terça-feira, 26 de junho de 2012

AS DECLARAÇÕES FEMINISTAS DE VALESCA POPOZUDA

Bastante gente me pediu pra falar sobre as declarações que Valesca Popozuda deu recentemente, enquanto posava para um ensaio. Então vamulá. Antes quero deixar transparente minha abismal ignorância musical (amo Chico e Beatles, praticamente só isso).
Estou ciente que é preconceito de classe disfarçado de gosto pessoal, mas não gosto do tipo de música que Valesca faz. Nem tenho muita certeza que “tipo de música” é esse, porque não entendo quase nada de música. Isso é funk, certo? E sim, existe um preconceito enorme da classe média contra produtos culturais que não são feitos pra ela. Não vamos fingir que não existe e que só não gostamos das músicas por causa do ritmo ou da letra. Tem um classismo grande nessa avaliação. Desclassificar outras músicas e culturas e apelar pro "é meu gosto pessoal" não limpa a nossa barra.
Nunca vi nenhum vídeo da Valesca, mas outro dia li uma letra transcrita, e achei pornô. Chama-se “Mama”, em parceria com Mr. Catra. Nela, Valesca diz que “quando a p*roca tem dona é que vem a vontade de f*der”, e Catra responde que no harém dele “tem mais de cem, mas você foi a única que se ligou que uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém”. Não acho muito empoderador pra uma mulher fazer parte de um harém com mais de cem. E isso de se interessar por homem casado só reforça o clichê de que mulheres não podem ser amigas porque estarão sempre competindo entre si pela aprovação masculina. E acho também que qualquer pessoa tem o direito de negar a qualquer outra pessoa qualquer coisa que não queira fazer (pagar pensão pra filho: não incluso).
Tampouco acho empoderador ter que colocar silicone, posar nua pra revista, ou fazer qualquer outra coisa que a sociedade já espera de uma mulher. Não estou dizendo que acho necessariamente errado, apenas que não é revolucionário.
Não gosto do termo dar, porque ele sugere passividade. Que tal transar, que é um termo neutro e unissex? O homem come, a mulher dá. Argh. Em inglês não existe isso não. Também odeio termos como cachorra e piranha, que aparentemente são encorajados pelo funk (entre outros estilos musicais).
Sei que esse tipo de música (como qualquer outro) é muito ouvido por crianças e adolescentes, e isso me preocupa. Assim como não concordo que meninos pré-adolescentes aprendam sobre sexo através de filmes pornôs, não quero que crianças sejam expostas a músicas como “Mama” e afins. Eu já acho dançar na boquinha da garrafa bem sugestivo pra adultas, e absurdo para crianças. Não faz tanto tempo que tínhamos concursos na TV com meninas de cinco anos dançando na boquinha da garrafa. Desculpe, não tem nada de empoderador nisso.
Por outro lado, é ótimo que Valesca esteja promovendo um concurso para eleger uma dançarina transexual para o "Gaiola das Popozudas". Tudo que dê visibilidade positiva a um grupo tão discriminado como transexuais me parece excelente.
Entendo que Valesca possa simbolizar, pra muita gente, o controle de sua própria sexualidade. E isso é importante. A liberdade sexual da mulher é uma bandeira fundamental pro feminismo. O corpo de uma mulher é sempre, numa sociedade patriarcal, visto como um bem público (pra ser tocado e avaliado na rua), ou como propriedade privada de um homem (primeiro o pai, depois o marido). Logo, a total autonomia de uma mulher sobre seu corpo será sempre uma bandeira feminista.
Por isso, só posso aplaudir as declações dadas por Valesca na entrevista. Destaco algumas:

- “Ninguém tem que ser julgado pelo jeito que exerce sua sexualidade.
- “Sempre fui independente, paguei minhas contas e na relação homem e mulher não é diferente. Nunca abaixei minha cabeça para homem, nem deixo mandar em mim. Também nunca deixei ninguém me encostar, nunca dei confiança e se encostar, bato também.
- “Sonho com o dia que vão parar de rotular as mulheres de puta ou piranha por causa de sua postura de vida, por causa de um determinado trabalho, como é o meu caso. Ninguém tem que julgar ninguém por causa do seu corpo. Por que a mulher que beija dois é piranha e o cara que beija duas é garanhão?
- “Só comecei a entender que minha música poderia ser usada como um discurso quando as próprias mulheres chegavam para mim e diziam que o que eu cantava dava força para elas fazerem o que queriam e que eu falava muitas coisas que elas tinham vontade de falar.

Discordo apenas do que Valesca responde sobre aborto. Começar com “Pessoalmente, sou contra” é comum (eu também sou pessoalmente contra). Mas a pessoa pode ser pessoalmente contra (ou seja, não abortar se engravidar) e mesmo assim achar que sua opinião não precisa virar padrão a ser adotado por toda a humanidade. Ou seja, faltou Valesca dizer que é a favor da legalização do aborto.
Se Valesca é feminista? Bom, quem sou eu pra distribuir carteirinha de feminista (e muito menos querer confiscá-la)? No que diz respeito à liberdade sexual da mulher, essas declarações de Valesca certamente são feministas. Não sei se tudo que Valesca fez, faz e fará é feminista. Como eu disse, não conheço suas músicas nem sua vida, mas imagino que ela não fale uma coisa numa entrevista e faça outra coisa em sua carreira. Por outro lado, ela não se assume feminista. 
Muitas dessas declarações de Valesca são frases que eu venho dizendo desde os meus quinze anos, quando comecei a ter vida sexual. Eu sempre exigi que meus parceiros usassem camisinha, e isso antes da Aids se tornar conhecida de toda a população. Nunca aceitei ser julgada por fazer sexo com quem eu quisesse e quando quisesse. Se os meninos podiam agir assim sem serem condenados, por que eu não poderia? Algumas coisas mudaram dos anos 80 (quando eu era adolescente) pra cá. De lá pra cá, conseguimos jogar fora o tabu da virgindade, que ainda era forte pra minha geração. Hoje só alguns malucos acham que a mulher deve se casar virgem, e aquilo de anular casamento se a mulher não fosse virgem ficou no passado. Mesmo a onda religiosa que hoje prega o celibato entre os jovens vale para meninas e meninos. Não concordo com isso (mas evito julgamentos; cada um vive como quer), acho que o melhor é experimentar bastante, mas pelo menos essa exigência religiosa pela virgindade não é feita só pra meninas.
Três décadas já se passaram desde que eu, uma menina com então 15 anos, era chamada de p*ta só por insistir em ser sexualmente livre. Hoje o julgamento moral e o padrão duplo continuam firmes pras meninas. Se Valesca ajuda a romper essa besteira de “meninas são piranhas, meninos são garanhões”, só posso ser a favor.

221 comentários:

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LisAnaHD disse...

acabei de ver um painel de 3 médicos e 1 médica na TV comentando que as feministas do Estado da Geórgia/EUA estão retaliando contra a proibição do aborto pedindo a proibição da vasectomia... alegam que se à mulher não é dado o direito sobre o próprio corpo, o mesmo deveria valer para os homens... e o assutno tá pegando fogo !!!

Marcia Regina disse...

Fico um pouco pé atrás, confesso, Lola.
Sempre penso na Globo colocando no ar campanhas e propagandas em defesa do uso da camisinha (que merecem elogios, óbvio) e, ao mesmo tempo, destruindo todo o poder dessas propagandas - e muito mais - ao apresentar em suas novelas e séries a gravidez (inesperada de preferência) como solução maravilhosa para problemas amorosos.

No caso, temos declarações de um teor e letras de música de outro. Podem quebrar o papel feminino de vítima, sim, contudo, quando escuto vejo apenas troca de papel, não construção de um papel novo.
E troca conseguida por meio do assumir como ´verdadeiro um imaginário em termos sexuais que não consigo assumir como tal, pelo menos não como único.

Tem forte dose de preconceito meu, eu sei, mas acho que existem outras formas de romper barreiras e construir espaços.
Talvez seja isso, cada um tem suas formas, só não consigo ver como minha praia.

Gabriele Albuquerque Silva disse...

Pois é, não sei muito o que pensar sobre isso. Por um lado, toda essa questão de ela ter um papel de símbolo de liberdade para algumas meninas é bacana. Mas ao mesmo tempo, às vezes me parece que ela acaba caindo no problema da objetificação sexual. É uma coisa bem ambígua pra mim. Mas é interessante que, pelas declarações citadas, para ela, parece que tem um sentido muito mais para o lado de libertação do que o outro.
Tenho bastante preconceito com o funk, confesso. Quando essas músicas tem letras estilo pornô me parecem que caem naquilo de objetificação, tanto do homem quanto da mulher. Tipo, tem uma música dela que eu escutei esses tempos que era basicamente ela ridicularizando um homem com "peru pequeno" e "que não sobe". Sei lá, acho ofensivo demais, violento, e mesmo machista.

Mas sobre a questão da classe média/alta x funk, lembrei do funk da Gaiola das Cabeçudas, paródia do Comédia MTV (A Valesca chegou a cantar uma vez com eles): http://www.youtube.com/watch?v=kcHHQ2RV4nQ

Naomi disse...

Já ouviu a nova dela, "Sou gay"?

http://www.youtube.com/watch?v=JJ4p1KDQXQA

Adriana disse...

Lola, eu li essas declarações da Valesca ontem ou antes de ontem, e concordei, assinei embaixo e visto essa mesma camisa. Não ouço as músicas dela, não sou fã e não acompanho em NADA o trabalho dela.
Mas nesse ponto, ela ganhou mais uma aliada!
não transei com muitos homens nos meus 24 anos de vida, mas não por medo de ser taxada desses nomes que acostumamos ouvir, mas porque eu transava com quem eu queria e na hora que eu queria... e hoje em dia com essa montueira de doenças, eu penso muito antes de transar (mesmo usando camisinha, tenho medo)
Mas enfim, acho que a mulher tem o direito de escolher com quem e com quantos homens vai transar. NÓS somos donas dos nossos corpso, não é pai, irmão ou sociedade que vai taxar.
A única coisa que preocupa nesse ponto, é a falta de responsabilidade - mas daí já é outro assunto!

Beatriz disse...

Amo a Valesca! As músicas são divertidas (sem falso moralismo, pq qdo rock fala fuck é o máximo, mas qdo o funk fala "quero te dar" é um horror). Ela começou nessa de feminismo muito por acaso (ela visivelmente não sabe muito o q é ainda, mas abraçou a causa e tem mostrado entusiasmo) é muito simples e verdadeira. Comparo ela a Leila Diniz: diz o q pensa, e choca, mesmo sem querer ser feminista.
Acho q nem todas as músicas da Gaiola são feministas. "My pussy é o poder" mesmo fala de usar sexo pra enriquecer. mas temos a genial "larguei meu marido":

"Só me dava porrada!!!
E partia pra farra!!!
Eu ficava sozinha,esperando você
Eu gritava e chorava que nem uma maluca...
Valeu muito obrigado mas agora virei puta!!!

se um tapinha não doi..
eu falo pra você...
segura esse chifre quero ver tu se fuder!!

Eu lavava passava!!!
tu não dava valor!!
agora que eu sou puta você quer falar de amor!!!"

Bruno S disse...

Muito interessante as opiniões dela. Nã conheço da moça muito mais que o nome e a fama, mas gostei do que disse.

Beatriz disse...

Aqui tem um ensaio dela, com temática "feminista".

Sabe q até o fato de posar nua pode ser ressignificado? Sei lá, como uma coisa "tô pelada, me julguem"

Adriana disse...

Se os homens pode cantar: "vou te f***r v**ia"
As mulheres podem cantar: "My pussy is the power, e eu dou pra quem eu quiser"

Rubens disse...

Lola eu acho Funk Válido sim! E eu acho que a Valeska contribui muito!Ela é uma figura forte, tem personalidade, pode cometer alguns deslizes? Como essa musica com o Catra, que reforça alguns esteriótipos...pode, mas ela tem muita coisa positiva tb, e está levantando uma questão, é através dela (e de outros artistas fo dunk) que a galera está descobrindo o sexo livre!

E sabe o que eu mais curto no Funk!

è o terror que a perifa bota na classe média sofre eu quero um iPad com menos imposto!

\o/\o/\o/

Sim, pobre tb faz sexo e muito! Não precisa ser cheio de grana pra ter parceir@s sexuais e ter vida sexual, pobre gosta de sexo tanto quanto rico e tem muita criatividade!

heheheh

Outra coisa que eu curto no funk é que a molekada está usando como canal para se expressar, não tem letra só de sexo, tem muito protesto e musicas falando da realidade das comunidades por quem mais entende, quem vive lá!

O funk que tem a base do funk carioca trabalha com muitos samples e remixes, qualquer pessoa pode baixar funks mixar e fazer suas letras, é o povão tomando conta! XD

O povo pode torcer o nariz, mas o Funk tá ai!

Beatriz disse...

Rubens

"E sabe o que eu mais curto no Funk!

è o terror que a perifa bota na classe média sofre eu quero um iPad com menos imposto!"

EXATAMENTE! é o que me faz amar o funk tb. Essa liberdade de discurso, e esfregar na cara da classe média que tem outra realidade além da baladinha na Augusta.

_betow disse...

Me lembra o documentário "Sou feia mas tô na moda" (http://video.google.com/videoplay?docid=-3430381265386846688) e essa matéria http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2005/12/19/cinema-sou-feia-mostra-funk-alem-do-fenomeno.htm

um trecho com falas da diretora: Esse é o grande trunfo de “Sou Feia…”, que ameaça falar do papel da mulher no funk do Rio, para dar uma pequena aula sócio-cultural sobre o fenômeno pop. “Meu interesse no funk começou em 2000″, lembra Denise, “quando os bondes de mulheres começaram a aparecer na imprensa. Porém, sempre que o assunto vinha à tona, era um tal de ‘esta música denigre a imagem da mulher’, ‘a mulher está se deixando tratar como objeto…’. Eu, como mulher, não achava isso”.

“Foi quando comecei a perceber essa barreira que separa a favela do asfalto. A coisa toda de mulher-objeto era uma desculpa para o preconceito que rola com o pessoal da favela, pois uma cidade que se orgulha do carnaval que faz, não podia estar falando sério. Era falso moralismo mesmo. Aí que comecei a pensar em fazer um documentário”, explica a diretora, que começou o filme através da emblemática Tati Quebra-Barraco, que registrou se apresentando grávida de oito meses.

Maicon Vieira disse...

"Tipo, tem uma música dela que eu escutei esses tempos que era basicamente ela ridicularizando um homem com "peru pequeno" e "que não sobe". Sei lá, acho ofensivo demais, violento, e mesmo machista."

Muito ofensivo. Outra música ofensiva seria "Um otário para bancar".

Alec disse...

Beatriz disse...
Aqui tem um ensaio dela, com temática "feminista".

