quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O CASO AZIZ ANSARI, NOSSOS "NÃOS" E NOSSO EMPODERAMENTO

Fiquei decepcionada ao ver que um artista que eu admirava, e que se diz feminista, pisou na bola bonito. Estou falando do ator e humorista Aziz Ansari, da premiada série Master of None. Mesmo pra quem nunca ouviu falar nele, o caso que o envolve traz questões interessantes. Tanto que várias mulheres pediram pra eu falar nisso.
Foto que Grace tirou dos
dois nos Emmys
Bom, é o seguinte. Uma jovem fotógrafa, Grace (não seu nome real), conheceu Aziz numa festa de comemoração dos Emmy, no ano passado. Eles paqueraram um pouquinho, trocaram telefones, ele ligou pra ela, em Nova York, e eles marcaram um encontro no dia 25 de setembro. Foram a um bar perto do apartamento dele, em Manhattan, conversaram bastante, e, no final do jantar, Aziz parecia ansioso pra ir embora. Eles caminharam até o apartamento, ela subiu, e, pra ela, as coisas andaram rápidas demais. Eles se beijaram, se tocaram, fizeram sexo oral. Ela não estava confortável e, segundo ela, deu vários sinais que não estava interessada -- tirou a mão do pênis dele umas cinco ou sete vezes (ele a colocava de volta), parou de beijar, se esquivava.
Quando ele perguntou "Onde você quer que eu te f*da?", ela respondeu "Na próxima vez" e foi ao banheiro. Ao voltar, Aziz perguntou se ela estava bem. Ela disse "Não quero me sentir forçada porque aí vou te odiar, e prefiro não te odiar". Ele foi gentil e respondeu: "Ah, claro, só é divertido se for divertido pros dois". O problema é que suas ações não acompanharam suas palavras. Ele se sentou, apontou pro seu pênis, e fez um gesto de que queria sexo oral. E ela fez. Ele insistiu em transar, e ela disse: "Não acho que estou pronta, realmente não acho que vou transar". Então ele sugeriu assistirem um episódio de Seinfeld. Nesse momento, parando pra pensar, ela se sentiu violada.
Mensagens de texto
trocadas
Ele começou a beijá-la e apalpá-la de novo, e ela disse "Vocês homens são a mesma m*rda". Ela se levantou, disse que iria chamar um Uber, e foi embora. Chorou no elevador e dentro do carro, durante todo o trajeto até sua casa.
Na noite seguinte, Aziz mandou uma mensagem de texto pra Grace: "Foi divertido te conhecer ontem à noite". Ela respondeu: "Pode ter sido divertido pra você, mas não foi pra mim. Você ignorou sinais não-verbais claros, você continuou avançando. Quero ter certeza que você saiba para que talvez a próxima garota não tenha que chorar no caminho de casa".
Ele escreveu: "Fico muito triste em ouvir isso. Claramente, eu interpretei de forma errada as coisas no momento e peço muitas desculpas".
Esse foi o último contato que ela teve com ele. E aí, no Globo de Ouro, ela o viu ganhar o prêmio de melhor ator em comédia ou musical por sua série, e ele estava usando o pin "Time's Up", algo como "Chegou a hora", que várixs artistas usaram na cerimônia (junto à cor preta nas roupas) para se manifestar contra os inúmeros casos de assédio em Hollywood.
E Grace, vendo isso na TV, decidiu falar com suas amigas e contar a história. Ela disse ao site feminista Babe, que publicou seu relato: "Creio que Aziz tirou vantagem de mim. Não fui ouvida, fui ignorada. Foi de longe a pior experiência que já tive com um homem".
Depois que a história veio à tona, Aziz deu uma declaração por escrito: "Em setembro do ano passado, conheci uma mulher numa festa. Trocamos telefones e mensagens e saímos. Fomos jantar, e depois acabamos em atividade sexual, que por todas as indicações foi completamente consensual. No dia seguinte, recebi uma mensagem dela dizendo que, depois de refletir, ela se sentiu desconfortável. Era verdade que tudo pareceu okay pra mim, então quando ouvi que não foi o caso pra ela, fiquei surpreso e preocupado. Levei suas palavras em consideração e respondi em privado depois de processar o que ela havia dito. Continuo apoiando o movimento que está acontecendo na nossa cultura. É necessário e já passou da hora". 
Todo o caso foi parar nos Trending Topics do Twitter no sábado. As pessoas ficaram divididas. Grande parte dos homens viram o caso apenas como um encontro que não deu certo. Muitas mulheres alegaram que o que foi descrito por Grace é típico -- caras tentarem "forçar a barra" quando elas não estão a fim -- e que pode ser visto como assédio sexual ou, no mínimo, comportamento sexual inapropriado. Algumas disseram que denúncias como essas tiram a seriedade de movimentos como o #MeToo. 
