo em parte com o anon das 17:39.
Não culpo as atrizes pela situação. Discordo do anon das 15:56, não acho que elas escolham espontaneamente ser assediadas ou pensem em seu umbigo apenas. Ao contrario, elas são vítimas de qualquer jeito. Infelizmente, vivemos numa sociedade que valoriza o "vale tudo", a "superação de dificuldades", o "custe o que custar", o "passar por cima", para realizar um sonho, atingir um objetivo, e que só com esse objetivo o individuo pode ser feliz, não há espaço para plano B, é tudo oito ou oitenta. Nesse contexto, o assédio acaba sendo visto ou passado como uma coisa corriqueira, que "faz parte", mais um "obstáculo" a superar em prol de realizar um sonho. Acrescente aí a misoginia, o machismo, as dificuldades e empecilhos para a vítima denunciar e buscar justiça. Denunciar esses predadores é importante, mas a luta para transformar essa sociedade para melhor é árdua, tem que ser todo dia, e vai ser muito muito longa e passa por muito mais coisas, por mudanças de mentalidade.

Koppe disse...

Infelizmente, no ramo dos quadrinhos também acontece esse tipo de coisa.

http://www.terrazero.com.br/2016/04/casoberganza-repercussao-abusadores-meio-editorial/

https://splashpages.wordpress.com/2016/04/26/o-escritorio-do-superman-nao-emprega-mais-mulheres-e-o-assedio-no-mundo-dos-quadrinhos/

Anônimo disse...

Há em toda mulher, em maior ou menor grau, um traço desprezível e decepcionante de falhas por falta de coragem ou de compromisso, mas isso decorre de toda uma vida de convivência com os homens. Eliminando-se os homens, as mulheres se desenvolverão melhor. As mulheres são capazes de aperfeiçoamento; os homens não, embora o comportamento deles possa melhorar. Quando as mulheres dominadoras, seguras de si mesmas, confiantes de suas próprias capacidades, mordazes, desagradáveis, violentas, independentes, orgulhosas, que vão aonde querem, em busca de emoções, estiverem na cola deles, seu comportamento logo melhorará.

Amanda Oliveira disse...

Lola, estou participando da organização do encontro Mulherio das Letras aqui em João Pessoa e está sendo incrível, senti sua falta aqui, tenho certeza que iria adorar, no próximo APAREÇA!!
Bjs

Lucca disse...

Anônimo das 15:56

Várias delas tiveram suas carreiras ceifadas, denunciando ou não, e bem por isso seus nomes não são reconhecíveis. No artigo do Ronan Farrow há exemplos, mas você não se importou de ler, não é?

Basta a mínima brecha que vocês não perdem a oportunidade de descer o pau na vítima, de um jeito ou de outro. Sempre. É inacreditável o empenho.

Rafael Cherem disse...

Cuidado com biscoitos finos mulherada!

Anônimo disse...

EU NUNCA GOSTEI DESSE Russell Crowe ta na cara dele que ele não presta!

Anônimo disse...

Meu marido virou pra mim e perguntou: ué, qual o motivo de não terem denunciado?

Aí eu tive que lembrá-lo de uma pequena história, ocorrida há certo tempo, na qual ele e mais uma leva de gente foi demitida de uma forma brutal e absurdamente ilegal por uma dessas multinacionais gigantes. Eu, que advogava na época, montei a ação todinha, levantei documentos, falei com possíveis testemunhas, enfim deixei tudo no jeito pra dar entrada e na hora H ele disse que não. Fiquei revoltada, como assim não? Como assim vai deixar barato? Ele disse que se processasse nunca mais arrumaria emprego na área. E realmente, quem processou teve que fazer outra coisa na vida, a empresa em questão já foi condenada mais de uma vez por manter lista negra de ex-funcionários com ações trabalhistas e continua dando um foda-se pra isso, a lista ainda existe. Mas na época eu não sabia disso e insisti muito pra processar, ele recusou e deixou prescrever.

Curiosamente ele entendeu na hora.

Fabi disse...