Sabe q até o fato de posar nua pode ser ressignificado? Sei lá, como uma coisa "tô pelada, me julguem"


Como assim ? Até onde eu saiba feminismo é queimar sutiãs, culpar os homens por todos os problemas da humanidade , e dizer palavras como
patriarcado e cultura de estupro pra constranger os homens contra qualquer oposição.

aiaiai disse...

vou confessar: nunca tinha ouvido falar da valesca popozuda (depois dizem q o meu apelido é estranho kkkkk)Gostei das declarações dela e espero que sejam sinceras. Mas, sobre as músicas, vou ter que acreditar em vocês, nunca ouvi e não to com muita vontade de ouvir. não é minha praia.

Rubens disse...

Beatriz

Yeap! O Funk está estourando para além dos limites da cultura de shopping, talvez o Funk tem quebrado barreiras de divulgação que o RAP (outro estilo foda de bom e marginalizado) não consegue.

Como ZL posso dizer que tenho o maior orgulho do Funk!


Gente

Acho que ele desmitifica um pouco essa coisa do sexo como Santo Graal, ou de algo intocável, muitas pessoas dizem que vai banalizar o sexo, por mim é ótimo! na boa, sexo é uma necessidade do ser humano tanto quanto comer ou dormir, alguém se ofende quando falamos estou com fome ou estou com sono?

Pq se ofender quando falamos que queremos fazer sexo?

:D

Beatriz disse...

Maicon, eu odeio essas duas músicas. Twem outra q ridixulariza as esposas, chamada "Fiel é o caralho" q eu tb não curto.

O que eu acho do funk, da Gaiola ou da Valesca é: o funk, como qlqr outra coisa, nao pode ser todo tachado de "feminista" ou "machista". Tem música que pende para os dois lados. Mas o funk por ser uma manifestação cultural à margem da classe média, está conseguindo sair do padrão de sexualidade moralista q temos como clichê. E aí muita coisa interessante sobre sexualidade livre tem surgido lá, pq é um ambiente propício pra isso. Acho q devemos olhar o funk com esses olhos e prestar atenção nisso. Pq essas músicas, mesmo q agressivas, sobre mulheres q assumem o papel historicamente masculino, e sexualizam e objetificam os homens, será q isso não mostra uma tendência? Uma insatisfação com o estereótipo da mulher "santa"? Uma revanche contra as músicas agressivas q muitos homens fazem sobre nós? Pode ser ingenuidade minha, mas acho q as revoluções começam assim, com essas manifestações pontuais q vão crescendo e tomando a cultura. Eu, como mulher pacifista e femnista, não quero uma cultura de guerra dos sexos, de homens diminuindo as mulheres e mulheres diminuindo homens. Então acho q posso olhar pro funk e pensar o qto os nossos estereótipos de sexualidade são doentes, e fazer algo a respeito.

_betow disse...

Sobre a Valesca, é uma figura que admiro muito, além de todos os exageros (que se relacionam mais com meus pudores, aí a questão é minha e não com o trabalho dela). Ela tem uma ótima relação com a cena gay e os espaços onde as pessoas querem falar de sexo fora da heteronormatividade e das regras do machismo, sem julgamentos.
Sempre vi o discurso dela e de outras cantoras do funk de forma muito entusiasmada, pensando sempre nas barreiras que devem enfrentar para serem ouvidas.

Aproveito pra lembrar tb da Tati Quebra Barraco (que canta "69, Frango Assado, de ladinho a gente gosta", e sempre me pareceu o tipo de coisa que só alguém muito dona de sua própria sexualidade diria em público) e a Deise Tigrona, minha favorita, que parece ser mais tímida em imagem e performance, longe do que seria uma mulher objeto, mas não menos 'sexual' - o trabalho dela, na minha opinião, brinca ainda mais com a integridade das ideias do que seria uma mulher na midia cantando funk. A mais punk!

cris ♀ disse...

Olá Lola, nunca comentei no seu blog, mas sempre acompanho. Já quis postar comentários em outros posts, problema é que há tantos comentários por aqui que eu me perco e nem sei se alguém vai ler o meu. Mas realmente queria dizer que os seus posts são muito importantes para mim e é bom me identificar com as experiências aqui relatadas. Em relação à Valeska, creio que por essas declarações dela que vc postou e a defesa inabalável que tem a favor de gays, lésbicas, e trans pode ser sim considerada feminista. Mas acho que nós feministas devemos ir além disso, pois o feminismo não é um movimento de libertação individual (nao que não precise disso), é movimento social e a questão mais importante não é saber se fulana ou ciclana é feminista, pois isso me parece uma perspectiva demasiado "liberal", no sentido de que basta vc individualmente se "libertar" na sua vida e "não ligar" para os comentários alheios , como se o machismo fosse uma questão de as mulheres se importarem ou não com ele. De qualquer modo, há diversos processos de socialiação, e muitas mulheres tem mais facilidade para "não se incomodar" do que outras, de modo que não vejo como "mérito" ser "libertada" sexualmente. Acho , claro, que é importante figuras públicas como a Valesca aparecerem e dizerem o que pensam, por outro lado, pondero algumas coisas a) nas fotos vê-se que o público dela é majoritariamente masculino (e não me supreenderia se nem ouvissem o que ela fala nas letras ou que achassem "sexy" que uma mulher se mostre independente) ; b) quem escreve as letras dela? ela mesma? um produtor, pensando, portanto, num mercado e público específico? ; c) engraçado como ela, branca , "gostosa" e loira, fez sucesso, agora a Tati Quebra Barraco, igualmente funkeira e "bocuda", desapareceu do mundo, porque é negra e gordinha. Aliás, nem mesmo foi digna de atenção das feministas.

ACT disse...

Eu gosto de funk, fato. Ser feminista não é tudo na minha vida e o funk, pra mim, é exercer o meu lado favelado, o que é contra o classismo, a caretice, o falso moralismo classe média sofre, como bem dizem ali em cima. Tirando que o ritmo é foda, eu não entendo como alguém pode não gostar do ritmo! Pô, ninguém consegue ficar parado ouvindo Afrika Bambaataa,

Eu, sinceramente, não tenho nada contra letras explicitamente sexuais. Na verdade, eu adoro, assim como adoro um bom livro de sacanagem, por exemplo. E acho muita hipocrisia adorar fazer um 69 com o parceiro, mas se indignar com uma música que diz 'quero te chupar'. Oi? Ainda estamos na década do 'santa na rua, puta na cama'?

Agora, o que vejo muito também é o pessoal querendo classificar a Valeska (ou qualquer pessoa) de ( ) feminista ou ( ) não feminista. Primeiro que quem tem que dizer se é feminista ou não é ela, não a gente. Segundo que as quebras de paradigma, de pré-conceitos, não se dão de maneira homogênea, só por 'militantes de carteirinha'. Na verdade, ela se dá muito mais através de atores que não são totalmente feministas/anticlassistas/antirracistas, mas que cedem em algum ponto da sua vida a argumentos desse tipo. Aí, sim, se quebra o consenso.

Bruna B. disse...

Alec


Feminismo também é te mandar dar meia hora de bunda.


Passar bem.

Rubens disse...

Maicon

Cara, eu acho essas musicas zoadas mas na boa, o que elas refletem? Se não a cultura MACHISTA?

Cara, na boa, eu como homem me sinto ofendido quando alguem diz que minha sexualidade se resume ao meu penis! Ou que tenho que ser provedor pra ser amado, ou que se eu for traido, eu sou "trouxa", tudo isso são valores da nossa sociedade machista.


E o funk infelizmente tb absorve isso como toda forma de expressão! Pq expressão é isso aí, idéias, se queremos musicas que não falem bobagens como essas, temos que mudar a sociedade primeiro!

daniel disse...

funk: expressao cultural de uma galera que precisa e merece essa expressao.

conteudo politico/social de cancao popular: por mais escroto que seja, tem seu valor e merece ser respeitado, ainda que criticado.

machismo no funk: expressao do machismo geral da sociedade.

feminismo no funk: aparentemente algo bem positivo, mas me parece que sao dez marteladas na ferradura pra cada uma dada no cravo.

cultura do corpo no funk: fato,
salvo a finada lacraia.

mister catra: nao merece comentarios.

Beatriz disse...

Alec

Vc não sabe nada meu filho. Mas ae, valeu por ser honesto. Ao mandar um "até onde eu sei" no início do comentário, já saquei q era lixo e fui pegar um chá.

Blanca Aleks disse...

Hahaha! Eu adoro essa música Mama. Não de escutar porque acho a música o máximo, mas é que ela é MUITO engraçada. Essa parte do copo d'água HAHAHAHAHAHAHAHA

Eu acho que essa música é uma grande brincadeira, mas tem muita gente que vai achar mesmo que uma mamada não se nega a ninguém e que homem casado é o melhor pra dar tesão. Mas não consigo controlar, só de pensar na música já rio D:

Quanto às declarações e as fotos, viu a que ela escreve "MEU CORPO, MINHAS REGRAS" na barriga? Achei legal. Algumas músicas se contradizem, por um lado ela é a maior mensagem que muitas mulhgeres tem de poder sexual, mas ela faz uma certa apologia à cirurgias, naquela música "my pussy é o poder". =P

Lola, vc é pessoalmente contra o aborto? Tipo se vc engravidasse agora, teria esse filho?

Beatriz disse...

Alec

Parabéns, vc tem olhos. É relativamente comum na humanidade, mas é sempre legal ver as coisas, pode se orgulhar disso.

Agora sinto informar q da sua tentativa de frase de efeito... tá difícil poder se orgulhar.

Sara disse...

Amei a letra da musica q a Beatriz colou, poesia vinda diretamente da realidade rrrsss.
Tb gosto da Tati Quebra Barraco, bobeou eu bejo mesmo rrrsss.

lola aronovich disse...

Blanca, passei a minha vida toda pensando que, se eu engravidasse, não faria um aborto. E, claro, sempre fui a favor da legalização. Pessoalmente, eu não faria. Quer dizer, depende, se eu corresse risco de vida, faria sim. Agora estou com 45 anos e já entrando na menopausa, então acho que estou a salvo de engravidar. E, se eu engravidasse agora, nessa idade, pra uma primeira gravidez, talvez fosse perigoso pra minha saúde, então talvez eu fizesse aborto. Mas realmente não sei (noc noc). Tive o privilégio de ter pouquíssimos “alarmes falsos” (atrasos da menstruação etc) na vida.


Cris, concordo com tudo que vc falou. Claro que o feminismo não pode ser APENAS uma bandeira para libertação sexual. Assim como não pode ser uma bandeira apenas para a legalização do aborto. Assim como não pode ser uma bandeira apenas para equivalência salarial. São muitas coisas, todas juntas, e acho que uma não inviabiliza a outra. Acho que há feministas que confundem as coisas. Aí ser anti-pornografia vira ser anti-sexo e anti-liberação sexual, sabe? E não tem nada a ver. Não podemos ficar só no campo individual, porque se nos centrarmos nisso, fica um feminismo muito burguês, de escolhas individuais que ignora o coletivo. Sobre a Tati Quebra-Barraco, não sei nada: se ela sumiu, se ela foi (ou é) ignorada por feministas... Vcs aí, funkeir@s profissas, Beatriz e Rubens, expliquem!

Beatriz disse...

Então Lola, vou dar minah opinião beeem pessoal sobre a Tati, não sei se dá pra ter uma base sociológica não, mas lá vai: a Tati fazia músicas sobre sexo mais pro lado do humor, com duplo sentido e brincadeiras de palavra. Essa coisa de gritar palavras de ordem como "eu dou pra quem quiser!" "agora sou piranha ninguém vai me segurar" é mais da Valesca mesmo. Por isso q acabou chamando a atenção das feministas, mais q a Tati.

Mas Valesca não é a única no funk a fazer isso. Ela ganhou visibilidade por uma série de coisas: carnaval, playboy...a produção do funk é enorme, muito informal, e muita coisa não vai pra grande mídia. As coisas são gravadas no quintal e distribuídas na internet.

Beatriz disse...

Ah, fora q a última vez q li algo sobre a Tati, ela tinha virado evangélica e largado o proibidão. Não tenho certeza se isso ainda está valendo.

Rubens disse...

Lola! XD

Bom no caso da Tati eu acho que rola um preconceito geral por ela ser gorda e ser negra manja? E ela tem um passado bem mais humilde que o da Valeska, acho que isso depõe contra ela bastante! Sem hipocrisias.

A Valeska faz o padrão de mulher que a sociedade quer, isso (é apenas o que eu acho) dá a Valeska uma possibilidade maior de ser ouvida. Posso estar sendo cruel, talvez.

Tem o lance tb da Valeska ter abraçado a causa e tals e começado a escrever letras mais voltadas para estes temas, empoderação, a mulher que luta contra uma situação ruim, enfins.

A Tati pra mim faz mais a linha "beijo msm", e alguns trocadilhos como o DAKO é Bom.

A Tati anda sumida mesma, por ela mesma, anda fora da cena, se sentiu meio perseguida e tals, além do fato dela ter virado CRENTE

huauaahuehueuhhhu!

yulia2 disse...

ESpero que futuramente a valeska não caia na roubada de se converter...

Gabi disse...

Eu dou uma boas risadas ouvindo funk. Acho que rola muito preconceito sim e nao acho que dê para rotular o funk de machista ou coisa de bandido pq tem de tudo um pouco. Deize Tigrona cantando "eu dou pra quem quiser que p*rra da b*ceta é minha", sei lá, eu acho graça. Mas nao é música para criança, definitivamente.

Gisela Blanco disse...

Poxa, vale pedir opinião, é? Então comenta a capa da revista Atlantic dessa semana - Why women still can't have it all, sobre as dificuldades em realmente conciliar maternidade e trabalho. Fiz um post sobre o assunto: http://www.maegeek.com/afinal-as-mulheres-podem-ou-nao-ter-tudo/
Bjs

Patrícia Gomes disse...

Lembram do mundo bizarro, do desenho do SuperMan? Era tudo ao contrário e SM era mau. Esse lance de tirar a roupa para mostrar que tem poder sobre o próprio corpo me parece coisa do mundo bizarro, pois não há nada mais interessante para os homens do que isso? Ou vai ver que eu vim do mundo bizarro e nao estou entendendo nada. Tipo: "Tou fazendo EXATAMENTE o que vc quer, mas é porque EU quero" Anrram. Não importa, é o que o cara quer, isso que importa. Para mim a luta é para fazer o que quer mesmo, inclusive estar vestida.

VaneZa disse...

Na música que você citou essa moça diz uma coisa, na entrevista ela diz outra. Deve ser muito difícil pra ela trabalhar com algo no qual ela não acredita. Parece comigo enquanto professora da rede pública. Às vezes me sinto uma farsante.

AbraçoZzz

Maicon Vieira disse...

Rubens disse...

"Gente

Acho que ele desmitifica um pouco essa coisa do sexo como Santo Graal, ou de algo intocável, muitas pessoas dizem que vai banalizar o sexo, por mim é ótimo! na boa, sexo é uma necessidade do ser humano tanto quanto comer ou dormir, alguém se ofende quando falamos estou com fome ou estou com sono?