Na segunda, o El País publicou um ótimo artigo citando vários pontos de vista. Por exemplo, Emily Reynolds escreveu no The Guardian que o caso é difícil porque força os homens a reexaminarem seu comportamento. Segundo ela, um estuprador é tido como um monstro, mas atitudes como a de Aziz são muito mais comuns. 
Rachel Thompson, no Mashable, lembra que "dizer 'não' é mais complexo do que você imagina" (já que muitas vezes um "não" não é aceito e é respondido com violência), e critica quem aponta o que Grace deveria ter feito -- "ela deveria ter ido embora".  
Sobre isso, Grace justificou para o site Babe: "Eu não fui embora porque eu estava chocada. Não era isso que eu esperava. Tinha visto alguns dos episódios da série de Aziz e lido trechos do seu livro [Modern Romance, um bestseller que trata de sexo e namoro nos tempos da internet] e eu não esperava uma noite ruim, muito menos uma noite violadora e dolorosa".
Como mostra Thompson, a sociedade vive nos lembrando que "não" não é necessariamente não. Em colégios de elite nos EUA, alunos cantam hinos como "Não quer dizer sim! Sim quer dizer anal!". O bilionário Warren Buffet declarou que "se uma dama diz não, ela quer dizer talvez". E quantas piadas você já ouviu sobre o "não" ser na verdade um "sim! sim! sim!"?
Bari Weiss publicou no New York Times o contraponto mais virulento: "Aziz Ansari é culpado... de não saber ler mentes". Ela aponta:
"Aziz Ansari pareceu ser um homem agressivo, egoísta e desagradável naquela noite. Não é deprimente que homens (especialmente aqueles que se apresentam publicamente como feministas) geralmente se comportem dessa maneira privadamente? Não deveríamos tentar mudar essa cultura sexual fraturada? E não dá raiva que as mulheres sejam educadas para serem dóceis e acomodadas e para colocar os desejos dos homens antes dos delas? Sim. Sim. Sim. Mas a solução para esses problemas não começa com as mulheres perseguindo com tochas homens que não tenham sido capazes de entender seus sinais não verbais; a solução começa em sermos mais diretas. Dizer: 'Isso é o que me excita'. Dizer: 'Eu não quero fazer isso'. E, sim, às vezes dizer: 'Cai fora'".
Então... É possível concordar tanto com Reynolds e Thompson quanto com Weiss? São pontos de vista realmente tão divergentes assim?
Aziz sendo feminista
Sem dúvida é difícil para as mulheres falarem "não" e para os homens aceitarem que "não" é "não" mesmo. Nós mulheres somos ensinadas (talvez o termo doutrinadas seja mais apropriado) desde criancinhas a agradar os homens. Aprendemos que a opinião deles vale mais. Que seus desejos são mais importantes que os nossos. Que sem eles não somos ninguém. E, obviamente, os meninos aprendem a mesma coisa. Aprendem que são os reis do universo e mais -- que, como a opinião de uma mulher não é relevante, que como ela tem que "vender caro seu passe", seu "não" não é realmente um "não". E que se eles não insistirem, não vão conseguir sexo. E se não conseguirem sexo, não são homens o suficiente. 
(São todos ensinamentos tenebrosos, não? Por isso que educar crianças sobre questões de gênero é fundamental: pra debater e consequentemente virar de ponta-cabeça todos esses dogmas ridículos).
Porém, os tempos estão mudando, e nós mulheres temos mais força e poder hoje do que jamais tivemos. Precisamos ser fortes. Assim como não precisamos mais esperar os homens iniciarem a paquera, também podemos ser assertivas, nos levantarmos e ir embora. Quero dizer, não sempre, não quando há violência ou ameaça de violência, mas, no caso de Aziz, se Grace tivesse dito "Seu beijo é uma droga, eu tô indo embora, tchau", ele provavelmente não teria impedido sua saída. 
Lógico que é fácil eu falar. Eu tenho 50 anos, sou casada e monogâmica há 27. Então faz quase três décadas que eu não entro nessas situações de risco que são sair com um homem (incrível como um ato tão simples possa ser enquadrado como situação de risco!). Sinceramente, de vez em quando eu penso como seria minha vida romântica e sexual se eu não tivesse o Silvinho. Se algo acontecesse, se ele morresse ou a gente se separasse, o que eu faria? Como recomeçaria? Pra onde iria pra "conhecer homem" (já que eu sou hétero)? Conheceria pela internet? E aí, eu não ficaria exposta? Imagina se um cara filmasse (sem eu saber) a gente transando e jogasse na internet? 
Aí eu sempre concluo que, se algo acontecesse com o Silvinho, eu me aposentaria da minha vida romântica e sexual. É triste falar isso, mas acho que não teria estômago pra começar tudo de novo. 