Esse modus operandi é muito mais comum do que imaginamos, é usado por muitos homens dos mais diversos seguimentos. O homem usa o fator surpresa pra assediar, a mulher fica sem reação, muitas vezes acaba cedendo para acabar de uma vez e para não admitir o estupro (não reacas,não é fácil admitir ter sido vítima de estupro). Bom que isso vem sendo exposto dessa forma e com consequências para o estuprador em questão.
E Lola, fique firme, você é alvo pq é porta voz de mulheres que de outra forma seriam silenciadas.

Joana disse...

Argumentação perfeita, julgar as vítimas é tão fácil que muitas vezes quem julga sequer se lembra de concessões amargas que optou por fazer.

Anônimo disse...

Não entendi por que a Lola não mencionou também o Ben Affleck, abusador cúmplice do tal Harvey Weinstein, junto com os outros comparsas como Matt Damon e Russell Crowe.

http://cinepop.com.br/rose-mcgowan-tem-seu-twitter-bloqueado-apos-denunciar-ben-affleck-de-abuso-sexual-156472

Anônimo disse...

"Só vai acabar definitivamente quando as mulheres começarem a falar a linguagem que os homens entendem e que os fazem respeitar: violência."

Está propondo o quê, uma briga de travesseiro?

Anônimo disse...

Eu acho esse caso horrível,lamentável de muitas formas. Aqui caracteriza-se uma relação clara entre abusador e abusadas,até porque este homem tinha a carreira de tantas jovens nas mãos e há que se elencar também o submundo de Hollywood que envolve sexo,drogas,chantagem e prostituição, tornando a coisa ainda pior. Que bom que mesmo depois de tantos anos, essas mulheres tiveram coragem em denunciá-lo. Temos que nos lembrar também, que muitas atrizes e atores entram neste mundo ainda crianças, sem nenhuma defesa emocional, para lidar com assédios e violências diversas.
Mas me desculpe,acho que esse caso em nada lembra o caso do "professor". Eu me lembro bem daquele post e o li novamente recentemente. A mulher em questão era adulta, esclarecida, não estava submetida a qualquer tipo de poder daquele homem,trocava mensagens virtuais com o mesmo,que sequer mora aqui,não a ameaçava de nenhuma forma e ela não repeliu as investidas dele quando ele começou a "assedia-la". Pelo contrário, pelo relato da mulher,ela parecia por vezes enciumada em saber que ele mantinha essas conversas com outras mulheres. Me lembro que ela chegou mesmo a conversar com essas outras mulheres. Não o bloqueou,não cortou contatos,parecia estar esperando mais dele do que o comportamento "galinha" de sempre. Parecia estar esperando amor. O que dá a entender aquele relato,é de que ela não se frustrou por não ter a reciprocidade que queria e de que se arrependeu dos contatos, por ser casada. Ela não o denunciou,mas deu indícios para a sua identificação. E ela poderia fazê-lo se quisesse, por ter registro dessas conversas. Ela optou pela difamação e usou teu blog para isso. Ao contrário de todas essas mulheres que expuseram seus rostos, suas identidades,suas vergonhas e suas histórias, para que esse homem fosse parado. É preciso sim combater a misoginia e o machismo. Mas é preciso que se faça isso com honestidade e verdade. Não se pode partir do princípio que homens são culpados por serem homens e que mulheres são inocentes por serem mulheres. Ou que em um caso de carência, busca por atenção virtual entre pessoas adultas envolvidas, em que não há coação de nenhum tipo,mas que o final trouxe arrependimentos a uma das partes há culpados. Isso não é igualdade de direitos. Isso é o contrário de machismo.

Anônimo disse...

Não. Não é pelo fato deles serem homens. Eles eram crianças. A pedofilia é o crime tão ou mais recorrente do que a violência contra mulheres nos submundos de Hollywood. Ainda mais da década de 90 pra trás. Eles vieram a público denunciar recentemente. Ninguém deu a mínima pra eles. Um deles se suicidou.

Joana disse...

Aquilo foi um troll em crise de falta de atenção, nem mais nem menos. Só queria causar.

Anônimo disse...