Pq se ofender quando falamos que queremos fazer sexo?

:D"

Rapaz, não é não. A pessoa pode viver muito bem sem sexo.

Maicon Vieira disse...

"Nunca aceitei ser julgada por fazer sexo com quem eu quisesse e quando quisesse. Se os meninos podiam agir assim sem serem condenados, por que eu não poderia?"

Poxa, os meninos não tem o direito de fazer sexo quando quiserem. Se um cara atingir certa idade e for virgem então ele será considerado um fracassado.

Blanca Aleks disse...

@Gisela Blanco

Foi você que fez aquela matéria da Super "diário de uma mãe sincera", né? Sabia que conhecia esse nome de algum lugar! Adorei a matéria ^^

Li que concorreu ao prêmio Abril. Chegou a vencer?

carolinapaiva disse...

Maicon Vieira

Isso também é reflexo do machismo. Mulheres são julgadas por transarem, e homens são julgados por não transarem. A luta é a mesma.

Beatriz disse...

Vejo que tem gente se confundindo. Maicon e Patrícia: a questão não é ser obrigado a falar de sexo, a transar, a tirar a roupa, a manter a roupa. A questão é poder fazer isso qdo se quer, pq se quer, e transcendendo os julgamentos clichês q temos até agora. Ok, é bom é conveniente para os homens uma mulher posar nua. Mas por causa disso, andaremos todas de burca? Se ela quer posar nua e quer fazer isso escrevendo "o corpo é meu" na barriga, acho demais, ela tem q fazer mesmo. Se alguém vai ver e babar, problema dele. Ela não é submissa por fazer isso se estiver fazendo consciente, no poder do próprio corpo.

Sobre sexo: muita gente vive sem e ok. Eu por exemplo, só faço quando estou em relacionamento sério, pq não curto casual, acho frio. Mas não é por isso q acho q músicas q falam de sexo casual são absurdos: pelo contrário, curto q elas existam, elas me fazem me sentir segura para, se um dia quiser sair dando, sair dando.

É isso que amo no funk: liberdade. Isso que acho q a sociedade devia cultivar mais.

LisAnaHD disse...

lola aronovich disse... ". . . Agora estou com 45 anos e já entrando na menopausa, então acho que estou a salvo de engravidar."

>>> folga não!!! falo sério !!! se brincar poderemos ainda saber do nascimento de uma verdadeira Lo-Linha... ou Sil-Vinha... pra continuar carregando sua bandeira.

Luca disse...

Achei bem interessante as declarações da funkeira em questão e acho que até faz sentido o funk ser objeto de libertação sexual da mulher, no entanto, mesmo pertencendo a classe E e morando a vida inteira na periferia,sendo negra, funk não faz o meu tipo.Concordo com a Lola com no que se refere as crianças.O funk atinge bem esse público e não acho legal crianças serem expostas tão cedo a tamanha sexualidade.Sem contar com o fato de que o funk tem gerado uma nova ditadura: das mulheres bombadas e verdadeiros furacões na cama. O que mais vemos por ai são mulheres se matando de malhar, se enxengo de silicone para ficarem como a Valeska Popozuda. Sem contar com o tal do "ruim de cama" tem sido usado contra as mulheres e o funk tem ajudado muito nisso.Acho muito triste até em um movimento que poderia ser positivo, as mulheres estarem mais que encaixadas em padrões de beleza machistas.

Isabel SFF disse...

O que eu não gosto no funk é que várias músicas incorporam uma linguagem misógina sem alterar o significado. Mas até parece que isso é exclusividade do funk carioca, né? Como se misoginia não rolasse solta em músicas, novelas e filmes que a classe média ama porque não é coisa de favelado.

Eu não gosto muito de funk, mas se a mensagem que a Valesca está tentando levar para as pessoas é de tolerância e respeito à sexualidade e à vontade da mulher (seja fazendo o tipo ~gostosona~ seja mais recatada ou sendo outra coisa completamente diferente), se ela está aparecendo na grande mídia para falar coisas boas, por que condenar? A gente acaba julgando a Valesca pelo que ela veste, fala, pelo que faz com o corpo e como trabalha. Ou seja, já fazemos o que a sociedade sempre fez, que não é novidade e contra o que a gente (diz que) luta.

Hayashi disse...

Sabe,quanto mais eu vejo feminsitas assinando em baixo da vulgarização da mulher e cahndo que atitudes auto-objetificante devem ser valçorizadas e não condenadas,mais eu vejo que o feminismo nos abandonou...e se "cada um faz o que quer" por que condenamos os homens quando estes nos tratam como objetos sexuais? quando estes nos estupram?
è muito contraditória a Lola ver pontos positivos nestas atitudes totalmente degradantes para a mulher e depois querer que misoginia seja crime!Se nos somos a personificação de sexo,então,estamos assinando em baixo de um mundo machsita inde somos meros pedaços de carne!

Naná disse...

Gosto da Valesca.Acho ela uma pessoa bem divertida.rs

Sobre essa declaração dela ''Ninguém tem que ser julgado pelo jeito que exerce sua sexualidade''me fez lembrar de uma conversa que tive uma vez com alguns conhecidos,na qual em dado momento o assunto sexo foi abordado,cada um falou o que pensava a respeito,o que gostava e tal,lembro que na época eu disse que não faria sexo anal(porque em minha opinião,além de não trazer prazer para as mulheres ainda pode trazer dor),pronto,bastou eu dizer isso pra começarem ''você nunca deve ter tido uma relação sexual satisfatória na vida''(um colega disse) ''você é uma neurótica,você neurotiza o sexo,mulher que neurotiza o sexo sofre muito''(isso quem disse foi uma mulher!) ''ah,que você tem dogmas na cabeça'' e tantas outras coisas...

Legal isso,né? Ser julgada(o)pela forma como você exerce sua sexualidade,como se as pessoas tivessem que seguir um padrão...

Hayashi disse...

É assustador como ninguém para para ver as consequ~encias do funk para o Rj,em especial o aumento da violência contra mulher,tráfico de mulheres e meninas,e turismo sexual!E ainda glorificam a tal da valesca...tá certo,depois não reclamem quando homem achar que estamos neste mundo só para transar já que liberdade sexual feminina se limita em se resumir abundas e peitos.

Isabel SFF disse...

e, gente, na boa? crianças não devem ser expostas a funk com letras e coreografias sexualmente explícitas, concordo, mas tem coisa muito mais prejudicial ao desenvolvimento delas, como propagandas publicitárias de uma forma geral, contra a qual ninguém levanta a voz, ninguém fica escandalizado. pelo contrário, vem um ídolo da classe média como o marcelo tas dizer que regulamentar a propaganda para crianças é censura, que demonizam demais a propaganda... sei lá, fico pensando prq falam muito mais de como expor crianças à sexualidade é danoso, como condenam e acham isso sujo, mas não existe essa revolta generalizada contra estimular crianças a serem consumistas.

ok, mentira, eu sei que o motivo é dinheiro. infelizmente.

Jeferson Brian disse...

Vi gente aqui dizer que o funk não é contaminado pelo gosto burguês, portanto expressa uma "sexualidade livre". Gente, um pouco mais de ponderação. Os funkeiros estão cheios de grana, eles fizeram uma migração de classe e a maior parte dos funks comemora mesmo é uma narrativa teleológica bem atrasada: a do sujeito que consome à vontade etc. E "sexualidade livre" não existe. Feministas falando isso é de cortar o coração. Sexualidade é sempre construída em meio a uma série de conflitos sociais, ainda mais para os funkeiros, para quem a ênfase no sexo, na piroca, na buceta parece indicar uma obsessão um tanto estranha. Eu sou crítico de Marx e Nietzsche, mas não vou pegar leve com funk. Não dá.

Ana disse...

Então...

Sou mais uma com preconceito de classe crônico. Funk, mas nem pagando!

Não é uma coisa de caso pensado, mas como disse a Lola (de maneira brilhante, aliás), isso não limpa minha barra. E é bom observar que já escutei algumas músicas, do rock, com letras bem ruins (odiava a letras, mas o ritmo era bom).

Sobre Valesca... Ok, tiro meu chapéu pra cabeça aberta dela sobre sexualidade.

"Um otário pra bancar" me deixou bem indignada. Mas aí fui dar uma olhada na letra. Na música, ela faz uma comparação, "se um homem tem que ter uma amante; uma mulher tem que ter um otário pra bancar". Acho que é pra ser um ataque ao machismo...

De qqr maneira, que fique registrada a minha indignação perante qqr coisa que objetifique homens, tornando-os carteiras ambulantes. É ofensivo, é sexista, é de uma tremenda hipocrisia, não se luta por igualdade pisando nos outros. Nada de objetificação pra mulheres, nada de objetificação pra homens. ENTENDO o contexto da música, mas argh... a mera sombra desse tipo de coisa me dá enjoo.

Sim, também tenho problemas com a divisa entre empoderamento através da livre expressão sexual, e mera objetificação. Fora a preocupação: Quando se banaliza o sexo, pode-se ter um efeito positivo, de quebra de tabu e mais informação; mas ao mesmo tempo, e se o tiro sair pela culatra? Como saber se todo mundo tem maturidade/está preparado suficiente pra lidar com os riscos que o sexo traz?

Dúvidas dúvidas dúvidas.

Maria Valéria disse...

Acho interessante comentar o outro lado da moeda.
Digo, se vc , aos 20 e poucos anos, " ainda e virgem"..... Nossa, prepare-se pra ser ridicularizada, chamada de puritana , de mal amada ou mal comida....

Se por outro lado, vc já perdeu a virgindade antes da hora" que devia", e porque e uma puta, piranha, vagabunda, mulher no cio, etc..
Sinceramente, ainda bem que já tenho 37 anos e já passei dessa fase dos 20 e poucos faz tempo.
Hoje acho que nao ia agüentar o tranco de ser mulher na década de 2010....( nos anos 90 já era difícil, agora ficou pior)
:(

Maria Valéria disse...

Digo, nao ia agüentar o tranco de ser mulher de 20 e poucos ou adolescente nessa década atual..... Porque o tranco de ser mulher eu agüento e muito bem...hahahahah!!!
-:)
Bjs

Isabel SFF disse...

Maria Valéria, eu fui adolescente dos anos 00 e fico pensando o mesmo. Ainda bem que não serei adolescente desta/na próxima década :P Curioso, né?

Enfim, digamos apenas que entre as pessoas com quem convivo (branquinhas, de classe média, universitários...) as mulheres de 20 e poucos não têm muitos tabus pra falar que são virgens. Algumas, quase a maioria, têm tabus para falar de sexo em geral. Claro que uma coisa não é causa nem conseqüência direta da outra, mas eu fico pensando se as duas coisas não estão muuuuito relacionadas.

No final das contas (e, novamente, falo da maioria das mulheres que eu conheço) essas garotas virgens têm muito mais receio de serem mal-vistas pela sociedade do que qualquer outra coisa. A maioria continua bem reprimida por um moralismo arcaico.

Novamente, tem muito julgamento ainda, mas ainda vivemos num mundo conservador. Não é surpresa. A tristeza da coisa toda é que não estamos realmente nos libertando, na maioria das vezes, apenas trocando as correntes que nos prendem :)

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Acho essa questão das funkeiras muito complicada.
Se por um lado falam coisas legais sobre mulheres também gostarem de sexo e poderem exercer sua sexualidade em paz, por outro lado acabam reproduzindo várias falas machistas.
A sociedade chama de cachorra a mulher que faz tal coisa que um homem fazendo não seria criticado.
A funkeira vira, assume que faz a tal coisa e se autodenomina cachorra.
Fico sem saber se incorporando o xingamento elas o tornam mais fraco ou mais forte.
Mas me surpreendi com o discurso dela. Pelo menos na entrevista, mandou muito bem.

Isabel SFF disse...

Por um lado, eu concordo com a Lola que a maioria das funkeiras tá fazendo exatamente o que a sociedade espera delas e que isso não é revolucionário. Mas acho que criticá-la por isso é meio incoerente. Gente, milhares de mulheres foram às ruas exatamente para dizer que, independente do das roupas, da vida sexual, ela nenhuma mulher é menos digna. Afinal, a marcha das vadias não é exatamente sobre isso? É totalmente válido e construtivo discutir se esta é a melhor maneira de protestar pela nossa liberdade, mas a idéia é que a gente não se prenda a esse moralismo.

No final, fazem com as funkeiras exatamente o que fazem com as mulheres o que é feito o tempo inteiro. Reproduzem um discurso que não passa do: "são essas vadias que acabam com a imagem da mulher, que nos denigrem, que fazem os homens nos acharem descartáveis e nos tratarem mal". Ninguém está livre de reproduzir preconceitos, mas acho que o diferencial d@s feministas é tentar mudar isso, mesmo que a primiera mudança seja interna, seja direcionada a não repetir preconceitos.

Lilian Soares do Nascimento disse...

Bem... Também não conheço quase nada de funk. Confesso que as batidas são muito boas, dançantes, estimulantes, mas, não gosto das letras que se tornaram mais populares (ou seja, as que tive oportunidade de ouvir por aí de algum carro cujo motorista não tem noção de que o resto do mundo possa não estar interessado na música).

Como assim? Mulheres vu dizer o direito que vcs tem? "o direito de ficar caladinha, o direito de sentaer?!"...

Odeio as letras de Mr. Catra

Também acho que tais músicas, como qualquer material pornô deva permanecer restrito. Sou a favor da liberação sexual, mas, também sou a favor da divisão a vida humana em esfera pública e privada para que se possa exatamente preservar a pluralidade de opiniões.

Sou contra um show de strip tease em praça pública na mesma medida que o sou com relação as pregações religiosas. Deve existir um espaço privado para isso: casa de shows e igrejas, por exemplo.

Mateusz disse...

Walexxxka é diva. Sem maix.

Iara disse...

O que a Valeska faz ou diz se chama OPORTUNISMO .Seu empresário determina e ela vai lá e faz, visando imprensa fácil.
Como cheguei a essa conclusão ?Vi algumas entrevistas dela e a pessoa, com todo o respeito, não sabe nem falar, não é articulada,não segue uma linha de idéias.É esperta e soube subir na carreira, mas eu acho uma vergonha gente como ela com visibilidade, por mim pode falar as maiores frases feministas,mas dançando de quatro ninguém vai escutar .
Tudo discursinho armado, quanto a escolher um bailarino trans,bom, se eu te contasse o que isso dá de midia vc não acreditaria, foi um ótimo negocio, por isso foi chamada para a parada gay e teve tanta repercussão.
Como brasileira ela só me envergonha, sei que faz muitos shows lá fora, não sei em que tipo de lugares,mas o que ela vai fazer lá ? Rebolar,mostrar a bunda e atrair mais predadores sexuais para o nosso país, incentivar o trafico de mulheres e o comércio sexual.
Cansei dessas figurinhas de duplo discurso, se falam feministas mas cantam o que ela gravou com o MrCatra, uma das coisas mais nojentas que já escutei.
Por mim todas essas mulheres poderiam ter seu planeta propio e sumir daqui,só pioram as coisas e graças a tanta bunda que mostram o Brasil se mantém não na lista das paradas ,mas nas listas de trafico de mulheres.

lola aronovich disse...