Antes de conhecer o maridão (que foi meu primeiro e único "relacionamento sério"), eu transei com vários caras. Felizmente, nunca fui estuprada (consegui escapar de umas três situações de estupro, como já narrei aqui e aqui). Mas tive muito "bad sex" (sexo ruim). 
Lógico que me arrependi de ter transado com alguns (quem nunca?), assim como me arrependi de não ter transado com um ou outro. Já fiz sexo sem vontade, e nunca vi isso como estupro. A gente faz bastante coisa sem vontade na vida, e nem por isso é violência. "Sem vontade" não é o mesmo que "sem consentir". Você consente em transar, apesar de não estar muito a fim. Convenhamos: isso não é incomum nos casamentos. Muitas vezes os maridos transam sem estar com vontade também. 
Eu penso que, na minha juventude, me livrei de algumas situações ruins porque eu já era forte e decidida e feminista. Ao mesmo tempo, lembro que pouco mais de dez anos atrás, quando eu já era bem madura, um senhor se sentou ao meu lado no ônibus de Floripa a Joinville e, depois de um papo estranho, segurou a minha mão e beliscou a minha perna. E eu lembro que inventei uma desculpa pra mudar de lugar. Tipo: euzinha, apesar de forte e decidida e feminista, fui toda educada com um predador asqueroso. Sei que hoje em dia eu agiria de outra forma. 
No caso de Grace, pra mim parece bastante óbvio que, se fosse com um outro cara na mesma situação, ela teria dito não e ido embora rapidinho. Mas era o Aziz. Não deve ser fácil falar não pra uma celebridade. E, acima de tudo, uma celebridade que tinha uma imagem de homem inteligente, sensível, feminista. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

GUEST POST: "SOFRI PSICOFOBIA E DEIXEI DE SER CONTRATADA"

A jornalista Shaonny Takaiama já publicou três ótimos guest posts aqui no blog (este, este, e este). Este é o quarto, para narrar um relato triste e bem recorrente. Por conta da psicofobia, uma faculdade cancelou sua contratação.
Há vários pontos para discutir: existe sim preconceito contra quem sofre de doenças mentais (cerca de 21% da população brasileira)? Mas por quê, se esses transtornos podem ser controlados hoje em dia? Outro ponto: o que deve ser dito numa entrevista de emprego? Como agir num caso de discriminação flagrante desses (com processo?)? (Trolls, vocês não são bem-vindos). 
Conta tudo, Shaonny!

Eu passei o ano de 2017 inteiro tentando conseguir um emprego dentro da minha área de atuação -- jornalismo -- e numa cidade que não possui mercado de trabalho para isso. Quando essa porta finalmente se abriu, eu não acreditei. Era o emprego dos meus sonhos, a cinco minutos da minha casa, salário legal, a empresa parecia ser maravilhosa e ter um ótimo ambiente de trabalho, colegas muito legais, uma futura gestora bacana e compreensiva. Eu estava nas nuvens, pois passei muitas dificuldades no ano passado. Já estava tudo certo com a minha contratação. Até eu dizer, honestamente, por orientação do meu psiquiatra, do meu psicólogo e da médica do trabalho, que eu sou bipolar e borderline.
Foram três profissionais renomados me recomendando, de forma bastante assertiva, a falar isso para a minha futura gestora, para que eu não tivesse problemas no futuro ou pudesse ser demitida por justa causa caso eles descobrissem. E eu fui lá, reuni toda a coragem, e contei pra ela. A reação dela foi elogiar minha honestidade e dizer que isso contou pontos com ela, mas que ela teria de levar o caso para o diretor da instituição. Achei que o fato de eu ter sido honesta e provar para eles com laudos médicos assinados pelo meu psiquiatra e meu psicólogo de que estou estável mentalmente e apta para trabalhar seria considerado uma virtude. Mas me enganei.
Eles cancelaram o processo de contratação na hora -- eu até já tinha aberto a conta salário e feito o exame admissional. 10 de janeiro seria o dia que eu levaria os documentos para o RH com o laudo do psiquiatra, mais o laudo da médica do trabalho -- que me pediu dois laudos, do psicólogo e do psiquiatra. Eu começaria a trabalhar imediatamente, assim que estas questões burocráticas fossem resolvidas. Estava tudo certo mesmo. Sabem qual foi a alegação que eles me deram para cancelar a minha contratação? De que eu deveria ter dito no ato da entrevista de emprego que eu sou bipolar e borderline! Quem faz isso, minha gente?
Sério, durante uma entrevista de emprego, você já sai contando todas as suas doenças? Durante uma entrevista de emprego, você contaria que tem depressão, hepatite, ou que é soropositivo? Eu mencionei as minhas doenças logo após o exame admissional, ou seja, no momento certo. Eu não omiti nada, e eles tiveram o cinismo de alegar que eu omiti informações importantes na entrevista, sendo que ali não era o momento para falar e eu nem sequer fui questionada sobre esse assunto, pois, se tivesse sido, eu contaria sem medo toda a verdade. 