Anônimo das 14:56, como assim uma? Foram, pelo menos, mais de 3 mulheres que sofreram violência sexual e tentativa de estupro pelo 'professor biscoito fino'. E haver envolvimento amoroso não é desculpa para agressão, seja ela física ou verbal. Agora quando uma mulher quer sexo com um homem, ela deve se sujeitar a qualquer coisa que ele proponha, por que é sempre o homem quem define o que fazer no sexo?
Consentimento significa alguma coisa para você?
O biscoito fino faz o que a maioria dos agressores não condenados no Brasil faz: culpa a vítima, tem prazer na humilhação e o processo é só mais uma maneira egocêntrica e doente de continuar a tortura psicologicamente suas vítimas. Coisa que só uma sociedade misógina como a nossa permite...

Anônimo disse...

DARVO: “Deny, Attack, and Reverse Victim and Offender”. Coined by Jennifer J. Freyd in “Violations of power, adaptive blindness, and betrayal trauma theory” (1997), Feminism & Psychology.

É um comportamento típico dos perpetradores (especialmente estupradores, abusadores e outros criminosos sexuais) e seus defensores, de quando acusados de atacarem suas vítimas, reverterem os papéis da(s) vítima(s) e do(s) agressor(es), transferindo a culpa para a(s) vítima(s).

Eli disse...

O que eu vi os americanos comentar: eles estão de cara com algumas atrizes "feministas", incluindo a Meryl Streep; Ben Affleck é realmente outro nojento metido no rolo; o caso de pedofilia que os Coreys contam tá meio enrolado no meio disso tudo, ainda existe uma máfia de pedofilia dentro de Hollywood. Isso do Weinstein é só a ponta do iceberg. Ele Deve tá sofrendo tanto backlash dentro da indústria (digo pelo fato de ter sido demitido e tal) pq tão com medo de investigarem mais a fundo.

Anônimo disse...

No caso do Professor Girafales até hoje não sei qual foi, afinal, o grande crime que ele cometeu. Crime.

Cão do Mato disse...

Hi, Anon das 17:31...Podia ter ido dormir sem essa, hein?

Anônimo disse...

Anônimo das 01:43 - tentativa (diversas) de estupro, ameaça física e violência psicológica. Tá bom para você? Ou ainda tem mais pano para passar para o cretino?

Anônimo disse...

Tentativa de estupro? Isso não está em nenhum dos relatos deixados aqui no blog. Acho que você está inventando.

Anônimo disse...

"A atriz italiana Asia Argento contou a Farrow que ela tinha 21 anos quando Weinstein a convidou para uma festa que nunca aconteceu. Lá, no quarto de hotel, ele fez sexo oral nela, apesar d'ela repetidamente recusar. Como ela não lutou fisicamente, enfrentou anos de culpa. Ainda assim, ele continuou a contatá-la e ela se tornou sua amante durante vários anos. "Depois do estupro, ele ganhou", disse ela. "

Então ele a "estuprou" e depois ela virou amante dele? Ora.

Anônimo disse...

"Então ele a "estuprou" e depois ela virou amante dele? Ora"
De tudo o que foi relatado sobre esse sujeito, é esse o seu principal questionamento? A conduta de uma atriz que nunca fez mal pra ninguém? Nunca leu sobre vítimas de abuso sexual, provavelmente.

Dan

Anônimo disse...

Se você valida um estuprador não denunciando seus atos e mais, virando amante dele depois, você fez alguma coisa sim. À toda sociedade. Seja por estar mentindo quanto ao estupro, seja por apoiar um estuprador.

Anônimo disse...

Me engana que eu gosto que tu estás preocupado com alguma vítima. Em um texto inteiro sobre os desvios de conduta de um homem, vc achou conveniente culpar uma das mulheres envolvidas na história. Se não fosse por ela ter virado amante dele... ele continuaria o mesmo criminoso de sempre.

Dan

Anônimo disse...

Até o Matt Damon é minion desse bicho escroto, hein... Esse povo não é confiável, eu não ponho minha mão no fogo nem pelo Ryan Gosling... :-P

Anônimo disse...

Woody Allen deu uma entrevista que eu li como apoio quem viu e seu calou, apesar de dizer que não presenciou nada, fiquei com sérias dúvidas.