Hayashi, querida, não acho que eu enquanto feminista esteja dando um cheque em branco pra Valesca, só dizendo que gostei e concordo com as declarações que ela deu nessa entrevista. Vc discorda dessas declarações? Vc não acha que liberdade sexual é importante pras mulheres? Não gosto muito de algumas palavras que vc usou, como vulgarização. Pra mim tem um tom muito moralista. Entendo o que vc diz sobre Valesca e outras se auto-objetificarem pra deleite masculino, e não gosto disso. Mas o lado “eu transo com quem quiser e ninguém tem nada com isso” dá um poder necessário às mulheres, não acha? E, por favor, não faça uma pergunta dessas (“Se cada um faz o que quer pq condenamos os homens quando estes nos tratam como objetos sexuais? Qdo nos estupram?”). Tem uma diferença enorme em fazer o que quiser e só afetar a sua vida e fazer o que quiser sem respeitar o corpo e a autonomia de outra pessoa. E também, né, Hay, não faça declarações tão dramáticas como “o feminismo nos abandonou” só porque discordamos em alguns pontos.


Ah sim, não sei quem falou antes, mas me chamou a atenção que, nessa entrevista, Valesca diz que 80% do seu público é composto por mulheres. E aí quando eu fui pegar fotos para ilustrar o post, a gente vê um público quase que inteiramente masculino. Mas não sei o contexto dessas fotos, em que época foram feitas, vai que era assim antes e não é mais.

Lord Anderson disse...

Hayash Iara.

Desculpe, mas violencia sexual, estupro, prostiuição e trafico de mulheres não começaram por causa do funk e não existem devido a eles.

Ja era uma realidade antes, tanto no rio, quando no norte, nordeste e outros lugares do mundo onde o funk não chegou ou vingou.

Culpar as cantoras/dançarinas por essas atrocidades é absurdo.

carolinapaiva disse...

Se é oportunismo ou não, não sei dizer, mas acho esse discurso muito perigoso.
Afinal, se é oportunismo para Valeska, porque não dizer que é oportunismo também para a Xuxa, para a Joanna Maranhão (ambas declararam terem sofrido abusos sexuais), para a Simony (que foi ameaçada pelos sanctos)?
Percebem como esse discurso é perigoso a nós mulheres?
Não podemos adotar um discurso que só serve para calar a nossa boca.
Não gosto de muitas letras de funk, justamente por serem machistas e por desrespeitarem a mulher, mas se Valeska deu declarações feministas, defendendo a liberdade sexual da mulher, não há porque achar essas declarações algo negativo.

Maicon Vieira disse...

Beatriz, não entendi muito bem o motivo desse seu último comentário. Por que acha que eu não entendi?

Mordechai disse...

É bastante conveniente para as elites que as filhas da classe trabalhadora sonhem em ser funkeiras, diminui a concorrência. Em uma novela recente tinha até uma personagem que cantava "Eu tiro zero em redação, mas tiro dez em popozão", ou algo do tipo, era uma menina que abandonava a escola para ser dançarina, era a heroína, o pai que queria que ela estudasse era o vilão.

Quer dizer, achar que essa cultura vem de baixo e incomoda a elite é muita ingenuidade, o funk é empurrado goela abaixo de todo mundo pelos grandes veículos de mídia, inclusive a Globo, que cospe na cova do Tim Lopes cada vez que coloca um desses funkeiros que utilizam termos pedófilos como "novinha" para cantar em seus programas de auditório.

E enquanto as filhas deles vão para faculdades, as filhas da classe trabalhadora vão ser exploradas por empresários inescrupulosos, prostituídas para traficantes, submetidas a cirurgias plásticas com açougueiros, deformando o corpo e detonando a saúde, para depois serem substituídas por outra "novinha". Essa é a cultura que empodera a mulher, do ponto de vista de vocês.

carolinapaiva disse...

Qual parte do "muitas letras de funk são machistas" essa gente não leu? E qual parte do "concordamos com o que Valeska disse na entrevista" esse povo não entendeu também?
Muitas letras de funk são machistas (repetindo ad eternum), como já foi dito aqui inésimas vezes (repetindo ad eternum), mas não discordo de Valeska (e isso também foi repetido aqui) quando ela defende que mulheres não sejam julgadas por exercer a sexualidade como quiserem (repetido ad eternum).
Agora, não confundam liberdade sexual com falta de proteção (repetido ad eternum).
É tão difícil entender isto? Que concordamos quando alguém diz que não quer mais ver ninguém ser julgado por sua sexualidade?

lola aronovich disse...

Tyler, vc pelo jeito não entende o funcionamento da caixa de comentários deste blog. Se eu deleto um comentário, é porque o achei completamente absurdo, coisa de troll. Isso Não quer dizer necessariamente que TODOS os seus comentários serão deletados. Por exemplo, um seu de hoje de manhã foi hilário (aquele em que vc diz que mulher só procura nome de filósofo grego pra preencher palavras cruzadas, ou que só lê artigo político pra poder seduzir o autor -- HAHAHAHA, foi ótimo mesmo, parabéns! Ish, VC ESTAVA FALANDO SÉRIO?!). Mas é o seguinte: quando a pessoa não aceita que a dona do blog tem direito de deletar comentários, e quando esta pessoa passa a floodar, repetindo seu comentário que foi deletado -- bom, a partir desse ponto, TODOS os comentários da pessoa são deletados. Troque de avatar, que o seu de Clube da Luta (um dos filmes de cabeceira dos mascus) já foi gasto aqui.

Erika disse...

Se achar que o funk é pornô, que objetifica mulheres de modo monstruoso, com uma linguagem violenta e que, esteticamente, tem uma qualidade bem duvidosa é preconceito de classe, então criticar anúncios machistas de publicidade também não é, já que sabemos que é uma classe bem restrita que cria essas peças? Criticar "músicos", cineastas machistas e misóginos, bem como escritores e quaisquer outros artistas ou "artistas" por machismo, misoginia, apelação à pornografia etc. só é permitido se eles não forem moradores da periferia e/ou negros??? Ah, Lola, será mesmo que temos que transformar tudo em luta de classes, preconceito de classe etc? Será que isso não dificulta um pouco a própria percepção do feminismo acerca dos problemas que deve enfrentar? Devemos ser complacentes com uma manifestação de machismo só porque proveio de um "preto-pobre-favelado"? Precisamos mesmo ter sentimento de culpa (vc iniciou seu post demonstrando um profundo sentimento de culpa) por nos sentirmos incomodad@s com o modo como o funk trata as mulheres? Será mesmo preconceito/elitismo, como tanto se insinua? Tenho minhas dúvidas e tendo a achar que esse é um ponto fraquíssimo da esquerda.
Ah, e quanto aos "restarts" da vida? Não gostar do tipo de música desses garotos é ter preconceito contra rapazes brancos da classe média paulistana? Ou é simplesmente uma constatação quanto à pobreza musical do trabalho dessas pessoas?

Beatriz disse...

"Sabe,quanto mais eu vejo feminsitas assinando em baixo da vulgarização da mulher e cahndo que atitudes auto-objetificante devem ser valçorizadas e não condenadas,mais eu vejo que o feminismo nos abandonou...e se "cada um faz o que quer" por que condenamos os homens quando estes nos tratam como objetos sexuais? quando estes nos estupram?"

Vixe Hayashi, vc é da turma do "estuprou pq ela estava de saia curta"? Cuidado com essa linha de pensamento, hein.

Jeferson, não é algo tão simplista como "não ser contaminado pelo gosto burguês". É mais assim: o funk não vai entrar na mídia mainstream. Não vai. Não no esquema casa grande-senzala do Brasil. Então, ele não precisa se preocupar em ser moralista para ser aceito pelo mercado, até pq ele não se propõe a entrar no mercado. Sendo assim, ele é um bom terreno para, não necessariamente uma sexualidade livre idealizada aparecer, mas simplesmente para as pessoas falarem de sexo mais abertamente. Nisso, aparece a vida como ela é: de machismo explícito a liberação sexual feminina. Não é o funk como um todo, mas é observar como algumas mulheres estão usando esse terreno mais "livre" do funk para falar coisas q não rolam na grande mídia. Eu não sou Pollyana a ponto de esperar q, por isso, os funkeiros não fiquem ricos e sejam todos bonzinhos. Acho q ninguém é.

Mordechai disse...

"É mais assim: o funk não vai entrar na mídia mainstream. Não vai."

Mas o funk já está no mainstream, inclusive o proibidão. As declarações da Valesca Popozuda que a Lola comentou foram publicadas no site Ego, das Organizações Globo, a Furacão 2000 tem um programa de TV na emissora Band etc. O funk já faz parte do mainstream desde o Bonde do Tigrão, 10 anos atrás. E o único aspecto do discurso do funk sobre a sexualidade que é inovador é a apologia da pedofilia.

Roberto disse...

Erika
Otimo comentario ,eu queria ter comentado algo assim que não se deve ser maniqueista .Que não importa quem esta fazendo e sim importa o que se esta fazendo.Mas pensei duas vezes porque ia ler algumas ofensas daquelas .

Mordechai disse...

Inclusive quando o funk era realmente underground, lá na época dos bailes de corredor, Lado A vs Lado B dos anos 90, não havia todo esse apelo sexual, essa "vulgarização" anda de braços dados com a popularização do estilo. Então achar que o funk fala sobre sexo porque está marginalizado é muita desinformação, o funk fala sobre sexo porque sexo vende, afinal, quem é chamado para cantar em festas de formatura de universidades da elite, o Mr Catra e a Valesca Popozuda! E não os que fazem crítica social. Inclusive essa sexualização é criticada por muitos funkeiros antigos, que vêem um empobrecimento do gênero, hoje em dia quem faz sucesso e agenda shows são grupos de dançarina como Gaiola das Popozudas, Jaula das Gostosudas, Tequileiras do Funk e por aí vai, são grupos que objetificam a mulher, e isso não é porque o funk é marginalizado, é justamente porque ele foi completamente inserido dentro da lógica comercial da indústria do entretenimento.

LisAnaHD disse...

LoLa, e quem mais ler em inglês, a matéria abaixo está na página www.cnn.com e daí procura lá no centro da página, da metade pra baixo.

"Let's start by recognizing that the women's movement never told anybody that they could "have it all." That concept was the brainchild of advertising executives, not feminist activists. Feminism insists on women's right to make choices -- about whether to marry, whether to have children, whether to combine work and family or to focus on one over the other. It also urges men and women to share the joys and burdens of family life and calls on society to place a higher priority on supporting caregiving work." leia mais www.cnn.com

Iara disse...

Ah, sim, Lord Anderson...
Bom, o tráfico de mulheres já existia antes da Valeska,a prostitução, tudo bem então, me desculpe pelo absurdo dito, se continua que continue existindo né?Não está te incomodando ,correto? E se vc for homem menos ainda , ai sim vc acha que não tem nada com isso, então qual o problema em continuar incentivando mulheres a se mostrarem assim, nuas e dançando,cantando músicas que homens adoram ?Qual o problema em fazer apologia a mulher que só triunfa e enriquece se comportando como prostituta ? Se nada disso é culpa da Valeska então ela está liberada para continuar fazendo suas apologias inteligentes.
Ela disse na frase que homem nenhum sustenta ela, mas ela se sustenta servindo aos homens, é mentira que o público dela é femenino, será que sou a única a perceber o que se chama de assessoria? Vcs realmente acreditam no que ela disse?Ninguém percebeu o discurso montado?
Me desculpem então!
Perdão pelos meus absurdos,imagine só que atrevimento da minha parte dizer que dançarinas (?) como a Valeska ou a Melancia incentivam o tráfico de mulheres e a prostituiçao.Tenho certeza que quando elas fazem seus shows no exterior isso não passa pela cabeça de ninguém, foi maldade minha.

Adriano disse...

Dessa vez vou ter que deixar umas palavras: amei esse post!
Exemplar o modo como a discussão sobre preconceitos e estereótipos foi provocada pela Lola a partir do funk!
Mais uma dica do "Escreva Lola Escreva" anotada para as aulas de "Educação e Alteridade"!

(Recado para Lola: minhas amigas amaram receber os livros autografados. Aliás, já estamos esperando sua próxima obra!)

Sara disse...

Lola não acho que funkeiras representem o ideal para uma mulher feminista, mesmo porque elas se perdem em clichets da mulher objeto, mas acho que se existe alguma coisa no discurso delas em favor de algumas posturas do feminismo, elas são bem vindas.
Acho que excluir pessoas pelo seu estilo de vida não nos ajuda em nada.
Eu bem diferente de um presidente do nosso passado adoro povo, gosto das suas manifestações, acho o funk um ritmo contagiante, e embora eu ja tenha passado e muito da idade de curtir esse tipo de musica, curto mesmo, não conheço todo esse universo, mas acho que ele esta bem imerso em muito preconceito.
As musicas realmente chocam, por reproduzirem certos estereotipos até meio caricaturais.
E com sinceridadde não acho que deveriam ser levadas a serio, pra mim é apenas um ritmo e menssagens para vc desligar o cerebro e curtir movimento.

Camila Fernandes disse...

Lola, passando rapidinho só para te deixar dois links:

http://www.addictinginfo.org/2012/06/26/rape-victim-arrested-and-denied-contraception-will-be-allowed-to-sue/

https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/403386_460212140658594_1582114586_n.jpg

Beijo!

Bruna B. disse...

"Hayashi disse...

Sabe,quanto mais eu vejo feminsitas assinando em baixo da vulgarização da mulher e cahndo que atitudes auto-objetificante devem ser valçorizadas e não condenadas,mais eu vejo que o feminismo nos abandonou...e se "cada um faz o que quer" por que condenamos os homens quando estes nos tratam como objetos sexuais? quando estes nos estupram?"



Santa estupidez, Batman.
Por que condenamos um homem quando ele estupra uma mulher?
PORQUE O CORPO NÃO É DELE, É DA MULHER. PORQUE ELE ESTÁ COMETENDO UM CRIME CONTRA O MAIOR PATRIMÔNIO DE UMA PESSOA. Só por isso.
Mulher não é objeto sexual, sua anta. Mulher é ser humano, mulher tem o direito de usar seu corpo como bem entender e TODO MUNDO tem o DEVER de respeitá-la e deixá-la em paz.

Bruna B. disse...

Gente, acho que a Lola terá de fazer um cursinho de desenho... porque tá difícil.