Outra coisa: por lei, não sou obrigada a revelar as minhas informações médicas para ninguém. Elas são sigilosas e esta instituição, ao dizer que era minha obrigação revelá-las já no ato da entrevista, está mostrando que não conhece o básico das leis trabalhistas.
Foi preconceito sim. Eu fui punida pela minha honestidade. Eles alegaram que eu omiti informações importantes no ato da entrevista e que, por causa disso, houve quebra de confiança com a instituição. Uma desculpa esfarrapada para não mostrarem o quanto são psicofóbicos, pois sabem que isso é considerado crime de discriminação.
Essa instituição é uma renomada faculdade voltada para a área do Direito, que se orgulha do fato de ter muitas décadas de tradição e ser considerada a melhor da região. A instituição em questão quer se modernizar, porém, ainda vive na década de 50. Não acompanhou os avanços da luta antimanicomial no Brasil, não sabe que hoje uma pessoa com um transtorno mental é perfeitamente capaz de trabalhar, desde que se trate corretamente, e este é o meu caso.
É triste que, por mais que falemos tanto em inclusão, quando o assunto são as doenças mentais, ainda vivemos na década de 50. Muitas pessoas (e parece ser o caso da empresa) ainda acreditam que o melhor para quem é neuroatípico é viver internado num hospital psiquiátrico, ou se aposentar, conseguir um benefício social etc. Eu não quero benefícios! Quero um emprego!
Os tratamentos evoluíram muito desde a década de 50. Até a minha doença mudou de nome. Antes, era chamada de psicose maníaco-depressiva e hoje é chamada de Transtorno Bipolar do Humor. Você vive normalmente e com qualidade de vida, é capaz de trabalhar e ter relacionamentos estáveis, se tomar seus remédios, fazer terapia, atividade física, cuidar do sono e da alimentação, ter um hobby e/ou uma religião ou seguir uma filosofia de vida, algo que te dê suporte nos momentos difíceis. 
Eu faço tudo isso, levo muito a sério o meu tratamento psicoterapêutico. Não bebo, não fumo, não vou em baladas, não uso drogas, cuido do meu sono, da minha alimentação, frequento a minha religião e, nas horas vagas, dou vazão à minha veia artística escrevendo, tecendo mandalas de lã, e fazendo artesanato. Em suma: sou super regrada.
Tudo que eu mais quero nessa vida é trabalhar, ser independente e viver do meu trabalho dignamente. Quem me conhece sabe da excelência do meu trabalho. Tenho um ótimo portfólio jornalístico, e escrevo também textos mais autorais e literários. Meus antigos colegas sempre me consideraram uma profissional acima da média. É só olhar no meu LinkedIn e ver os elogios que eu já recebi de antigos chefes -- e todos eles sempre souberam das minhas doenças.
Apesar de eu ser uma profissional dedicada e talentosa, que ama o que faz, uma empresa não me deu uma oportunidade de emprego porque parece só ver um lado meu: o lado da doença. Mas eu sou muito mais do que a minha doença. Eu sou Shaonny Takaiama, jornalista que, em outros tempos, quando trabalhava em grandes jornais, foi reconhecida nacionalmente, recebia cartas de leitores elogiando seu trabalho, foi convidada a trabalhar na Folha de São Paulo sem nem sequer mandar currículo.
Essa instituição que me negou o direito ao trabalho por pura PSICOFOBIA nem se deu ao luxo de ligar para meus antigos chefes para saber se a minha doença influenciava de alguma forma na qualidade do meu trabalho. Eles poderiam ter investigado mais a fundo, conversado com meus antigos gestores, com o meu psiquiatra e o meu psicólogo.
Quantos bipolares, borderlines e esquizofrênicos não foram artistas, cantores, pintores e atores memoráveis? A história mostra que há uma variedade enorme deles. Só aqui no Brasil, temos o jornalista Ricardo Boechat, que sofre de depressão e fala abertamente sobre isso, temos também a atriz Cássia Kiss, que é bipolar, temos o Jô Soares, que sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), temos o Selton Mello, que também sofre de depressão, 
temos o Padre Marcelo Rossi, outro portador de depressão, temos as cantoras Marina Lima, Zizi Possi e Paula Fernandes e a apresentadora Fernanda Lima, também portadoras de depressão -- o mal do século --, também temos o Maurício Mattar, outro bipolar como eu, a atriz Luciana Vendramini, que tem TOC e bipolaridade, o cantor Roberto Carlos, outro portador de TOC, a maravilhosa da Rita Lee, que também é bipolar, e a lista segue, imensa.
Todas estas pessoas citadas acima são ativas profissionalmente! Todas elas!