No post ela não defende o funk, não defende a Valeska, não defende a objetificação da mulher. Ela não disse, em nenhum momento, que o feminismo deve ser representado pelo movimento funkeiro.
O que ela explica, em pormenores (não sei como o povo não consegue entender), é que não existe um perfil específico de feminista, que não existe uma carteirinha pra entrar pro clubinho e que se a funkeira está lutando pela liberdade da mulher está ótimo.
Ninguém falou que o funk empodera a mulher.
O post é sobre uma funkeira (que já foi muito conivente com o machismo) que fez algumas declarações que podem ser consideradas feministas, não é sobre um novo ícone mundial do feminismo e sua trajetória feminista.

Sério, umas aulas de interpretação de texto fariam bem.

Sara disse...

O Tyler se a letra do funk instigar a atitudes criminosas, existe lei para isso, mas simplesmente o termo "novinha" não necessariamente se aplica a menores de idade, talvez até tenha um duplo sentido, mas não especifica a idade, então não acho válido sua intenção em censurar, só por seus próprios preconceitos.

Sara disse...

Xiiii lamento ter respondido para esse mascu recalcado.

Sara disse...

Tb adoro ver os havaianos dançando é tudo de bom rrrssss.

Juliana disse...

1. Valesca Popozuda pode falar o que quiser, mas suas músicas são um nojo e não tem nada de empoderadoras. Não é preconceito de classe. É preconceito contra a baixaria mesmo (uma pessoa que canta que "minha xana isso, minha xana aquilo, vou mamar em você" não pode querer não ser classificada como baixa. Uma pessoa que canta sobre sexo com homem casado não é feminista).

2. As pessoas são obrigadas a ser a favor da legalização do aborto? Se não forem, são pessoas ruins?

3. "Experimentar bastante" no sexo pode não ser para todo mundo. Para algumas pessoas, sexo ainda é algo maior, uma conexão única que se faz com alguém, expressão de amor. As pessoas (homens e mulheres) AINDA não são OBRIGADAS a gostar de sexo pelo sexo. E isso não diminui ninguém, ou o feminismo de ninguém. Ou diminui? De repente, sair transando virou sinônimo de auto-afirmação e eu não sei.

Bruna B. disse...

Juliana

1 - A Lola não falou que as músicas da Valeska são empoderadoras. O assunto do post foram as declarações que a Valeska deu, que podem sim ser consideradas feministas. O feminismo prega a liberdade.
Outra coisa, a 'vulgaridade' dela é problema dela, não seu.

2 - As pessoas não são obrigadas a nada. Você pode ser contra o aborto e não desejar fazer um, mas isso não te dá o direito de mandar no útero alheio.

3 - O feminismo defende que cada pessoa faça o que melhor lhe convir. Se você não quer transar, não transe, o corpo é seu e nós não temos nada a ver com isso. É muito simples, basta viver a sua vida e não chamar uma mulher que seja mais liberal de puta.


Você pode achar o que quiser, queridona, só não queira legislar a vida alheia baseada em suas convicções.

Bruna B. disse...

O que vejo são julgamentos e condenações pra todo lado.
Pessoas achando que têm o direito de apontar o dedo e taxar 'isso é sujo', 'isso é vulgar', 'isso é feio', isso é mau', 'isso não tem qualidade', 'isso é baixaria', 'isso não é música'.
Eu hein, minha vó já dizia: "-Rótulos são para geléias."

Allice disse...

Não danço funk, não ouço funk, por isso mesmo não opino sobre ele.
Posso dizer somente que o comportamento de algumas funkeiras que vejo por aí são de extrema submissão e "beleza padronizada" a qualquer custo.

Mas isso a gente vê em outros tipos de música, em todas as classes sociais, tem quem seja submissa e quem seja independente em todo canto.

Sou livre, nunca passei necessidade na vida, não vou ficar julgando realidades diferentes da minha (não estou generalizando, dizendo que funkeiro é pobre, estou dizendo que toda mulher, independente dos ritmos que goste não tem necessariamente a mesma realidade que a minha, pode ser melhor ou pior, logo eu só quero que elas sejam respeitadas e me omito a opinar sobre coisas que eu não entendo.)

carolinapaiva disse...

Bruna B.

É óbvio que a Valesca não pode entrar pro clubinho feminista. Você não viu o jeito como ela se veste? Mulher vulgar, isso sim! Ela querer a liberdade sexual da mulher? Que absurdo. Qualquer feminista DE BEM sabe que sexo casual é coisa de mulher que não se dá o respeito, logo, podemos simplesmente mandar Valesca e suas "popozudas" para outro planeta, o planeta de mulheres vadias como ela.
Feminista de verdade não se comporta como ela, se dá valor!
Mulher usar saia curta?! Não pode, incentiva o tráfico de mulheres. Coloquem suas burcas, gente, assim seremos feministas DE BEM!

Falango sério agora, tenho asco desse duplo discurso de "ain, defendo a liberdade das mulheres, mas só quando as mulheres se comportam bem", ou "Fulana não pode nunca ser feminista pq é vadia e não merece".
Outra coisa que me irrita sobremaneira é essa limitação das pessoas em respeitar a liberdade sexual do outro. Quem acha que vai ser "obrigado" a fazer só sexo casual tá agindo feito os babacas que defendem o "orgulho hétero". Vai saber, né? Essa gente acha que respeitar os direitos dos outros é insulto. Ah vá!

carol disse...

q coincidência, meu saco tb já deu pra comentários machistas, misóginos e ridículos como o seu black dahlia.
Vai tomar uma água pra acordar e estudar o que é movimento feministas e desigualdade de gênero, depois vc volta.
Saudações feministas.

Bruna B. disse...

carolinapaiva



HAHAHAHAHHAHAHA
Assim ó, tô indo mandar fazer a minha burca hoje, só tenho uma dúvida: ela pode ser azul ou precisa ser, necessariamente, preta?
Também vou comprar uma luvinha de pelica pra cobrir esse instrumento sexual pérfido chamado mão.
E vou parar de fazer sexo casual e recorrer a uma cirurgia de reconstrução de hímem, quero estar zero bala para meu futuro macho-alpha-provedor.

Roberto disse...

carolinapaiva
alango sério agora, tenho asco desse duplo discurso de "ain, defendo a liberdade das mulheres, mas só quando as mulheres se comportam bem", ou "Fulana não pode nunca ser feminista pq é vadia e não merece".

Se fulano(a) faz ou fala isso é opressão se beltrano(a) fala isso é liberdade. Tem que manter a coerencia sem relativismo.

carolinapaiva disse...

Bruna B.

Azul não pode, é muito provocador. Afinal, como azul é cor de homem, usar qualquer roupa azul denota que você quer provocar um homem, e pior, pode ser confundida com uma lésbica! O horror!
E não se esqueça da regra sagrada: se você souber de alguém que faz sexo casual, xingue mesmo! Não corra o risco de respeitar essa pessoa e ser obrigada a fazer sexo casual pelo resto da vida!

Bruna B. disse...

Roberto


Sei que o coment não foi pra mim, mas como sou metida...
Onde queres chegar? Desde quando a dona do blog tentou tolher a liberdade alheia?

É fácil lançar acusações sem comprovar nada.

Bruna B. disse...

Carolinapaiva


Esqueça o que eu falei sobre o azul, ele é cor de lésbicas? Que medo!
Vou mandar fazer preto com uns detalhes na cor chumbo... chumbo pode, né?
Agora que me converti, graças à feminista Juliana, percebo que sexo casual é uma armadilha de Satanás. Vou usar meu direito de dar minha opinião e reprovar todas as pessoas que não são iguais a mim.

carolinapaiva disse...

Roberto

Concordar quando alguém fala que defende a liberdade das mulheres é plenamente coerente com o que penso. Critico a quem acha que é preciso "provar ser mulher de valor" para ser considerada feminista.
Uma pessoa pode ter atitudes machistas, como Valesca, mas dar declarações feministas. Não vou concordar com as declarações feministas, então? Isso sim seria incoerência.
As coisas não são 8 ou 80. Já fui muito machista (e ainda sou), mas isso não me impede de ser feminista e questionar o mundo a minha volta, começando pelo o que eu mesma penso.

Bruna B. disse...

Se o funk promove a pedofilia, o rock promove o satanismo, o sertanejo promove o alcoolismo e o forró promove a putaria.
Sim, existem alguns funks que podem ter cunho pedófilo, alguns que são machistas, alguns que promovem a infidelidade... enfim. Existem músicas e músicas. Taxar todo o estilo porque existem algumas músicas que são assim ou assado é muita ignorância.
James Brown é funk, Marcus Miller é funk, Jorge Ben tem uma pitada de funk...

Ademais, a conversa aqui não é sobre o funk como um todo e sim sobre uma cantora de funk e suas declarações. PONTO.

Roberto disse...

Bruna B.
A qual dos dois comentarios que fiz esta se referindo ?

Sara disse...

Bruna B vc é demaissss......

Maicon Vieira disse...

"Outra coisa que me irrita sobremaneira é essa limitação das pessoas em respeitar a liberdade sexual do outro. Quem acha que vai ser "obrigado" a fazer só sexo casual tá agindo feito os babacas que defendem o "orgulho hétero"."

Não acho que serei obrigado, mas não me adraga pessoas que defendem sexo casual e para isso insultam quem não faz, isso que eu questiono. Tem uma música dela que pelo que eu entendi ela ofende mulheres virgens. Então eu pergunto qual liberdade sexual ela defende?

Bruna B. disse...

Roberto

"Se fulano(a) faz ou fala isso é opressão se beltrano(a) fala isso é liberdade. Tem que manter a coerencia sem relativismo."

A esse comentário (muito maldoso, por sinal).

Alice disse...

Mordechai está certo.

O que eu gosto do funk feminino é a apropriação das palavras: 'buceta', 'grelo', que ainda hoje parecem feias e sujas mesmo para mim, que falo palavrão a torto e a direito. Por que eu não me constranjo de dizer 'porra', 'caralho' e me constranjo em falar 'grelo'?
Ah, isso não tem nada a ver com chamar de 'piranha' - vocábulos populares para falar de órgãos genitais são uma coisa, vocábulos que rotulam negativamente a mulher por seu comportamento sexual são outra...

Bruna B. disse...

Maicon Vieira



"Não acho que serei obrigado, mas não me adraga pessoas que defendem sexo casual e para isso insultam quem não faz, isso que eu questiono."


Isso o feminismo também questiona, saber por que? Porque é machismo.

E sabe o que é o teu comentário? Um misto de classemediasofrismo com preconceito e falso-moralismo disfarçado.
Basta trocar uma palavra e teu discurso cai por terra, ficando igualzinho aos eleitores do Bolsonaro:

"Não acho que serei obrigado, mas não me agrada pessoas que defendem HOMOSSEXUALIDADE e para isso insultam quem não faz, isso que eu questiono."

carolinapaiva disse...

Maicon Vieira

Não conheço as músicas dela, concordo com o que ela disse na entrevista.
Deefender a liberdade sexual é defender qualquer liberdade sexual, tanto a virgindade quanto o sexo casual, pois se defende a escolha.
Se ela tolhe a liberdade sexual de alguém em algumas músicas, não só pode como deve ser questionado. E isso é algo tão óbvio que não entendo como as pessoas não entendem.

Outra coisa: todas as pessoas que fazem sexo casual desrespeitam quem não faz? O fato de algumas pessoas desrespeitarem quem é virgem te dá o direito de desrespeitar quem faz sexo casual?
Se você não faz isso, não tem pq se sentir atacado pelo meu comentário anterior.

Roberto disse...

Bruna B.

Um homem dizendo que a maioria das mulheres apesar de trabalhar fora e se considerar moderna continua escolhendo parceiros pela renda dele = machismo ,mascu,atrasado...

gaiola das popozudas : " ta cheio de otário de pra bancar" = liberdade sexual e de pensamento

Maicon Vieira disse...

"Outra coisa: todas as pessoas que fazem sexo casual desrespeitam quem não faz? O fato de algumas pessoas desrespeitarem quem é virgem te dá o direito de desrespeitar quem faz sexo casual?"

E quem disse que eu desrespeito quem faz?

Maicon Vieira disse...

Bruna B., não entendi, por que classemediasofrismo? Por que discurso parecido com o do Bolsonaro? Não estou criticando quem defende algo, estou criticando a forma que alguns utilizam para defender algo, critico essa forma de defesa que inferioriza.

Rubens disse...

Bom pessoas, algumas considerações:

Os funks proibidões promovem pedofilia? Bom, eu acho que isso é uma afirmação preciptada, pq "novinha" quer dizer menina de 12 anos? Não tem ninguem ali que afirma isso, mulher de 20 tb é "novinha".

Acho meio hipocrita os mascus que defendem que mulher só tem valor sexual (que nojo disso), até os 25, isso não é uma forma de restringir a vida sexual da mulher? Se a vida da mulher acaba com 25, ela começa quando?

Só pra lembrar:

Alguns mascus ai defendem o estupro de menores e vulneraveis!

ok?

Sobre letras como "tem otarios pra bancar".

Na boa, se vc homem acha que só arruma mulher se tiver carro, roupa cara e pq está pagando uma bebida pra ela.

VC É UM OTÁRIO MESMO.

E está sendo tratado como tal.

flw

Alice disse...

ah, e Mama é uma música muito criticável (pegar cara casado e fazer parte de harém não é mesmo empoderador), mas também engraçadíssima, porque é uma paródia de pagodinho mela cueca. no refrão, em vez dos eu te amo da vida, vem 'mama, pega no meu GRELO e mama'. kkk e o coro de 'vem, vem, vem mamaaaar' é hilário!!!!

carolinapaiva disse...

Maicon Vieira

E quem disse que eu desrespeito quem é virgem?

Leia novamente a última frase: "Se você não faz isso, não tem pq se sentir atacado pelo meu comentário anterior."

Bruna B. disse...

Rubens


Clap clap clap.
Obrigada por responder aos 'gênios', eu tô com uma preguiça eterna deles.

Beijo procê.

Roberto disse...

Rubens
O que eu questionei foi que essa letra deixa implicita aquela velha ideia que em relacionamentos duradouros ou efemeros a pessoa se avalia um preço e tem que cobrar ele pra "não se desvalorizar". olha o seguimento da musica ,tem exatamente essa ideia o cara tem que bancar senao não rola.

"ta cheio de otario pra bancar"
"ih dai eu banquei mas eu comi"

Maicon Vieira disse...

Carolinapaiva, pensava que aquele comentário que você destacou tinha sido uma indireta para mim.

Roberto disse...

sex pistols

esta charge mostra isso de um jeito bem humorado ,vale a pena ver
http://charges.uol.com.br/2006/02/04/cotidiano-a-profecia/

Rubens disse...

Roberto

Vou rebater a sua crítica com uma letra da própria Valeska.

"tamô na pista é pra negócio"

e

"quem fica sozinha na pista, ou é otário, ou é bucha, ou é vacilão".

Na boa cara, o Funk é apenas uma balada como outra qualquer (rola putaria como qualquer outra).

As pessoas vão para se divertir e se conhecer, quem sabe algo a mais, mas se vc é o tipo de pessoa que acha que pode comprar uma mulher, ou que tem direito sobre ela pq foi "legal" então vc é uma bucha, vc é um tipo de pessoa que precisa resolver a sua pessoa para começar a se relacionar com as demais.

E tem os vacilões tb, chegam, ficam que nem um poste no meio da pista e ficam só olhando.

Enfim, são vários fatores, mas ter uma atitude, postura e ser realmente uma pessoa interessante ajuda.

PS: Quando digo "você" não é vc ok? É a terceira pessoa simulada em um discurso.

Bruna,

:D super feliz pelo beijo! haha sou seu fã =* bjo retribuido!

Sex Pistol/Black Dahlia,

Vc acabou de postar como Black, nessa vide vc é super grosso e misógino, disse as mesmas coisas, só que num tom agressivo, pq vc faz isso cara?

Tudo mundo já sacou quem é vc.

abçs

lola aronovich disse...

Sex Pistol, seu avatar não é mais aceito neste blog. Não sei se vc é o Black Dahlia, se vc é o Caracala, se vc é o Ange, ou se todos esses mentecaptos são obra do Arnold (tenho certeza que o Black Dahlia recente e o Ange são o Arnold -- eles aparecem ao mesmo tempo não só aqui como em outros blogs, e papeiam entre si, o que é um tanto patético, mas o que se pode esperar de um troll?). Não me interessa. É tudo um avatar e pode ser qualquer idiota com tempo de sobra e muito ódio no coração. Então mude o avatar e apareça de um jeito civilizado (e sem falar que é o antigo Sex Pistol etc), ou não venha mais.

sex pistol disse...

Mudarei então meu avatar Lola, e por boa fé, avisarei qual será esse novo.Estou aqui de boa fé, não preciso me esconder.Aquele lance do Black Dahlia, foi um erro crasso, achei que ele era uma pessoa, mas se revelou outra.Contudo, por causa disso, ganhei uma certa má fama aqui no blog.Mas, reitero, estou aqui no blog de espírito aberto.

lola aronovich disse...

Sex Pistol, não tenho nenhum interesse em saber qualquer coisa sobre suas desavenças com outros avatares trollentos. Trolls são apenas avatares, não significam nada, eu deleto a toda hora. Se um troll sumir, se um troll morrer, ninguém vai ficar sabendo. E ele certamente não fará falta. Então minha sugestão é: mude de avatar, porque Sex Pistol realmente ficou com péssima fama aqui no blog, e NÃO AVISE que vc era o SP. Ok? E, se vc vem aqui comentar "de boa fé", são seus comentários que vão mostrar quem vc é e como vc pensa. Mas começando com um nome já gasto, vc não irá longe. CLEAN SLATE, ok? Comece do zero.
Isso vale pra outros trolls também. Se quiserem comentar aqui e terem seus comentários publicados, é fácil: é só trocar de avatar e, provavelmente, de personalidade, e passar a comentar educadamente, sem insultar ninguém, e de preferência sem despejar um monte de preconceito. Tem também o fator de escrever melhorzinho... Ish, eu falei que era fácil?

Maria Valéria disse...

Juliana" uma mulher que faz sexo com um homem casado nao e feminista"

Acho essa afirmação perigosa, uma vez que já conheci mulheres que caíram nessa cilada e nao gostavam nada dessa situação de ser " a outra". Só que quando a gente gosta muito do cara, pode ser difícil pular fora de uma situação dessas, especialmente se vc esta fragilizada ou com a auto estima baixa,


Lola,

Percebo no discurso de algumas pessoas o seguinte: " nao aprovo sexo casual, mas nao tenho nada contra quem faz" ( leia- se nas entrelinhas : mas de vez em quando eu mesmo faço com algumas piranhas que conheço)..... Sei nao,tem gente que me passa essa mensagem subliminar....

Bjs ;)))

Erres Errantes disse...

Eu não gosto da música feita por Valeska Popozuda, e não é preconceito de classe, pois o estilo dela é voltado exatamente para pessoas na minha condição social (ou seja, pobres). Será que assumi valores extrínsecos à minha classe? Sou uma pobre aburguesada? Enfim...

Mas quanto à postura de Valeska, as suas declarações são pertinentes, mas o modo como ela se produziu, se "plastificou" (inclusive colocando próteses de silicone nos glúteos) e somente pela letra da música que ela gravou com Mr. Catra, tudo isso contradiz as ideias de liberdade e autonomia feminina que ela apregoou na entrevista. Então, pelo conjunto da obra, digamos assim, não dá para considerá-la feminista.

Enrico Montenegro Costa Rafaelli disse...

Testando...

Roberto disse...

Maria Valéria
Percebo no discurso de algumas pessoas o seguinte: " nao aprovo sexo casual, mas nao tenho nada contra quem faz" ( leia- se nas entrelinhas : mas de vez em quando eu mesmo faço com algumas piranhas que conheço)..... Sei nao,tem gente que me passa essa mensagem subliminar....

Tambem tem o equivalente feminino
"eu odeio homem machista,cafa,galinha "nas entrelinhas "mas durmo com eles as vezes porque eles tem a pegada".

lola aronovich disse...

Gente, acho que vocês confundem um pouco as coisas às vezes. Seguinte: admitir que existe um preconceito grande da classe média contra qualquer produto cultural que não seja feito pra ela (quer dizer, se for produto cultural feito pra RICO, a classe média gosta) não é luta de classe. É uma constatação. Ou vocês negam que a classe média tenha preconceito contra pobre? Negam que “favelado” seja sinônimo pra um monte de palavras pejorativas? Vai ter gente de classe média que vai gostar de funk, óbvio. Mas ainda assim o preconceito de classe é grande. Leiam as críticas ao funk feitas na internet. Tem muito preconceito de classe nessas críticas. Aliás, é o que mais tem. Deve ser o mesmo pessoal que critica a “orkutização” de qualquer coisa. É um sentimento elitista mesmo. Mas e aí, pobre não pode detestar funk? Claro que pode! Não vai ser só a sua classe social que vai determinar o seu gosto. Mas negar que a sua classe social tenha um grande peso no seu gosto (ainda mais quando o “gosto pessoal” é no fundo o gosto de toda uma classe social) é um tanto ingênuo.

Roberto disse...

Mr. Catra se declara como feminista só pelo fato dele gostar de se envolver sexualmente com mulheres.

Então viva a sabedoria do funk.

Enrico Montenegro Costa Rafaelli disse...

Acredito que o funk tem uma dose de oportunismo, devido as letras explícitas, feitas para chocar mesmo.

carolinapaiva disse...

Maicon Vieira

Cara, não viaja. O mundo não gira ao seu redor, e eu nunca te dei motivo algum para pensar que eu daria "indiretinhas" pra ti. Não distorça o que os outros dizem.
Respondia suas perguntas na boa e não tinha motivos para me irritar contigo, até agora.

Huan Icaro Piran disse...

Mesmo gostando de estilos musicais como Metal, Core, Rock'n'Roll, Blues e Barroca eu terei de concordar com a Lola, há sim uma luta continua entre classes.

Funk pode ser uma bela porcaria enquanto qualidade técnica para os padrões atuais, mas o Blues e o Rock'n'Roll não foram a seu tempo?

Não esta uma comparativa, mas uma analise de que infelizmente, o que conflita com as forças dominantes tende a ser atacado pelas mídias.

Huan Icaro Piran disse...

Lola, dar atenção a troll que usa nome de banda punk para fazer moralismo não vale a perca de tempo... x_x

karina disse...

Gisela Blanco, que blog legal o seu. Me identifiquei, mesmo. E virei freguesa.

Huan Icaro Piran disse...

Bruna B. temo que o feminismo em si não defenda que cada um faça o que quer, ele defende só a igualdade de gêneros, tanto que há feministas ultra radicais com apologias que beiram o fascismo por ai...

Anarco-feministas, sócio-feministas e feministas democráticas já tem esse pensamento, e é o tipo de pessoa com quem gosto de lidar (não me interessa seu gênero ou bandeiras, se for fascismo é meu inimigo, mesmo se for feminista), mas isso por suas praticas mais voltadas a liberdade individual (ok, a parte do socialismo é contestável, mas ainda vai)

Huan Icaro Piran disse...

Carolina e Bruna

To fodido então, minha noiva ama azul ejhwajklhejwaklhklewa

Enrico Montenegro Costa Rafaelli disse...

Não Huan,
O rock n´ roll tinha suas bases na cultura negra, assim como blues.O jazz era a mistura da tradição européia com o ritmo e a ginga da África.Já o funk, foi criado apenas por entretenimento comercial, para chocar e para vender, já na época em que foi criado, início dos anos 90 ( por volta de 1991). Outra coisa, criticar comentaristas que já sairam é feio, covarde.Até porque eu não vou mais poder me pronunciar usando o antigo avatar, então, é no mínimo ridículo você ficar fazendo ilações sobre uma pessoa, sem conhecê-la.Fica a dica.

Huan Icaro Piran disse...

Erico, rapaz, eu me acho paranoico mas vc me ganhou.
Não to falando com você rapa, acorda pra vida. Se bem que ao mesmo tempo estou, pois falava para todos, de forma aberta.

Ridiculariedades e demais ofensas a parte, temo que haja um equivoco. Você fala do "funk" sem levar em conta que o gênero musical já existia na década de 70 nos Estados Unidos. Há diferenças, mas é um estilo que foi se transformando ao longo de duas décadas (conturbadas) e que também tem origens complexas.

Mas deixe estar, releia o que eu postei e dá uma analisada de forma mais fria e critica.

carolinapaiva disse...

E pensar que a Lola ainda disse que não era pra avisar ser o avatar antigo... Entra por um ouvido e sai pelo outro. Rs.

Maicon Vieira disse...

"carolinapaiva disse...
Maicon Vieira

Cara, não viaja. O mundo não gira ao seu redor, e eu nunca te dei motivo algum para pensar que eu daria "indiretinhas" pra ti. Não distorça o que os outros dizem.
Respondia suas perguntas na boa e não tinha motivos para me irritar contigo, até agora."

OK, cometi um erro, enxerguei algo que não existia. Infelizmente cometo muitos, mas reconheço que errei. Pediria que me desculpasse, mas isso não iria adiantar, não tem como provar que é verdade ou mentira esse meu pedindo, mas reconheço que errei.

carolinapaiva disse...

Maicon

Ok, resolvido.

Huan Icaro Piran disse...

Não Maicon, a carolinapaiva é uma pessoa sensata, a maioria aqui é na verdade (tirando uns 2 extremistas e a bancada dos trolls), ao ponto de haver quem admita ter errado ^^

Enrico Montenegro Costa Rafaelli disse...

E Rapaz, como uma galera flando putaria e plvrões pode " conflitar as forças dominantes". As forças dominantes dão é risada de tanta tosqueira.
O que incomoda as forças dominantes, amigo, são pérolas como " construção" e " cálice" do Chico Buarque, com versos mortais e muita inteligência, isso sim, deixa as forças dominantes terem o fígado necrosado.Porque pode-se falar tudo a respeito das letras ou do músico, mas aquilo, ninguém poderá dizer que não é arte.

Huan Icaro Piran disse...

Enrico, tenho amigos nas Ocupes do sul do pais que riem disso que você falou, mas beleza, vamos que vamos.

Arte é plural, tem muito critico se dando cabeçada para definir o que é e o que não é e ninguém se entende ejhwakjhekjawl

Enrico Montenegro Costa Rafaelli disse...

E estou aceso para a vida, rapá, e não, o funk brasileiro é decorrência do Miami Bass, rítimo originado no final dos anos 80, em Miami, como o nome indica e não tem nada a ver com o funk clássico, como James Brown e Sly e the Family Stone. Faz uma pesquisa aí, fica chato...

Bruna B. disse...

"Blogger Huan Icaro Piran disse...

Bruna B. temo que o feminismo em si não defenda que cada um faça o que quer"


O que eu quis dizer é que o feminismo defende que cada um faça o que quer com o SEU CORPO, SEU TEMPO, SUA VIDA.
Entendeu?

Roberto disse...

Huan Icaro Piran

Resumindo gosto não se discute.
gosto se lamenta.

Huan Icaro Piran disse...

Saquei Bruna, nesse ponto é bem real mesmo, dai de direita a esquerda tod@s concordam xD

Evero Enrico, fiz confusão. Bem pontuado rapaz. Só acho que temos pouco referencial de estudo sobre sua afirmação de produção de interesse de mídia (que é pertinente ainda assim) e também temos de levar em conta a dita 'luta de classes' também, mesmo que eu não goste do Materialismo Histórico, acaba sendo um ponto recorrente.

Huan Icaro Piran disse...

Roberto, eu só lamento bater o mindinho na quina da porta. O resto ou me revolto ou não dou muita bola.

Roberto disse...

Huan Icaro Piran

eu ja fiz isso ,bater o mindinho na quina. e eu não lamentei .
Eu gretei mesmo o ossinho virou farinha.hehe

Huan Icaro Piran disse...

Não cara, uma coisa é bater o mindinho, outra é obliterar ele '-'

No meu caso lamento, no seu se entra solta um grito de fazer metaleiro passar vergonha...mas estamos desvirtuando o debate aqui cara '-'

Bruna B. disse...

Huan Icaro Piran disse...

Saquei Bruna, nesse ponto é bem real mesmo, dai de direita a esquerda tod@s concordam xD


Infelizmente não. A maioria dos conservadores/direita que conheço querem é TOLHER a liberdade alheia. Vide a homofobia, o machismo, as leis que proibem e punem o aborto...

Huan Icaro Piran disse...

Bruna B eu estava falando de todos no sentido de feministas (que tendem a não ser de extrema direita por via de regra, mas há algumas liberais [liberalismo é direita] por ai)

ps.: preciso parar de por pensamento dentro de pensamento...

Enrico Montenegro Costa Rafaelli disse...

Sacou Huan?
Tirando esse lance comercial do Funk, e assumindo que haja alguma contestação social,
Eu posso constestar o sistema falando uma porrada de palavrões e obscenidades, o máximo que vou ganhar são risos de escárnio e a pecha de tosco.
Agora, vê se isso ocorre com o Rap nacional?
Pega as letras de alguns nomes, como Facção Central, entrevistas com o Eduardo, que é o principal vocalista do Facção Central, pega as letras dos Racionais MC's, do E501, que é uma banda de rap formada no presídio, acho que era o Carandiru, se não me engano.
Dá uma lida nos versos do Poeta Férrez, que é ligado ao Rap Nacional. Eis aí como você pode transformar a contestação social em arte. Qual o sentido entãode falar putaria e palavrões?
Abraço.

Huan Icaro Piran disse...

Realmente Enrico, agora com uma abordagem mais criteriosa, sim, concordo com seu argumento.

^^

De fato, o funk faz uma abordagem de forma que não chega a ser necessário.

Felipe disse...