Psicofobia é crime previsto em Lei e dá cadeia. A Lei 236/12, criada pelo senador Paulo Davim, prevê como crime de discriminação cometer abuso ou desrespeito contra transtornados ou deficientes mentais. Também foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos, em maio de 2014, a PLS 74/14, para o crime ser enquadrado no Código Penal como injúria, e prevê pena de 2 a 4 anos a quem praticar psicofobia.
Este tipo de preconceito é real e é criminoso. É discriminação pura e simples. E dói muito, viu, gente? Dói muito você saber das suas capacidades e qualidades profissionais e o mundo te ver como uma pessoa inferior e incapaz.
Aliás, é justamente o fato de eu ser fora da curva que faz de mim a profissional acima da média que eu sou. Caso não saibam, o transtorno bipolar tem duas qualidades que ainda estão sendo estudadas pelos especialistas: bipolares são criativos e muito inteligentes por natureza. 
Vejam a gigantesca lista de bipolares famosos (a maioria são estrangeiros) que eu consegui reunir: temos o ator Jean-Claude Van Damme, a cantora Amy Winehouse (que era borderline), a cantora Demi Lovato, a atriz Catherine Zeta-Jones, a cantora Sinead O' Connor, a atriz Carrie Fisher (a princesa Leia, de Star Wars), o ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln, a escritora Agatha Christie, a cantora Amy Lee, da Banda Evanescence, Axl Rose, o vocalista do Guns n' Roses, a cantora Britney Spears, o astronauta Buzz Aldrin, o ator Cary Grant, o cantor Cazuza, 
o ator Charles Chaplin, o escritor Charles Dickens, o autor Edgar Allan Poe, o cantor Elvis Presley, a atriz Elizabeth Taylor, os escritores Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald, o poeta Fernando Pessoa, o cineasta Francis Ford Coppola, os escritores Hans Christian Andersen e Honore de Balzac, o cientista Isaac Newton, a cantora Janis Joplin, o ator Jim Carrey, o cantor Jimi Hendrix, Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, o escritor Leon Tolstoy, a atriz Marilyn Monroe, o autor Mark Twain, o ator Mel Gibson, o artista Michelangelo, o general Napoleão Bonaparte, o compositor Peter Tchaikovsky, Phil Graham, dono do jornal Washington Post, o filósofo Platão (de acordo com a opinião de Aristóteles), o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, o ator Robin Williams, o pai da Psicanálise Sigmund Freud, 
o ator, comediante e escritor Stephen Fry (Além de ser portador do transtorno, Fry gravou um documentário sobre a vida dos bipolares que foi ao ar na BBC). E também o escritor Tennessee Williams, o político Ulisses Guimarães, o poeta Victor Hugo, o pintor Vincent van Gogh (alguns especialistas acreditam que ele era esquizofrênico, não há consenso, mas, de qualquer forma, ele também era neuroatípico), a escritora Virginia Woolf, a atriz Vivien Leigh, de E O Vento Levou, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill e o compositor Wolfgang Amadeus Mozart.
Se, para todas essas pessoas brilhantes e geniais, o transtorno bipolar do humor nunca foi um impedimento para que elas criassem obras memoráveis e deixassem sua marca no mundo, eu garanto que para mim isso também não é e nunca foi um impeditivo para eu trabalhar e ser elogiada. Mas o preconceito das empresas sim é um enorme impedimento para eu exercer o meu trabalho e deixar a minha marca no mundo.
Se puderem, peço que espalhem este texto, pois a mensagem tem que chegar ao máximo de pessoas que sofrem com isso. Está na hora do mundo mudar. Está na hora da cultura das empresas mudar. Abrem espaço para pessoas com deficiência física trabalharem (o que é ótimo e justo), mas não para pessoas neuroatípicas. 
Não sou eu que estou errada. É o mundo que está muito errado. E eu não vou deixar de expressar a minha indignação diante da discriminação que sofri. Esta não sou eu. 
Eu não me calo diante das injustiças. E esta luta não é só minha. Tenho certeza que não fui a única pessoa discriminada por ser borderline.
Gravei também um vídeo explicando com mais detalhes tudo o que aconteceu comigo.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

CANTADA VS ASSÉDIO

Por que um cartaz desses incomoda tanto alguns homens?

Hoje está rolando nos trending topics do Twitter a hashtag #cantada X assédio (tudo junto).
Tem lá um monte de chorume de homens dizendo que, quando o "elogio" vem de um rico, é cantada; quando vem de um pobre, é assédio. Por trás desse desejo incontrolável de chamar todas as mulheres de interesseiras e gold diggers está o incômodo de que, nos dias de hoje, as mulheres podem escolher. 
Parece que muitos homens querem mesmo manter o direito de importunar.
Estou sem tempo pra escrever um post, mas é hora de parar e pensar. Parece que muitos homens querem mesmo manter o direito de importunar. Pense: como se paquera em países onde há mais igualdade? Como você lida com um "não"? Pra quem pensa que é super natural e normal caras falarem grosserias pra totais desconhecidas na rua, saiba que há vários países onde isso não existe. 
Inclusive países bastante machistas, como a China, por exemplo.
Eu disse outro dia e vou repetir: pra quem não sabe a diferença entre assédio e cantada, é melhor não iniciar nenhum dos dois. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A DIREITA É MUITO, MUITO BAIXA

Ish, desta vez os salafrários realmente me atingiram!

Surgiu uma nova leva de ataques, que começou lá pelo dia 4 de janeiro. 
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Um troll que me persegue faz tempo, um tal de Ines Bolsonaro (nome verdadeiro: Fabiano) pegou um tuíte meu de 2014, em que eu ria de algum troll que havia dito que eu ganhava 10 mil e Silvio, meu marido, 12 mil. Para "provar" que eu estaria mentindo, Ines colocou um print do Portal da Transparência com o meu salário... de julho do ano passado. Quer dizer, depois de uma progressão funcional e dois reajustes que sequer cobrem a inflação, meu salário havia aumentado. 
Porém, o mais mentiroso do tuíte de Ines foi a segunda parte, referente ao meu marido. Num gigantesco esforço investigativo, Ines descobriu que Silvio foi demitido de uma das escolas onde dava aula: "ele foi afastado né? por causa de umas paradas sinistras né contra ai pra nós ou quer que eu conto?" (tudo sic). 
Em seguida, outro tuíte: "A gordassa ta com o cu na mão, Lola conta pra nós porque seu marido foi afastado da escola que ele dava aula, tão simples comentar mana". 
Pensei bastante se respondia ou não a esse patife. Adiei durante dias, porque o que esses dementes mais desejam é algum tipo de diálogo comigo, e eu não falo com reaças ou mascus. Mas não dá pra ignorar e deixar as mentiras crescerem. A direita é tão baixa que ela nem precisa acusar um inimigo de algo específico. Basta apenas sugerir. Se você diz que um professor foi despedido por cometer "umas paradas sinistras", o que as pessoas imaginam? Bem, todo tipo de "suposição" sórdida surgiu nos tuítes do Ines/Fabiano -- meu marido teria transado com uma criança ou com a diretora da escola, ou batido numa aluna, ou roubado dinheiro. 
A verdade? Em fevereiro de 2015 Silvio foi demitido, depois de quase quatro anos naquela escola, porque o Christus simplesmente fechou o programa de xadrez. Na época, havia um outro professor de xadrez na escola (em outra unidade; são várias) que também foi desligado, mas, como ele já dava aula de alguma outra matéria, continuou na escola lecionando aquela outra matéria. Já Silvio, que só dava aula de xadrez -- algo que faz há 45 anos --, foi dispensado. Vários pais e alunos reclamaram do fim do xadrez naquela escola. Alguns contrataram Silvio como professor particular. Ele dá aula para esses alunos até hoje. 
Eu sou suspeita pra falar, lógico, mas Silvio, vulgo maridão, além de ser um dos melhores enxadristas do Brasil, é um excelente professor de xadrez. Seus alunos sempre tiveram ótimos resultados nas competições e na escola (pois o xadrez costuma melhorar o desempenho do aluno em outras matérias). Silvio sempre foi um professor modelo por todas as escolas que passou -- workaholic, competente, querido por todos. Ele ainda conversa com alunxs de quinze, vinte anos atrás, tamanho é seu vínculo com eles. Aliás, se alguém quiser ter aula particular com ele, presencialmente ou na internet, é só mandar um email para silviocunhapereira@gmail.com
(E pessoas de Fortaleza, venham jogar no Clube de Xadrez da UFC, onde Silvio também dá aula. É um espaço incrível e democrático, criado por ele com a ajuda de alunos bolsistas, e aberto a todas e todos, não precisa fazer parte da universidade). 
Fora isso, Silvinho é uma pessoa maravilhosa, sem inimigos. Ele reserva suas guerras para os tabuleiros. Os únicos inimigos que têm são figuras escrotas, quase sempre anônimas, que não o conhecem, nunca o viram ou falaram com ele, e o atacam unicamente porque ele é meu marido. E falta na direita alguma figura de autoridade que diga "Putz, pera lá, é muito sujo inventar acusações contra os familiares de uma feminista que você odeia". Pelo contrário, as figuras de autoridade da direita encorajam esse tipo de comportamento baixo.