Acho que as pessoas levam o funk muito a sério.
Pra mim não passa de um passatempo de jovens loucos pra foder, como todos os jovens. Daqui a pouco eles se tornam adultos e passam a criticar o gosto dos filhos.
Sempre foi assim e vai continuar sendo.

Ludmila Queiroz disse...

Sobre as músicas da Valesca eu acho, pessoalmente, engraçadas. Há muitas que são a própria reprodução do status quo feminino. Mas vamula, quando em outra música outro gênero ou em outra voz você consegue escutar “My pussy é poder?”

Acho, que tem coisas geniais e igualmente válidas a qualquer outra mulher que fizesse uma declaração assim. A Valesca é uma mulher que faz tudo para se enquadrar nos padrões pra no segundo seguinte mandar esse conservadorismo as favas. A Valesca usa do "seu poder feminino" pra dizer que o poder é dela, o corpo é dela e ela faz o que quer com ele. Não é isso que gritamos há semanas atrás na Marcha das vadias?

Sobre a questão do funk, Lola, devo dizer que venho de uma comunidade carente, extremanete pobre na Baixada Fluminense, RJ. E devo dizer que em meio a toda uma realidade caótica onde se falta tudo (segurança, acesso, saúde, transporte e uma longa lista) O funk é uma expressão cultural absolutamente legítima. Criminalizar essa cultura é criminalizar a realidade de milhões de negr@s. Mas mostra como o racismo é absurdamente incrustado na nossa sociedade. Tem músicas machistas no funk? Claro sem dúvida! Mas em qual expressão cultural não se encontra traços latentes do machismo?

E por último dizer que, em tempos de Elba Ramalho, agora cristã, se dizendo perseguida por feministas, é ótimo que sejamos pauta de forma diferente. Mais irreverente, mais próxima da realidade de tanta gente. E mais se for dela a escolha de colocar Silicone, shortinho e todos os aparatos de uma funkeira, eu só posso apoiar.

O feminismo é um movimento plural, ninguém precisa (nem deve) ser unanimidade. Eu acho que esse debate oxigena e trás novas caras e novas discussões, pra quem diz que o feminismo ta morto, ter mais gente se identificando ( ainda que seja no discurso) é ótimo. Mesmo que não seja aquilo que agnt construiu como feminista.

Bruna B. disse...

Matheus


Jogue no google "Machismo e estupro" "Mascus pedófilos" "Odeio homem machista" pra ver o quanto mulher gosta de homem escroto.

Bruna B. disse...

Vá ver se eu tô lá na esquina, Melissa/Arnold/BlackDalia/PQP

Huan Icaro Piran disse...

Que bacana, temos um nazifake ejkhwakljheawkjheaw que medo dele vir aqui na minha montanha me matar...só que não xP

Bruna, nem perca tempo, troll se ignora, eles fazem um trollfailface e vão embora ^^

feel like a YaoMingFace para os trolls entenderem o que estou dizendo

Bruna B. disse...

Huan


Acho que as férias de julho já começaram porque a pirralhada tá minando a internet durante a tarde.
Cruzes, credo.

Huan Icaro Piran disse...

Possivelmente Bruna B. possivelmente. Mas como ex atendente de tavernas do rrpg (programa de chats para jogar RPG) estou acostumado a lidar com eles.

Algo que constatei sobre trolls, quando você mantem o debate em alto nível (testes que fiz com uma amigo ao debater física espacial) eles ou se perdem, ou ao ser ignorados se aborrecem e partem.

^^

Enrico Montenegro Costa Rafaelli disse...

Ludmila Queiroz,
Achei legal teu comentário, mas, porque não organizar a comunidade se associando a ONGs para promover cultura a esta comunidade.Aulas de Hip Hop ( o verdadeiro com os seus elementos, DJ, break, grafite, Rap), relatar o cotidiano da comunidade através da arte, incentivar os garotos a escreverem letras e a serem artistas? Será que só o funk é válido?
Tem um blog muito legal a respeito de RAP, chama-se Mundo do Rap, escrito pelo Bruno Rico.Os textos dele são contundentes, foraquetem muita informação sobre RAP nacional. Não sei se o site Real Hip Hop ainda está ativo, mas tem vários colunistas, que são rappers escrevendo grandes textos e vale a pena, para sacar mais do que se passa no RAP nacional.Abraço

lola aronovich disse...

Querida Bruna, ignora os trolls! Qualquer pessoa que costuma ler os comentários do blog sabe quem são eles. E desconfia que uma parte deles seja a mesma pessoa. Esse pobre inseto (desculpem o especismo) é muito só, não tem com quem falar, então gosta de criar amiguinhos e amiguinhas imaginárias pra conversar. E esses amigos são tão unidos que eles têm o mesmo IP... Assim que eu vejo, deleto todos. Pense assim: ser xingada por troll é elogio!

lola aronovich disse...

Sério, Matheus? Vc escreve coisas como “homem ODEIA se relacionar com uma mulher que já rodou a genitália na rola de vários homens” num blog feminista e pergunta “Por que você deleta meus comentários?”. SÉRIO? Mais do que engraçado, é estranho, porque a gente conhece um monte de homens, alguns inclusive que já rodaram a genitália na genitália de várias mulheres, e eles não estão nem aí pra mulheres que fizeram a mesma coisa que eles fizeram. Eles se garantem, sabe?

Bruna B. disse...

Lola

Peço desculpas, costumo ignorar mas desta vez não me contive e acabei respondendo.
Convenhamos, fica meio difícil ofender alguém com coisas tão adultas como "Bruna Bunda", a única coisa que esses bichinhos fazem é irritar.

Huan Icaro Piran disse...

Bruna, eles querem que você entre nessa noia, o negocio é fazer troça da troça ;D

Nadia disse...

Estou acompanhando os comentários desde ontem. Bem, tenho consciência que qualquer comentário neste post será polêmico, mesmo sem querer...
O que penso sobre as declarações da Valesca é que são muito interessantes, no entanto, não dá para simplesmente pinçá-las e fazer de conta que elas têm vida própria e que não podem/devem ser discutidas em um contexto maior, ou evitar que a partir delas não seja possível realizar um desdobramento.
Então, as declarações sobre a mulher ser dona da própria sexualidade, sobre a liberdade econômica e sobre preconceito são legais e pertinentes. Mas é preciso pensar que o que fica, para o público dela, não são essas declarações, mas a mensagem contida nas suas músicas. Para nós (e não estou fingindo que temos acesso às mesmas possibilidades sociais ou culturais) cantar "My pussy é o podeeeer!!!" pode ser muito libertador, ou divertido. "Agora eu sou piranha e ninguém vai me segurar!", "Eu vou pro baile sem calcinha", "A foda tá liberada", escutar uma vez e achar graça, ou dançar numa festa, é ótimo. Não estou sendo irônica, eu tenho 35 anos, sempre morei no subúrbio do Rio e, se não podia frequentar todos os bailes funk na adolescência, era o que eu mais ouvia, e até hoje considero o melhor ritmo para dançar. Soa velho, mas na minha época eram transgressoras as montagens como Dança da bundinha, ou o proibidão Rap das Armas que rodou o mundo com o filme Tropa de Elite.
Porém, para meninas e meninos pobres, que vivem em favelas onde não se encontram muitas outras opções de lazer, o funk muitas vezes representa não só a única alternativa de cultura e diversão, é também um meio de ascensão social (dentro da sua comunidade). Tornar-se dançarina ou MC, é uma forma de aproximar de seus ídolos, e de sobressair no meio social.
Neste contexto, as músicas que enaltecem o consumo de drogas e a exploração sexual, por exemplo, podem até subverter culturalmente, haja visto que são feitas pela população marginalizada e sem que exista um planejamento comercial para elas, mas são também, uma forma de se aprisionar a população pobre dentro de seus próprios guetos.
Não vejo nada de transformador para essas pessoas (crianças e adolescentes geralmente) as mensagens de que com a b*ceta a mulher pode conseguir o que quiser, ou melhor, conseguir ser bancada por um homem que vai lhe proporcionar botar silicone nos peitos e implante no cabelo. Ou "Você me engravidou pra mim ta tudo bem / Agora eu vou tirar tudo o que você tem". " Fui da um rolé com um amigo na comunidade /Chegando lá ele me apresentou uma novinha, e me deu logo o papo reto, Falou assim ó: essa novinha fode pra caralho hein" .
Bem, eu não estou demonizando nem dizendo que o funk é O responsável pelas mazelas sociais, pelas estatísticas de gravidez na adolescência em comunidades carentes, e outros clichês movidos pelo preconceito, mas quando você tem no mesmo caldeirão pobreza, falta de políticas públicas relacionadas com saúde e educação, uma cultura predominantemente machista etc. o caldo pode entornar. Como diz o Chico, a luz é dura, a chapa é quente.. é foda!

(E, sim, eu consigo juntar lé com cré e entender que a Lola se referia apenas às declarações da Valesca. Só acho que é um bom ponto de partida para essa outra discussão)

Cristal disse...

não curto funk pela batida monótona, pelo vocal esganiçado e por total e absoluta aversão aos trombadinhas malditos que tocam funk em seus celulares no ônibus.

mas não pode estar assim tão errada uma mulher que canta (cofcof grita cofcof) "EU DOU PRA QUEM QUISER QUE A PORRA DA BUCETA É MINHA"

xD

Matheus disse...

Lola, será que os tais homens, que vc diz, aceitam se relacionar com uma mulher "experiente" somente por que hoje em dia a maioria é "experiente".
Você não acha mesmo que a maioria dos homens realmente gostam de namorar uma mulher ou até mesmo se casar com uma mulher "experiente", acha? Pois alem do fato de hoje boa parte dos casamentos terminarem em divorcio e a mulé levar a casa os filhos e o dinheiro do homem, o medo de levar chifre (que tipo de boçal gosta de levar chifre)ou o medo de a mulher ser uma interesseira do caramba, eu duvido que qualquer homem goste de saber que sua mulher tem má fama( de bitch) entre os conhecidos, ou até de pensar que a esposa possa ser uma "pevertida" (Como por exemplo as pesquisas no google que eu sugeri, aquelas que vc apagou)
Vc acha mesmo que um homem escolheria uma mulher "experiente" se tivesse a opção de ter uma mulher "conservadora"?
Lola vc esta ai moderando os comentarios dos leitores, vc tem tempo de falar, bora bate um papo.

Links disse...

MAteus, espero que a maioria dos homens não pensem como vocês. Você quer trepar com as Valescas e casar com a Sandy, né? Você ainda é do tipo que separa "mulé pra cume e mulé pra casa"? E você acha que uma mulher experiente é uma bitch? E o que é uma mulher experiente, é alguém que teve quantos parceiros? MAs um homem experiente não tem problema, né? Machismo define.

Bruna B. disse...

Links

Liga não, ele só tem 12 anos...
Só acha sexo ruim quem nunca fez.

Matheus disse...

Que importa se eu tenho 12, 22 ou 32 anos? de que modo isso diminui a validade do meu argumento? quer conversar ao invez de apelar prum insulto tosco como esse?

Huan Icaro Piran disse...

Eu preferia não falar de questões sexuais, pois como já postei antes eu tenho históricos...complicados.

Matheus, conheço umas amigas que são meio pedófilas, e uns amigos que só gostam de mulheres mais maduras, como o namorado de minha sogra, que tem minha idade (a minha noiva pirou no inicio) ou uma amiga que posta aqui que não citarei por respeito (se ela não o fez, ou não leu aqui ou não quis dar seu parecer, respeitarei isso).
Minha noiva é pouco experiente, admito, mas eu também sou. Temo que se eu terminasse com ela amanha não me importaria em namorar alguém que já tem bem mais tempo na estrada, se a mente me causar paixão, não ligo.

Bruna, ele pode ter 30 e uma vivencia problemática, assim como conheço um carinha de 14 que esta muito bem encaminhado (também, um grupo de 15 pessoas no skype que tentam sempre instruir ele para que desenvolva as potencialidades dele ao máximo). Tende a ser novo, mas idade é meio complicado.

Rubens disse...

Esse carinha ai o Matheus é engraçado.

Meu, por mais que a mulher seja "experiente", se vc se garante ela nunca vai te preterir.

Agora se vc não se garante...

Além de que, trocar "experiências" é bom pra caramba. rsrsrs

Bruna B. disse...

Ué, eu não sabia que falar da idade ofendia.
Disse e repito: somente pessoas que são mal resolvidas com sua sexualidade ficam nesse vigilantismo da vida alheia.

Matheus

Vou te responder numa boa...
Qual é o teu problema com mulheres que gostam de sexo, que têm vários parceiros? Tens algo a ver com a vida delas? A buceta é tua?

Cara, se tu não gosta de mulher rodada (nojo desse termo) basta não escolher uma. Basta ir a cata de uma santinha. Ponto.

Tua pergunta tá respondida?
Agora VAZA, porque nesse blog homens machistas NÃO SÃO BEM VINDOS.

Matheus disse...

Rubens por que é que uma mulher, que passou anos transando com qualquer homem que conhece na balada/festinhas e etc, durante alguns anos, resolve se casar?

Huan Icaro Piran disse...

Na verdade machistas em geral neh Bruna, mulheres machistas são um problema tão grande quanto.

Realmente Rubens, alias, como diz uma amiga minha aqui de Lages "se ele não for experiente, não tem problema, posso repetir a lição até aprender!"

carolinapaiva disse...

Sexualidade não define caráter. Evitar relacionamentos com mulheres "experientes" por medo de ser traído não tem a menor lógica. Onde está o nexo de causalidade?

Pode se relacionar com quem quiser, fi, só não pode se achar no direito de desrespeitar mulheres que fazem sexo casual, ou que tiveram mais de um parceiro ao longo da vida. Aliás, não se deve desrespeitar mulher alguma somente pelo fato de gostar de sexo.

ps: desculpe se tiver dois comentários meus com o mesmo conteúdo. Tinha feito outro, mas na hora de enviar deu erro e não sei se foi ou não.

Bruna B. disse...

Matheus

Ah tá, mulher que não é virgem não pode mais casar.
Agora eu entendi.

Huan

Obrigada pela correção: PESSOAS machistas não são bem vindas nesse blog.

Rubens disse...

Matheus

Cara, uma mulher pode fazer vários Test Driver antes de escolher o melhor modelo! ;D

E outra, isso não é da sua conta...rs, fica sussa.

Huan

Cara, super concordo com o que sua amiga disse, um like pra ela!rs

Matheus disse...

Como assim não é da minha conta? Digo.. não é mesmo, mas tenho certeza que boa parte desiste de ser prominscua pois percebem que, aos olhos dos homens em geral, são imprestaveis para um relacionamento serio, para eles, elas so servem para sexo, OU vc acha que aquele cara que comeu ela no banheiro da balada vai querer algo serio com ela 5 anos depois? ou qualquer um que transou com ela?
Alem disso ela começa a envelhecer, ficar menos bonita, os homens não lhe dão a atenção que dão as novinhas e isso SO PIORA ao passar do tempo.
Brother como vc ja sabe nenhuma mulher gosta de "ficar pra titia"
Mas será você aquele que vai assumir uma mulher, que já perdeu 90% dos ovarios aos 30 anos, para formar uma familia feliz? Eu não cara muito obrigado.