Ines se empenha tanto em "destruir minha vida" (como ele prometeu num tuíte) que eu fico pensando se ele é pago ou faz isso por amor à causa. Faz no mínimo três anos que esse perfil me xinga, faz montagens com fotos minhas, cria mil e uma mentiras sobre mim e minha família, me ameaça (acho que "Vc não passa do Natal", entre outros, conta como ameaça, não?), coloca legendas em vídeos para me insultar, e me associa a qualquer baleia, porco ou hipopótamo que apareça em alguma notícia na mídia. 
Além disso, abriu uma conta falsa em meu nome numa rede social chamada Curious Cat, e com ela assedia centenas de menores de idade -- já falei que é no meu nome, uma professora universitária, casada, de 50 anos de idade, que não tem o menor interesse sexual por menores? Ines também começou várias contas no Twitter cuja única intenção é pedir para qualquer seguidor(a) meu que não doe dinheiro pro meu blog. 
Outras pessoas que ele também persegue descobriram seus dados: óbvio que ele não é mulher, não é Inês, e sim Fabiano, apelido Byanu, um semi-analfabeto desempregado quase beirando os 30 anos que mora com os pais em Santa Bárbara do Oeste, SP, e tem sérios problemas de autoestima devido a uma doença de pele. Por isso ele ataca mulheres, principalmente feministas.
Em agosto a revista Veja fez uma matéria sobre a ligação entre trolls e partidos políticos e destacou Ines como exemplo de quem obsessivamente persegue desafetos (euzinha).
Casal apaixonado em Havana,
dezembro 2017
Como eu nunca cometi qualquer crime na vida, meus inimiguinhos tentam ir com tudo pra cima do Silvio -- que é, tipo assim, a pessoa mais ética que existe (foi isso que fez com que eu me apaixonasse por ele 27 anos atrás. Isso e seu senso de humor. Ah, e ele ser lindo e sexy). Além de quererem destruí-lo unicamente para me atingir, há um outro motivo pra eles atacarem o Silvinho: eles não se conformam que uma feminista seja casada com homem (feminazi é tudo lésbica, segundo eles), ou que uma gorda seja amada. Mascus passaram anos determinados a mostrar que o maridão não existia, que todas as fotos que eu apareço com ele são photoshop, que ele seria um ator contratado... 
Eu e Silvinho há um quarto de século
Quando essa "hipótese" ficou ridícula demais até pra eles, passaram a atacá-lo. Foram vários sites de ódio em seu nome, com fotos dele, nosso endereço residencial, textos que pregam pedofilia e neonazismo, inúmeras montagens. E isso é só a superfície. O líder da quadrilha misógina jura que todo dia dedica tempo criando perfis do Silvio associando-o à pornografia infantil e drogas e abrindo domínios no nome dele. Seu sonho é que a polícia arrombe a porta daqui de casa, prenda o maridão, e saia em toda a mídia, antes que ele possa provar sua inocência.
O problema é que, nesses anos todos de ataques e ameaças, eles só conseguiram encontrar um crime hediondo que Silvinho cometeu. É que, em 2009, a pedido da minha mãe, ele anunciou na net a venda do velho casaco de pele dela. Pronto. Foi o suficiente pro maridão ser descrito como traficante internacional de casacos de pele (sério!). 
O outro "crime" associado a ele foi um misterioso e nojento tuíte contra a Dilma que ele teria curtido em 2010. "Misterioso" porque o maridão não tuita desde 2013, a "curtida" não aparecia no perfil dele, e ele nunca curtiu qualquer tuíte na vida e nem sabe como fazer isso (porque nem mexe no Twitter). Mas em setembro do ano passado Ines fez um carnaval em cima dessa curtida inexistente. 
Porém, convenhamos: é muito pouco. Como assim, em dez anos que o Silvinho tá na rede, foi só isso que "descobriram" contra ele?! O desapontamento dos mascus é enorme. Eles falam sempre em convencer uma moça a gravar um vídeo dizendo que o maridão a estuprou (essa moça já fez isso com outro inimigo dos mascus, assim como também gravou vídeo dizendo que foi estuprada por um mascu -- e gostou. Viram como falsas acusações de estupro existem?! Pena não são partem de feministas, e sim de misóginos). Outro plano infalível do Cebolinha é criar um perfil falso em alguma rede social para fazer o Silvio se apaixonar e me trair. Boa sorte!
Ines/Fabiano continuou durante dias com a baixaria contra Silvio: "A Lola ainda não respondeu será se eu ligar no ... [escola em que Silvio costumava dar aula] eles me informam o motivo?" (e aí coloca o telefone da escola); "eu conto o seu segredinho em uma melhor oportunidade segura a marimba" e "Se ta com medo das pessoas saber seu segredinho e seu papo feminista cai por água abaixo né? Aí você não vai poder mais ficar mendigando e pedir dinheiro ne, manda um abraco pro seu marido o Silvinho kkkkk". Entre vários outros tuítes. 
Eu denunciei o perfil do Ines no Twitter pela, sei lá, trigésima vez, e desta vez, pra minha surpresa, eles acataram a denúncia. Bloquearam a sua conta por doze horas (não sei bem como funciona, creio que a pessoa não pode dar RT e só pode se comunicar com quem a segue). Assim que o "gelo" das 12 horas acabou, Ines voltou a repetir todos os tuítes de antes, com a novidade "por que a Lola está desesperada em esconder a verdade sobre seu marido?" 
Eu o denunciei novamente e seu perfil foi suspenso. Se vai voltar, eu não sei. Espero de coração que a conta de um troll profissional feito apenas para atacar pessoas não tenha vez no Twitter.
Amiguinhos de Ines/Fabiano, ou talvez o próprio, se revoltaram com a suspensão da conta (porque tentar destruir a vida de uma pessoa é só "zoeira") e falaram em iniciar um "Lolagate". 
No mesmo dia já tinha thread sobre o assunto no Dogolachan, para que todos meus inimiguinhos pudessem se articular melhor: "Finalmente vai ser divulgado os set's de pedofilia do Silvinho Xeque-mate" (sic). Um peguntou pro outro: "Que coxinhas você vai mobilizar pra denunciar ela?", e o outro respondeu "Muita gente irá". 
No mesmo dia criaram um site chamado "Lolagate", um site que não consegue acertar meu nome duas vezes seguidas mas promete contar "toda a verdade" sobre mim (por exemplo: eu estudei na FAAP. Ish, que terrível! Agora vocês já sabem. Aguardo tremendo o post divulgando que eu nasci em Buenos Aires!). E os autores (anônimos) do site enviaram email pra todas as delegacias virtuais passando o link do site, "urgindo aos cavalheirescos policiais que tomem as medidas cabíveis contra a cyberstalker Dolores Aronivich preeminentemente". 
No mesmo dia um mascu das antigas, que eu imaginava já ter morrido (mascus não vivem muito), gravou um vídeo sobre a Lei Lola. O vídeo bate algum tipo de recorde: em onze minutos o cara não é capaz de dizer uma só verdade sobre mim. Só pra ilustrar: ele me acusa de pegar leve com homens de esquerda, e aí cita um professor. Ahã, tanto eu "passei pano" pra ele, mascu, que o sujeito está me processando em 300 mil reais. 
Pouco depois alguém passou a deixar vários comentários anônimos aqui no blog, fingindo preocupação sobre "acusações gravíssimas contra você e seu marido". 
Um dizia ter "ouvido falar" que Silvio estava preso por pedofilia e desvio de dinheiro público. Outro (provavelmente da mesma pessoa) dizia que eu deveria esclarecer o que estava havendo, já que eu estaria "à beira de um processo administrativo e praticamente condenada em diversos processos". 
Hue, como ri o líder da quadrilha, o patife que deve ter escrito esses comentários ridículos. 
Perigo! Mascu surtando!
Ele está crente que vai fazer com que a UFC abra um processo administrativo contra mim porque, segundo ele, que está cursando Direito, eu uso o meu cargo para difamar pessoas (pois é, eu que difamo, não eu que sou difamada!). A prova? É que em quase todas as entrevistas que dou pra mídia sobre os mascus, sou creditada como "professora da UFC" ou "professora universitária" ou "professora de Literatura em Língua Inglesa". E isso, galera, é usar cargo pra difamar pessoas! Como se as matérias não mencionassem a profissão de todos os entrevistados! 
E quanto a "praticamente condenada", bom, até agora respondo a dois processos, ambos de mascus criminosos que foram presos em 2012 pela Operação Intolerância. Os outros "milhares de processos", que segundo o líder da quadrilha estão pra aparecer, ainda não chegaram. Mas uma coisa é abrir processo, outra é ganhar. Falta muito pra isso. Portanto, baixa a bolinha, mascu. 
E sobre o maridão, no dia em que os mascus "ouviram dizer" que ele foi preso, ele estava na praia, comigo. Até tirou uma selfie. Observem sua expressão preocupada.
Ines/Fabiano abriu uma outra conta, repetiu os mesmos tuítes da conta suspensa, eu o denunciei, ele foi "congelado" por 12 horas; quando voltou, repetiu os tuítes de sempre (a história não acaba nunca), eu o denunciei novamente, e o Twitter vergonhosamente respondeu que o perfil não viola as regras. 
Acreditam? Mandar ligar pro ex-emprego de alguém insinuando que a pessoa foi despedida por "coisas ilícitas" não viola as regras! Passar a vida atacando desafetos e suas famílias não viola as regras!
No entanto, apesar de todos esses ataques covardes, ainda estou no lucro. Em janeiro do ano passado, o Google estava quase derrubando meu bloguinho. E no final do mês chegamos a uma década de vida! Algum(a) designer gostaria de fazer um selo comemorativo de dez anos de bloguinho?