Huan Icaro Piran disse...

1- Conheço muita família feliz onde não tem filhos

2- Corpos envelhecem, morrem, apodrecem...faz parte, quem nega as coisas nojentas da vida se ilude

3- O fator que colocou é chato, tipo, sexo no WC da balada é feio, para homens e mulheres, portanto eu nem quero dar um parecer sobre o futuro da mulher, muito menos do homem. Ou você acha que a mulherada com o minimo de noção (saxo em publico é crime) se gama em alguém que não tem noção de realidade?

Rubens disse...

Matheus, num único comentário vc sintetizou toda a hipocrisia da cultura machista.

-Mulher só é feliz casando
-Mulher só é bonita "nova"
-Mulher que faz sexo não presta;

Enfim, sobre sexo em balada, acho que nem homem nem mulher que faz isso está procurando matrimonio cara, na boa.

Matheus disse...

1- Otimo, mas não é todo mundo que não quer ter filhos.
2- O que eu quero dizer é que depois de passar a JUVENTUDE transando com qualquer homem, resolvem virar mulheres "corretas" quando começam a envelhecer e perder a beleza, para um homem qualquer assumir. Vc acha que um homem sensato quer uma mulher assim? A maioria não quer, não aceita, e não tem obrigação de aceitar.

3- Sim foi um exemplo feio, mas vc acha que não acontece? e denovo, acha que é esse o tipo de mulher que um homem quer para ser sua esposa e mãe dos seus filhos (caso ele queira ter)

carolinapaiva disse...

Matheus

Peraí, fi. Quer dizer então que o homem não quer mulher que faz sexo para ser sua esposa? Como eles terão filhos? Só na inseminação? E a relação sexual será inexistente?
Aliás, mulher que faz sexo não presta? Isso é bem abrangente, não?
Mulher que perde a virgindade não presta, então? Muito coerente isso.
E mulher correta é mulher virgem? Caráter se mede pela sexualidade? Se perde a virgindade não é mais correta? Não tem mais caráter?

E o fato de uma mulher não ser mais virgem (e gostar de sexo) te dá algum direito de desrespeitar essa mulher? De chamá-la de puta/vadia e o escambau?

Bruna B. disse...

"Brother como vc ja sabe nenhuma mulher gosta de "ficar pra titia"
Mas será você aquele que vai assumir uma mulher, que já perdeu 90% dos ovarios aos 30 anos, para formar uma familia feliz? Eu não cara muito obrigado."


Elaiá, começou o desfile do preconceito.
Há tempos que eu não via tanta escrotice junta, parabéns.

carolinapaiva disse...

Matheus

Mulher devassa seria o que, então? É um critério super subjetivo. Quantos parceiros seriam necessários para caracterizar uma mulher devassa?

E você ainda não respondeu a minha pergunta: o fato de uma mulher gostar de fazer sexo, e ter mais do que um parceiro ao longo da vida, te dá direito de desrespeitá-la?
Você tem, por óbvio, todo o direito de se relacionar com quem bem entender, mas não tem o direito de xingar as mulheres que fazem sexo casual, ou que tiveram mais de um parceiro.

Bruna B. disse...

Gente

Esse Matheus tá se formando na Escola Estadual de Ensino Fundamental Nessaham Bolita.
Mostrou a que veio, né meninão?
Titio Emerson tá morrendo de orgulho lá na cadeia.

Matheus disse...

Olha parece que cada homem decide com quantos homens a mulher tem que transar para ser rotulada de "vadia".
A minha? 10, qualquer coisa abaixo disso é "namoravel"
E sobre sua pergunta.. Não, mas será conhecida como vadia SIM.. Inevitavel

carolinapaiva disse...

Matheus

Inevitável para quem? Nada me impede de questionar isso, pois é um conceito machista, que valora a mulher pela sexualidade. O mesmo não ocorre com o homem que faz sexo casual, ou que transou com mais de uma mulher na vida.
Se o julgamento não é igual para ambos os gêneros, trata-se de sexismo, Sendo sexismo, é perfeitamente questionável. E caráter não se define por sexualidade. Não há nexo de causalidade entre uma coisa e outra.

Nada te dá o direito de desrespeitar uma mulher que tem mais de 10 parceiros, não é verdade? Isso inclui chamá-la de vadia por esse motivo fútil. Se os outros chamam de vadia, não torna o xingamento menos xingamento, ou menos condenável.

Matheus disse...

Olha, um homem não considera uma mulher "experiente" boa para relacionamento, as "experiencias" não passam confiança, ela foi promiscua a vida inteira e normalmente não vai parar ate que a idade chege, com todos os seus motivos que eu ja falei tambem... que é o fato de ela não parar por ter virado gente, mas por que não vai receber mais tanta atenção quanto as mais novas, e não tem moral para ser exigente como as mais novas, e isso não passa confiança.

lola aronovich disse...

Matheus, já que você continua na área, responda aí: só mulher perde a juventude? Tipo, homem não envelhece? Quer dizer, eu conheço bem a bíblia mascu. Sei que, pra mascus, mulher só vale pela aparência, e, segundo vocês, mulher com mais de 30 anos é velha, balzaca, já não tem mais atrativos. Sei também que vocês, apesar de não quererem casar ou ter filhos (deus seja louvada!), medem o valor de uma pessoa pelo seu poder reprodutivo. Portanto, se uma mulher perde 90% de seus ovários com 30 anos (e dane-se que com os 10% que restam parece que a mulherada vem fazendo a festa, hein? Porque tá cheio de mulher hoje em dia que tem filho com 35, 40 e poucos anos), ela já não presta mais—mesmo que a mulher ou o cara não queiram ter filhos. Mas mesmo sabendo dessas asneiras que vocês dizem eu ainda acho estranho que vocês pensem que vocês não envelhecem. Ou que o envelhecimento pra homens deixe vocês melhores, e as mulheres piores. Isso só funciona no universo alternativo que vocês pintam. Quer dizer, talvez eu até entenda um pouquinho. Afinal, todo mundo quer pensar que no futuro terá uma vida melhor (nem que isso seja na vida depois da morte). E pessoas com vidas horríveis, como é o caso de mascus, realmente precisam acreditar em vida depois dos 30 anos.

carolinapaiva disse...

Matheus

Não me convenceu, porque essa impressão é subjetiva demais. Não há nexo de causalidade entre sexualidade e caráter.

E conheço vários homens que não se importam com o "passado sexual" da mulher, acham irrelevante. Acham mais importante analisar o comportamento da pessoa, o que é bem mais lógico e coerente, diga-se de passagem, e com critérios mais objetivos e compreensíveis.

Agora, se você se importa, escolha mulheres que entrem no seu padrão então. Chamar de vadia não te torna um homem mais honrado, muito pelo contrário. Eu não confio em homens que chamam as mulheres de vadias pelo passado sexual. Se chama de vadia por esse motivo, pode desrespeitar de outras formas. Não os acho confiáveis para relacionamento, muito menos para amizade.

Matheus disse...

http://cdn.fd.uproxx.com/wp-content/uploads/2010/05/TopGun-McGillis-Cruise-before-after.jpg

E a beleza de um homem vale menos para a mulher, do que vice versa.

carolinapaiva disse...

Matheus

Isso ocorre porque vivemos em uma sociedade machista.
Ainda bem que meu pai e meu namorado não são assim, bem como os meus amigos. Quero os machistas bem longe, principalmente os que chamam mulheres de vadias por causa do passado sexual. Esses não são confiáveis mesmo.

lola aronovich disse...

Puxa, Matheus, matou a discussão. De fato, mostrar UMA foto de uma ex-estrela de Hollywood e de um super astro que continua na ativa faz toda a diferença, hein? Se vc quiser pegar fotos de um outro grande clássico dos anos 80, tipo 9 1/2 Semanas de Amor, e comparar o envelhecimento da Kim Basinger com o do Mickey Rourke, imagino que o resultado seja diferente. Mas o que prova uma foto? Sabemos que pessoas (homens e mulheres) envelhecem. Eu era bem diferente com metade da minha idade. MAS E DAÍ? Vc realmente acha que é melhor morrer com 30 anos para não envelhecer? Porque eu não. Eu quero mais é morrer com 110 anos, bem enrugadinha, feliz e realizada.

carolinapaiva disse...

Matheus

Ainda não provou o nexo de causalidade entre caráter e sexualidade. A única coisa que você mostrou aqui é que machismo existe (e isso não é surpresa para ninguém aqui). Faça as contas ;)

Matheus disse...

Lola, mulheres como Kim Basinger e Joan Jett como eu citei são exceção, mas acontece que a maioria das mulheres não se importam em sair com um cara mais velho e não tão bonito (já que a preferencia é outra, sabe né). Ja o homem curte a beleza e a juventude da mulher e é por isso que são sempre as privilegiadas quando se fala em namoro/casamento ou só transar mesmo.

Mordechai disse...

Casamentos com mulheres promíscuas têm maiores possibilidades de divórcio. O motivo é óbvio, quanto mais parceiros qualquer um tenha, menos valor terá o atual parceiro, digamos que uma pessoa tenha tido 3 parceiros, o atual terá valor 1/3. Quando se tem 30 parceiros, o valor é de 1/30, muito menor. Sem contar que mulheres com muito parceiros estabelecem padrões mais rigorosos de comparação, ao separar as melhores qualidades de cada um anterior e comparar com o atual, o que acaba sendo injusto.

http://heartiste.files.wordpress.com/2010/09/teachman.jpg?w=500&h=519

Quando à relação de promiscuidade e caráter, para mim vale para ambos os sexos. Pessoas promíscuas têm menor capacidade de auto-controle e inibição, logo não são confiáveis seja em um relacionamento amoroso seja em um relacionamento social ou profissional, já que se a mulher não consegue manter as pernas fechadas na balada, ou o sujeito não consegue deixar o pau pra dentro da calça, o que impede que ele fara danos aleatórios a outrem caso pinte a oportunidade? Já provou não ser capaz de se controlar, não precisa nem ter lá muito benefício próprio nisso.

lola aronovich disse...

Sem falar que Tom Cruise é cinco anos mais novo que a Kelly McGillis... Isso vcs não mencionam, né?
Mas o que vc está tentando provar? Que o machismo existe? Sabe, vou te contar um segredo. Não espalhe. A GENTE SABE QUE O MACHISMO EXISTE. A gente sabe que muitos homens são que nem vc e acham que uma mulher que já teve mais de X parceiros sexuais "não é pra casar". A gente sabe que muitos homens querem uma mulher com um terço da sua idade. São vcs mascus que acham que o machismo não existe, não nós. Conte alguma coisa que não saibamos, por favor.

Matheus disse...

Carolina.. Imagine que uma mulher transe com muitos homens,que estão lá so pra cume mulé, não dão a minima para elas ou para o que sentem, para eles mulheres são objetos... Isso entre seus 18 aos 30 anos, dai começa a ficar feia (acontece com todas, ou quase todas) e quer um homem BOM para se casar? tá entendendo?

carolinapaiva disse...

Matheus

Isso acontece com os homens direto. Se divertem quando novos e depois se casam. O mesmo ocorre com a mulher, ué. Nenhum mistério nisso. E cada um tem seu conceito de homem bom.
Um homem bom, pra mim, é quem não chama mulheres de vadia por terem passado sexual.
Para mim, homens assim são cafajestes, mesmo que sejam sexualmente castos.
E não adianta, não acho essa situação um absurdo, porque não sou machista. Se a mulher quer casar, e encontra um homem que goste dela, o que eu tenho a ver com isso, né?

lola aronovich disse...

Sério, Mordechai, que é tudo tão matemático pra vocês mascus? Tipo, se você teve 30 parceiros, o valor (que valor? Só vocês que pontuam um valor às mulheres segundo a aparência, a idade e a “pureza”, e aos homens de acordo com o dinheiro) é 1/30, se você teve 3 parceiros, é 1/3? Que contas incríveis que vocês fazem! E sério que citar blog mascu é prova de alguma coisa? Eu tive um monte de parceiros sexuais quando era jovem e solteira, aí com 23 anos (longe de ser balzaca) conheci o maridão, me apaixonei, e estamos juntos há quase 22 anos. Monogâmicos, não que isso faça da gente melhor ou pior que pessoas sem relacionamento, ou casais em relacionamentos abertos. Mas, se na sua cabecinha você realmente acha que pessoas promíscuas não servem para relacionamento sério, não tem problema: não tenha relacionamento com uma pessoa promíscua. É direito seu, ninguém está querendo que você tenha (pelo contrário, eu dou o maior apoio para que mascus não se reproduzam). Só que vai uma distância entre não querer fazer algo por causa da sua preferência pessoal (que obviamente é afetada pela sociedade) e ficar chamando mulheres (porque vocês não ligam pra homens que têm várias parceiras, né?) de vadias, imprestáveis, imundas, putas etc etc etc. Ou de querer convencer pessoas com mentes menos estreitas que as suas a pensar como vocês.

Mordechai disse...

Eu deixei bem claro que considero promiscuidade algo negativo tanto em homens quanto em mulheres.

Matheus disse...

Mas sobre o comentario do Mordechai, Quando um homem "rodado" se casa com uma mulher,normalmente é porque ele REALMENTE GOSTA e se APEGA a ela, senão ele não se casaria, ele continuaria sua vida mas.. quem disse que é sempre assim em relação a mulher? Uma mulher "rodada" normalmente "sossega" quando começa e envelhecer, só para não ficar sozinha.. Continua a ser exigente, quer um homem decente que no minimo consiga bancar os 2, e ainda pode dar umas escapulidas. Diferente do homem que não se importa com a situação financeira da pretendente dele, e varias mulheres nem se importaria com o fato de ter que compartilhar o marido rico(FDP) com algumas amantes.

Maria Valéria disse...

Aiaiai.... Eu tenho uma amiga que ficou e transou com todo mundo que queria, depois, com 20 anos, conheceu o atual marido dela, estão casados e felizes há mais de 12 anos.
E se ela quis transar com um monte de caras de depois encontrou o homem que realmente ama? Onde esta o problema?
O marido dela, que também e meu amigo, e soube, claro, através dos ex rolos dela que ela era " piranha" , que " fez isso e aquilo na cama comigo entao nao serve pra casar com vc" , mandou esse bando de fdp pra Pqp e assumiu o namoro sem medo e sem preconceito ou receio de ser ' como.
Esse, sim, foi HOMEM de verdade.
Nada mais a acrescentar nesse post.

Maicon Vieira disse...

Bem corajoso esse seu amigo, Maria Clara. Só uma coisa que não gostei muito nesse seu comentário, isso de homem de verdade. Sempre que escuto isso me parece que alguém está querendo moldar.

96586466 disse...

Minha buceta é poder! by Valeska

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